Especial

UM MEMORÁVEL PIQUENIQUE COM SWAMI

Kuppam Vijayamma

Viajar com Swami é como beber néctar em uma taça de ouro! É como estar em uma procissão na brisa fresca sob o dossel de antecipações felizes!


Naquele dia, Swami estava na casa da minha irmã Sushilamma. Depois de dar o darshan aos devotos, Swami subiu ao primeiro andar. Olhou para minha irmã e disse: “Vamos?” Ela perguntou-lhe surpresa: “Vamos para onde, Swami?”. “Oh! Cheia de perguntas! Vamos. Vamos fazer um piquenique”. Desceu as escadas e sentou-se no carro.

Mãe Easwaramma, minha irmã e eu entramos em outro carro. Mais quatro carros nos seguiram imediatamente. Nós éramos realmente afortunados em viajar com Easwaramma. Ela fez uma observação improvisada: "Sami é assim sempre" (ela sempre carinhosamente chamava Swami de Sami).

Chegamos todos a um lugar despovoado. Pensando no plano divino de Swami, no jogo divino e nos atos divinos, minha mente estava balançando em doces pensamentos sobre o que poderia acontecer.  Olhando para o meu rosto feliz, Amma (nós costumávamos chamar Easwaramma de Amma) me acordou com um terno tapinha, levantou as sobrancelhas e me perguntou: “Qual é o problema?” Eu não tinha palavras para descrever meus sentimentos. Ela entendeu e disse: “Tudo é brincadeira de Sami. Ele gosta de manter as pessoas em suspense”. Havia um brilho de alegria em seu rosto também. Enquanto isso, o carro de Swami parou em um lugar de beleza cênica.

Descemos rapidamente de nossos carros. A atmosfera do lugar era bastante pacífica. Segurando com uma mão seu manto vermelho, que esvoaçava suavemente, Swami caminhou em nossa direção como um cisne encantador. Olhando para Ele, a Mãe Natureza estava cheia de êxtase, por assim dizer. Grupos de pássaros cantavam canções de boas-vindas a Swami. A manhã oferecia obediência a Ele. Swami era de fato uma personificação de beleza e encantamento quando Ele “planou” em nossa direção enquanto conversava com todos como um entre nós.
 

Eswaramma se aproximou de Swami e perguntou mansamente: "Sami! Qual é o nome deste lugar?” Ele respondeu: "Como pode haver um nome onde não há aldeia? Este é Brindavan sem qualquer nome". Sim, onde quer que o rapaz de Brindavan vá, o lugar deveria ser apenas Brindavan, pensei. Olhando para a mãe segurando a mão do filho, falando com amor, carinho e liberdade, sentimos que isso só seria possível para a mãe. O ditado, "Mesmo um imperador é uma criança quando se trata de sua mãe” brilhou em minha mente.


Swami apontou para um lugar onde havia um leito de folhas verdes como um carpete e disse: “Venham, vamos nos sentar aqui”. Todos nós nos reunimos lá. A visão da mãe sentada ao lado de Swami parecia que o ouro adquirira fragrância. Se Swami era uma flor de jasmim, a mãe era sua fragrância. Oh, que vista linda! A visão era tão encantadora e doce que exigia um olhar ininterrupto. Se o vínculo entre eles era de natureza eterna, a visão era sem dúvida um grande fruto de ações meritórias ao longo de vários nascimentos para nós, os espectadores. Sua mãe estava sempre brilhando, com um sorriso constante no seu rosto. Suas bochechas ficavam adornadas com uma linda covinha toda vez que ela sorria. Ela sempre abordou as pessoas com humildade natural, plenitude de amor e respeito.


Os itens do café da manhã foram descarregados de um carro. Quando sua mãe arregalou os olhos e perguntou “Como e quando você organizou todas essas coisas?”, Swami sorriu carinhosamente e disse: “Primeiro coma. Eu vou te contar mais tarde”. Havia um fluxo interminável de lágrimas de meus olhos quando vi Swami servindo Sua mãe e cutucando-a para comer mais. Todos nós comemos idlis quentes, vadas, e também biscoitos e frutas à vontade, como Lambodara (Senhor Ganesh).


Mãe Easwaramma gostava de mastigar folhas de betel. Swami tirou algumas folhas de betel e pedaços quebrados de nozes de betel que estavam em uma caixa de prata, aplicou um pouco de limão nas folhas, dobrou em um pequeno pacote e colocou na boca de sua mãe. A visão era incrivelmente linda. Alegria fluiu como uma inundação em meu pequeno coração. Com um sorriso, Muvva Gopala (Swami lembrando Krishna) começou a narrar um incidente surpreendente.

“Você sabe o que aconteceu num dia? Eu fui junto com três estudantes para a casa de uma devota e bati na porta. Olhando para Mim, ela ficou extasiada de alegria. Nós quatro nos sentamos no corredor. Ela estava muito confusa. Ela entrava na cozinha e corria para cá e para lá sem saber o que fazer. Estava mexendo com as coisas na cozinha, quando eu disse a ela: “Olhe lá”! Dois anjos desceram do Meu carro, segurando bandejas de ouro contendo alimentos em suas mãos. Eles os colocaram na mesa e voltaram. A devota estava maravilhada e cheia de alegria. Depois de terminar de comer, dei as placas de ouro para ela, abençoei-a e saí.” Swami disse ainda: “O céu inteiro descerá se eu desejar. As pessoas louvam-Me de muitas maneiras, mas se esquecem de minha realidade devido a maya (ilusão). Com um olhar de comando Meu, tudo é fornecido”.

Mãe Easwaramma com Bhagavan.

Swami então cantou uma canção em télugo:

Ó Krishna! Cante uma canção doce e encha meu coração com palavras e com o néctar da felicidade. Destile a essência dos Vedas, transforme-a em música divina, toque-a em Sua flauta encantadora e cative-me com Sua melodia. Cante, ó Mukunda! Cante para mim!! (Canção em télugo)


Enquanto cantava, Swami criou uma estatueta de mármore de Krishna com a postura de tocar a flauta, sentado em uma pedra. Eu simplesmente não consigo descrever sua beleza! A voz doce de Swami nos deixou enfeitiçados. Ele olhou para mim e pediu-me para acompanhar o seu canto. Todos ficaram cheios de alegria quando Swami começou a cantar Chitta Chora Yashoda Ke Bal Navanita Chora Gopal (Ó Krishna, o filho da mãe Yashoda, Você é o ladrão de manteiga e do coração dos devotos). Nossos corações foram realmente roubados por Swami! Sua figura ficou impressa em nossos corações como uma foto em um livro.


Swami levantou-se dizendo: “Vamos partir?” A mãe implorou: “Este lugar é tão bonito...” Ele fez uma pequena graça e ignorou seu pedido de passar mais tempo lá. Que momentos felizes foram aqueles!


Enquanto andava, Swami cantou a música Challa Galilo Yamuna Thati Pai Shyama Sundaruni Murali ... (na brisa fresca, na margem do Yamuna, a flauta de Krishna). Houve realmente um sopro de brisa fresca, e as árvores derramaram flores ternas sobre Swami, como se realizassem Abhishekam para Ele.


Todos nós fomos para os carros. Nagaratna Mudaliar, que estava dirigindo o carro de Swami, aproximou-se d’Ele e disse: “Perdoe-me, Swami, a gasolina no carro acabou. Se você puder esperar um pouco...”. Swami disse a ele: “Eu sei. Pegue um pouco de água do córrego e encha o tanque com ela”. Nós todos ficamos perplexos. Quando o motorista mostrou seu nervosismo, Swami insistiu: “Faça o que eu digo”. A palavra de Swami pode ser em vão? Assim que a água encheu o tanque de gasolina, o carro começou a funcionar naturalmente, como sempre. Mãe Easwaramma pegou a mão de Swami com grande alegria e disse: “Tudo é uma maravilha com você. Você é Deus, sem dúvida”. Swami apenas deu um aceno ao comentário dela e começou a jornada. Olhando para a alegria de Mãe Easwaramma ao longo de toda a jornada e conversando sobre as ações de Swami, todos nós chegamos ao destino com alegria.
 

(Da edição em télugo da Sanathana Sarathi. Tradução para o inglês: P.P.S. Sarma.)
 

- Smt. Kuppam Vijayamma é autora do famoso livro “Anyatha Saranam Nasti” e muitos outros livros sobre Bhagavan Baba.

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