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01 de Dezembro de 2025

Considera, ó ser humano, se obténs alguma alegria duradoura do trabalho árduo que realizas desde o instante em que despertas, ao amanhecer, até o momento em que adormeces, ao anoitecer. É um trabalho incessante, sem limites, que muitas vezes não te concede um instante sequer para contemplar o esplendor e a grandeza de Deus! Não é de admirar que, embora Deus esteja presente em toda parte, sejam poucos e difíceis de serem encontrados aqueles que O viram. Segundo o provérbio, Govinda (outro Nome de Krishna) pertence a todos, porém são raros os que genuinamente O reivindicam como seu tudo. Milhares exaltam a beleza e a majestade do Senhor em prosa e poesia encantadoras, mas poucas são as almas que partilham da Sua Graça. Sim, pois só conhece a doçura do néctar quem o coloca diretamente na língua, não aqueles que o recolhem em taças, caixas ou barris! Três místicos e poetas indianos, Pothana, Ramadas e Tyagaraja, tendo provado desse néctar, puderam cantar o êxtase que experimentaram e louvar o Deus do qual tiveram plena percepção. Eles permaneceram sempre conscientes do Princípio Divino, da trama e da urdidura, da causa e do efeito, do início e do fim de todo o Universo. Jamais se desviaram do caminho da devoção e do enlevo pelo Senhor. Estavam convencidos de que não podiam confiar em ninguém além de Deus como o seu mestre e protetor. (Discurso Divino, 30 de julho de 1978)

Sri Sathya Sai Baba

02 de Dezembro de 2025

As Escrituras Sagradas, como os Vedas, os Shastras e os textos mitológicos dos Puranas, propõem muitos ideais de vida. No entanto, o seu princípio fundamental é a unidade ou unicidade por trás da aparente diversidade. Os Vedas dizem: “A Verdade é uma só, porém os sábios se referem a ela por vários nomes”. Esse princípio unificado, que é o Atma, o Ser Interno, está presente em todo o nosso corpo, da cabeça aos pés. Eis um pequeno exemplo: Suponhamos que vocês cubram uma vela acesa com um recipiente que possui dez orifícios. Através deles, a mesma chama única parece se multiplicar em dez chamas distintas. Mas, se vocês cobrirem o recipiente com um pano espesso, a chama não será mais visível. Poderão pensar que não há nenhuma chama, porém isso é um erro. Da mesma forma, vocês não estão reconhecendo a luz do Atma, do Ser Interno, sempre presente no seu próprio corpo. Em consequência do esquecimento da Suprema Luz Divina ou Param Jyoti, o ser humano se depara com dificuldades e tribulações. Apesar da sua presença fulgurante, ela é invisível para vocês porque a cobriram com o denso véu de tamoguna, a qualidade da inércia, da ignorância e da escuridão. Se o removerem, as dez chamas se tornarão visíveis. Finalmente, se quebrarem o recipiente, que simboliza rajoguna ou a qualidade da paixão, da agressividade e do egoísmo, restará somente a mesma chama única, que é onipresente. (Discurso Divino, 8 de maio de 1997)

Sri Sathya Sai Baba

03 de Dezembro de 2025

Todo ser humano deve ser considerado um Avatar, uma Encarnação de Deus, pois carrega em si algum aspecto do Divino. É por descender do Divino que ele tem o direito de ser chamado de Avatar. Deus não concede ao ser humano uma visão do Divino em nenhuma outra forma. Elefantes, ratos ou seres humanos são formas que funcionam como recipientes. Quando vão ao Oceano da Divindade, eles se preenchem com a água divina, cada um de acordo com a sua própria forma. Apesar das formas serem distintas, a água contida em cada recipiente é a essência da Divindade. É por isso que se diz que o mesmo Deus está presente em todos os seres humanos. Não é necessário buscá-Lo em um lugar diferente. Honrem cada ser humano. Demonstrem amor por todas as pessoas. O amor não é algo que se possa cultivar no solo, como uma plantação, ou comprar em uma loja, como uma mercadoria. Quer se trate de um potentado ou de um cidadão comum, o amor só florescerá no seu interior quando ele renunciar ao orgulho egoísta e estiver pronto a fazer sacrifícios. (Discurso Divino, 23 de novembro de 1988)

Sri Sathya Sai Baba

04 de Dezembro de 2025

Este mundo é a selva pela qual vagueiam; o medo é o leão que os impele a subir na árvore das atividades mundanas; a ansiedade é o urso que os aterroriza e segue os seus passos. Então vocês resvalam, agarrados aos cipós gêmeos da esperança e do desespero, para apegos e atos que os aprisionam. O dia e a noite são dois ratos que corroem o seu tempo de vida. Enquanto isso, vocês procuram extrair um pouquinho de alegria das doces gotas do egoísmo e do sentimento de “meu”. Ao descobrirem, finalmente, que essas gotas são insignificantes e estão fora do seu alcance, vocês gritam, na agonia da renúncia, invocando o Guru, o Mestre. Ele surge, do seu interior ou do seu exterior, e os salva do medo e da ansiedade. Se clamarem com toda a sinceridade, a resposta certamente virá. Não orem com os lábios, como fazem agora, em um espaço de culto que é apenas um canto da cozinha. Vocês adoram o Senhor com um olho nos pratos que estão sendo preparados no fogão e o nariz inalando avidamente os aromas que sobem das iguarias fervilhantes. Abandonem todo e qualquer desejo inferior e façam um apelo sincero, vindo de um coração angustiado. (Discurso Divino, 24 de novembro de 1965)

Sri Sathya Sai Baba

05 de Dezembro de 2025

Não se deixem abater pela sensação de que a condição humana é fraca e sujeita a ilusões e à ignorância. Não é fácil nascer como ser humano. No entanto, é sinal de absoluta ignorância alguém não reconhecer a sua verdadeira natureza e imaginar que Deus está somente no mundo exterior. Portanto, sem perda de tempo, dediquem-se ao cumprimento dos seus deveres e embarquem na jornada rumo à plena percepção do Divino. Se desejam adorar a Deus, devem adorá-Lo somente na forma humana. Todas as outras formas são artificiais, criadas pela imaginação; são frutos da ilusão. Enquanto a ilusão ou bhrama permanecer, não se poderá ter a experiência do Absoluto ou Brahman. Muitos descrevem Deus de múltiplas maneiras. As Escrituras Sagradas também O descrevem de muitos modos. Aqueles que as interpretam se contentam em recitar as descrições, mas não procuram vivenciar o Divino. Qual é a forma do Divino? Se desejam vê-Lo, a forma que imaginarem será apenas uma caricatura. Considerem a sua própria forma como uma manifestação do Divino. Considerem-se divinos. Respeitem os seus semelhantes. Amem a si mesmos e ao próximo. Essa é a verdadeira adoração. (Discurso Divino, 23 de novembro de 1988)

Sri Sathya Sai Baba

06 de Dezembro de 2025

As pessoas não devem se sentir eufóricas com o prazer nem se deixar abater pela dor. Elas precisam desenvolver um espírito de equanimidade para que possam progredir na vida. A equanimidade é essencial para o progresso da sociedade. Ensina a Bhagavad Gita que se deve manter o equilíbrio na alegria e na tristeza, no ganho e na perda, na vitória e na derrota. Mas o ser humano, apesar de desfrutar de todo tipo de conforto e prazer, não consegue suportar a menor adversidade. Sente-se perturbado e angustiado diante do mais insignificante problema! Se perguntarem a uma pessoa abastada se ela é feliz, qual será a sua resposta? Ela dirá: “Não me falta dinheiro. Os meus filhos estão bem encaminhados na vida e a minha casa é provida de todo o conforto e comodidade. Tenho tudo na vida, exceto paz de espírito!” Afinal, como alcançar essa paz? Ela só é possível quando se reconhece a própria divindade inata. Por que somos incapazes de experimentar a paz? Onde está o erro? Frequentemente perguntamos a outras pessoas: “Quem é você?”, porém não fazemos nenhum esforço para perguntar a nós mesmos: “Quem sou eu?” Aí reside o erro. Quando compreendermos quem realmente somos, estaremos livres de tristezas e dificuldades para sempre. (Discurso Divino, 23 de novembro de 2005)

Sri Sathya Sai Baba

07 de Dezembro de 2025

As pessoas oram a Deus pedindo a Sua Graça e bênçãos. Mas, antes de tudo, é essencial que se tornem merecedoras. Eis um pequeno exemplo: quando se viaja de ônibus, quem embarca primeiro ocupa os assentos da frente, e quem entra por último se acomoda nos assentos do fundo. No entanto, ao término da viagem, os passageiros dos últimos assentos são os primeiros a descer, enquanto os dos primeiros assentos descem por último. Assim, quem entrou primeiro permanece no ônibus por mais tempo; além disso, caso esteja levando uma bolsa com objetos de valor, terá tempo de arrumá-los com cuidado. Chama-se a isso de merecimento. Apenas uma pessoa de mente pura possui tal merecimento. Portanto, o ser humano deve limpar a sua mente de pensamentos impuros e preenchê-la com pensamentos sagrados. Só então ele obterá a visão da sabedoria, que lhe permitirá ver o Universo como a resplandecente Forma Cósmica de Deus. (Discurso Divino, 18 de abril de 1996)

Sri Sathya Sai Baba

08 de Dezembro de 2025

O propósito do nascimento humano não é nascer repetidas vezes do ventre materno, levar uma vida sem sentido e, ao final, simplesmente deixar este mundo! Nascer aqui possui um propósito específico; é preciso compreendê-lo e santificar a própria vida. Educação, trabalho e ganhos financeiros devem ser usados de maneira significativa. Os estudantes de hoje buscam a educação para garantir o próprio sustento. Obtêm diplomas com a única finalidade de ganhar dinheiro. Contudo, o que há de tão grandioso em se esforçar arduamente apenas para saciar o estômago? Até cães e raposas fazem isso! Vocês certamente já observaram macacos realizando proezas em circos após serem adestrados. Mas vocês, que nasceram como seres humanos, não devem se comportar como cães, raposas ou macacos. Se agirem dessa forma, de que terá servido a educação que receberam? Deve-se usar a educação apropriadamente. Só assim ela terá significado e fortalecerá a personalidade. (Discurso Divino, 23 de novembro de 2004)

Sri Sathya Sai Baba

09 de Dezembro de 2025

A felicidade real só pode ser encontrada na verdade, e em nenhum outro lugar. A bem-aventurança se faz presente onde está a verdade, e vice-versa. Diz o aforismo sânscrito: “Não há dharma (retidão) maior que a adesão à verdade”. A vida humana só se torna sagrada quando a pessoa reconhece que não há retidão superior à verdade, e também que a verdade é a sua natureza primordial, assim como o amor é o seu sangue, e a paciência, o seu princípio fundamental. Infelizmente, porém, o ser humano embarcou em uma jornada depositando a sua confiança na mente. A sensação de bem-estar e segurança escapa àqueles que assim o fazem. Por outro lado, os que depositam a sua fé no coração superam os obstáculos com facilidade. Portanto, os que verdadeiramente creem são aqueles que reconhecem a presença do Divino em seu coração. A vida se torna sagrada quando se desenvolve fé inabalável em Deus e na retidão. Somente essa fé pode promover a paz, a felicidade e a segurança. Inversamente, aqueles que se entregam a atividades mundanas sem fé em Deus e na retidão jamais encontrarão paz, felicidade e segurança na vida. (Discurso Divino, 23 de novembro de 1969)

Sri Sathya Sai Baba

10 de Dezembro de 2025

Deve-se reverenciar o Divino em todos os momentos; é essencial compreender e seguir aquilo que agrada a Ele. O épico Ramayana apresenta dois exemplos de vidas completamente devotadas ao Divino: a de Anjaneya, outro nome do deus-macaco Hanuman, considerado o símbolo máximo da devoção a Rama, e a de Lakshmana, um dos irmãos de Rama, célebre por sua lealdade e serviço a Ele. Anjaneya dedicou cada instante da sua vida, cada onda do seu pensamento, cada contração dos seus músculos ao serviço de Rama, o seu Senhor. Quando Rama o enviou para o Sul, com a missão de procurar Sua esposa Sita, ele não se envaideceu por ter sido considerado um instrumento à altura nem se deixou abater pela natureza perigosa da tarefa. Sabia que Rama lhe daria toda a força e habilidade necessárias para cumpri-la, pois estas eram dádivas do seu Senhor. Concluiu, então, que se julgar um instrumento demasiado fraco seria um insulto à onisciência e à Graça de Rama. Lakshmana, por sua vez, também era um herói poderoso, que extraía a sua força unicamente do Divino. Certa ocasião, durante o exílio, enquanto caminhavam pela floresta, Rama o instruiu a escolher um local agradável e ali construir uma cabana para Ele e Sita. Lakshmana ficou tão abalado com aquelas palavras que se prostrou ao chão, lamentando-se por haver perdido a Graça Divina, e respondeu: “Por acaso tenho vontade separada da Tua? Como pudeste imaginar que eu exerceria o meu próprio julgamento para fazer tal escolha? Dize-me onde e como devo construir a cabana, e assim o farei. Há muito tempo renunciei a ter julgamento próprio”. (Discurso Divino, 21 de fevereiro de 1974)

Sri Sathya Sai Baba

11 de Dezembro de 2025

O ser humano se esforça para prover a si mesmo de alimento, vestuário e moradia para o bem do seu corpo; ele também deve se prover do necessário para manter a sua mente saudável e feliz. A mente condiciona até o corpo. Ela é o instrumento, o volante, o companheiro mais íntimo do ser humano. Por meio dela, ele pode tanto se arruinar como se salvar. Uma mente disciplinada, controlada e canalizada adequadamente pode libertá-lo; uma mente rebelde e desgovernada pode enredá-lo e aprisioná-lo firmemente. Tentem descobrir quando exatamente o ser humano desfruta de paz absoluta e imperturbável; verão que isso só acontece no estado de sono profundo, no qual os sentidos estão inativos, e a mente, inerte e desapegada dos sentidos ou dos seus objetos. Isso significa que o ser humano consegue obter paz quando os sentidos se tornam ineficazes para arrastar a mente para o exterior. Portanto, a disciplina espiritual verdadeira, a disciplina espiritual fundamental consiste na retirada dos sentidos do mundo objetivo. Treinem a mente para permanecer no interior, em vez de se deter nas atrações externas. (Discurso Divino, 21 de abril de 1967)

Sri Sathya Sai Baba

12 de Dezembro de 2025

O ser humano possui dentro de si toda a bem-aventurança, assim como as ferramentas necessárias para acessá-la. No entanto, permanece imerso em profunda ignorância no que se refere aos seus próprios recursos internos. Ele pode ter paz suprema, porém não se esforça para conquistá-la; as suas tentativas são enfraquecidas pela dúvida e pela indecisão; por isso estão fadadas ao fracasso. Sim, existe um fluxo de água sob a superfície da terra, mas como usufruir dele sem fazer o esforço de cavar até essa fonte? É preciso remover boa parte do “apego aos prazeres sensoriais” para que seja possível acessar a nascente interior de paz e de alegria. A natureza da vida humana é essencialmente a Paz; a natureza do ser humano é essencialmente o Amor; o seu coração está impregnado da Verdade. Livrem-se dos obstáculos que impedem a manifestação desses valores. Como não se fazem tentativas nesse sentido, não existe paz, amor ou verdade no lar, na comunidade, na nação e no mundo. Marido e mulher vivem em desarmonia; pais e filhos se dividem em facções; amigos não se entendem! Até irmãos gêmeos seguem caminhos distintos, pois vivem em um mundo competitivo e beligerante, dominado pelas paixões e pelas emoções. Somente quando Deus for o objetivo e o guia é que a paz, o amor e a verdade poderão prevalecer. (Discurso Divino, 21 de fevereiro de 1974)

Sri Sathya Sai Baba

13 de Dezembro de 2025

São os sentimentos e pensamentos das pessoas os responsáveis por toda a confusão e conflito que hoje prevalecem no ser humano e no mundo. Vocês jamais devem criticar outras pessoas nem revidar, alegando que elas os magoaram ou feriram. Na verdade, tais pessoas são apenas instrumentos; o que os prejudica é o mal que existe na sua própria mente. Da mesma forma, se alguém lhes faz o bem, ele também é só um instrumento; o bem é consequência das boas ações que vocês praticaram. Portanto, considerem tudo o que lhes acontece, seja de bom ou de ruim, como consequência das suas próprias ações, e não como graça ou punição divina. Nesses casos, Deus é como se fosse um carteiro. Por exemplo, o carteiro entrega uma carta em um endereço, e os moradores se alegram com as boas notícias nela contidas. Entrega outra carta em uma segunda casa, e os moradores se lamentam pelas tristes notícias que ela trouxe. Será o carteiro responsável pela alegria ou pela tristeza dos destinatários? Não! O responsável é o conteúdo das cartas. O que vocês vivenciam na forma de alegria ou de tristeza é consequência das suas próprias ações. Deus é apenas uma testemunha. (Discurso Divino, 23 de novembro de 1994)

Sri Sathya Sai Baba

14 de Dezembro de 2025

Os ensinamentos divinos só podem ser verdadeiramente assimilados quando há fé nos princípios do dharma, ou seja, da Retidão. Quando negligenciados, esses ensinamentos são como discos de gramofone, que giram inutilmente, sem produzir nenhum efeito nos corações. As exortações do texto sagrado conhecido como Bhagavad Gita e as reflexões do príncipe Arjuna nos proporcionam profundos lampejos de intuição. Apesar de manter uma amizade muito próxima com Krishna, uma amizade que se estendeu por oitenta e quatro longos anos, Arjuna não estava preparado para receber do Senhor as instruções divinas da Bhagavad Gita. Quando foi, então, que ele se tornou apto a receber os ensinamentos e a bem-aventurança de Krishna? Isso aconteceu somente quando ele se rendeu por completo, afirmou a sua fé na retidão e em Deus e disse a Krishna: “Para mim, não há ninguém além de Ti”. Foi apenas nesse momento que o coração de Arjuna se tornou puro. Quando Krishna o encorajou a seguir em frente na batalha, Arjuna se lamentou, dizendo: “Swami! Depois de matar tantos parentes próximos e multidões de pessoas, de que serviriam um reino e qualquer comodidade terrena? Não quero, de modo algum, essa torrente de sangue. Tudo o que desejo é a Tua proximidade. O meu único propósito é proteger o dharma”. Foi somente após essa firme declaração de Arjuna que Krishna decidiu lhe transmitir os ensinamentos da Bhagavad Gita. (Discurso Divino, 23 de novembro de 1969)

Sri Sathya Sai Baba

15 de Dezembro de 2025

Usem a mente como um instrumento para purificar sentimentos, impulsos, atitudes, tendências e níveis de consciência. Não permitam que ela acumule impurezas do mundo exterior e as depositem no seu interior. Quando a mente se apega à ação, as consequências da ação ficam vinculadas a ela. A ação destituída de apego é a mais pura, pois não sobrecarrega a mente com sentimentos de euforia ou de decepção. Pensamentos como “Eu fiz isto” e “Isto é meu” são as duas presas que envenenam o indivíduo. Removam as presas, e a cobra poderá ser manuseada e tratada como um animal de estimação. As Organizações Sri Sathya Sai devem manter constante vigilância para que o egoísmo, o sentimento de posse pessoal e o orgulho por realizações não as invadam. Esse é o objetivo a ser mantido em vista. Quando se cria uma organização, é necessário estabelecer certas regras e regulamentos. As nossas regras, no entanto, possuem uma natureza completamente distinta. Elas enfatizam que os membros devem, acima de tudo, colocar em prática os valores que defendem. Tudo o que vocês esperam dos outros deve, primeiramente, ser praticado com sinceridade e perseverança na sua vida diária. Antes de orientar outras pessoas quanto à eficácia dos cânticos devocionais (bhajans), vocês devem entoá-los de modo regular e sistemático. Da mesma forma, se o seu desejo é ser respeitado pelos outros, devem aprender a respeitá-los primeiro. (Discurso Divino, 21 de abril de 1967)

Sri Sathya Sai Baba

16 de Dezembro de 2025

Encarnações do Amor Divino! Embora a argila seja uma só, os objetos feitos a partir dela variam em forma e nome. O ouro é um só, mas com ele se confeccionam muitos ornamentos diferentes. O leite é sempre leite, ainda que provenha de vacas de cores diversas. De igual maneira, o Divino é único, embora Se manifeste em muitas formas com diferentes nomes. O oceano insondável permanece um só, ainda que surjam dele incontáveis ondas que parecem diferir entre si. Assim também ocorre com os seres vivos no Universo: ainda que se manifestem em miríades de formas, todos são ondas oriundas do Oceano de Sat-Chit-Ananda (Existência – Consciência – Bem-aventurança). As alegrias e tristezas que o ser humano experimenta na sua vida diária, os seus apegos e aversões e a sua busca por prazeres sensoriais se devem aos caprichos da mente. Enquanto ele estiver sujeito ao sentimento de dualidade, não conseguirá se libertar dos apegos e do ódio; e não há como escapar ao dualismo enquanto não tomar consciência da sua divindade inerente. Hoje em dia, poucos reconhecem a unidade existente na diversidade, embora haja muitos intelectuais empenhados em promover divisões e diferenças. Um ser humano justo e correto tem mais capacidade de proteger o mundo que mil intelectuais. Por conseguinte, a virtude é mais sagrada e nobre que a inteligência. (Discurso Divino, 18 de dezembro de 1994)

Sri Sathya Sai Baba

17 de Dezembro de 2025

Deus reside somente no interior de vocês. Ele é a Encarnação do Amor e está presente em cada um de vocês sob a forma de amor. Não desperdicem nem maculem esse Princípio do Amor Divino. Canalizem esse amor para o caminho sagrado, não para um caminho profano e maléfico. Não o desviem para desejos mesquinhos relacionados ao corpo nem para riquezas materiais. O amor existe pelo próprio amor. Guardem no coração esse Princípio do Amor Divino e orem a Deus. Se vocês obtiverem o Seu amor, obterão tudo o mais. Como foi que os problemas de Kuchela, amigo de infância e devoto de Krishna, chegaram ao fim? Todos eles desapareceram simplesmente quando Kuchela recebeu o amor de Krishna. Da mesma forma, vocês podem conquistar tudo com o amor de Deus. Não há nada impossível de se alcançar por meio desse amor. Os inimigos de vocês passarão a ser seus amigos e aqueles que estão distantes se tornarão seus entes queridos. De igual modo, o amor pode aproximá-los de todos os que se afastaram de vocês. Portanto, cultivem cada vez mais esse amor sagrado, sublime e precioso. (Discurso Divino, 24 de junho de 1996)

Sri Sathya Sai Baba

18 de Dezembro de 2025

O que a Sociologia ou as ciências sociais têm a ver com as ciências do espírito ou com a investigação do espírito humano? Essa é uma pergunta que surge com frequência. De igual modo, muitos questionam: o que o estudante e o buscador espiritual têm a ver com a sociedade e os seus problemas? É necessário dizer que ambas as atitudes estão equivocadas. Nenhuma sociedade alcança a sua plenitude e nenhum ideal social frutifica sem o florescimento do espírito humano. A humanidade só é capaz de ter a plena percepção da Divindade – da qual ela é uma expressão viva – se dedicar atenção cuidadosa e constante ao cultivo do espírito. De que outra maneira essa Divindade poderia se expressar senão nos indivíduos e por meio deles? Nós percebemos apenas o mundo (jagat), este jogo inconstante e sempre em movimento; não conseguimos ver, ouvir, cheirar, provar ou tocar o Diretor do Jogo, que é o próprio Deus. Similarmente, compreendemos o indivíduo, mas não a entidade chamada “sociedade”. Isso ocorre porque a sociedade não é um conjunto separado e distinto, formado por partes isoladas. Ela é, na verdade, a expansão divina produzida pela Vontade Suprema. A sociedade não pode ser justificada apenas pela função de planejar a distribuição dos recursos extraídos da Natureza, seja de forma igual ou desigual. A meta que deve inspirar a sociedade consiste no estabelecimento e na elaboração, em cada ato e decisão social, do conhecimento do Atma (o Ser Interno) Único e Universal, e na bem-aventurança que esse conhecimento confere. (Discurso Divino, 01 de março de 1974)

Sri Sathya Sai Baba

19 de Dezembro de 2025

O ser humano passa a sua existência envidando esforços espirituais de três tipos, que correspondem a caminhos por meio dos quais ele ama a Deus. O primeiro deles, o do amor egoísta, se refere àqueles que se preocupam apenas com a própria felicidade, conforto e prazeres, sem se importar minimamente com os outros. O segundo, o do amor mútuo, tem a ver com aqueles que pensam na própria família e buscam o bem-estar dos seus entes queridos. O terceiro tipo, o do amor altruísta, diz respeito aos que desejam a felicidade de todos na sociedade. A sua oração é: “Que todos os mundos sejam felizes” (Samasta lokah sukhino bhavantu). Esse amor é considerado o amor supremo. Pode-se comparar o primeiro tipo, o amor egoísta, à luz existente em um único aposento; a sua claridade é restrita àquele espaço limitado. Já o amor mútuo se assemelha à luz da Lua, que permite enxergar as coisas, mas sem muita clareza, dando margem a dúvidas. Por exemplo, sob um luar pouco intenso, pode-se facilmente confundir uma corda com uma cobra ou um tronco com uma pessoa. O amor altruísta, por sua vez, é como a luz do Sol, que possibilita ver tudo com nitidez, dissipando qualquer sombra de dúvida. O amor daquele que tem uma visão espiritual autêntica não se restringe a si mesmo e à sua família. (Discurso Divino, 28 de abril de 1998)

Sri Sathya Sai Baba

20 de Dezembro de 2025

Em um pequeno bastão de incenso, há fogo. Ao se fumar um cigarro, também há fogo. Se houver um incêndio florestal em uma colina, veremos ali um fogo de grandes proporções. No incenso, no cigarro e no incêndio vemos a mesma coisa: fogo. No entanto, se partirmos da ideia de que todos são iguais por serem fogo e colocarmos toras de lenha sobre um cigarro ou um bastão de incenso, a chama se apagará e a madeira não queimará. Por outro lado, em um incêndio florestal avassalador, até mesmo tenras folhas verdes serão rapidamente consumidas pelas chamas! Da mesma forma, se o fogo do amor no seu interior não for suficientemente grande, vocês não serão capazes de sustentar o fogo abrasador do Amor Divino. Se apenas se limitarem a falar sobre a vastidão e a onipresença do Amor do Senhor, haverá o perigo de que a frágil chama do amor existente em vocês se apague! Antes de experimentarem esse amor por todos os seres, o primeiro passo é promovê-lo no seu próprio interior e elevá-lo a um nível suficientemente elevado. Mas, para isso, é essencial que reconheçam a maneira e o momento certos de agir. Se não tomarem conhecimento da situação e do tempo em que se encontram, vocês não serão capazes de promover o amor no seu próprio interior. (Discurso Divino, 3 de junho de 1976)

Sri Sathya Sai Baba

21 de Dezembro de 2025

Deus é a personificação do amor, e esse mesmo amor é imanente no coração de todos os seres humanos. Assim como Deus ama a todos indistintamente, cabe ao ser humano compartilhar o seu amor com todos. Este é o seu dever primordial. O amor concedido por Deus não deve ser utilizado para fins egoístas, mas compartilhado com todos. Somente assim o indivíduo se torna um receptáculo da Graça Divina. O ser humano obtém do Princípio Divino do Amor dois benefícios: ao compartilhar o seu amor, ele promove a felicidade alheia; e, assim procedendo, se faz amado por Deus, pois o Senhor concede o Seu Amor e a Sua Graça àqueles que amam os seus semelhantes. Então, para ser um receptáculo do Amor de Deus, é essencial que o ser humano reconheça o Princípio Divino do Amor inerente à sua própria natureza. Onde quer que se coloque uma bússola, a sua agulha apontará invariavelmente para o Norte! Da mesma forma, o indivíduo deve direcionar o seu amor continuamente para Deus. O ser humano precisa transcender os sentimentos de “eu” e de “meu”, reconhecer o princípio da unidade de todos os seres e agir em conformidade com esse entendimento. Só alguém assim poderá ser considerado um verdadeiro ser humano. (Discurso Divino, 22 de outubro de 2001)

Sri Sathya Sai Baba

22 de Dezembro de 2025

Sai os orienta a reconhecer o Atma, o Ser Interno, como o seu parente mais íntimo, mais próximo que os seus familiares, laços consanguíneos e descendentes mais queridos. A partir do momento em que alcançarem essa percepção, vocês nunca se desviarão do caminho da retidão, o único capaz de manter esse parentesco. O apego à família pode até mesmo ser um obstáculo ao cumprimento dos seus deveres legítimos. Em contrapartida, o apego ao Divino faz com que o dever seja impregnado de uma nova dedicação, que garante tanto alegria quanto sucesso. Somente esse apego impulsiona o ser humano de tal maneira que lhe confere a mais elevada sabedoria no exercício do dever. Daí o conselho: não ingressem no mundo objetivo na esperança de obter a plena percepção do Atma; vocês só devem entrar no mundo objetivo depois que se tornarem conscientes do Atma. Sob essa luz, a Natureza passa a ser vista sob uma nova perspectiva, e a própria existência se transforma em um contínuo festival de amor. Muitos utilizam a sua erudição e inteligência, até mesmo o conhecimento védico, para debates monótonos e disputas competitivas. Encantados com os seus triunfos mesquinhos, declaram que a sociedade é uma arena destinada a tais conquistas. Sai, por outro lado, convoca vocês a buscar e a fortalecer outro modelo de sociedade, onde não haja espaço para desejos tão triviais. (Discurso Divino, 1º de março de 1974)

Sri Sathya Sai Baba

23 de Dezembro de 2025

No dia 24 de dezembro, véspera de Natal, as pessoas participam de alguma cerimônia religiosa em uma igreja, e em seguida voltam para casa para beber muito, comer fartamente e se divertir. Esse não é o verdadeiro sentido do Natal nem da celebração do nascimento de almas nobres. Tais celebrações não são oportunidades para o consumo de bebida e comida, e sim para que as pessoas voltem o seu olhar para o interior do próprio coração. A maneira correta de observar esses festivais é purificar o coração, recordar os ideais dos grandes seres e fazer esforços para seguir pelo menos um desses ideais. Atualmente, o ser humano vive em função de desejos, não de ideais. Ele aspira a uma vida longa, em vez de aspirar a uma vida divina. Não se esforça para seguir os passos das almas virtuosas, algo que precisam fazer os aspirantes espirituais de hoje. Todo aspirante deve almejar a ser não apenas um servo, mas o senhor da casa. O servo está ciente apenas dos objetos externos da casa, pois só o senhor sabe onde estão guardados os objetos de valor. Enquanto permanece como servo, o indivíduo se preocupa com os nomes e formas do mundo exterior. Mas, quando se torna o senhor, procura reconhecer, no seu próprio interior, onde estão as joias preciosas que são as boas qualidades, as virtudes e a retidão, e as mantém em segurança. Cada um pode perguntar a si mesmo se está protegendo esse tesouro de virtudes ou se está perdido nos nomes e formas do mundo exterior, que são efêmeros e destituídos de valor. (Discurso Divino, 25 de dezembro de 1982)

Sri Sathya Sai Baba

24 de Dezembro de 2025

Este mundo é a selva pela qual vagueiam; o medo é o leão que os impele a subir na árvore das atividades mundanas; a ansiedade é o urso que os aterroriza e segue os seus passos. Então vocês resvalam, agarrados aos cipós gêmeos da esperança e do desespero, para apegos e atos que os aprisionam. O dia e a noite são dois ratos que corroem o seu tempo de vida. Enquanto isso, vocês procuram extrair um pouquinho de alegria das doces gotas do egoísmo e do sentimento de “meu”. Ao descobrirem, finalmente, que essas gotas são insignificantes e estão fora do seu alcance, vocês gritam, na agonia da renúncia, invocando o Guru, o Mestre. Ele surge, do seu interior ou do seu exterior, e os salva do medo e da ansiedade. Se clamarem com toda a sinceridade, a resposta certamente virá. Não orem com os lábios, como fazem agora, em um espaço de culto que é apenas um canto da cozinha. Vocês adoram o Senhor com um olho nos pratos que estão sendo preparados no fogão e o nariz inalando avidamente os aromas que sobem das iguarias fervilhantes. Abandonem todo e qualquer desejo inferior e façam um apelo sincero, vindo de um coração angustiado. (Discurso Divino, 24 de novembro de 1965)

Sri Sathya Sai Baba

25 de Dezembro de 2025

A tristeza do ser humano de hoje tem três causas principais, que correspondem ao seu esquecimento de três verdades sagradas: a de que ele tem no seu interior o esplendor de dez milhões de sóis sob a forma do Atma, ou seja, do Ser Interno; a de que ele é um filho da imortalidade; e a de que ele é a própria encarnação da bem-aventurança. É para proclamar essas três verdades sagradas que cada ser humano vem ao mundo como mensageiro de Deus. Alimentação, sono, medo e procriação fazem parte da vida das aves e de todos os outros animais. Se o ser humano, que é dotado de inteligência, discernimento e sabedoria, limitar a sua existência a esses aspectos, viverá em um nível semelhante ao animal e não em um nível humano. Jesus Cristo veio inicialmente como Mensageiro de Deus. Em seguida, por meio do florescimento da Sua divindade, do serviço à sociedade, do reconhecimento da igualdade entre todos os seres e do compartilhamento dessas virtudes, elevou-se ao segundo estágio, no qual declarou ser o Filho de Deus. Quem faz tal declaração deve manifestar tão somente qualidades divinas e servir à sociedade com amor puro e altruísta. Finalmente, após manifestar essas virtudes sagradas, Jesus ascendeu ao estágio correspondente à afirmação “Eu e o Pai somos Um”. De maneira semelhante, se vocês, como filhos de Deus, procurarem assimilar as qualidades divinas, também poderão ascender ao estado do Pai Divino. (Discurso Divino, 25 de dezembro de 1976)

Sri Sathya Sai Baba

26 de Dezembro de 2025

Jesus ensinou: “Todos são filhos de Deus”. Quem tem essa convicção firme é capaz de realizar qualquer tarefa. Você não precisa ler livros volumosos. Basta preencher seu coração de amor e entregar tudo à Vontade Divina; então, certamente alcançará êxito em todos os seus empreendimentos. Encarnações do Amor! O amor é a quintessência dos Meus ensinamentos. Meu poder é o poder do amor. Não há nada maior do que o amor. Pelo cultivo do amor, você pode alcançar tudo, chegar a lugares nunca antes alcançados, enfrentar com facilidade os desafios da vida e sair vitorioso. Deus estará sempre com você, em você e ao seu redor, cuidando de você. Mesmo as tarefas mais desafiadoras podem ser realizadas por meio da oração. No entanto, sua oração deve ser a mesma em  pensamento e em palavras. A prece feita no silêncio do seu coração será ouvida pelo Swami que habita em você. Portanto, diga o que está em sua mente. Alcance tudo o que você almeja por meio do amor, e que o próprio amor seja sua oração principal. (Discurso Divino, 25 de dezembro de 2004)

Sri Sathya Sai Baba

27 de Dezembro de 2025

A ambição de conquistar fama no mundo, de obter alguma posição de autoridade sobre os outros ou de levar uma vida luxuosa jamais poderá garantir ao indivíduo a paz mental (shanti). A paz mental é fruto de realizações de natureza completamente distinta. A riqueza não pode comprá-la, nem pode a autoridade confiscá-la! Ela precisa ser obtida pelo caminho árduo da meditação, da repetição do Nome de Deus (namasmarana) e dos nove passos que levam à presença do Todo-Poderoso. Ela deve ser conquistada no plano terreno, lugar ao qual o ser humano pertence por direito, e não em algum reino celestial para o qual ele ouse navegar. Você multiplica o sofrimento ao reviver o passado e ao projetar vividamente um futuro desagradável. Esses hábitos preenchem o momento presente  com temor e preocupação! A agulha percorre o disco do gramofone e faz a música tocar. O disco é como a matéria inerte. Quando a mente, comparável à agulha, se volta para a natureza e entra em contato com ela, ouve-se a canção da alegria e do sofrimento. A falha não reside na natureza nem na mente, mas no contato entre ambas! Mantenha-se distante, cultive o desapego e, então, não haverá  reação alguma. Esse é o caminho para se conquistar a paz mental. (Discurso Divino, 21 de novembro de 1969)

Sri Sathya Sai Baba

28 de Dezembro de 2025

O jovem Prahlada, quando ainda estudante, disse aos seus colegas: “Não há santidade nem glória divina neste ciclo de nascimento, morte e renascimento. Por que esta miséria contínua? Um intelecto elevado busca o caminho para a cessação de nascimento e morte”. Observamos isto o tempo todo: pessoas morrem; pessoas nascem. Qual é o propósito? “Busquem o caminho”, disse ele. Qual é esse caminho? O caminho verdadeiro é o mesmo pelo qual viemos. Estamos à sua procura porque esquecemos a rota e a raiz; esquecemos a nossa própria origem. Esse esquecimento ocorre por causa da ilusão provocada pelos prazeres mundanos. Vocês sabem que a criança, assim que nasce, chora: “kva kva”, uma expressão que significa: “De onde eu vim?”. No entanto, a busca permanece apenas até que a criança entre em contato com o mundo externo. Depois disso, ela passa a ver este mundo como sendo tudo o que existe e mergulha totalmente nele. O Vedanta nos alerta sobre esse estado de ilusão e esquecimento: “Um intelecto elevado deve buscar o caminho”, e ainda questiona: “Por quanto tempo você pretende acampar neste lugar?”. O intelecto animal é tomado pelo esquecimento, ao passo que um intelecto purificado busca o caminho correto. (Discurso Divino, 30 de dezembro de 1987)

Sri Sathya Sai Baba

29 de Dezembro de 2025

Uma mãe tem quatro filhos. O primeiro filho pede um suco vermelho; o segundo, um suco verde; o terceiro, um suco preto e o quarto, um suco branco. Se a cor do suco for alterada, ele se estragará. O que faz uma mãe inteligente? Ela oferece o mesmo suco em copos de cores diferentes – vermelho, verde, preto e branco – atendendo assim ao pedido de cada um. Nossos corpos são como esses copos. Não devemos nos deixar levar pelas diferenças físicas entre eles, mas sim reconhecer a unidade do espírito interior. Os copos e as cores podem variar, mas o suco – o Atma, o Ser Interno – é o mesmo em todos. O corpo está fadado a perecer mais cedo ou mais tarde. Apegar-se a ele inevitavelmente trará sofrimento. Para alcançar a imortalidade e experimentar a bem-aventurança, é preciso transcender a forma. Tendo um corpo, você deve cuidar bem dele, mas é essencial não se apegar indevidamente ou se preocupar excessivamente com ele. A ignorância é a causa raiz da preocupação. O que tiver de acontecer acontecerá no tempo certo. Portanto, tenha fé de que o conteúdo permanece inalterado, ainda que os copos mudem. O conteúdo é o Princípio Átmico. (Discurso Divino, 25 de dezembro de 2001)

Sri Sathya Sai Baba

30 de Dezembro de 2025

Hoje, em alguns templos dedicados a Vishnu, uma porta especial chamada Vaikuntha-dwara é aberta, permitindo que as pessoas passem por ela e cheguem até a Presença Divina. Vaikuntha-dwara, ou o Portão do Céu, simboliza a porta de entrada para a autorrealização. No entanto, ela não se encontra apenas nesses locais. Essa porta se abrirá bem diante de você, onde quer que esteja. Bata e ela se abrirá. Vishnu significa “Aquele que é onipresente” (sarva vyapi); portanto, Sua morada celestial (Vaikuntha) deve estar em todos os lugares. Para entrar, basta bater à porta e ter a senha correta nos lábios. Seu coração pode se tornar Vaikuntha, a morada celestial, desde que você o limpe e purifique, permitindo que Deus se manifeste nele. Vaikuntha significa “o lugar onde não existe sombra de tristeza”. Quando Deus se manifesta em seu coração, tudo se torna pleno e livre. A vaca transforma grama e forragem em leite doce e nutritivo, compartilhando-o em abundância com seu dono. Desenvolva essa qualidade, esse poder de transformar o alimento que você consome em pensamentos repletos de doçura e em palavras e atos compassivos para com todos. (Discurso Divino, 11 de janeiro de 1968)

Sri Sathya Sai Baba

31 de Dezembro de 2025

Todos os anos, as pessoas se despedem do ano que termina e dão as boas-vindas ao ano novo; isso acontece desde o início da história humana. Mas o que se extrai disso tudo? Apenas desespero, angústia, ansiedade e um medo desmedido! Este é um momento oportuno para investigar e compreender por que tem sido assim. Todos buscam e se empenham para estar em paz consigo mesmos e com a sociedade. O ser humano tem tentado alcançar a paz acumulando riquezas, o que lhe confere poder sobre os demais e a capacidade de usufruir de confortos e conveniências. Ele também tem tentado alcançar posições de autoridade e influência para moldar os acontecimentos de acordo com seus objetivos e caprichos. No entanto, percebe-se que ambos os caminhos são permeados de medo e que a paz assim obtida está sujeita a uma extinção rápida e, em muitos casos, violenta. Como, então, pode o ser humano alcançar a paz? Somente pelo amor! A paz é o fruto da árvore da vida; sem ela, essa árvore é apenas um tronco estéril. O fruto é envolto por uma casca amarga para que o suco doce possa ser preservado e protegido de saqueadores; é necessário primeiro remover a casca antes de saborear a essência doce e se fortalecer. A casca espessa simboliza as seis paixões negativas que envolvem o coração amoroso do ser humano: luxúria, raiva, ganância, apego, orgulho e ódio. Somente aqueles que conseguem remover a casca por meio de disciplina árdua e consistente alcançam a paz que tanto almejamos; essa paz é eterna, imutável e plena. (Discurso Divino, 1 de janeiro de 1971)

Sri Sathya Sai Baba

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