Refulgência da Glória Divina

A BÊNÇÃO DA PRESENÇA DE BHAGAVAN

M. K. Kaw

Meu primeiro Darshan de Bhagavan Baba aconteceu em 1973, quando eu era Administrador do Distrito de Solan, no Estado de Himachal Pradesh. Baba viajava de Chandigarh para Shimla e passava pela cidade de Solan. Os devotos locais estavam animadíssimos e organizaram uma parada improvisada para Ele. O Superintendente de Polícia e eu nos posicionamos no cruzamento principal para garantir que Baba não fosse cercado.

Não demorou para que o desfile chegasse. O carro era um Ambassador branco, com Baba sentado no meio do banco de trás, com uma pessoa de cada lado. Os devotos cercaram o carro e tentaram convencer Baba a descer por alguns minutos. Ele finalmente cedeu e ficou de pé por alguns minutos, junto à porta aberta do próprio carro, para que as pessoas pudessem ter o Seu Darshan. Antes que os devotos pudessem perceber o que tinha acontecido, Baba já havia entrado, fechado a porta e o carro já estava correndo em direção a Shimla.

Uma Bênção Especial para o meu filho


Todos ficamos desapontados, especialmente minha esposa, que estava no grupo de Bhajans alguns metros adiante e não teve nem sequer uma visão do Avatar. Quando chegamos em casa, outro episódio se desenrolou. Meu filho Anurag, de um ano de idade, estava no colo de um policial de pé na beira da estrada. Swami fez o carro parar ali; Ele saiu e pôs Sua mão sobre a cabeça da criança, abençoando-a.


Aquele foi o início de uma série de milagres com foco especial nessa criança. O tempo todo, era possível sentir o ativo interesse de Baba em seu bem-estar, educação, saúde, casamento e tudo mais, até o dia de hoje. Anurag também tem um amor especial por Swami e onde quer que vá, ele logo é descoberto como um líder natural do Grupo de Bhajans local.
 

Deus Concede Concentração


Anurag é uma pessoa maravilhosa. Seu único problema costumava ser a falta de inclinação para estudar. Em Shimla, era comum vê-lo olhando durante horas para as árvores do lado de fora sem dar qualquer atenção ao livro aberto diante de si. Em 1988, minha esposa reclamou com Swami: “Baba! Por favor faça alguma coisa para melhorar a concentração dele”. Swami disse: “Porque ele não consegue memorizar? Ele se lembra de canções de filmes a noite toda. Não há nada errado com seu cérebro. Ele não presta atenção. Isso é tudo”. Anurag levou aquilo a sério. Hoje (novembro de 2001), ele faz Mestrado em Cirurgia Cardíaca.


Baba dá muitos conselhos práticos a cada um dos membros da família. Certa vez, quando minha mãe ameaçou se mudar para viver no Ashram, Ele disse: “não precisar vir até aqui, Mãe. Seu dever é cuidar do seu marido. Faça isto”. E ela assim fez, até o dia da morte do meu pai.

O autor com Bhagavan

Como o Divino Trabalha

 

Eu gostaria de contar alguns eventos milagrosos que ocorreram comigo. Uma noite eu estava no aeroporto de Délhi esperando um voo para Hyderabad. O voo estava atrasado e eu tinha algumas horas livres. Após caminhar de um lado para outro por algum tempo, eu pensei em pedir ajuda a Baba.


Enviei uma prece silenciosa a Swami: “Baba! Por favor, crie algum drama. Faça com que minhas horas de espera sejam mais vívidas”. Ao abrir os olhos, percebi um jovem que empurrava uma cadeira de rodas onde uma senhora idosa estava sentada. Ele obviamente tinha um problema. Eu o vi dirigindo-se a um funcionário atrás do outro e parecia que ninguém estava disposto a ajudar. Eu decidi intervir. Quando passou ao meu lado, eu me dirigi a ele: “Desculpe-me, senhor! Há algum problema?” Ele demonstrou alívio. Ele era da Bulgária. Sua mãe tinha câncer e ele a havia trazido à Índia em busca de tratamento. O apoio do pé da cadeira havia quebrado e sua mãe não poderia apoiar-se ali quando a cadeira se movia. Ele queria alguém que consertasse o pedal.


Onde eu encontraria alguém para fazer esse conserto no setor de embarque do aeroporto? O problema parecia insolúvel. Eu decidi procurar o chefe de segurança, que fazia a inspeção de raio X da bagagem de mão. “Não, senhor”, disse ele: “não há instalações de reparo disponíveis no aeroporto”.


Eu me afastei. De repente, um dos policiais que observava a bagagem que passava, gritou: “Senhor! Espere”! Eu fiquei tenso. O que fora, agora? O policial tinha nas mãos uma bagagem que havia passado pelo raio X. “O que é isto”? Perguntou. Uma pessoa humilde disse que a bolsa lhe pertencia. “Abra, por favor. Eu preciso revistá-la”!


O homem estava intrigado, mas obedeceu. Abriu a bolsa. De dentro, o policial tirou o que parecia uma caixa de ferramentas. “O que é isso”? O homem respondeu: “são as minhas ferramentas”. “Pertencem a você”? Disse o oficial. “Sim”, respondeu o homem. “Sabe usá-las”? “Sim”! “Pode consertar esta cadeira de rodas”? O homem, após olhar para o pedal na mão do jovem búlgaro, respondeu: “Sim”!


O dono das ferramentas entrou em ação e, em minutos, havia consertado a cadeira de rodas. O policial lhe devolveu a mala e o homem seguiu em frente. Quando procurei por ele logo em seguida, ele havia desaparecido!


Enquanto isso, o jovem iniciou uma conversa surpreendente comigo. Eu quis saber o nome do médico que iria tratar de sua mãe. “Não, não é um médico”, disse ele; “todos os médicos disseram que não há tratamento”. “Então, para onde está indo”? Perguntei. Ele disse que estava procurando um certo Sathya Sai Baba.


Eu fiquei intrigado. Ele estava indo ver Sai. “Quem é Ele”? Perguntei, já desfrutando da coincidência. “Como soube a respeito Dele?” O rapaz respondeu que alguns amigos haviam estado na Índia e lhe disseram que Cristo havia renascido na Índia e era capaz de curar doenças incuráveis. Então, ele partiu para a Índia. “Você sabe onde Baba vive”? Perguntei. “Não”, admitiu ele, mas disseram que quando eu chegasse a Hyderabad alguém me diria.


Eu procurei na minha bolsa. Alguns meses antes, Baba me presenteara em uma entrevista, com uma de Suas materializações – um cartão de visita com Sua fotografia e endereço completo. Era um tesouro que eu guardava comigo, mas para que precisaria dele? Decidi dar o cartão ao rapaz. No verso, escrevi um bilhete para um amigo: “se você estiver em Puttaparthi, por favor oriente este senhor”.


O homem que estava de pé ao meu lado sacou uma tabela de horários de trens: “Você poderá embarcar em um trem para Puttaparthi em tal hora, amanhã à tarde”, disse voluntariamente e escreveu os detalhes numa folha de papel. Outro homem perguntou: “onde você vai se hospedar”? “Não tenho onde ficar”, admitiu o jovem. O homem disse que conhecia um bom hotel, de preço acessível, perto da estação de trem. “E, como estou indo nessa direção, posso dar uma carona até o hotel para você e sua mãe”.


Nosso voo foi anunciado e partiria dali a alguns minutos. Mais tarde, soube pelo meu amigo que o búlgaro tivera entrevista com Swami e o câncer de sua mãe fora curado.

Espantosa Onisciência


Baba exibiu um aspecto dramático de Sua onisciência quando, um dia, em uma longa entrevista com Ele, havíamos esgotado todos os assuntos de família. Como Baba não demonstrava qualquer impaciência, nossa coragem cresceu. Minha mãe disse: “Baba, um vizinho nosso ficou paralítico recentemente...” Antes que ela pudesse concluir, Baba disse: “Sim, mãe. Um caso triste. Ele perdeu seu filho quando este estava com 25 anos. O trauma foi excessivo; ele desenvolveu hipertensão e acabou tendo um ataque que o deixou paralítico, mas ele vai se recuperar. Só ficará com a mão e a perna direita afetadas pelo resto da vida”.


Eu perguntei: “Swami, o Sr. X foi diagnosticado com câncer de próstata”. “Sim”, respondeu Baba: “Ele foi operado, mas o câncer foi descoberto muito tarde. Removeram o tumor, mas suas raízes ainda ficaram lá. Eu vou lhe dar Vibhuti...”


Então, eu disse: “O Sr. Y está envolvido em um litígio”. “Porque você pede ajuda para ele”? Respondeu Baba. “Se ele não tivesse sido um tolo, não teria se envolvido com aquela senhora. Ele é o único culpado. De qualquer forma, diga-lhe que não se preocupe. Este caso não dará em nada”. Uma notável ilustração da comunicação instantânea e da intercessão divina em três casos de pessoas estranhas, totalmente desconectadas entre si!
 

Extensão de vida para o meu pai

Deixem-me contar agora a história da doença do meu pai em 1976, que foi o motivo de experimentarmos o primeiro contato íntimo com o milagre de Sai. Meu pai tinha icterícia, diagnosticada como uma hepatite infecciosa e estava sendo tratado por médicos muito bons em Délhi. Seu médico dissera que ele estava curado e poderia viajar até Dharamsala, onde eu havia sido nomeado Administrador.


Sequer um mês se passou, quando, subitamente, papai desenvolveu febre alta e rigidez corporal. Sua febre passou de 40 graus e ele tremia tanto que nos deixou apavorados. Os médicos locais logo pensaram em malária, depois que era uma febre viral e, finalmente, alguma doença desconhecida. Um dia, o Dr. Jha, médico sênior me chamou de lado e disse: “Eu insisto em recomendar que você remova seu pai para Délhi imediatamente. Daqui a três dias poderá não ser possível a remoção, mesmo que você queira fazê-lo”.


Os arranjos foram feitos durante a noite. Saímos correndo de ambulância até Pathankot, embarcamos no trem e fomos recebidos por outra ambulância na estação de trem em Délhi. Papai foi internado imediatamente no AIIMS (Instituto de Ciências Médicas da Índia), onde os médicos lutaram para conter suas oscilações diárias de temperatura.


No terceiro dia, os médicos fizeram uma conferência. Disseram-me: “Seu pai tem hepatite. Suspeitamos que seja obstrutiva. Se operarmos suas chances são de 2%. Se não operarmos, ele entrará num coma irreversível. Por favor, decida”.


Naturalmente, eu escolhi a cirurgia. Oramos ao Senhor Sai dia e noite. Quando ele foi para a sala de cirurgia, o Senhor Chaman Lal aplicou Vibhuti em sua testa. A operação foi um sucesso. Cinco minutos depois, ele teve uma parada cardíaca. Foi ressuscitado. Teve uma falha respiratória e foi colocado no respirador artificial. Teve fezes com sangue. Seus rins pararam.
 

Um a um, seus sistemas entravam em colapso e voltavam a funcionar. Os médicos disseram que ele poderia sobreviver, mas ficaria inválido por toda a vida. Dois meses depois, ele voltava a trabalhar! Viveu uma vida praticamente normal, exceto pelos sintomas normais da idade avançada, por mais 25 anos.


Minha mãe prometera a si mesmo que, se papai sobrevivesse à provação, ela o levaria para ver Baba em Puttaparthi. Por diversas razões a visita foi sendo adiada. Em 1988, finalmente fomos para Puttaparthi. Assim que Swami viu minha mãe, exclamou: “Finalmente você veio! Durante anos você quis trazer seu marido aqui. Agora conseguiu! Como ele está passando”? Assim, confirmou que tinha sido Ele, de fato, que atendera às preces de minha mãe em 1976.
 

Atualmente, Bhagavan é o centro das atenções de nossa família. Seu retrato está em todos os cômodos. Ele é o tópico central de nossas discussões espirituais. É o residente dos nossos corações.


 (Cortesia: ‘Sai Prem’, Mathrubhumi’s supplement, 2001.)
 

– O autor ocupou posições de prestígio no Governo Estadual e Central. Aposentou-se como Secretário de Educação, Ministro de Recursos Humanos e Desenvolvimento do Governo da Índia.

A cultura indiana é como ouro puro, mas essa preciosa cultura vem sendo ignorada atualmente. As pessoas não respeitam seus pais e os mais velhos. Esqueceram-se dos valores sagrados do amor e da humildade. Só dão importância à educação mundana e às posses materiais. Essas coisas só estarão com vocês enquanto estiverem vivos. Quando deixarem o corpo, tudo que levarão consigo será Samskara – as tendências inatas e não Samsara – o mundo material. Mas vocês ignoram Samskara e se deixam envolver por Samsara, razão pela qual sofrem com a falta de paz.


– Baba

© © 2016-2020 Organização Internacional Sathya Sai do Brasil. Todos os direitos reservados.