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Plantio de mudas em Resende
26/11/2016
Plantio de mudas em Resende
26/11/2016
Natal em Queimadas
16/12/2018
Projeto Serviço em EVH em Queimadas -
Natal na comunidade


Eventos Nacionais
Eventos Nacionais


01 de março de 2026
A mente, por natureza, é absolutamente pura. É apenas devido à influência de más companhias que se torna vil. Por exemplo, se vocês embrulharem flores de jasmim em um jornal, ele adquirirá a fragrância das flores. De igual maneira, se no jornal enrolarem pakodas (um tipo de salgado indiano), ele exalará o seu odor. O jornal, em si, não tem cheiro, mas adquire o cheiro de qualquer coisa que se embrulhe nele. De modo semelhante, se a mente seguir o caminho nobre e vocês a associarem com tudo o que é bom, ela também se tornará boa. E que caminho é esse? Quão nobre se torna a mente quando associada a sentimentos sagrados, bons pensamentos, comportamento nobre, boas companhias, atividades espirituais, valores morais e ações corretas! Por outro lado, quando associada a qualidades ruins, maus pensamentos, más companhias e mau comportamento, ela se torna extremamente perversa. De fato, se torna demoníaca! Não há nada de bom ou de ruim na mente em si. Ela só se torna boa ou má devido a influências positivas ou negativas. Então, se vocês querem que a sua mente seja boa, devem se associar a boas companhias! (Divino Discurso, 23 de junho de 1996)
Sri Sathya Sai Baba
02 de março de 2026
O corpo não tem discernimento nem conhecimento; só a mente e o intelecto possuem discernimento, conhecimento e poder. Atualmente, as pessoas não exercem o discernimento fundamental. Estão dominadas pelo egoísmo. Usam a inteligência para obter o que é bom apenas para si mesmas, ignorando o bem da sociedade. Agindo assim, usam o corpo de maneira inadequada, desviando-o do caminho que conduz à iluminação. Se vocês colocarem trigo em um moinho, obterão farinha de trigo; se puserem arroz, terão farinha de arroz. No entanto, se ingerirem alimento, o resultado será somente matéria fecal. Se guardarem uma conserva em um frasco adequado, ela permanecerá preservada durante um ano; mas, ao ser ingerida, apodrecerá rapidamente. Essa é a própria natureza do corpo; ainda assim, ele é o instrumento necessário para que o ser humano alcance ideais elevados. Portanto, para atingir o propósito da sua existência, é essencial que ele consagre o seu corpo a Deus. Conduzindo o corpo pelo caminho correto, brilhará como um ser humano exemplar. (Discurso Divino, 26 de abril de 1997)
Sri Sathya Sai Baba
03 de março de 2026
O sábio Narada declarou: “O Amor é a personificação do néctar da imortalidade”. No mundo material, o ser humano considera os quatro objetivos da vida humana – a retidão (dharma), a riqueza (artha), o desejo (kama) e a liberação (moksha) – como o caminho para o aspirante à liberação. Isso, porém, não é correto, pois eles não são tudo. Há um quinto objetivo para a humanidade que transcende até mesmo a liberação: é o Amor Supremo ou Paramaprema. Esse princípio ou natureza essencial do Amor é a própria Divindade. O Amor e Deus não são distintos um do outro. Deus é Amor e o Amor é Deus. Somente quando se compreender a verdade desse Princípio do Amor é que se poderá ter a plena percepção do significado da existência humana. Diz um poema em télugo: “O Senhor Sai, que ensina o Princípio do Amor, proclama a igualdade entre todos os seres e revela os Valores Humanos, é a própria Encarnação do Amor”. E esse Amor, em si, é o Atma (o Ser Interno), que é, em sua essência, verdadeiramente Amor. (Discurso Divino, 14 de janeiro de 1995)
Sri Sathya Sai Baba
04 de março de 2026
A consciência de cada indivíduo é a sua própria testemunha. Não desperdicem a sua energia com críticas destrutivas. Nunca percam a fé nem a autoconfiança. Algumas pessoas sentem inveja da prosperidade e do progresso alheios. A inveja é uma praga perigosa. Uma árvore cheia de folhas, flores e frutos morre rapidamente se uma praga atingir a sua raiz. Essa ameaça é invisível aos olhos e age de forma insidiosa, assim como aqueles que ocultam a sua inveja e prejudicam os outros. Tais modos de agir são maléficos, porém, a Meu ver, não existem pessoas essencialmente más porque, mais cedo ou mais tarde, chega um momento em que todo comportamento negativo se transforma. A Minha verdade é uma só: todos pertencem a Mim, e Eu a todos. A Minha única riqueza é o amor; acolho amorosamente a todos. Mesmo aqueles que vêm a Mim com ódio no coração Me são queridos. Não procuro as suas falhas; sigo o princípio ou natureza essencial do amor. Observem a Minha equanimidade e adotem esse ideal de unidade, pois da unidade surge a pureza e, a partir da pureza, se alcança a Divindade. (Discurso Divino, 23 de novembro de 2000)
Sri Sathya Sai Baba
05 de março de 2026
A ação (karma) e a contemplação (upasana), dois estágios da disciplina espiritual destinada à obtenção da plena percepção de Deus, podem ser vistos e observados, mas o estágio da sabedoria (jñana), que traz maturidade, é invisível. A ação e a devoção, simbolizadas, respectivamente, pelos rios Yamuna e Ganges, convergem no ponto em que a sabedoria, representada pelo rio Sarasvati, flui de maneira invisível. Hoje em dia, porém, as pessoas perderam o entusiasmo pela ação, a profunda alegria na devoção e o anseio pela sabedoria. O genuíno aprendizado é aquele que revela ao ser humano o Ser Interno real, que é o Atma. Quando se negligenciam essas verdades, surge o Avatar ou Encarnação Divina para ensinar novamente à humanidade o seu dever, que é o dharma, a Retidão. E que dharma, que código moral é esse que deve ser restabelecido na época atual? É o Sanathana Dharma, a Lei Eterna, nada menos que isso. Naturalmente, ainda hoje existem aqui na Terra sábios, grandes poetas, almas nobres e ilustres eruditos, mas a busca frenética por pompa e ostentação e a luta desenfreada para desafiar e derrotar os outros não deixam tempo para que o ser humano absorva os seus ensinamentos e saboreie a doçura da disciplina espiritual que eles prescrevem. (Discurso Divino, 23 de outubro de 1966)
Sri Sathya Sai Baba
06 de março de 2026
Os sentidos não devem exercer domínio sobre o ser humano. Eles devem ser instrumentos sob o seu controle. São meros servos, auxiliares e ajudantes. Usa-se uma faca para cortar frutas ou legumes, não para cortar a própria garganta. É preciso treinar os sentidos para se libertarem de tamas e de rajas – respectivamente, a qualidade da inércia e a da paixão –, evitando que se tornem entorpecidos, apáticos, dormentes ou então perigosamente desviantes. O ser humano deve transcender as qualidades inerentes à Criação ou gunas. Certa vez, um estudante se aproximou de um mestre espiritual e lhe perguntou qual era o caminho para alcançar a paz. O mestre respondeu que ele deveria desenvolver fortaleza de ânimo em relação a todas as pessoas, coisas e acontecimentos. Isso significa que nada, seja o que for, deve despertar reações motivadas por interesse pessoal, aversão ou desejo. É essencial buscar somente aquilo que é mais elevado. Somente a Deus se deve desejar. O amor firme, imutável e inesgotável só pode ser Vishveshvaraprema – o amor pelo Senhor do Universo. (Discurso Divino, 23 de outubro de 1966)
Sri Sathya Sai Baba
07 de março de 2026
Não se pode chegar a Deus usando a riqueza. Só se consegue alcançá-Lo por meio da devoção. Em seu orgulho, Satyabhama, uma das esposas de Krishna, achava que poderia tê-lo todo para si devido à sua fortuna. Tentou comparar o peso de Krishna com o da sua imensa quantidade de ouro, porém não obteve sucesso, pois Krishna sempre pesava mais. O sábio Narada a fez perceber a sua insensatez ao demonstrar que uma única folha de tulasi (manjericão sagrado) oferecida com genuína devoção por outra das esposas de Krishna, a princesa Rukmini, excedia toda a riqueza que ela possuía. Satyabhama simboliza o desejo, e Rukmini, a devoção. Krishna diz que a oferenda de uma folha, uma flor, uma fruta ou um pouco de água é suficiente para agradá-Lo. Mas, é claro, não interpretem isso literalmente. A folha representa o corpo; a flor, o coração; o fruto, a mente; as lágrimas de alegria, a água. Estas são as oferendas que Deus verdadeiramente aceita. Encarnações do Amor! Vocês terão tudo na vida se possuírem amor no coração. Não odeiem ninguém. Esse deve ser o maior ideal da sua existência. Esta é a mensagem que lhes dou. (Discurso Divino, 23 de novembro de 2000)
Sri Sathya Sai Baba
08 de março de 2026
Era uma vez um homem que tinha um único filho, a quem criava com muito carinho e cuidado. Certo dia, enquanto o menino brincava, a sua bola rolou para um canto da sala. Ao tentar pegá-la, ele foi picado por um escorpião e gritou: “Pai, um escorpião me picou!” Apesar de todos os esforços do pai, a dor do menino só aumentava. Incapaz de suportar o sofrimento do filho, o homem correu até um médico, que lhe deu uma pomada e o instruiu a aplicá-la exatamente no local da picada. De volta para casa, o pai pediu ao filho que lhe mostrasse onde havia sido picado. O menino apontou para o canto da sala. Por lhe faltar discernimento, o pai esfregou a pomada no chão, no canto da sala indicado pelo filho, em vez de aplicá-la na parte do corpo do menino afetada pela picada. Assim são todos os esforços do ser humano para eliminar o sofrimento e alcançar a felicidade, pois ele a busca onde ela não existe. O amor está no seu interior, porém ele o procura do lado de fora. Vocês podem ser muito inteligentes e instruídos, mas não conseguirão encontrar no mundo exterior aquilo que está dentro de vocês. (Discurso Divino, 25 de abril de 1996)
Sri Sathya Sai Baba
09 de março de 2026
O Universo está sujeito a três processos: criação, preservação e destruição ou dissolução. Ninguém, nem mesmo a ciência, pode negar essa realidade. Trata-se de uma verdade universal percebida por todos: tudo o que nasce é preservado por um período, e depois chega ao fim. Essa é a prova direta da existência de Deus. Ela se torna evidente quando se investigam esses três fatos básicos. Aliás, também se tem a experiência da Divindade no cotidiano. Vejam, por exemplo, os tradicionais leões dançarinos da Malásia. Embora se saiba que não são leões de verdade, e sim representações, eles evocam essa ideia. De maneira semelhante, quase tudo no dia a dia remete à Divindade. A doçura da cana-de-açúcar, o sabor picante da pimenta, a acidez do tamarindo e o gosto amargo do nim – todos são indícios do Princípio Divino. As estrelas no céu, o brilho do Sol, o frescor do luar e o movimento incessante das ondas do mar também apontam para o Princípio Divino. Embora nenhum deles revele Deus de forma direta, são evidências concretas da Sua existência. (Discurso Divino, 23 de novembro de 2000)
Sri Sathya Sai Baba
10 de março de 2026
Certa vez uma velhinha perdeu a sua agulha enquanto remendava roupas na sua cabana. Como ali dentro não havia lâmpada e ela sofria de catarata, não conseguiu encontrá-la. Decidiu, então, sair da cabana e procurar a agulha sob a luz de um poste na rua. Um estudante que passava por ali perguntou o que estava procurando e ela respondeu: “Uma agulha perdida”. “Diga-me onde a perdeu e eu a ajudarei a procurá-la”, falou o jovem. Ela explicou, então, que perdera a agulha enquanto costurava no interior da sua cabana. Confuso, o estudante indagou: “Mas, se a senhora perdeu a agulha dentro de casa, por que a está procurando na rua?” A idosa respondeu: “Porque não há nenhuma lâmpada lá. Na rua há luz e consigo enxergar melhor; por isso estou procurando a agulha aqui”. Vejam só! Ela estava procurando na rua algo que havia perdido em casa! É isso que o ser humano faz atualmente. Embora toda a felicidade e amor residam no seu interior, ele as busca tolamente no exterior. O amor e a felicidade externos são transitórios; somente a relação com Deus é eterna. O corpo humano é impermanente; como é possível obter felicidade permanente de um corpo temporário? As pessoas fazem ioga e meditação e recitam o Nome de Deus, mas essas práticas proporcionam apenas satisfação temporária. Somente o amor a Deus concede eterna bem-aventurança. (Discurso Divino, 25 de abril de 1996)
Sri Sathya Sai Baba
11 de março de 2026
A alegria ou a angústia experimentadas pela mente são o resultado das impressões transmitidas pelos sentidos. Todas as experiências derivam da mente. O próprio mundo é uma projeção mental. A mente tem a capacidade de aproximar o que está distante ou afastar o que está próximo. Ela é a origem do prazer e da dor. “Este Universo é baseado na mente”, declararam os sábios. A mente dedica imenso esforço à aquisição de algo, na esperança de que a sua posse vá proporcionar prazer. Contudo, o prazer decorrente da posse é passageiro, e o sofrimento advindo da perda é significativo. Há dificuldades durante o processo de aquisição. A posse do objeto confere apenas satisfação temporária, enquanto a sua perda deixa um rastro de sofrimento. A dor da perda frequentemente excede o prazer da aquisição. Perseguir prazeres tão efêmeros é um desperdício de vida. Reconhecendo a futilidade de tais buscas, os sábios praticaram o autocontrole como meio para alcançar a felicidade duradoura. Desenvolveram a técnica que consiste em voltar os sentidos e a mente para dentro, de modo a encontrar a fonte da eterna bem-aventurança. (Discurso Divino, 31 de julho de 1986)
Sri Sathya Sai Baba
12 de março de 2026
As vibrações do pensamento são responsáveis pela alegria e pela tristeza, pela saúde e pela doença, pelo nascimento e pela morte. A existência do ser humano se torna significativa quando ele age com plena consciência do poder dessas vibrações. O mundo inteiro está impregnado de vibrações mentais; na verdade, ele é a própria expressão dessas vibrações. Portanto, é fundamental conduzir os pensamentos por caminhos elevados e virtuosos. Quando se cultivam pensamentos, ideias e sentimentos nobres, a mente passa a irradiar uma pureza resplandecente. Somente por meio da pureza mental é possível assegurar pureza nas ações, e apenas ações puras são capazes de gerar resultados igualmente puros. Semeiam-se pensamentos e colhem-se os frutos das ações; semeiam-se ações e colhe-se o fruto do comportamento; da semente do comportamento provém o fruto do caráter, e a semente do caráter produz o fruto do destino. É evidente, portanto, que o destino depende dos pensamentos. Eles são a causa tanto da ascensão quanto da queda do ser humano. (Chuvas de Verão, 23 de maio de 1993)
Sri Sathya Sai Baba
13 de março de 2026
Na jornada em direção ao Divino, o ser humano deve reduzir gradualmente os seus desejos, que são a causa de todas as suas dificuldades. Ainda que não seja possível viver completamente isento de desejos, é fundamental mantê-los dentro de limites razoáveis. Sem controle sobre os desejos, não há como alcançar a felicidade. Dentre os órgãos dos sentidos, os olhos e a língua se destacam pela sua excepcional importância. Por essa razão, Deus os dotou de meios para refrear as suas atividades. Ele ressalta: "Presta atenção, ó ser humano insensato! Eu te proporcionei instrumentos naturais para que feches os olhos e a boca”. Se você não quiser ver nada indesejável, basta fechar os olhos com as pálpebras. Os ouvidos e o nariz não dispõem de recursos semelhantes, mas a boca possui lábios capazes de selar a língua. Por conseguinte, observe a moderação na fala e mantenha o controle da língua. Quando os olhos vagueiam livremente, a língua começa a se mover sem restrições; quando a língua se ocupa em conversas intermináveis, os olhos querem ver tudo o que se possa imaginar. Quando esses dois órgãos se combinam sem controle, a vida pode se tornar uma tragédia. Sendo assim, direcione o olhar apenas para coisas boas. (Discurso Divino, 13 de março de 1988)
Sri Sathya Sai Baba
14 de março de 2026
Se alguém segurar uma flor de magnólia-amarela, a sua fragrância o acompanhará aonde for, assim como qualquer odor desagradável de algo que levar consigo. O mesmo ocorre em relação aos pensamentos, sejam estes bons ou maus, pois eles irradiam vibrações positivas ou negativas ao seu redor. Tamanha é a força dos pensamentos que eles podem causar impacto no mundo quando voltados para grandes objetivos. Se uma pessoa encher a sua mente de pensamentos virtuosos, que tenham a ver com verdade, amor, tolerância e compaixão, a sua vida será repleta de paz e serenidade. Se, por outro lado, cultivar pensamentos de ódio, inveja, raiva e presunção, a sua vida ficará imersa em contínuo sofrimento. O rosto é o reflexo da mente. Se vocês sentirem rancor por alguém, essa inimizade alterará o seu semblante e o seu comportamento. Se nutrirem pensamentos elevados e amorosos, o seu coração ficará repleto de alegria e vocês experimentarão uma onda de felicidade. Encham o coração de amor, e toda a sua existência se tornará uma saga de amor. (Discurso Divino, 31 de julho de 1986)
Sri Sathya Sai Baba
15 de março de 2026
Certa vez, uma das gopikas (pastorinhas devotas de Krishna em Brindavan) perguntou a Radha, a gopika amada do Senhor, o que ela sentia ao vê-Lo, como reagia o seu coração, que transformação ocorria nela e que alegria experimentava. Radha respondeu: “No momento em que ouço a flauta melodiosa de Krishna, o meu coração silencia. Ao perceber que Ele se aproxima, esqueço-me completamente de mim mesma. Fico perdida na música divina da Sua flauta e não tenho consciência de mais nada. Como posso descrever o que sinto quando estou inebriada pela magia da Sua melodia?” Os devotos inebriados pelo Divino não conseguem descrever em palavras a sua experiência de bem-aventurança. Quem tenta expressá-la não possui, de modo algum, a experiência real. Aqueles que se consideram devotos do Senhor precisam reconhecer a grande diferença entre a sua estreiteza mental e o caráter inefável da verdadeira devoção. Devem decidir-se a abandonar apegos mesquinhos e ter como objetivo principal da sua vida a devoção inabalável a Deus. Para tal propósito, é essencial a companhia dos virtuosos. Só se cultivam pensamentos elevados por meio da associação com o bem. (Discurso Divino, 19 de janeiro de 1986)
Sri Sathya Sai Baba
16 de março de 2026
Os pensamentos são o próprio alento vital do ser humano. Ao nutrir pensamentos nocivos de ódio, inveja, raiva e egoísmo, o ser humano acarreta a sua própria destruição. Ele alimenta maus pensamentos com o intuito de prejudicar o próximo, sem perceber que o mal causado retorna contra si mesmo com força multiplicada, como um bumerangue. Ao insultar, criticar, perseguir e difamar os seus semelhantes, ele está, na verdade, insultando, criticando, perseguindo e difamando o próprio Senhor. Ignorando completamente a presença da Divindade no próximo, ele se entrega a essa conduta hedionda. Mas aquele que empunha a espada, por ela perecerá; quem fere, será ferido; quem insulta, será insultado. Assim como é o pensamento, assim será a consequência; assim como é o sentimento, assim será o resultado. Por desconhecer inteiramente o poder e a força da mente, o ser humano subestima a sua suprema importância. Toda a sua existência repousa na mente; ele deve, portanto, envidar sinceros esforços para compreender o seu poder. (Chuvas de Verão, 23 de maio de 1993)
Sri Sathya Sai Baba
17 de março de 2026
Se um escultor é capaz de criar uma imagem viva de Deus a partir de um bloco de pedra inanimado, por que os seres humanos, cheios de vida, não conseguem manifestar a Divindade que reside neles? Por que não são capazes de perceber o Divino em seu interior? Isso acontece porque não se dão conta da camada de sujeira que O envolve. Quando as suas roupas ficam sujas, vocês tratam logo de trocá-las, pois sentem vergonha de se apresentar dessa forma. Se a sua casa está suja, procuram limpá-la para que os visitantes não fiquem com má impressão. No entanto, quando a sua mente e o seu coração estão poluídos, não se sentem envergonhados. Não é estranho se preocuparem tanto com a limpeza das roupas e da casa, mas negligenciarem a pureza do coração e da mente, que afeta toda a sua existência? Para purificar coração e mente, a primeira coisa a fazer é levar uma vida virtuosa. As ações que vocês praticarem devem estar baseadas na moralidade. Insultar alguém ou lhe infligir dor não condiz com a natureza humana. O mal que causarem ao próximo inevitavelmente recairá sobre vocês mesmos. (Discurso Divino, 2 de abril de 1984)
Sri Sathya Sai Baba
18 de março de 2026
A mente é feita de vibrações infindáveis que fluem incessantemente, surgindo a cada instante. Assim como as ondas refletem fielmente a natureza do oceano, os pensamentos do ser humano refletem a natureza da sua mente. Esses pensamentos moldam, influenciam e orientam os rumos do mundo; por isso é essencial envidar esforços sinceros para direcionar a mente para o caminho correto. Aquele que não percebe o imenso poder e força da mente se deixa cair em profundezas abissais dia após dia. Os maus pensamentos que não se manifestarem hoje se manifestarão amanhã. Ele pode acreditar que ter cometido um pequeno ato maléfico não lhe causará nenhum dano; porém, na verdade, as más ações retornam a quem as praticou com força dez vezes maior, tal qual um bumerangue. Só é possível promover a prosperidade da nação e do mundo por meio do cultivo de pensamentos nobres e sublimes. Quando os pensamentos de cada indivíduo se tornarem divinos, o mundo será divinizado. (Chuvas de Verão, 23 de maio de 1993)
Sri Sathya Sai Baba
19 de março de 2026
No dia do Ugadi, festival que celebra a chegada do Ano Novo no calendário hindu, é costume comer “ugadi pachchadi” ao acordar. Trata-se de um alimento feito com flores de nim, suco de manga, mel, açúcar e outros ingredientes de sabores diversos. O seu profundo significado simbólico é indicar que a vida é uma mistura de bem e mal, de alegria e tristeza, e que todas as experiências devem ser encaradas com equanimidade. Todos devem fazer a resolução de receber e aceitar com serenidade e gratidão tudo aquilo que este ano lhes reserva. Deem as boas-vindas a tudo. Ao consumirem esse alimento sagrado no Festival de Ugadi, é importante fazê-lo com satisfação. Se o comerem com ressentimento, atrairão negatividade. Não se deixem abater por adversidades; considerem tudo como sendo para o seu próprio bem. O ser humano deve transcender a tristeza e a alegria, o sucesso e o fracasso. Eis a mensagem principal do Festival de Ugadi: vejam todo e qualquer acontecimento como uma dádiva de Deus. Este mundo é uma mistura de dor e prazer, que são inseparáveis; um é consequência do outro. Desenvolvendo equanimidade, cultivem fé em Deus, encham o coração com o Amor do Senhor e cumpram os seus deveres com dedicação. (Discurso Divino, 4 de abril de 1992)
Sri Sathya Sai Baba
20 de março de 2026
As pessoas atribuem valor a objetos, ideais e personalidades de todos os tipos. Deus, no entanto, não se deixa atrair por aparências externas; valoriza apenas os anseios espirituais internos. Parvati era a mulher mais bela que existia. Ciente dos seus encantos, ela desejava desposar o próprio Senhor, porém Deus não sucumbe à atração externa. Decepcionada com as suas tentativas frustradas, Parvati empreendeu rigorosa penitência. Indiferente ao sol, à chuva, ao vento e às condições climáticas, concentrou os seus pensamentos no Senhor, sacrificando o próprio corpo por meio de severas disciplinas espirituais. Devido a essa penitência, perdeu toda a sua beleza e a sua força e vigor físicos se esvaíram. Nesse momento, o Senhor a aceitou como uma metade do Seu próprio Ser. Qual é o significado interno desse episódio? Parvati é a Natureza, que está repleta de diversos tipos de orgulho: o da riqueza, o da força, o da beleza, o do conhecimento, o das virtudes, o do poder e até o da prática de austeridades. O ser humano só se tornará digno da aceitação do Senhor quando se libertar dessas oito espécies de orgulho. Enquanto o ego prevalecer, o poder do Espírito não será reconhecido; e, sem a percepção do poder do Espírito, o ser humano será incapaz de experimentar a bem-aventurança do Divino. (Discurso Divino, 27 de março de 1990)
Sri Sathya Sai Baba
21 de março de 2026
As pessoas acreditam em coisas nas quais não deveriam crer, e não naquilo em que deveriam crer. Estão prontas a acreditar nas afirmações do autor de um almanaque, nas previsões de um pássaro treinado por um tocador de realejo ou em leituras de quiromantes de rua, porém não confiam nas sagradas afirmações dos Vedas. Essas Escrituras declaram: “Tat Tvam Asi”, que significa “Tu és Aquilo”; “Aham Brahmasmi”, que quer dizer “Eu sou Brahman”, ou seja, “Eu sou o Absoluto”; e “Soham”, que significa “Eu sou Ele”, “Eu sou Deus”. A afirmação védica “Soham” é confirmada pelo processo de inspiração e expiração presente em todo ser humano; ainda assim, ninguém acredita nela. As pessoas creem em filmes, em romances, em jornais e em muitas outras fontes, mas não creem na verdade que é o Atma, o seu próprio Ser Interno. O resultado é que elas estão se tornando cada vez mais fracas e perdendo a sua natureza humana devido a essa falta de fé no seu próprio Ser Interno. Um indivíduo sem autoconfiança (Atmavishvasa) não é, de fato, um ser humano. Sem autoconfiança, como conseguirá obter satisfação pessoal? E, sem ela, como poderá aspirar à autorrealização? Isso é impossível. Portanto, a mansão da autorrealização deve ser erguida sobre o alicerce da autoconfiança, com as paredes da satisfação pessoal e o teto do sacrifício de si mesmo. (Discurso Divino, 24 de março de 1993)
Sri Sathya Sai Baba
22 de março de 2026
Atualmente, em muitas práticas religiosas, nota-se uma preocupação que se limita à observância das formas externas, enquanto o significado interno dos rituais é frequentemente negligenciado. Um exemplo disso é o ato de se oferecer um coco a uma divindade em um templo. Muitas vezes, a preocupação com a condição do coco é deixada de lado; a simples quebra de um coco, mesmo deteriorado, é considerada suficiente para a realização da oferenda. No entanto, é essencial compreender o significado interno desse ritual. O coco é um símbolo do coração; portanto, antes de oferecê-lo a Deus, é preciso remover toda a sua fibra externa, o que significa, espiritualmente, remover do coração as tendências relacionadas a tamas, a qualidade da inércia, do torpor, da ignorância, da escuridão. A casca do coco simboliza rajas, a qualidade da paixão, da inquietação, da agressividade, do egoísmo. A polpa branca no interior do coco representa satva, a qualidade da pureza, do equilíbrio, da serenidade, da bondade, do altruísmo. O que se deve oferecer a Deus é um coração puro, livre de qualidades tamásicas ou rajásicas, tais como a raiva, o ódio e o apego. É essa pureza de coração que o ser humano deve manifestar ao realizar toda e qualquer oferenda a Deus, não o ato mecânico de quebrar um coco em um ritual desprovido de significado. (Discurso Divino, 10 de abril de 1986)
Sri Sathya Sai Baba
23 de março de 2026
Atualmente, o ser humano está fazendo mau uso de todo o seu conhecimento, riqueza, energia e talentos, visando fins exclusivamente materiais e, assim, desperdiçando a própria existência. É inevitável levar uma vida ligada ao mundo material, porém é essencial ter sempre em mente um objetivo espiritual. As ações podem ser mundanas; o objetivo deve ser espiritual. As ações se tornam santificadas quando são dedicadas a fins espirituais. Infelizmente, hoje em dia, até as práticas espirituais estão maculadas por motivações mundanas. A herança espiritual da Índia sobreviveu às vicissitudes dos séculos graças à vida profundamente espiritual que outrora levavam reis, sábios, eruditos e homens e mulheres virtuosos. É fundamental que os seres humanos reconheçam a natureza divina inerente a eles e vivam de acordo com a sua verdadeira natureza. Se a ignorarem e adotarem uma conduta que nada tenha a ver com a humana, deixarão de ser humanos. Por exemplo, a rapadura tem como característica essencial a doçura; se a perder, deixará de ser rapadura para se tornar apenas um torrão de massa. De igual modo, o indivíduo só é verdadeiramente humano quando manifesta a sua natureza humana mediante a prática da pureza de pensamento, palavra e ação. Sem essa pureza, ele não passa de um punhado de barro. (Discurso Divino, 27 de março de 1990)
Sri Sathya Sai Baba
24 de março de 2026
Todas as experiências de prazer e de dor têm origem nos pensamentos do ser humano. O pensamento é como a semente de uma árvore que, no tempo certo, produz galhos, folhas, flores e frutos. Tudo o que se vê em uma árvore provém de uma pequena semente. Da mesma forma, embora o pensamento do ser humano seja sutil, ele contém, potencialmente, todo o Universo. O átomo é o microcosmo do Universo. Considerem o tamanho imponente da figueira-de-bengala; a sua semente, no entanto, é muito pequena. A semente e a árvore são essencialmente uma só. É fundamental que o ser humano vigie os seus pensamentos, pois eles formam a base das suas ações. Quando os seus desejos se realizam, ele se sente satisfeito; quando não se concretizam, surge nele a decepção. Mas ele raramente investiga as causas desses resultados divergentes. Os seus fracassos são as consequências das suas próprias falhas. Se o seu coração é puro, as suas ações produzem resultados benéficos. Os pensamentos do ser humano determinam o sucesso ou o fracasso dos seus esforços; é necessário, portanto, que ele os use de forma apropriada. A percepção que ele tem do mundo depende da maneira como o enxerga. Assim como ele se sente, assim se torna. Pensamentos sublimes conduzem a resultados igualmente sublimes. (Discurso Divino, 10 de maio de 1992)
Sri Sathya Sai Baba
25 de março de 2026
A vida humana só tem sentido porque se pode usá-la para ver Deus. O seu objetivo é a fusão final no Oceano Divino. Preencher a existência com atrativos mundanos a transforma em uma insana feira de vaidades. Ouçam atentamente tudo aquilo que os atrai para o Princípio da Divindade, para a natureza essencial do Senhor, e então reflitam silenciosamente sobre o que ouviram, incorporando-o à sua consciência. Esse processo de reflexão faz de vocês seres humanos – esse é o teste da verdadeira natureza humana. Kaliya era uma serpente gigantesca e cheia de veneno, que espalhava morte e destruição. Ela simboliza a humanidade, perdida nos objetos sensoriais, que são como veneno no tocante ao efeito que exercem sobre a vida; na verdade, são o mais mortal dos venenos. Quando Krishna dançou sobre a cabeça da serpente, ela foi subjugada e vomitou todo o seu veneno. Similarmente, quando se reverencia a Deus, o mundo e todos os seus vapores venenosos retrocedem e a saúde original é restabelecida. Por conseguinte, façam com que o Nome e a Forma do Senhor bailem sobre o alto do seu coração. (Discurso Divino, 6 de setembro de 1963)
Sri Sathya Sai Baba
26 de março de 2026
Os Vedas, Escrituras Sagradas da Índia reveladas aos antigos sábios, são a quintessência de uma profunda, imensurável e infinita sabedoria. Na Treta Yuga, a segunda era do atual ciclo cósmico, também conhecida como Idade da Prata, os quatro Vedas assumiram a forma física e encarnaram como os irmãos Rama, Lakshmana, Bharata e Satrugna. Enquanto o Rig Veda assumiu a forma de Rama, o Yajur Veda, o Sama Veda e o Atharva Veda se manifestaram, respectivamente, como Lakshmana, Bharata e Satrugna. Rama, que era a própria personificação dos mantras (mantrasvarupa), simbolizava o Rig Veda. Lakshmana era aquele que contemplava mantras (mantradrasta). Ele colocava em prática os ensinamentos de Rama e O seguia com absoluta fidelidade, considerando o Seu Nome como o mantra libertador. Para ele, Rama era tudo: mãe, pai, guru e o próprio Deus. Bharata, por sua vez, era a personificação do Sama Veda; cantava incessantemente o Nome de Rama, com sentimento, melodia e ritmo. Enquanto Bharata se dedicava à adoração de Deus sem atributos, Lakshmana se deleitava na adoração de Deus com atributos. O Atharva Veda manifestou-se como Satrugna, que seguia os três irmãos mais velhos, e não apenas conquistou o mundo material, mas também triunfou sobre o reino dos sentidos. (Discurso Divino, 30 de março de 2004)
Sri Sathya Sai Baba
27 de março de 2026
Atualmente, o mundo tem uma necessidade urgente da mensagem contida no épico Ramayana, que narra a história de Rama. Por um lado, os filhos não seguem as orientações dos pais, e estes, por sua vez, não dão o exemplo correto aos filhos. Os discípulos não respeitam os seus mestres, e estes não tratam os discípulos com afeição. Não há amor nem mesmo entre amigos. As relações estão distantes. Em todas as esferas da vida, seja na administração, na agricultura, nos negócios ou na política, a discórdia é desenfreada. Divisões e conflitos prevalecem nos âmbitos social, político e até mesmo no espiritual. Se vocês investigarem as causas dessa situação, descobrirão que o egoísmo está na origem de tudo. Os elementos básicos são comuns a toda a humanidade. O mundo, em si, é uma só família, e todos os seres humanos são irmãos. Rama pregou ao mundo essa verdade fundamental. Ensinou os deveres da vida cotidiana e as obrigações sociais e familiares. Essa tríplice corrente de deveres é a mensagem do Ramayana. Todo aquele que se banha nessa tríplice corrente é absolvido dos seus atos pecaminosos e alcança a redenção. (Discurso Divino, 16 de abril de 1997)
Sri Sathya Sai Baba
28 de março de 2026
“Dharayiti iti dharmah, diz a frase em sânscrito. De fato, o dharma é aquilo que sustenta e protege o Universo. Cada objeto no mundo possui qualidades únicas, e a que constitui a sua essência vital revela o seu dharma, o seu papel na ordem cósmica. Por exemplo, queimar é a característica fundamental do fogo; portanto, o dharma do fogo é queimar. Se ele perde essa capacidade, deixa de ser fogo e se transforma em simples carvão! Da mesma forma, a doçura é a qualidade inerente ao açúcar; se ele perde a doçura, deixa de ser açúcar e se torna semelhante à areia. A qualidade natural da magnólia-amarela é exalar fragrância. Se ela não tem fragrância, não é magnólia-amarela. Similarmente, o dharma inerente ao ser humano é a bem-aventurança que flui do seu coração. Hoje em dia, porém, em sua busca por conquistas externas, ele esquece a sua natureza intrínseca. Na verdade, independentemente da instrução que se possua, há um dharma comum a todos: tratar os outros com a mesma reverência e consideração com que se deseja ser tratado. Não devemos fazer ao próximo nada que, se feito a nós, viesse a nos causar dor e infelicidade. (Discurso Divino, 26 de março de 1988)
Sri Sathya Sai Baba
29 de março de 2026
Existem dois tipos de desejo: o natural e o excessivo, que é mal-direcionado. Por exemplo, quando se diz: “Eu quero uma casa”, esse é um desejo legítimo, cuja realização se deve buscar. No entanto, querer possuir duas ou mais casas é ganância, algo que, hoje em dia, está mais presente no ser humano que o desejo de suprir as suas necessidades básicas. Como consequência, ele vive atormentado pela dor e pelas preocupações, tornando-se um estranho ao contentamento. Devido aos seus desejos insaciáveis, está imerso na insatisfação. Sempre que alguém tem sede, precisa beber água, mas quando é que essa sede realmente acaba? Ela persiste durante toda a vida e, mesmo no momento da morte, as pessoas ainda sentem sede. Como, então, saciar a sede por bens materiais? Com o tempo, é possível se livrar de grilhões de ferro quando estes enferrujam, porém não é fácil se libertar do desejo ardente, que é a causa dos desejos ilimitados. Quando os desejos são realizados, o ego se infla; mas, se isso não ocorre, desenvolve-se o ódio. Existem três portas que conduzem o ser humano ao inferno: o desejo, a ira e a ganância. Como os desejos tendem a ultrapassar os limites, é essencial tentar refreá-los o máximo possível. O processo de controle dos desejos é conhecido como sadhana ou disciplina espiritual. (Discurso Divino, 29 de maio de 1988)
Sri Sathya Sai Baba
30 de março de 2026
Algumas pessoas alegam ser demasiado fracas para se elevar a alturas espirituais. No entanto, encontram forças para cometer atos pecaminosos e praticar más ações. A energia requerida para a realização de boas ou más ações é a mesma. Na verdade, é até mais complicado cometer um ato pecaminoso do que ser bom e virtuoso. Mentir é difícil; dizer a verdade é fácil. Falar a verdade não exige esforço algum, porém apresentar como verdadeiro o que é falso requer uma dose considerável de engenhosidade; por conseguinte, mentir é bem mais difícil. Da mesma forma, enganar exige mais empenho do que ser honesto. Muitos devotos dizem a Swami que estão presos às espirais do samsara, ou seja, presos ao ciclo da vida familiar e mundana, e que são incapazes de se libertar. Mas qual será a verdade? São vocês que estão se agarrando ao samsara ou é ele que os mantém em suas garras? Por acaso o samsara tem mãos para segurá-los? São vocês que têm mãos e estão se aferrando à vida mundana. É um paradoxo dizer que o samsara os mantém em suas garras, quando a verdade é o oposto. O apego excessivo é a causa das tribulações do ser humano; portanto, façam tudo como um ato de oferecimento ao Divino. (Discurso Divino, 9 de abril de 1995)
Sri Sathya Sai Baba
31 de março de 2026
Mahavira, reverenciado como o mestre espiritual fundador do jainismo, considerava que o objetivo supremo de todo ser vivo é alcançar a liberação do ciclo de nascimentos e mortes. Portanto, decidiu usar o corpo para realizar todas as atividades sagradas, a fim de evitar um novo nascimento após a morte. Quando é possível o nascimento? Ora, uma planta só germina a partir de uma semente; da mesma forma, enquanto o ser humano tiver consigo as “sementes” que são os desejos, não conseguirá escapar ao ciclo de nascimentos e mortes. Por conseguinte, é essencial que ele seja desprovido de desejos. A destruição da ilusão decorrente dos desejos (moha-kshaya) é a liberação (moksha). Pode-se conseguir isso direcionando para Deus todos os desejos mundanos e o amor pelos pais, filhos, cônjuge e parentes, assim como o apego a bens materiais. Todos os desejos inferiores devem ser transformados em amor por Deus. Os três princípios fundamentais para se alcançar esse objetivo são a fé, a sabedoria e a prática. O conhecimento é o aprendizado relacionado a assuntos mundanos, enquanto a sabedoria diz respeito a assuntos espirituais. Segundo Mahavira, somente quando se é guiado pela sabedoria, se possui fé e se praticam esses ensinamentos é que se obtém a liberação divina. (Divino Discurso de 28 de março de 1991)
Sri Sathya Sai Baba


