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Plantio de mudas em Resende
26/11/2016
Plantio de mudas em Resende
26/11/2016
Natal em Queimadas
16/12/2018
Projeto Serviço em EVH em Queimadas -
Natal na comunidade


Eventos Nacionais
Eventos Nacionais


01 de setembro de 2026
Krishna demonstrou que, se vocês praticarem a disciplina espiritual da presença constante de Deus, certamente alcançarão a vitória. Deixem que o Senhor seja o condutor da sua carruagem e Ele os guiará, mesmo nas adversidades mais difíceis. Deus não tem favoritos nem rivais. Assim como o fogo, distribui calor a todos os que estão próximos a Ele. Se vocês não sentirem esse calor, não culpem a Ele, mas a si mesmos por estarem distantes d’Ele. Bhishma, um dos mais eminentes personagens do épico Mahabharata, orou ao próprio Krishna, que havia prometido matá-lo, para que Ele lhe concedesse a visão do Seu divino esplendor! Essa é a verdadeira devoção, a verdadeira sabedoria! Bhishma tinha fé; por isso Krishna o abençoou com essa visão. O rei-demônio Hiranyakashipu disse: “Deus não está em parte alguma”; então, para ele, o Senhor não estava em parte alguma”. O seu filho Prahlada, por outro lado, afirmou: “Deus está em toda parte”. Quando Hiranyakashipu o desafiou a provar o que afirmara, o Senhor surgiu de dentro do pilar para demonstrar que Prahlada estava certo. Deus não precisou entrar rapidamente no pilar para depois sair dele, a fim de responder ao desafio de Hiranyakashipu. Ele sempre esteve lá, assim como em todos os outros lugares. Bastava apenas que Se tornasse visível! Eu também sou assim. Se vocês Me aceitarem e disserem: “Sim!”, responderei: “Sim, sim, sim”! Mas se Me negarem e disserem: “Não!”, ecoarei: “Não!” Venham, examinem, experimentem e tenham fé; essa é a maneira de se valerem de Mim. (Discurso Divino, 23 de novembro de 1964)
Sri Sathya Sai Baba
02 de setembro de 2026
A riqueza material traz consigo não apenas alegria, mas também sofrimento. O acúmulo de bens e a multiplicação dos desejos conduzem somente à alternância entre alegria e sofrimento. O apego é a raiz de ambas; o desapego é a salvação. O apego é morte; o desapego é liberação. Um milionário paga o imposto de renda com lágrimas nos olhos, enquanto um diretor de escola, ao ser transferido, deixa alegremente os móveis e os equipamentos do laboratório da instituição de ensino onde trabalhava. Isso ocorre porque o diretor sabe que é apenas o depositário daqueles bens, não o proprietário. Não está apegado a eles, pois reconhece que pertencem ao governo. Sintam, de igual modo, que a sua família, a sua casa, as suas terras e o seu carro são todos de propriedade do Senhor, e que vocês são apenas administradores temporários. Estejam prontos a renunciar a tudo isso a qualquer momento, sem lamentações. Saibam que renúncia não significa que não se deva dar valor às coisas; vocês podem até cuidar delas. Lembrem-se, porém, de que são passageiras e que a alegria que proporcionam é insignificante e efêmera. Em outras palavras: não cultivem apego por elas. Fiquem cientes do seu verdadeiro valor; não as superestimem. (Discurso Divino, 19 de agosto de 1964)
Sri Sathya Sai Baba
03 de setembro de 2026
O nome “Krishna” deriva da raiz sânscrita “krish”, que possui três significados: (1) atrair; (2) arar e cultivar; e (3) o Princípio Divino que transcende o tempo, o espaço e a causalidade. Krishna, como todas as Encarnações Divinas, atrai não apenas buscadores espirituais, santos e sábios, mas também as pessoas de coração puro, os inocentes e os bons. Atrai igualmente os curiosos, os críticos, os céticos e os ateus. Ele os atrai com o encanto arrebatador da Sua personalidade, o Seu olhar irresistível, a Sua voz e a Sua flauta, os Seus conselhos e a Sua indômita bravura. Krishna está sempre em estado de bem-aventurança, irradiando harmonia, melodia e beleza ao seu redor. Ele canta em todos os lugares, tanto nas pacíficas terras e pastagens de Brindavan, local onde passou a infância e a juventude, quanto no campo ensanguentado da batalha de Kurukshetra, descrita no épico Mahabharata. Em uma das mãos, Krishna segura a flauta; na outra, empunha o chicote. Mas o que surge é sempre música plena de significado e emoção, seja a canção que flui da Sua flauta, seja a “Canção do Senhor” (Bhagavad Gita, em sânscrito). Por que Krishna atrai todos à Sua presença? Para arar o coração do ser humano e prepará-lo para receber a chuva da Graça Divina; para nele semear o amor, extirpar as ervas dos maus pensamentos que sufocam as plantações da alegria e torná-lo apto a colher a safra da sabedoria. Na verdade, essa sabedoria encontra a sua plenitude no próprio Krishna, pois esse Nome Divino também significa a Essência Pura, o Princípio Supremo, Sat-Chit-Ananda (Existência – Consciência – Bem-Aventurança). (Discurso Divino, 31 de agosto de 1972)
Sri Sathya Sai Baba
04 de setembro de 2026
Dentre as práticas devocionais, instalar um quadro ou uma estátua do Senhor em casa e lhe prestar reverência é a de menor valor. A celebração do nascimento de Krishna ou Krishna Janmashtami não deve se reduzir a rituais especiais e a pratos extras servidos no almoço. As pessoas assim procedem para atrair a Graça de Krishna, mas só se pode conquistá-la por meio da observância dos Seus ensinamentos. Ela não é concedida a quem se comporta com orgulho ou com ostentação. Adorar Krishna e negligenciar os Seus ensinamentos é um sacrilégio. É possível deixar de lado a adoração a Ele e, ainda assim, conquistar a Sua Graça, desde que se procure sinceramente seguir o caminho que Ele traçou. Krishna foi a Encarnação do Amor. Por isso, o amor é a virtude que Ele mais preza. Mas esse amor deve se expressar em atos concretos de compaixão. Cultivem a compaixão e a empatia até que alcancem o objetivo de se fundirem em Krishna, Aquele que é a própria Encarnação do Amor. Muitos de vocês se dedicam à disciplina espiritual. Qual é o propósito fundamental dessa disciplina? Cada prática realizada pelo aspirante espiritual é como um riacho que flui em direção ao Oceano da Graça Divina. Acreditem que o amor que os motiva a servir e a ter compaixão é uma centelha do Amor Divino. (Discurso Divino, 14 de agosto de 1979)
Sri Sathya Sai Baba
05 de setembro de 2026
O Guru ou mestre espiritual é reverenciado como Brahma, o primeiro da Trindade Divina, responsável pela criação do Universo; como Vishnu, encarregado da sua preservação; e como Maheshvara (epíteto de Shiva), a quem cabe a sua destruição e dissolução. Essa descrição é simbolicamente correta, como se percebe ao examinar a tarefa que se espera do Guru. Ele semeia no coração do discípulo as sementes da virtude, da sabedoria e da fé. Nesse sentido, ele é Brahma. O Guru também se assemelha ao agricultor que planta as mudas no solo bem-preparado do seu campo. Feito isso, porém, o agricultor não cruza os braços; cuida sem cessar para que as mudas se desenvolvam bem, sempre atento às etapas apropriadas para regar e adubar a plantação. Esse é o papel de Vishnu. Da mesma forma, o Guru não pode se acomodar e observar em silêncio o destino do discípulo após as primeiras lições. Precisa guiá-lo a cada passo e cultivar e estimular nele bons hábitos, raciocínio sólido e sentimentos legítimos. Nesse caso, ele atua como Vishnu. O Guru tem, ainda, o dever de advertir o discípulo quando este dá um passo em falso, adquire um mau hábito ou alimenta uma dúvida nociva. Assim como o agricultor, que precisa estar sempre vigilante contra o avanço de ervas daninhas e a infestação de pragas, o Guru deve se manter sempre alerta para destruir as pragas do vício e as ervas daninhas da indolência e da inconstância. (Discurso Divino, 3 de janeiro de 1974)
Sri Sathya Sai Baba
06 de setembro de 2026
Os livros não se destinam apenas à leitura. Até hoje, escrituras sagradas como o Alcorão, a Bíblia, as Upanishads, o Zend Avesta e o Granth Sahib são veneradas em santuários. Porém, nenhum esforço é feito para se viver de acordo com seus ensinamentos. As pessoas estão se esquecendo do propósito para o qual esses livros sagrados foram criados. O mero estudo dos livros não produz mudanças em nossas vidas. O que é estudado deve ser colocado em prática. O conhecimento que não é colocado em prática é como comida não digerida. Para digerir um alimento, é preciso mastigá-lo bem e ingeri-lo em uma forma de fácil absorção. Isso significa que não basta folhear um livro, mas é preciso estudá-lo profundamente, refletir sobre seu conteúdo e absorver seu significado para que se possa praticar o que se aprendeu. É por isso que todos os livros religiosos enfatizam a doutrina da ação. Nesse contexto, não há propósito em se entregar à especulação intelectual sem colocar o conhecimento em prática.(Discurso Divino, 14 de julho de 1984)
Sri Sathya Sai Baba
07 de setembro de 2026
Ao considerar o amor das Gopis (as pastoras de Brindavan), podemos nos perguntar com que propósito elas amavam Krishna. Elas não tinham interesse por nada no mundo; sua única preocupação era a busca espiritual. Quem observasse a conduta das Gopis sob uma perspectiva mundana poderia considerar suas ações impróprias. Da mesma forma, o amor de Prahlada pelo Divino não era compreendido por aqueles que o julgavam a partir de um ponto de vista mundano. Teria Prahlada conseguido suportar com indiferença todas as torturas a que foi submetido se fosse uma pessoa mundana? Ainda criança, ele passou por provações que nenhum homem teria conseguido suportar. Quando os servos do rei o ameaçavam com lanças, ele orava ao Senhor e exaltava Suas glórias, sem derramar uma única lágrima ou demonstrar qualquer sinal de medo. Se a sua devoção fosse condicionada a desejos mundanos, não teria ele chorado? Não teria demonstrado medo, sendo apenas uma criança? Ele não o fez porque o Senhor Narayana estava instalado em seu coração. O nome do Senhor estava sempre em sua língua. A consciência divina preenchia todo o seu ser, da cabeça aos pés. Por isso, nenhuma das dores infligidas por meio de instrumentos físicos o afetou. Como seus pensamentos estavam centrados em Deus, as dores do mundo não o atingiam. (Discurso Divino, 14 de julho de 1984)
Sri Sathya Sai Baba
08 de setembro de 2026
Entre todas as aventuras maravilhosas que deslumbraram as pessoas durante a infância de Krishna, revelando-lhes a Divindade que veio viver entre elas, o episódio de Kalinga é o mais significativo. A serpente Kalinga envenenava com seu hálito as águas do rio Yamuna e toda a atmosfera ao seu redor; todos os que se aproximavam daquela área, pessoas ou rebanho, caíam mortos. Porém, Krishna, o menino divino, mergulhou nas profundezas do rio, forçou a serpente a subir à superfície e, saltando de cabeça em cabeça, em rápida sucessão, dançou sobre elas com seus delicados pés de lótus. A pressão daqueles pés macios e sedosos bastou para forçar a expulsão do veneno mortal das presas da colossal naja e torná-la inofensiva para sempre. O episódio de Kalinga é uma lição valiosa de disciplina espiritual. No lago profundo e sereno da mente de cada ser humano, espreita uma cobra venenosa, com seis cabeças — luxúria, raiva, ganância, apego, orgulho e ódio —, que contamina o ar e destrói todos os que dela se aproximam. Quando o nome do Senhor mergulha nas profundezas, força a serpente a subir à superfície, para que possa ser destruída. Permitam, pois, que o Divino que reside em vocês, o Krishna interior, domine a mente; deixem que Ele pisoteie as cabeças sibilantes e dome a víbora cruel, para que ela possa expelir o veneno e se tornar pura e doce. É essa a disciplina espiritual que o episódio ensina, o dever que ele prescreve. (Discurso Divino, 28 de julho de 1967)
Sri Sathya Sai Baba
09 de setembro de 2026
Diz um poema em télugo: “Prestar serviço altruísta com um coração compassivo é o único verdadeiro serviço. Quem serve com espírito de amabilidade certamente alcançará a morada da paz. Essa é a verdade”. Encarnações do Divino Atma, do Divino Ser Interno! É preciso reconhecer que a vida tem como propósito o serviço altruísta e não deve ser vivida para fins egoístas. Somente por meio desse serviço é possível experimentar a unidade da humanidade. O serviço desinteressado é o esteio da Ioga da Ação ou Karma Yoga, que consiste na dedicação ao Divino por meio da ação e tem por base disciplinar a mente e o corpo mediante o serviço altruísta. A sociedade honra apenas aqueles que a servem. Tais pessoas conquistam a graça de Deus. Todo indivíduo deve reconhecer a suprema importância do serviço altruísta. O espírito de serviço deve estar associado à prontidão para o sacrifício. Somente então ele será verdadeiramente altruísta, isento de todo e qualquer traço de interesse pessoal. Tal serviço é como o sal que dá sabor à vida. O amor universal nutre e sustenta a existência. O alento vital do ser humano é o amor. A grandeza de espírito confere fragrância à vida. (Discurso Divino, 19 de novembro de 1987)
Sri Sathya Sai Baba
10 de setembro de 2026
O ser humano é um amálgama de humanidade, animalidade e divindade. É uma tragédia se não consegue se libertar da animalidade, e uma tragédia ainda maior se não é capaz de cultivar a divindade no seu interior. A contemplação dos avatares Rama e Krishna, dos seus jogos divinos e dos seus poderes miraculosos é o método mais seguro para cultivar a divindade no ser humano. Antes de cada encarnação humana, surgem dois poderes para colaborar na tarefa que a encarnação vem cumprir: o poder da ilusão ou mayashakti e o poder da comunhão com o Divino ou yogashakti. O primeiro vem como uma irmã mais velha, para advertir os perversos; e o segundo, como um irmão mais velho, para infundir entusiasmo e proporcionar companhia constante. A ilusão impeliu o rei Kamsa, tio materno e inimigo de Krishna, a cair cada vez mais profundamente na perdição, a fim de que a sua queda fosse ainda mais terrível e exemplar. Entretanto, nesta Era de Kali ou Idade de Ferro, os perversos têm que ser corrigidos e transformados por meio do amor e da compaixão. Eis por que este Avatar veio desarmado, trazendo a mensagem do Amor. A única arma capaz de transformar os vis e os ímpios é o Nome do Senhor, pronunciado com amor. (Discurso Divino, 28 de julho de 1967)
Sri Sathya Sai Baba
11 de setembro de 2026
Na devoção dos indianos, frequentemente encontramos situações que beiram o absurdo. No entanto, sentimentos espirituais e amor são as forças subjacentes até mesmo nesse comportamento aparentemente sem sentido. Um estudante ora a Deus para obter bons resultados nas provas; outro pede a vitória em uma causa judicial. Mas por que ir tão longe? As pessoas oram até para conseguir um lugar no ônibus! Os indianos dependem de Deus para tudo, das menores às maiores coisas. Pode-se chamar isso de loucura divina. Há quem chame de tolice. Não importa o que se diga, cada um tem direito à sua própria sede, ao seu próprio anseio, à sua própria fé, ao seu próprio tipo de loucura. Ninguém tem o direito de negar a fé alheia. Contudo, até mesmo para a fé, certos fundamentos são necessários. A presença do noivo não garante que o casamento será celebrado. Ter dinheiro não implica que se possa administrar um negócio, porque isso requer algum conhecimento adicional. Não se pode considerar alguém um escritor apenas por conhecer o alfabeto, pois só tem essa capacidade quem entende os significados das palavras. Da mesma forma, não se pode reconhecer o Divino por meio do conhecimento mundano. Nesse caso, é essencial o conhecimento espiritual; mas, para adquiri-lo, é preciso buscar a Verdade mediante uma investigação. (Chuvas de Verão, 20 de maio de 1995)
Sri Sathya Sai Baba
12 de setembro de 2026
É importante estar sempre pronto a servir aos outros em vez de escolher ser servido por eles. Além disso, não há nenhum mérito em servir àqueles que ocupam uma posição superior à nossa. Afinal, eles podem contar com o serviço de auxiliares. Tampouco é louvável servir a quem está na mesma condição que nós. Deve-se prestar serviço àqueles que se encontram em condição pior do que a nossa e que são negligenciados pelo mundo. Existem três níveis de pessoas no mundo: 1) no mais elevado estão aqueles que gozam de riqueza, prosperidade e abundância; não há necessidade de prestar serviço a eles, pois dispõem de empregados para cuidar das suas necessidades; 2) no nível intermediário estão aqueles que têm desejos intermináveis e nunca estão satisfeitos, independentemente das suas conquistas ou ganhos; o serviço a eles é desnecessário; 3) no último nível estão os menos favorecidos, que podem ser descritos como “Deus na forma dos pobres”; nesta categoria estão os fracos, os desvalidos, os necessitados; são eles que precisam ser servidos. Mas, ao prestarmos serviço a tais pessoas, não deve haver o sentimento de estarmos servindo “aos outros”, e sim o de estarmos servindo ao próprio Senhor Narayana, ao próprio Deus que habita em cada uma delas. (Discurso Divino, 19 de novembro de 1987)
Sri Sathya Sai Baba
13 de setembro de 2026
Qual é o significado esotérico da cabeça de elefante de Ganesha? O elefante é conhecido pela sua inteligência aguçada. A cabeça de elefante de Ganesha simboliza agudeza de intelecto e o mais elevado poder de discernimento. Devido à pureza do seu intelecto, Vinayaka (outro nome de Ganesha) também é chamado de “doador do intelecto”. Certa ocasião, o sábio Vyasa começou a escrever o grandioso épico Mahabharata. Dada a imensa tarefa que seria transcrever milhões de versos, ele buscou a ajuda de Brihaspati, o preceptor dos deuses, para encontrar um escriba à altura. Brihaspati respondeu que ninguém, a não ser Vinayaka, seria capaz de realizá-la. Vyasa, então, recorreu a Vinayaka, pedindo o seu auxílio, e determinou que tudo o que fosse escrito deveria ser compreendido pelo escriba. Ganesha, por sua vez, estabeleceu uma condição: Vyasa não deveria fazer pausas ao ditar os versos, de modo que o instrumento com o qual ele os inscreveria nas folhas de palmeira não tivesse descanso. Por ser a própria personificação de todo o conhecimento, Vinayaka pôde transcrever a totalidade do Mahabharata. Assim, com o seu auxílio, Vyasa conseguiu executar a portentosa tarefa de compor esse poema épico da literatura sagrada indiana. (Discurso Divino, 4 de setembro de 1989)
Sri Sathya Sai Baba
14 de setembro de 2026
A família do Senhor é uma família ideal, que mantém a harmonia e a paz, apesar dos elementos antagônicos presentes entre os seus membros. O touro (veículo de Shiva), o leão (veículo de Parvati), o rato (veículo de Ganesha) e o pavão (veículo de Subramanya) são, por natureza, inimigos entre si. No entanto, vivendo na presença do Senhor, eles deixam de lado a sua inimizade e convivem pacificamente. A harmonia na família divina demonstra que, onde há divindade, há paz e amizade. O ódio e a inveja surgem quando se esquece ou se ignora a onipresença do Divino. Dias santos, como o Vinayaka Chaturthi, festival que marca o nascimento de Ganesha, devem ser celebrados apenas para que as pessoas se lembrem dessas verdades sagradas e santifiquem a sua mente e a sua existência em conformidade com elas. É essencial que tais dias não sejam tratados como feriados e ocasiões para banquetes e diversão. Devemos adorar Ganapati (outro nome de Ganesha) para que todos os ganas (semideuses atendentes de Shiva) se tornem amistosos e prestativos conosco. Cantou o santo e poeta indiano Tyagaraja que, se ele tivesse a Graça do Senhor, todos os planetas estariam ao seu alcance. Devemos purificar o coração para que o Senhor possa derramar a Sua Graça sobre nós. (Discurso Divino, 10 de setembro de 1984)
Sri Sathya Sai Baba
15 de setembro de 2026
Aqueles que atuam nas Organizações Sri Sathya Sai de Serviço não devem abrigar nenhum sentimento de arrogância ou de ostentação ao realizarem as suas atividades. É essencial que tenham uma mente aberta, sejam completamente livres de preocupações egoístas e cultivem amor por todos. Tais pessoas são a espinha dorsal da Organização Sai; portanto, devem compreender o significado das qualidades humanas e colocá-las em prática na sua vida diária. O serviço prestado sem a atitude correta, de forma exibicionista e com presunção, não passa de uma caricatura do verdadeiro serviço. Quem deseja servir tem que se libertar do sentimento de “meu” e de “seu”. A preocupação com o próprio bem-estar e a felicidade pessoal é o mal da mentalidade dualista; ela gera descontentamento e tristeza. Sentimentos de apego e aversão maculam a mente, que só por meio do serviço pode ser purificada. Práticas externas, tais como se banhar várias vezes ao dia, espalhar cinza sagrada por todo o corpo e recitar mantras mecanicamente, são ineficazes para limpar a mente de impurezas, pois não passam de demonstrações superficiais, desprovidas de valor espiritual. (Discurso Divino, 19 de novembro de 1987)
Sri Sathya Sai Baba
16 de setembro de 2026
Os sábios da Índia renunciaram aos caminhos da ostentação superficial e da segurança temporária. Buscaram alcançar a paz interior e a alegria duradoura e descobriram que só é possível obtê-las extraindo a seiva da vida pelas raízes da sua própria realidade interior, que é o Atma (o Ser Interno). Embora esta lição, que a eles foi revelada pelo próprio Deus, tenha sido repetida, explicada e difundida ao longo dos séculos por inúmeros eruditos, poetas e oradores, muito poucos a aceitam como o fundamento da sua existência. O inseto em voo é capturado pela língua ágil do sapo; este, por sua vez, é apanhado de surpresa pelas mandíbulas da cobra; esta é morta pelo pavão, e este é abatido pelo caçador. Um ser vivo serve de alimento para outro; a morte espreita a cada instante, dia e noite. O ser humano é continuamente perseguido pela morte, que a qualquer momento pode se lançar sobre a sua presa. Ele não tem consciência dessa companheira; não aprendeu a enfrentá-la e a privá-la dos frutos das suas investidas. Afinal, o Atma não morre; somente o corpo é mortal. Quando o ser humano compreende essa verdade, a morte perde o seu aguilhão; deixa de ser temida e se torna apenas uma viagem bem-vinda rumo a um porto conhecido. (Discurso Divino, 23 de fevereiro de 1968)
Sri Sathya Sai Baba
17 de setembro de 2026
Qual é o objetivo da vida humana? Qual é o dever do ser humano? Deus dotou o ser humano com um corpo para que ele descobrisse essa verdade. “Este corpo foi concedido para ajudar os outros”, diz um provérbio em sânscrito. Vivemos em uma sociedade e dependemos dela para atender às nossas necessidades. No entanto, esquecendo a sua dívida para com a sociedade, as pessoas levam vidas egoístas e egocêntricas. O serviço à sociedade é o dever primordial (karma). A preocupação com o bem-estar de todos é devoção (bhakti). “Que todos os seres sejam felizes” – a consciência desse sentimento é o verdadeiro conhecimento ou sabedoria (jñana). Sem o reconhecimento do dever de servir à sociedade e sem a preocupação com o bem-estar coletivo, como pode surgir em alguém o genuíno anseio pela felicidade de todos, que é a essência da devoção? Estes três – o dever, a devoção e a sabedoria – estão intimamente relacionados, como uma flor, um fruto tenro e um fruto maduro. O fruto maduro da devoção confere a sabedoria que elimina as diferenças. A devoção é um fragmento do Divino. Sem ela, não se pode experimentar a consciência do Divino. Por outro lado, a devoção desprovida da consciência do Divino só pode gerar egoísmo. (Discurso Divino, 21 de agosto de 1994)
Sri Sathya Sai Baba
18 de setembro de 2026
A devoção ou bhakti denota um sentimento de amizade aliado à admiração reverente. Para quem é regido pelas qualidades inerentes à Criação ou gunas – o equilíbrio (satva), a atividade (rajas) e a inércia (tamas) –, compreender aquilo que as transcende exige uma atitude de humildade e reverência. “Adorar o Divino por meio do serviço altruísta”, diz um preceito em sânscrito. A devoção requer o emprego da mente, da fala, do corpo e também dessas três qualidades para adorar o Senhor. Devoção e amor são inseparáveis e interdependentes. A devoção é o caminho para a salvação; o amor é a expressão da devoção. O sábio e músico Narada afirmou que adorar o Senhor com amor ilimitado é devoção. O sábio Vyasa, que compilou os Vedas e compôs o épico Mahabharata, sustentava que cultuar a Deus com amor e adoração é devoção. O sábio e astrólogo Garga declarou que servir ao Senhor com pureza de mente, de fala e de corpo é devoção. De acordo com o sábio e filósofo Yajnavalkya, a verdadeira devoção consiste em controlar a mente, voltá-la para dentro e desfrutar da bem-aventurança da comunhão com o Divino. Segundo outro ponto de vista, devoção é concentrar a mente em Deus e vivenciar a unidade com o Divino. Apesar das diferentes interpretações de muitos sábios sobre a natureza da devoção, a sua característica fundamental é o amor. (Discurso Divino, 8 de outubro de 1986)
Sri Sathya Sai Baba
19 de setembro de 2026
O coração do devoto transborda de amor pelo Senhor por meio da lembrança constante e da repetição do Seu nome. Dessa corrente de amor emerge a devoção. Quem se nutre do néctar da devoção não anseia por mais nada. Permanecer imperturbável diante da alegria ou da tristeza, do ganho ou da perda, do elogio ou da crítica e se manter firme e inabalável na fé – eis a marca da verdadeira devoção. Afeto, apego e desejo são qualidades naturais no ser humano. Quando essas qualidades são direcionadas para Deus e continuamente empregadas em boas ações, elas adquirem pureza e sacralidade. Então o ser humano vem a ser não apenas uma grande alma; ele pode se tornar divino. O devoto está sempre consciente de que o Universo é uma manifestação de Deus e por Ele é permeado. A sua vida se fundamenta no reconhecimento da imanência do Divino em tudo. Chama-se a esse estado de espírito de prema advaitam ou unidade no amor. Por meio desse amor, o devoto vivencia a sua unidade com o Divino. Desfrutando da bem-aventurança dessa experiência, ele não deseja sequer a liberação. O incessante amor pelo Senhor é tudo para ele. Tal devoção é conhecida como ananya-bhakti ou devoção exclusiva ao Divino. (Discurso Divino, 19 de janeiro de 1986)
Sri Sathya Sai Baba
20 de setembro de 2026
Encarnações do Amor! Os sentidos são como princípios vitais para todo ser humano. Se vocês controlarem os seus sentidos, a sua vida será repleta de paz. Não basta evitar conversas maldosas; também é preciso falar menos. A sua fala deve ser breve e agradável. Sábios como Valmiki e Vyasa e grandes devotos como o santo e poeta indiano Pothana compuseram textos sagrados e santificaram as suas vidas. Espelhem-se nos seus ideais e levem uma existência exemplar. Leiam textos sagrados escritos por essas almas nobres. Hoje em dia, as pessoas leem livros que poluem a mente. Trata-se de um hábito muito prejudicial. Seja ao ler, escrever, ver ou falar, que tudo seja para o bem. Não cometam nenhum erro de forma consciente. Vocês podem vivenciar a divindade na humanidade usando adequadamente os sentidos. Só é possível contemplar as manifestações do Senhor e se tornar divino quando se faz uso sagrado dos sentidos. (Discurso Divino, 5 de julho de 2001)
Sri Sathya Sai Baba
21 de setembro de 2026
A contemplação constante da Forma do Senhor e a repetição frequente do Seu Nome são os meios pelos quais o coração se enche do Amor de Deus. Quando existe esse amor, o devoto é tomado por um êxtase indescritível. Foi a partir desse êxtase que o rei santo e poeta indiano Kulasekhara Alvar exclamou: “Ó Senhor! As pessoas falam em liberação como o meio para redimir a própria vida e se libertar do ciclo de nascimentos e mortes. Eu não peço tal redenção. Ficarei satisfeito em Te amar e Te servir em incontáveis vidas. Permite que eu Te ame e Te sirva – esta é a única bênção que Te peço, não a liberação”. O Universo está permeado de Amor. Ele é a personificação de Vishnu, Aquele que sustenta e preserva toda a Criação. Nele não existe nada nem lugar algum onde o Senhor não esteja presente. Considerar o Universo como uma manifestação do Divino e vivenciá-lo como tal é verdadeira devoção. O sábio Narada foi o supremo expoente dessa doutrina. Ele afirmou: “Aquele que ama a Deus renuncia a tudo, está plenamente contente e sempre imerso na bem-aventurança do Ser Interno”. Concede-me esse amor, ó Senhor!” (Discurso Divino, 19 de janeiro de 1986)
Sri Sathya Sai Baba
22 de setembro de 2026
As pessoas se afligem quando algum dos seus familiares adoece. Se é tão grande o afeto que sentem por parentes ligados a elas por tão pouco tempo, quão maior não deveria ser o seu amor pelo Senhor eterno? Considerem o amor a Deus como o maior tesouro que se pode possuir. Quando se ama a Deus, se ama a todos, pois o Divino reside em cada ser. Portanto, tenham sempre em mente: “Amem a todos; sirvam a todos”. A melhor maneira de servir a Deus é amar e servir a todos. A sua devoção se diluirá se vocês fizerem distinções entre as pessoas. A devoção a Rama ou a Krishna perde todo o sentido quando não se praticam os Seus ensinamentos. A adoração ao Senhor deve ser acompanhada por uma vida divina. Só então se poderá experimentar a bem-aventurança. Hoje em dia, as pessoas fazem a leitura rotineira de livros sagrados, como a Bhagavad Gita ou a Bíblia. Mas isso de nada serve, a menos que levem uma vida pura e sagrada. Elas devem encher o coração com amor por Deus e partilhar esse amor com outros seres. (Discurso Divino, 21 de agosto de 1994)
Sri Sathya Sai Baba
23 de setembro de 2026
As Escrituras declaram que o Divino desce à Terra em forma humana para aliviar os sofrimentos daqueles que estão enfermos do corpo ou da mente. Atualmente, o ser humano busca ter a visão do Ser Transcendental supra-humano. Isso é pura insensatez, porque, enquanto o indivíduo se percebe como humano, só pode aspirar a ver Deus em forma humana, não tendo o direito de contemplar a Sua Forma Transcendental. Somente quando ele transcende o sentimento da sua própria natureza humana é que adquire o privilégio de ver a Divindade Transcendental. Foi por isso que Rama e Krishna encarnaram como avatares em forma humana. Vocês podem afirmar que veem uma luz refulgente quando fecham os olhos em meditação, porém isso não passa de uma ilusão. Há inúmeras coisas que não são visíveis a olho nu e que estão além do seu entendimento. Como esperam vê-las ou compreendê-las? Vocês conhecem apenas a forma humana; então, para começar, procurem compreender a natureza humana. Conheçam o princípio vital que anima o ser humano, e a partir dele, investiguem a natureza do Divino. (Discurso Divino, 26 de junho de 1994)
Sri Sathya Sai Baba


