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01 de abril de 2026

Como afirmou Adi  Shankaracharya, grande mestre da filosofia Vedanta, em seu poema devocional Bhaja Govindam, “Tolo é aquele que vê, mas não percebe a realidade”. Olhem para tudo com sentimentos divinos; só assim verão divindade em todos. No entanto, vocês olham para tudo sob uma perspectiva mundana. Veem uma corda e a confundem com uma cobra; portanto, sentem medo. É preciso que usem o discernimento para distinguir uma coisa da outra. A ilusão os faz acreditar que há uma cobra onde existe uma corda. No momento em que há ilusão, surge o medo; e, por causa dele, vocês fogem. Mas, se olharem sob a luz do discernimento, perceberão que não se trata de uma cobra, e sim de uma corda. Ao reconhecerem esse equívoco, o medo desaparecerá e vocês se aproximarão da corda. Quando foi que o medo desapareceu? No momento em que reconheceram que se tratava de uma corda, ele se foi. Surge em vocês a coragem, uma vez dissipada a ilusão. Coragem é destemor; então, vocês experimentam bem-aventurança. Da mesma forma, é necessário investigar e conhecer a realidade do mundo. Ele é mundano ou divino? Chama-se a isso de investigação crítica (mimamsa). (Discurso Divino, 8 de abril de 1993)

Sri Sathya Sai Baba

02 de abril de 2026

Os artigos sagrados e perfumados e as joias preciosas lançados ao fogo sacrificial são oferendas simbólicas que o ser humano deve realizar ao longo da vida. Ele deve oferecer ao Divino um coração puro e qualidades nobres, tais como a verdade, a paz, a retidão e o amor. O verdadeiro rito sacrificial consiste em doar à sociedade e à comunidade, com genuíno espírito de sacrifício, a riqueza, o conhecimento e as habilidades que se possuem. Sem espírito de sacrifício, a realização de rituais externos perde todo o seu significado. A própria existência é um rito sacrificial. Fazer da vida humana uma oferenda no fogo sagrado dos deveres e das ações é, por si só, um rito sacrificial. Libertar-se das qualidades negativas também é um ritual de sacrifício. Todo indivíduo que aspira a levar uma vida ideal, plena de bem-aventurança, e alcançar a autorrealização deve cultivar o espírito de sacrifício. O rito sacrificial conduz o ser humano da tristeza à felicidade, da adversidade à prosperidade e das trevas à luz. A vida humana só tem valor quando fundamentada no sacrifício ou na virtude da renúncia; então ela se torna significativa e é possível ter a experiência da Divindade. (Discurso Divino, 16 de outubro de 1983)

Sri Sathya Sai Baba

03 de abril de 2026

Por meio de preceitos e do próprio exemplo, Jesus exortou as pessoas a cultivar as virtudes da caridade, da compaixão, da tolerância, do amor e da fé. Essas não são qualidades isoladas e distintas, e sim as múltiplas facetas do Divino no ser humano, que este deve reconhecer e desenvolver. Muito se fala a respeito do sacrifício de Cristo, demonstrado pela sua crucificação. No entanto, é preciso lembrar que Ele estava cercado pela multidão e foi amarrado, coroado de espinhos e, posteriormente, pregado à cruz pelos seus algozes. Por exemplo, uma pessoa que tenha sido detida e sofrido agressões da polícia não pode dizer que realizou um sacrifício, pois não teve liberdade de escolha. Voltemos a nossa atenção para o verdadeiro sacrifício que Jesus fez por sua própria vontade enquanto estava livre. Ele sacrificou a sua felicidade, prosperidade, conforto, segurança e posição. Enfrentou a inimizade dos poderosos. Recusou-se a ceder ou a fazer concessões. Renunciou ao “ego”, que é o obstáculo mais difícil de se eliminar. Honrem-no por isso. Jesus sacrificou voluntariamente os desejos com os quais o corpo atormenta o ser humano; esse é um sacrifício maior que o do corpo sob coação. (Discurso Divino, 24 de dezembro de 1972)

Sri Sathya Sai Baba

04 de abril de 2026

A educação não é para ser vendida nem usada para implorar empregos. Ela se destina a ser compartilhada; na verdade, cresce quando é compartilhada. De que adianta uma educação de alto nível desprovida de virtudes? Qual é o seu valor? O caráter é mais importante do que qualquer educação acadêmica. Estudantes! Não há nada de errado em buscar um emprego após a conclusão dos estudos. Mas, ao mesmo tempo, assegurem-se de que a sua educação seja empregada em benefício da sociedade. Tenham sempre em mente o bem-estar coletivo. Participem de ações que contribuam para o progresso da sociedade. O que realmente significa servir à sociedade? Não pensem que, por serem altamente educados, prestar serviço altruísta esteja abaixo da sua dignidade. Por outro lado, servir não significa, necessariamente, realizar tarefas como varrer ruas. Qualquer trabalho desempenhado em harmonia com a própria consciência já constitui serviço altruísta. Por exemplo, se vocês estiverem atuando na esfera dos negócios, não recorram a meios injustos e desonestos apenas para ganhar dinheiro. Em vez disso, usem os seus rendimentos na execução de tarefas sagradas. (Discurso Divino, 28 de junho de 1996)

Sri Sathya Sai Baba

05 de abril de 2026

A Lua refletida no rio em movimento se apresenta fragmentada e irregular, parecendo fluir rapidamente com a intensa correnteza. Já a Lua refletida no lago é serena, impassível e imperturbável. Ambas não passam de reflexos da verdadeira Lua no céu. A Lua refletida na torrente simboliza a alma individual, envolvida em atividades, enredada em maya, ou seja, na ilusão do mundo material, e na lei de causa e efeito. Por outro lado, a Lua refletida na superfície plácida do lago representa o iogue que, repousando no Uno, alcançou a estabilidade, o equilíbrio e a paz. A verdadeira Lua no céu é a Testemunha Eterna, o Absoluto, o Princípio Primordial. Cristo aludiu a esses três estados ao proferir três declarações. Referindo-se à alma individual, declarou: “Eu sou o Mensageiro de Deus”. Referindo-se a si mesmo como o iogue, afirmou: “Eu sou o Filho de Deus”. Finalmente, compreendeu que os dois primeiros estados eram apenas reflexos, e que a Lua real no céu era a Testemunha Eterna. Reconhecendo ser Ele próprio o Absoluto sem Forma e sem Nome, declarou, perto do fim da sua vida: “Eu e o Pai somos um”. Todos os seres são imagens do Atma, do Ser Interno Universal, com os diversos nomes e formas que aparentemente assumiram. Essa é a verdade – contida, desenvolvida e demonstrada nos textos espirituais da Índia, que formam a base da cultura indiana. A essência de todas as fés e a meta de todo esforço espiritual é se fundir nessa Unidade, e o objeto de toda investigação é reconhecê-la. (Discurso Divino, 24 de dezembro de 1972)

Sri Sathya Sai Baba

06 de abril de 2026

A prática é a base de todas as aquisições na vida. Desde habilidades simples, como andar, falar, ler e comer – tudo se adquire com a prática. A maioria delas passa a fazer parte da nossa vida apenas por meio da prática, mesmo sem nos darmos conta disso. Eis um pequeno exemplo: por anos a fio, alguns idosos ficam continuamente passando as contas do seu rosário ou japamala, um hábito que se tornou tão mecânico que eles o mantêm, mesmo quando estão conversando com outras pessoas. A causa fundamental dos hábitos é a prática incessante; portanto, é essencial cultivar bons hábitos. Assim como os hábitos nocivos exercem, até inconscientemente, a sua influência, o mesmo ocorre com os bons hábitos, que geram pensamentos positivos. Deve-se adotar a prática de levar uma vida pautada na verdade nas atividades mundanas. Disciplina e boa conduta são imprescindíveis; boas maneiras são a força vital do ser humano. No entanto, hoje em dia, perdemos esses três valores. As principais e mais graves falhas do ser humano são as seguintes: falta de respeito pelos mais velhos, falta de amor pelos pais e falta de apreço pelos laços de amizade. Portanto, para recuperar o que se perdeu, é necessário cultivar bons hábitos e desenvolver crenças benéficas. (Discurso Divino, 28 de março de 1991)

Sri Sathya Sai Baba

07 de abril de 2026

Todas as almas nobres transmitiram ensinamentos sagrados, destacando a importância de “amar a todos”. Elas não pregaram o ódio. Deus jamais diria a alguém para tirar a vida dos seus semelhantes. Ninguém tem o direito de matar outra pessoa, pois o mesmo Atma, o mesmo Ser Interno, está presente em todos. No entanto, em nome de Deus, se cometem crimes abomináveis, o que não é nada bom. Amem a todos, sirvam a todos. Embora não se possa agradar sempre, é possível falar sempre de maneira agradável. Não existe Deus maior que o Amor. O Amor é Deus, Deus é Amor. Vivam no Amor. Eliminem as más qualidades. Pessoas de mente estreita tentam atribuir a Deus a sua própria mesquinhez. Isso é sinal de ignorância; não deem ouvidos a tais pessoas. Tenham fé no seu próprio Ser Interno; caso contrário, não poderão amar a Deus. As falhas no sistema educacional moderno contribuem para a diminuição do amor nas pessoas, enquanto o ódio cresce a cada dia. O ser humano está se esquecendo da verdade e, consequentemente, se sujeitando ao desastre. Ao desenvolver tendências animalescas, esquece a sua própria natureza humana. A verdadeira espiritualidade consiste em destruir as tendências animalescas e transformar a natureza humana em divina. É impossível alcançar a divindade sem antes se libertar da animalidade. (Discurso Divino, 25 de dezembro de 2001)

Sri Sathya Sai Baba

08 de abril de 2026

O amor verdadeiro e altruísta se manifesta como sacrifício. Tal amor desconhece o ódio. Ele envolve todo o Universo e é capaz de aproximar até mesmo aqueles que parecem distantes. Transforma o ser humano em divino e uma pessoa animalesca na própria Divindade. No mundo fenomênico, esse amor primordial se expressa em diversas nuances e variações. Vocês amam os seus pais, os seus irmãos e irmãs, os seus amigos e assim por diante; porém, em todas essas formas, há sempre um vestígio de egoísmo. O Amor Divino, por outro lado, é inteiramente livre de todo e qualquer traço de egoísmo. Rendam-se a esse Amor, deixem-se imergir completamente nele e experimentem a bem-aventurança que ele confere. Para obtê-lo, é indispensável a virtude da tolerância ou kshama. Todos devem cultivar essa nobre qualidade. Não se pode adquiri-la por meio da leitura de livros ou do aprendizado com um instrutor; tampouco é possível recebê-la de presente. Só se consegue conquistar essa virtude primordial mediante esforço pessoal, enfrentando com firmeza problemas e dificuldades de diversos tipos e passando por momentos de ansiedade, sofrimento e tristeza. (Discurso Divino, 25 de maio de 2000)

Sri Sathya Sai Baba

09 de abril de 2026

O amor (prema) é a energia ou força vital do ser humano (prana); e essa energia vital é, ela própria, amor. Quem não tem amor é semelhante a um corpo sem vida. Demonstra-se amor apenas a quem está vivo; ninguém ama um cadáver. Portanto, o amor e a vida são inter-relacionados e intimamente conectados. Nesta existência mundana, o amor se manifesta de diversas  formas, como o amor entre mãe e filho, entre marido e mulher ou entre parentes. No entanto, esse amor baseado em relações físicas surge de motivos egoístas e interesse pessoal. Por outro lado, o Amor Divino é desprovido de todo e qualquer traço de egoísmo. É amor pelo próprio amor. A isso se chama devoção. Esse amor apresenta três características: 1) ele dá, não recebe; 2) não conhece o medo; 3) existe apenas pelo próprio amor, e não por motivos egoístas. Essas três características, juntas, indicam entrega absoluta ao Senhor. Quando alguém se deleita nessa atitude de total entrega, experimenta a bem-aventurança do Divino. Mas, para isso, o requisito primordial é o perdão. (Discurso Divino, 1º de janeiro de 1994)

Sri Sathya Sai Baba

10 de abril de 2026

Observem as funções dos órgãos dos sentidos e perceberão que, se apenas um deles deixar de atuar em harmonia, a vida entrará em desequilíbrio. Quando a mente concebe um pensamento, todos os órgãos se coordenam para que ele seja realizado. Se os sentidos não acompanharem os pensamentos, a existência se tornará repleta de sofrimento. A tolerância, por outro lado, promove a coordenação harmoniosa de todos os órgãos, que passam a trabalhar em uníssono. Certa vez, os órgãos do corpo, como os olhos, os ouvidos e os membros, sentiram inveja da língua. Reclamaram que se empenhavam arduamente para conseguir alimento, mas quem o desfrutava era ela. A língua, no entanto, não retém nada para si. A sua função é simplesmente provar o alimento e enviar ao interior do corpo aquilo que for agradável ao paladar, para que os órgãos internos o convertam em sangue fundamental para a produção de energia. Sem essa função vital da língua, os outros órgãos não seriam absolutamente capazes de funcionar. Quando, tomados pela inveja e com o intuito de prejudicar a língua, eles interromperam o envio de alimento, provocaram a sua própria destruição. Isso porque, sem o suprimento de energia proveniente do alimento, não teriam nenhuma condição de funcionar. É o que acontece com pessoas dominadas pela inveja, pois essa má qualidade inevitavelmente as conduz à ruína! (Discurso Divino, 1º de janeiro de 1994)

Sri Sathya Sai Baba

11 de abril de 2026

A paciência (“kshama”, em sânscrito) é a mais grandiosa e nobre das virtudes; ela é abrangente. Obras clássicas da literatura sagrada indiana, como o Mahabharata e o Srimad Bhagavatam, estão repletas de episódios que ilustram o desastre que advém quando se perde  essa virtude. A inveja é a primeira má qualidade a se manifestar tão logo a paciência desaparece. O épico Mahabharata apresenta um retrato vívido de como uma existência tranquila pode ser totalmente destruída pela inveja. Lanka, a “ilha dourada”, era como o próprio paraíso, porém a inveja do seu governante, o rei-demônio Ravana, a levou à ruína. Enquanto a paciência oferece proteção total, a sua ausência mergulha o indivíduo na angústia e na tragédia. A impaciência gera egoísmo e alimenta a inveja, e estas más qualidades, juntas, estimulam conflitos internos e tendências divisionistas de todo tipo. As crises que as nações enfrentam atualmente se devem, em grande parte, à ausência da nobre qualidade que é a paciência. A impaciência já arruinou até mesmo grandes aspirantes espirituais e reduziu reis a mendigos. A falta de paciência pode transformar um iogue em rogi, ou seja, em um doente! Sem essa virtude, a humanidade se degrada e entra em declínio; com ela, ao contrário, progride a passos largos. (Discurso Divino, 25 de maio de 2000)

Sri Sathya Sai Baba

12 de abril de 2026

O corpo precisa ser mantido em bom estado, pois só se pode alcançar a plena percepção de Deus quando se está encarnado neste receptáculo humano. O corpo é forte ou fraco, é um instrumento eficiente ou ineficiente, de acordo com a alimentação, o lazer e os hábitos dos pais. Como os mais velhos não prestam atenção a esses aspectos, a saúde das crianças sofre. Hoje há hospitais, postos de saúde e clínicas em cada esquina, porque a doença se apodera de todas as famílias, em todos os lares. Até crianças pequenas usam óculos; jovens tingem o cabelo e muitos usam dentaduras. A razão disso é que a atmosfera no lar moderno está repleta de artificialidade, ansiedade, inveja, descontentamento, orgulho vão, ostentação vazia, extravagância, falsidade e hipocrisia. Como alguém que cresce em uma atmosfera corrosiva pode se manter livre de doenças? Se o lar estiver pleno da fragrância pura do contentamento e da paz, todos os seus moradores serão felizes e saudáveis. Os mais velhos têm, portanto, uma grande responsabilidade para com a geração vindoura. (Divino Discurso, 5 de outubro de 1967)

Sri Sathya Sai Baba

13 de abril de 2026

A virtude da paciência (“kshama”, em sânscrito) floresce mais eficazmente sob circunstâncias adversas; é necessário, portanto, acolher de bom grado as tribulações, em vez de considerá-las indesejáveis. As dificuldades servem para nutrir e fortalecer a paciência, conforme demonstra claramente o exemplo dos irmãos Pandavas no épico Mahabharata. Enquanto detinham o poder e a autoridade, eles mostravam certa limitação em relação à paciência; entretanto, ao enfrentarem o exílio e inúmeras privações, essa virtude começou a se desenvolver neles naturalmente. Por conseguinte, períodos de angústia fornecem a oportunidade ideal para o desenvolvimento da paciência e da tolerância. De fato, a dor e a paciência caminham juntas, pois a paciência se desenvolve melhor em um ambiente de tristeza e infortúnio. No entanto, devido à fraqueza mental e à ignorância, as pessoas invariavelmente evitam experiências dolorosas e angustiantes. Mas Eu lhes digo: não se rendam à fraqueza; cultivem a coragem e deem as boas-vindas às dificuldades; deixem que venham; quanto mais, melhor. Somente com essa atitude corajosa é que vocês serão capazes de despertar a paciência oculta no seu interior. (Discurso Divino, 25 de maio de 2000)

Sri Sathya Sai Baba

14 de abril de 2026

Vocês não precisam ostentar um colar no pescoço. Falem a verdade; esse é o genuíno ornamento. Os adornos para as mãos não são pulseiras nem braceletes, e sim a caridade, que é a verdadeira joia. Não façam mau uso dos ouvidos escutando mexericos mundanos; os adornos ideais para as orelhas não são brincos, e sim as palavras edificantes que se escutam. Que outros adornos seriam necessários? São essas as verdadeiras joias, essa é a única beleza. Se a possuírem, vocês poderão alcançar a bem-aventurança. Beleza e bem-aventurança são inseparáveis. Há uma canção que diz: “A beleza é bem-aventurança”. De fato, a bem-aventurança é o néctar da vida; compreendam e experimentem a sua doçura. Encarnações do Divino Atma, do Divino Ser Interno! Um novo ano se inicia. A partir de hoje, ouçam apenas o que é bom, falem somente o bem e  pratiquem apenas boas ações; com isso, obterão pureza de coração. Santifiquem a sua vida, mantendo os seus pensamentos sempre voltados para Deus. Se as pessoas abraçarem esse caminho sagrado, haverá paz e prosperidade no mundo. (Discurso Divino, 14 de abril de 1993)

Sri Sathya Sai Baba

15 de abril de 2026

Embora os seus olhos sejam muito pequenos, pois não medem sequer um centímetro e meio, vocês são capazes de enxergar vastas extensões de terra e até mesmo estrelas que estão a milhões de quilômetros de distância. De onde vem tamanho poder? Ele provém unicamente do Poder Divino. Imaginem uma lanterna nova, com lâmpada e interruptor novos. Ela não iluminará nada se nela não se inserirem pilhas. Similarmente, o corpo humano é a lanterna, o olho é a lâmpada e o intelecto é o interruptor. Somente com a inserção de pensamentos novos, simbolizando as “pilhas” da lanterna, é que se terá a experiência iluminadora de sentimentos elevados. Esta celebração do Ano Novo tâmil e do festival da colheita no estado de Kerala é o momento de nutrir pensamentos elevados. Pensem em Deus, que está no seu interior, ao seu redor, acima e abaixo de vocês. Sem o Divino, vocês não conseguiriam sobreviver nem por um segundo. Digam sempre a si mesmos: “Eu sou um ser humano, não sou um animal.” Não é suficiente que digam somente: “Eu sou um ser humano”. Isso é  apenas metade da verdade, uma vez que, mesmo na forma humana, vocês cultivam qualidades animalescas. Portanto, lembrem-se sempre de acrescentar: “Não sou um animal”. A combinação dessas duas frases fará com que se abstenham de sucumbir à natureza animal. A integração de ambas os levará à plena percepção da sua natureza divina, que é a única verdade. Pensamentos sagrados são essenciais; são eles os verdadeiros rituais que vocês devem realizar. (Discurso Divino, 14 de abril de 1998)

Sri Sathya Sai Baba

16 de abril de 2026

Sem esforço, não se obtém nenhuma recompensa. No entanto, hoje em dia, as pessoas não estão dispostas a trabalhar arduamente. Na época das Upanishads, textos sagrados que contêm a essência dos Vedas, costumava-se prestar reverência a uma ação antes de colocá-la em prática. A frase em sânscrito “Tasmai namah karmane” significa “Saudações à ação”. Deve-se, em primeiro lugar, saudar a ação para que ela traga bons resultados. Na Índia, algumas pessoas mantêm essa sagrada tradição até hoje. Um jogador de críquete presta homenagem à bola antes de arremessá-la, assim como uma dançarina  saúda as suas tornozeleiras antes de amarrá-las aos pés. Até mesmo um motorista sem instrução presta os seus respeitos ao volante antes de dirigir o veículo. Entretanto, a maioria das pessoas instruídas esqueceu essa cultura e tradição milenares; por isso os acidentes estão aumentando e existe um sentimento de medo e insegurança nas pessoas. Por conseguinte, antes de tudo, é essencial oferecer respeito e expressar gratidão à ação antes de iniciá-la. Todos devem compreender o seu dever e cumpri-lo da melhor maneira possível. (Discurso Divino, 15 de abril de 2003)

Sri Sathya Sai Baba

17 de abril de 2026

Ninguém, além de Deus, conhece o futuro; por isso se diz que somente Ele possui três olhos, sendo o terceiro olho referente ao conhecimento do futuro, enquanto o ser humano tem apenas dois. No entanto, se vocês tiveram pleno domínio sobre si mesmos no passado e o mantêm no presente, o seu futuro estará inteiramente nas suas mãos. Hoje em dia, o ser humano passa o tempo todo pensando no passado e se preocupando com o futuro. É um ciclo contínuo: passado, futuro; passado, futuro; passado, futuro! Remoendo o passado e se inquietando pelo futuro, o ser humano perde a noção do presente. Não se esqueçam de que o presente é não apenas o produto do passado, mas também a semente do futuro. Passado e futuro estão, portanto, embutidos no presente, porém o ser humano parece não valorizar essa verdade básica. Se vocês desejam um futuro promissor e brilhante, façam uso adequado do presente. O presente é uma árvore que germinou de uma semente chamada passado e traz em si a semente do futuro. Sendo assim, o futuro já está aqui! A melhor maneira de vocês cuidarem do presente é garantir que a sua fala seja sempre sagrada. De onde se originam as palavras? Elas provêm da mente. Por isso, falar o bem indica uma mente voltada para o bem. (Discurso Divino, 16 de maio de 2000)

Sri Sathya Sai Baba

18 de abril de 2026

Para alcançar a paz e a felicidade, a primeira coisa que o ser humano deve desenvolver  é o amor a Deus. De acordo com os Puranas, antigos textos da literatura sagrada indiana, e os grandes sábios, o  Divino  encarna para aliviar o sofrimento e a dor, punir os perversos e proteger os virtuosos, mas não é só isso. Ele encarna para ensinar à humanidade o que é o amor e como cultivá-lo e praticá-lo. Somente quando esse amor for desenvolvido é que o ser humano estará livre da tristeza e das dificuldades. Os pecados serão eliminados e o medo deixará de assombrar a humanidade. Então, aprender a amar a Deus vem em primeiro lugar. Onde houver amor a Deus, haverá temor ao pecado e, quando ambos estiverem presentes, a sociedade experimentará a moralidade. O dever primordial do ser humano é promover estes três: o amor a Deus, o temor ao pecado e a moralidade na sociedade. Se uma pessoa deseja algo, tem que realizar certas ações para obtê-lo. Deve reconhecer as qualidades distintivas do objeto do seu amor e desenvolver fé nele. Sem amor, não pode haver fé. Essa combinação de amor e fé impulsiona o indivíduo a realizar a ação necessária para conquistar o objeto amado. Assim, além da ação, tem-se o amor, que é a devoção, e a fé, que é a sabedoria; por isso se diz que a adoração é o resultado da integração entre devoção, sabedoria e ação. (Discurso Divino, 29 de julho de 1988)

Sri Sathya Sai Baba

19 de abril de 2026

Não há nada neste mundo que se equipare ao amor puro. Até mesmo o néctar é insípido diante da doçura desse amor, que faz tanto o Divino quanto o devoto dançarem em êxtase. Tal amor, que se expressa como uma dança, não encontra espaço em corações egoístas; ele habita somente no coração dos puros, dos abnegados e dos piedosos. As Escrituras Sagradas o comparam a um diamante precioso. Onde se poderá encontrar essa joia? Se até mesmo diamantes comuns são guardados com muito cuidado em um cofre-forte, quão infinitamente maior será a segurança com que se deve resguardar o valioso diamante que é o amor? E quem teria o direito de oferecê-lo a outros? Somente aquele que está cheio de amor e pelo amor é sustentado. Apenas o Divino possui essa qualificação, pois Ele é a Encarnação do Amor e conhece o valor do amor. Portanto, quanto maior for o seu amor por Deus, maior será a bem-aventurança que vocês experimentarão. Por outro lado, essa bem-aventurança diminui na mesma medida em que o seu amor diminui. Ou seja, a dimensão do seu amor determina a magnitude da sua bem-aventurança. (Discurso Divino, 30 de maio de 1992)

Sri Sathya Sai Baba

20 de abril de 2026

Narra o grande épico Mahabharata que os irmãos Pandavas superaram todas as suas adversidades e tribulações graças à sua profunda fé em Deus. Dharmaraja, o mais velho deles, era conhecido por sua devoção singela e unidirecionada, pois mantinha a mente sempre voltada apenas para Krishna. Mesmo ao enfrentar todo tipo de dificuldade no exílio, estava sempre pensando em Krishna. Quando os Upapandavas – os cinco filhos dos irmãos Pandavas –, foram mortos pelo seu adversário Asvatama, Dharmaraja não sucumbiu à dor, pois a sua fé em Krishna o sustentava. Não ficou exultante ao reinar como um poderoso imperador nem se deixou abater quando teve que passar por dolorosas provações. Para os Pandavas, em primeiro lugar vinha o Senhor; em segundo lugar, o mundo; em seguida, os seus próprios interesses. Eles pensavam: primeiro Deus, depois o mundo e, por último, eu. Por outro lado, os irmãos Kauravas, seus primos e rivais, tinham uma ordem diferente de prioridades: primeiro eu, depois o mundo e, por último, Deus. Isso acabou por levá-los à ruína. Como os Pandavas mantinham Deus à frente de tudo, finalmente obtiveram êxito nos seus empreendimentos. (Discurso Divino, 30 de maio de 1992)

Sri Sathya Sai Baba

21 de abril de 2026

Quaisquer boas ações ou atos de natureza espiritual que vocês realizarem serão inúteis se não estiverem impregnados de amor. O amor é como a bússola do marinheiro, que invariavelmente aponta para o norte; ele deve guiá-los para Deus em cada ação que praticarem. Não há caminho ou propósito maior do que esse. Nem a erudição nem a celebração de rituais serão suficientes para transformar a sua espiritualidade. Encham o seu coração de Amor Divino; só assim a nação desfrutará de paz. A maneira como vocês enxergam o mundo depende da cor das lentes dos óculos que usam. Se a sua visão estiver plena de amor, a Criação inteira se revelará como uma plena expressão do Divino. É desse entendimento que os jovens de hoje mais precisam. Esse amor não está relacionado ao corpo; ele emana do coração e está presente igualmente em todos. Pode haver diversos tipos de relacionamento no mundo material, porém o vínculo de parentesco baseado no Atma, no Ser Interno, é único. “O Uno reside em todos os seres”, declara o texto sagrado. Ele é, na verdade, como a corrente elétrica, que é comum a todas as lâmpadas de diferentes potências. (Discurso Divino, 30 de maio de 1992)

Sri Sathya Sai Baba

22 de abril de 2026

Considerem o Senhor como o seu pai ou a sua mãe, mas apenas como o primeiro passo para transcenderem esse relacionamento e se fundirem no Absoluto! Não parem nos degraus; entrem na mansão até a qual eles conduzem. A conexão espiritual, a conexão com o Atma, com o Ser Interno, é eterna e imutável. Como primeiro passo, vocês usam flores, lâmpadas, incenso e assim por diante para adorar o Deus concebido com forma e com atributos (saguna). Logo, a sua devoção avança para novas formas de adoração e novas oferendas, mais puras, mais valiosas e mais dignas do seu Senhor! Vocês sentem que devem colocar diante de Deus algo mais duradouro do que simples flores e que seja mais seu do que incenso! Sentem vontade de se purificar e fazer de toda a sua vida uma chama perfumada! Essa é a verdadeira adoração, a verdadeira devoção. Não venham até Mim com as mãos cheias de ninharias; como poderei enchê-las da Minha Graça, se já estão repletas? Venham com as mãos vazias e levem o Meu tesouro, o Meu Amor. (Discurso Divino, 26 de outubro de 1961)

Sri Sathya Sai Baba

23 de abril de 2026

Todos os objetos oferecidos a Deus em adoração, tais como folhas, flores, água e assim por diante possuem um significado simbólico. A palavra “folha” não se refere à do manjericão-sagrado nem a qualquer outra, e sim ao corpo, que é oferecido a Deus como uma folha sagrada. Uma vez que o corpo está repleto das três qualidades ou gunas inerentes à Criação (equilíbrio, atividade e inércia), ele é considerado uma folha que se oferece ao Divino. A palavra "flor’’ representa a flor do coração, pois as flores mencionadas no contexto espiritual não são as que brotam da terra e murcham com o tempo. Da mesma forma, a palavra “fruto” diz respeito ao fruto da mente. Isso significa que se deve realizar toda ação sem nenhuma expectativa de recompensa. Ao se agir com esse espírito, cada uma delas se torna um sacrifício sagrado. A palavra “água” não se refere à água que sai das torneiras, e sim às lágrimas de alegria que irrompem das profundezas do coração. Portanto, as oferendas não devem se limitar a itens coletados exteriormente, como folhas apanhadas em árvores, flores colhidas em jardins, água tirada de poços ou frutos trazidos de algum lugar. Ofereçam a Deus tudo isso, mas proveniente da “árvore” que simboliza o seu próprio corpo, que é sagrado para Deus. Se forem essas as suas  oferendas, sejam elas quais forem, todo o mérito lhes será concedido. (Chuvas de Verão em Brindavan, 1972, cap. 17)

Sri Sathya Sai Baba

24 de abril de 2026

Purifiquem a sua mente de todos os impulsos animalescos e primitivos que a têm moldado ao longo de muitas existências. Do contrário, assim como o leite, que coalha rapidamente ao ser despejado em uma vasilha usada para guardar leitelho, todas as suas experiências mais elevadas no tocante à verdade, à beleza e à bondade serão maculadas até se tornarem irreconhecíveis. Não adiem esse dever que têm para consigo mesmos, especialmente agora, quando está diante de vocês a oportunidade de se conectarem Comigo. Não os vejo Me oferecendo o que Eu procuro; o que trazem é indigno e impuro. Sinto profundamente ao vê-los tão agitados e perturbados, quando a cura está tão próxima. Reduzam as suas necessidades, minimizem os seus desejos. Todas essas bugigangas materiais são efêmeras. Quando a morte vier despojá-los da sua energia, até mesmo os adornos do seu corpo serão retirados apressadamente e, nesse processo, pouco cuidado haverá! Se vocês continuarem acumulando mais e mais desejos, será impossível que partam com alegria no momento do derradeiro chamado. Então, em vez disso, tornem-se ricos em virtude, em espírito de serviço e em devoção ao Poder Superior. É isso o que Me agrada e o que verdadeiramente os salva! (Discurso Divino, 26 de outubro de 1961)

Sri Sathya Sai Baba

25 de abril de 2026

Certa vez, uma gopika, jovem pastora devota do Senhor Krishna, foi até um poço para encher dois jarros de água. Após equilibrar um deles sobre a cabeça, viu que necessitava de alguém para colocar sobre ele o outro jarro cheio d’água. Nesse momento, Krishna apareceu e a gopika Lhe pediu que fizesse isso, porém Ele Se recusou. Logo outra gopika surgiu e auxiliou a jovem, que foi para casa carregando os dois jarros. Krishna a seguiu até lá e, sem que ela pedisse, tirou da sua cabeça o jarro de cima e o colocou no chão. Intrigada com o comportamento inusitado de Krishna, ela perguntou: “Krishna, lá perto do poço, quando eu Te pedi ajuda, Tu Te recusaste a colocar o jarro sobre a minha cabeça. Agora o retiras sem que eu Te peça. Qual é o significado dessa atitude?” Krishna respondeu: “Ó gopika! Eu desejo remover os fardos que as pessoas carregam, jamais aumentá-los”. Isso mostra que o Divino age somente para aliviar os fardos das pessoas, não para torná-los mais pesados. (Discurso Divino, 20 de fevereiro de 1992)

Sri Sathya Sai Baba

26 de abril de 2026

Existem três formas de abordagem em relação ao Senhor: a da águia, que investe repentinamente sobre o alvo com tamanha voracidade que, pelo próprio impacto, acaba perdendo o objeto cobiçado; a do macaco, que salta de um lado para outro, de fruto em fruto, incapaz de decidir qual é o mais saboroso; e a da formiga, que avança lentamente, porém com firmeza, em direção ao objeto desejado. A formiga não golpeia o fruto para fazê-lo cair nem colhe todos os frutos que vê; apodera-se apenas daquilo que consegue assimilar, e nada mais. Não desperdicem o tempo que lhes foi concedido aqui na Terra com vaidades tolas e caprichos fantasiosos, que os prendem ao mundo exterior. Quando adentrarão o seu próprio interior, onde reinam a calidez e a quietude? Retirem-se, de vez em quando, para a solidão e o silêncio, e experimentem a alegria que só esses momentos podem proporcionar. (Discurso Divino, 26 de outubro de 1961)

Sri Sathya Sai Baba

27 de abril de 2026

Deus providenciou tudo para o bem-estar do ser humano no mundo. No entanto, há uma condição que deve ser observada: o resultado das ações praticadas será de acordo com a sua natureza, sejam elas boas ou más. Atualmente, os seres humanos querem colher os frutos de boas ações sem realizá-las, o que é impossível; tampouco poderão escapar às consequências das suas más ações. Deus é apenas uma testemunha. Portanto, a partir de agora, cultivem bons pensamentos, pratiquem boas ações e redimam a sua existência. O seu ponto de partida deve ser o Caminho da Ação ou Karma Marga, culminando no Caminho do Conhecimento ou Jñana Marga. Entre eles está o Caminho da Adoração ou Upasana Marga, que vocês devem seguir hoje. Para trilhá-lo, é preciso desenvolver a convicção de que Deus é onipresente. Quando tiverem essa convicção, vocês não se entregarão à falsidade nem praticarão o engodo; não ofenderão nem prejudicarão o próximo; adquirirão todas as virtudes. (Discurso Divino, 27 de fevereiro de 1995)

Sri Sathya Sai Baba

28 de abril de 2026

Existem, neste mundo, dois estados para o ser humano: agradável e desagradável. Se um estado é agradável ou não, depende da sua atitude ou perspectiva mais íntima. Um mesmo objeto pode ser visto como agradável em uma ocasião e desagradável em outra! Aquilo que hoje é acolhido com grande apreço pode, futuramente, tornar-se odioso, a ponto de não haver sequer o desejo de vê-lo. A condição da mente nessas diferentes circunstâncias é a causa dessas oscilações. Portanto, todos devem treinar a mente para que ela permaneça sempre em um estado agradável. As águas de um rio jorram pelas montanhas, caem nos vales e correm pelos desfiladeiros; em diversos trechos, afluentes se juntam a elas, tornando-as sujas e turvas. Assim também, no fluxo da vida humana, a velocidade e a força aumentam e diminuem. Esses altos e baixos podem acontecer a qualquer momento da existência; são inevitáveis e podem vir no início, no meio ou no fim da jornada. Por conseguinte, o ser humano deve desenvolver a firme convicção de que a vida é repleta de oscilações e que, em vez de temê-las e se preocupar excessivamente com elas, deve acolhê-las. Não apenas aceitá-las, mas ser feliz e grato, aconteça o que acontecer Com essa atitude, todas as dificuldades, seja qual for a sua natureza, passarão de forma leve e rápida! (Dhyana Vahini, cap. 3)

Sri Sathya Sai Baba

29 de abril de 2026

Quando o ser humano percebe a ineficácia dos sentidos, da mente e do intelecto para lidar com a Realidade e conhecer a essência da sua verdade, descobre que ele próprio é o Atma, o Ser Interno, o qual, por sua vez, é Verdade, Retidão, Paz e Amor (satya, dharma, shanti e prema). Ou então, percebe a existência de Deus, que é a base de toda a Criação, Aquele que tudo planejou e concebeu. Nesse instante, ele entrega o seu ego a Deus. “Que a Sua Vontade prevaleça”, proclama, rendendo-se completamente aos desígnios divinos. Esse é um momento de suprema Bem-Aventurança. Problemas, sofrimentos, limitações, tristezas e dores, que antes eram causa de angústia, assumem subitamente um novo e magnífico significado: tornam-se “a obra, os dons e a Graça de Deus”. Tais provações deixam de ser indesejadas e passam a ser acolhidas com a mesma boa vontade que o sucesso, o prazer e a felicidade, já que são todas expressões da Vontade Divina! Quando vocês partem para um lugar desconhecido, procuram um amigo e lhe confiam todo o seu dinheiro, para que o guarde em segurança. Se, posteriormente, começarem a suspeitar dele, perderão a paz; mas se, ao contrário, tiverem confiança nele, estarão livres de preocupações. Similarmente, entreguem a Deus todas as suas ações motivadas por desejos, confiem plenamente n’Ele e vivam tranquilos e despreocupados para sempre. (Discurso Divino, 21 de julho de 1967)

Sri Sathya Sai Baba

30 de abril de 2026

Usa-se uma pedra de amolar para afiar a lâmina, não para polir a própria pedra. Similarmente, é necessário cultivar boas qualidades para refinar a natureza do indivíduo. Essas qualidades são essenciais para o seu bem-estar como um todo, tal como são os diferentes membros para o funcionamento do corpo. As pessoas devem se dar conta de que o nascimento humano lhes foi concedido para que levem vidas ideais. Boas qualidades permitem que se tenha uma existência voltada para o bem. No entanto, até mesmo para se levar tal vida há um preço a ser pago: uma boa conduta. Isso significa que só se pode obter a felicidade resultante de uma vida íntegra cumprindo os próprios deveres. Há dois tipos de prazer – os transitórios e os duradouros –, mas apenas mediante o cumprimento das obrigações que lhe cabem é possível ao ser humano alcançar a felicidade permanente. Portanto, primeiro cumpram os seus deveres; depois colham os frutos. Atualmente, as pessoas querem usufruir dos resultados sem o cumprimento dos deveres. Essa atitude não pode lhes trazer felicidade. Todo ser humano deve compreender que nasceu para cumprir uma série de obrigações, não para desfrutar de recompensas por serviços não prestados; ou seja, que não tem direitos a reivindicar, e sim deveres a cumprir. Se assim o fizer, colherá as recompensas no devido tempo. (Discurso Divino, 14 de janeiro de 1997)

Sri Sathya Sai Baba

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