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Plantio de mudas em Resende
26/11/2016
Plantio de mudas em Resende
26/11/2016
Natal em Queimadas
16/12/2018
Projeto Serviço em EVH em Queimadas -
Natal na comunidade


Eventos Nacionais
Eventos Nacionais


01 de fevereiro de 2026
Os Vedas declaram: “Tudo aquilo que se percebe está sujeito a perecer”. O ser humano vê com os olhos físicos todos os objetos do mundo, tanto os móveis quanto os imóveis. Entretanto, todos eles desaparecerão no devido momento, com o fluxo do tempo. Tanto o olho que observa como o objeto observado são impermanentes. Todos os seres da Criação são dotados de olhos. Mas o que torna os olhos humanos tão especiais? Qual é a importância única da existência humana? Tendo nascido como seres humanos, seria lamentável se as pessoas se contentassem apenas com a visão física. O ser humano deve buscar o Olho da Sabedoria. Sem ele, de que adianta a educação? De que servem a inteligência ou as faculdades mentais? Qual é o valor de um indivíduo incapaz de reconhecer a Divindade no seu próprio interior? O ser humano é a coroa, o ápice da Criação; por isso as Escrituras Sagradas exaltam as nobres virtudes que ele é capaz de manifestar. Portanto, como seres humanos que são, vocês devem se esforçar para obter o Olho da Sabedoria. Os olhos físicos possuem limitações; vocês não conseguem enxergar os próprios olhos. Como poderão esses olhos imperfeitos ver a mente, que é tão sutil? E, sendo incapazes de vê-la, como poderão ver o Atma, o Ser Interno? (Discurso Divino, 4 de abril de 1992)
Sri Sathya Sai Baba
02 de fevereiro de 2026
Às vezes, basta agarrar uma oportunidade para dar início a uma elevação espiritual contínua. Alguém vem até Mim buscando a cura para uma dor de estômago; então se encanta com este lugar, com a sua atmosfera, com a recitação do Omkara (o som cósmico primordial “Om”, símbolo de Brahman, o Absoluto), com os cânticos devocionais (bhajans) e com a Paz Suprema, que é Prashanti. Ele Me vê e observa os Meus movimentos, palavras e ações. Leva para casa uma fotografia ou um livro de cânticos devocionais e, pouco tempo depois, aquela dor inicial é esquecida, dando lugar a um novo anseio – por Prashanti e pelas bênçãos da visão, do toque e da conversa com o Divino (respectivamente, darshan, sparshan e sambhashan); pela repetição do Nome do Senhor, pela meditação e pela percepção direta de Deus (respectivamente, japa, dhyana e sakshatkara). É claro que nunca Me desvio da Verdade. Como Eu repouso na Verdade, sou chamado de Sathya Sai. A palavra “Shayi” significa “aquele que reclina”; asseguro-lhes que esse nome é muito apropriado para Mim. Somente aqueles que não seguem as Minhas instruções e se desviam do caminho que estabeleci deixam de obter o que lhes ofereço. Portanto, sigam as Minhas instruções e se tornem soldados do Meu exército; Eu os conduzirei à vitória. (Discurso Divino, 21 de novembro de 1962)
Sri Sathya Sai Baba
03 de fevereiro de 2026
Em um sonho, você vê e vivencia muitas situações, mas tudo desaparece assim que você desperta. Trata-se de um sonho noturno. Da mesma forma, durante o dia, vê muitos objetos e pessoas e tem várias experiências, porém tudo se torna invisível quando você adormece. Isso é um sonho diurno. O sonho noturno inexiste durante o sonho diurno e vice-versa. Entretanto, você está presente em ambos; daí se pode concluir que é onipresente. Sendo assim, considere-se como a entidade divina primordial. Você é Deus; Ele não é diferente de você. A sua voz interior também lhe ensina essa verdade por meio do som “Soham, Soham”, que significa “Eu sou Deus”. Essa voz interior o lembra continuamente da sua realidade divina, mas você costuma ignorá-la! Segue o que os outros dizem, porém não acredita em si próprio. Em quem mais poderá depositar a sua fé, se não a tem em si mesmo? Então, primeiramente, desenvolva autoconfiança; esta, por sua vez, lhe proporcionará satisfação pessoal, que o levará ao caminho do autossacrifício e, finalmente, à autorrealização. Por conseguinte, acima de tudo, tenha fé em si mesmo. É somente no seu interior que Deus está presente. (Discurso Divino, 24 de junho de 1996)
Sri Sathya Sai Baba
04 de fevereiro de 2026
Seja em casa, na rua ou viajando de trem, de ônibus ou de avião, as pessoas são constantemente assombradas pelo medo. A causa raiz desse medo onipresente está na ausência de pensamentos puros e sagrados na mente humana. O mundo inteiro parece um labirinto repleto de temor a cada volta. A tragédia de Abhimanyu, filho do príncipe Arjuna e herói da guerra de Kurukshetra, narrada no épico hindu Mahabharata, foi saber como entrar na formação militar denominada padmavyuha, semelhante a um labirinto em forma de lótus, mas não saber como sair dela. Da mesma forma, o ser humano sabe como entrar no labirinto dos prazeres mundanos, porém desconhece o caminho para sair dele. Vocês só encontrarão a saída quando submeterem os seus pensamentos à análise do intelecto (buddhi). No texto sagrado conhecido como Katha Upanishad, o corpo é comparado a uma carruagem, os sentidos aos cavalos, a mente às rédeas e o intelecto ao cocheiro. Isso significa que a mente se encontra entre os sentidos e o intelecto. Se ela seguir os ditames do intelecto, estará segura. Mas se, ao contrário, ceder aos caprichos e fantasias dos sentidos, acabará se tornando escrava deles, mergulhando em intermináveis aflições e sofrimentos. (Chuvas de Verão, 24 de maio de 1990)
Sri Sathya Sai Baba
05 de fevereiro de 2026
Em todos os aspectos, Rama transformou cada instante da sua vida em um exemplo de conduta ideal. Ao demonstrar igual afeto por todos, conquistou o coração de todas as pessoas. Desde a infância, Rama falava muito pouco, comportando-se, assim, de modo a mostrar ao mundo o ideal contido na moderação na fala. Com efeito, falar apenas o essencial fortalece a energia divina no indivíduo e aprimora a sua memória, além de atrair o respeito da comunidade. Por outro lado, o hábito de falar em excesso pode, em certa medida, comprometer a memória; não apenas isso, diminui a força dos nervos, levando a um certo grau de debilidade. Por isso os grandes santos, sempre que possível, observavam o silêncio. É possível se fortalecer por meio do silêncio. Como os jovens de hoje costumam falar excessivamente, a sua memória fica mais fraca; então, quando vão prestar exames, esquecem o que estudaram. Portanto, o primeiro dentre os muitos ideais que Rama legou aos jovens é o da moderação na fala. (Chuvas de Verão, 19 de maio de 1977)
Sri Sathya Sai Baba
06 de fevereiro de 2026
Em todos os aspectos, Rama transformou cada instante da sua vida em um exemplo de conduta ideal. Ao demonstrar igual afeto por todos, conquistou o coração de todas as pessoas. Desde a infância, Rama falava muito pouco, comportando-se, assim, de modo a mostrar ao mundo o ideal contido na moderação na fala. Com efeito, falar apenas o essencial fortalece a energia divina no indivíduo e aprimora a sua memória, além de atrair o respeito da comunidade. Por outro lado, o hábito de falar em excesso pode, em certa medida, comprometer a memória; não apenas isso, diminui a força dos nervos, levando a um certo grau de debilidade. Por isso os grandes santos, sempre que possível, observavam o silêncio. É possível se fortalecer por meio do silêncio. Como os jovens de hoje costumam falar excessivamente, a sua memória fica mais fraca; então, quando vão prestar exames, esquecem o que estudaram. Portanto, o primeiro dentre os muitos ideais que Rama legou aos jovens é o da moderação na fala. (Chuvas de Verão, 19 de maio de 1977)
Sri Sathya Sai Baba
07 de fevereiro de 2026
Ser bom, fazer o bem e ver o bem é o dever primordial de todo ser humano! As riquezas que vocês obtiverem, a prosperidade que alcançarem e as mansões que construírem são todos bens transitórios, de natureza temporária. O aspecto mais importante da sua existência é a sua conduta. É ela que estabelece as bases para a sua vida futura. Vocês só poderão aspirar a um futuro de paz e felicidade se moldarem a sua conduta presente pelo caminho apropriado. Nesse contexto, tomemos como exemplo um pequeno episódio do Ramayana, o poema épico hindu que narra a história do avatar Rama. Sita, a esposa de Rama, desejando estar sempre ao Seu lado, dispôs-se a renunciar a todas as suas joias, riquezas e posses. Devido a esse gesto de supremo sacrifício, ela pôde permanecer junto a Rama. Entretanto, quando se encontravam no exílio, na floresta de Panchavati, Sita se deixou cativar pelo cervo dourado; nesse momento, Rama se distanciou dela. Da mesma forma, se os seus desejos e apegos mundanos se intensificarem, vocês se afastarão cada vez mais de Deus. Mas se, ao contrário, eliminarem esses desejos e apegos, vocês se aproximarão cada vez mais do Paramatma, o Ser Supremo! (Discurso Divino, 19 de maio de 1977)
Sri Sathya Sai Baba
08 de fevereiro de 2026
Com determinação, o ser humano pode alcançar o céu e conquistar o mundo. Entretanto, nos tempos atuais, ele está perdendo a sua força. Qual é a causa disso? A resposta está na perda do controle sobre os próprios sentidos. Quanto mais ele se entrega aos prazeres sensoriais, menor se torna o seu tempo de vida. O ser humano de hoje está perdendo a sua força física e, consequentemente, destruindo completamente a sua força interior. Para preservar a juventude e alcançar a imortalidade, é essencial fortalecer os sentidos por meio do autocontrole, sem desenvolver apego ao corpo. Se, por um lado, o ser humano perde o controle sobre os sentidos e, por outro, se apega cada vez mais ao corpo, em que situação haverá de ficar? Essas duas falhas podem ser comparadas a orifícios em um pote cheio d’água, pelos quais todo o conteúdo acaba se esvaindo. Similarmente, o pote do coração humano está repleto da Graça Divina, que é doce como o néctar. Cabe ao ser humano protegê-lo; mas, como lhe faltam tolerância e empatia, ele perfura esse pote, o que leva à redução do seu tempo de vida. Com um período de existência tão limitado, que ações nobres conseguirá realizar? Como poderá trabalhar pelo bem-estar da sociedade? Deve-se utilizar apropriadamente a força concedida por Deus, cultivando boas companhias, tendo uma boa conduta e se dedicando ao serviço ao próximo. Somente assim essa força poderá aumentar. (Discurso Divino, 2 de outubro de 2000)
Sri Sathya Sai Baba
09 de fevereiro de 2026
Não critiquem nem condenem os outros. Se enganarem os seus amigos, eles farão o mesmo com vocês. Se desobedecerem aos seus pais, os seus filhos lhes retribuirão na mesma moeda. Se magoarem alguém, serão magoados em retaliação. Reação, reflexo e ressonância são inerentes à mente humana. Portanto, sigam com discernimento a máxima: “Ajudar sempre, ferir jamais”. Existem alguns indivíduos de mente pecaminosa que não apenas criticam os outros, mas chegam até mesmo a tecer críticas a Deus. Isso parece fazer parte da sua própria natureza, pois Deus não causa mal a quem quer que seja em tempo algum. Nesse contexto, o nível mais baixo é o daqueles que sentem um prazer sádico em ferir o próximo sem nenhuma provocação. Podem ser comparados às traças, que destroem indiscriminadamente desde um precioso e custoso sári até um pedaço de pano encardido e sem valor na cozinha. Essa atitude desprezível de prejudicar os outros tem origem nos maus pensamentos. Portanto, assim como se procura eliminar odores desagradáveis nas casas usando aromatizadores de ambiente, incensos e outras substâncias, é necessário fazer esforços para neutralizar pensamentos negativos por meio do cultivo de pensamentos virtuosos. (Discurso Divino, 24 de maio de 1990)
Sri Sathya Sai Baba
10 de fevereiro de 2026
Satsang, a associação com pessoas virtuosas, traz benefícios muito maiores do que fazer penitências, peregrinações ou meditação. Mas qual é o verdadeiro significado dessa palavra? Muitos acreditam que ela se refere apenas à companhia de pessoas boas e virtuosas, na qual se ouvem os seus ensinamentos; no entanto, esse não é o seu sentido mais profundo. “Sat” significa a Verdade imutável. O axioma “Trikalabadhyam Satyam” define a Verdade como a realidade que permanece inalterada nos três períodos do tempo: passado, presente e futuro. A história não pode apagá-la nem ocultá-la. Essa Verdade é a própria Divindade; por conseguinte, viver em plena consciência da Divindade é satsang. O termo “Sat” também está relacionado a “Tat”, que simboliza o Divino. “Satsang”, portanto, significa viver na Divindade imutável, sem atributos, sem forma, imortal, infinita e singularmente una. Permanecer continuamente na Consciência Divina é o verdadeiro propósito do satsang. (Discurso Divino, 17 de abril de 1993)
Sri Sathya Sai Baba
11 de fevereiro de 2026
Desde os tempos antigos e, em certa medida, ainda hoje, os chineses observam um ritual todas as manhãs, antes de iniciarem as suas tarefas diárias. Eles afirmam: “As dificuldades são nossas aliadas. Vamos acolhê-las”. Reconhecem que, sem desafios, não se pode realizar nada de bom e começam o dia com esse pensamento em mente. Além disso, os chineses entendem que a verdadeira felicidade surge da satisfação em cumprir bem um dever. Na Índia também há um ditado, extraído da sagrada Bhagavad Gita, que diz: “Que o ser se eleve por meio do Ser”. O que pode elevar o ser? A boa conduta. O comportamento correto não só enaltece a pátria, como também engrandece o indivíduo. Uma pedra de amolar serve para afiar facas, não para alisar a si mesma. De igual modo, a boa conduta aprimora o ser humano e, por consequência, o mundo ao seu redor. “O alimento mais saboroso é o obtido com trabalho árduo”, diz outro provérbio popular chinês. Tudo o que se conquista com grande esforço é desfrutado com alegria. Quem saboreia o alimento sem ter se esforçado intensamente para obtê-lo é um preguiçoso. Na China, todos trabalham com afinco para ganhar o próprio sustento. Essa reverência pelo trabalho deve servir de estímulo a todo ser humano. (Discurso Divino, 13 de fevereiro de 1997)
Sri Sathya Sai Baba
12 de fevereiro de 2026
O jornal que vocês leem hoje será descartado amanhã. Existe algum prazer em ler repetidamente as mesmas notícias? O mesmo deveria acontecer com a vida. Vocês têm renascido sucessivamente; por isso devem se esforçar para não nascer de novo. O renascimento é impulsionado pelo efeito dos desejos e intenções remanescentes, que são como sementes de um futuro nascimento. É essencial que o ser humano sábio se esforce intensamente para queimar no fogo da Sabedoria todas as sementes dos desejos, pois estas constituem a causa dos renascimentos. Sendo assim, controlem os seus desejos e sentidos, direcionando-os para Deus. Não vejam o mundo, e sim o Senhor do mundo. Não ouçam sons mundanos, e sim o som cósmico primordial, símbolo de Brahman, o Absoluto. Não saboreiem nada material, e sim o Amor Divino. Dessa forma, transformem tudo ao seu redor em uma expressão do Divino. Só então serão capazes de alcançar o domínio sobre os sentidos. (Discurso Divino, 17 de abril de 1993)
Sri Sathya Sai Baba
13 de fevereiro de 2026
O ser humano não é limitado apenas ao corpo; também é dotado de mente, intelecto e do Atma, o Ser Interno. A combinação de todos eles constitui a verdadeira natureza humana. Quando o equilíbrio entre esses quatro componentes é rompido, o indivíduo mergulha em problemas e tribulações. Por outro lado, se o equilíbrio entre eles for mantido, a nação prosperará. A transformação do ser humano tem por base a transformação da sua mente. Quando os indivíduos se transformam, as nações se transformam; e, quando as nações se transformam, o mundo inteiro se transforma. Portanto, para que haja uma mudança no mundo, é essencial que haja uma mudança mental em nível individual. A mente humana deve estar repleta de amor. A mente é uma entidade extraordinária. Quando iluminada pela sabedoria, eleva o ser humano ao nível de um santo; quando imersa na ignorância, torna-se um agente de destruição. Por essa razão se afirma que a mente é a causa tanto da escravidão quanto da libertação do ser humano. Sendo assim, qualquer transformação na educação e em outras esferas deve começar pela transformação da mente. (Discurso Divino, 13 de fevereiro de 1997)
Sri Sathya Sai Baba
14 de fevereiro de 2026
Se houver açúcar depositado no fundo de um copo cheio d’água, basta mexer o açúcar até dissolvê-lo para que toda a água se torne doce. De modo semelhante, o coração de cada um de vocês é como uma xícara; no fundo dessa xícara, reside a Divindade. Usando a colher do intelecto (buddhi), mexam o coração por meio da disciplina espiritual (sadhana). Esse processo fará com que a Divindade ali presente se espalhe por todo o seu ser. Como resultado, toda ação de vocês será doce, assim como as suas palavras, o seu caminhar, o seu olhar e os seus pensamentos. Vocês transbordarão doçura. Compreendam que essa doçura está dentro de vocês. Direcionem o seu intelecto para o seu interior, agitem-no com amor, e essa doçura se propagará. O santo e poeta indiano Ramadas proclamou essa mesma verdade em uma de suas canções, na qual convidou todos os devotos a partilhar a doçura do Nome de Rama, dizendo: “Eis o doce que é o Nome de Rama. Saboreiem-no e desfrutem de bem-aventurança. Não desperdicem o seu tempo com futilidades vendidas nas lojas. Este doce, preparado com a farinha dos Vedas, misturada ao leite das declarações dessas Escrituras Sagradas, é oferecido a vocês pelos antigos sábios. Nesse preparo, que removeu dele toda e qualquer mancha de falsidade, eles usaram o açúcar da contemplação interior e a manteiga clarificada dos pensamentos puros”. (Divino Discurso, 7 de março de 1997)
Sri Sathya Sai Baba
15 de fevereiro de 2026
O Shivaratri possui diversos significados. “Ratri” evoca a escuridão da noite; no entanto, o termo Shivaratri simboliza não as trevas, mas a sacralidade única desta noite. Nela há também escuridão, mas ela é revestida de um caráter auspicioso. Isso ocorre porque neste dia de Chaturdashi - o 14º dia após a lua cheia - a lua, que é a deidade regente da mente, já perdeu quinze dos seus dezesseis aspectos. Esse é um momento auspicioso para se cultivar a proximidade com Deus. Como diz o poema télugo, “Os dias verdadeiramente significativos são aqueles em que pessoas de bom coração se reúnem para meditar sobre Deus, em que amigos e familiares confraternizam em harmonia nos lares, em que a hospitalidade é estendida aos estranhos e em que os necessitados recebem auxílio. Todos os outros dias são, na verdade, dias de lamentação”. De forma similar ao pensamento de Platão, que considerava a Verdade, a Bondade e a Beleza como atributos do Divino, as Upanishads, textos sagrados que contêm a essência dos Vedas, descrevem a Divindade como Satyam, Shivam e Sundaram, isto é, Verdade, Auspiciosidade e Beleza. Shivam representa o princípio da Auspiciosidade, estando associado à Verdade de um lado e à Beleza do outro. O Shivaratri sempre foi considerado um dia sagrado pelos antigos. (Discurso Divino, 7 de março de 1997)
Sri Sathya Sai Baba
16 de fevereiro de 2026
Você afirma ter se entregado a Deus, mas isso é apenas uma declaração verbal. Quando entra em um carro, você se movimenta com ele; ao montar em uma bicicleta, move-se com ela; em um cavalo, você vai para onde ele o levar. De maneira semelhante, você diz, e talvez acredite, que entregou sua vida em Minhas mãos e que está seguindo o caminho que tracei para você. No entanto, sua mente e seu coração ainda não estão plenamente em Mim, de modo que sua rendição é apenas verbal. Como sinal desse ato de entrega e para sustentá-lo, nada mais é exigido do que a prática contínua da lembrança do Nome Divino. Não há exigências de exaustivas disciplinas espirituais; a simples recordação é suficiente. Vocês passaram a noite entoando bhajans (cantos devocionais) que louvam os Nomes de Deus e sintetizam Sua Glória. Porém, isso é apenas um aperitivo. Os bhajans devem se transformar em um fluxo ininterrupto de bem-aventurança em suas línguas e em seus corações, promovendo a consciência permanente de Soham – da Unidade entre “Ele” e “eu”, entre “Isto” e “Aquilo”. Essa prática, chamada de Akhanda Hamsa Japa, consiste na repetição ininterrupta do mantra Soham: “Eu sou Ele”. Ela lhes proporcionará a libertação da ansiedade, do medo e do sofrimento. (Discurso Divino, 21 de fevereiro de 1974)
Sri Sathya Sai Baba
17 de fevereiro de 2026
Considere este exemplo. A forma de uma pessoa pode ser descrita em termos de diversas características físicas. No entanto, será que uma descrição baseada apenas em altura e peso é capaz de revelar algo sobre suas qualidades internas, como tolerância, paz, compaixão, amor e espírito de sacrifício? Por acaso essas virtudes não são reais e significativas? Uma pessoa é valorizada, acima de tudo, por essas virtudes, não por seus atributos físicos. Julgá-la apenas com base na aparência externa é insensato, pois suas qualidades intangíveis são muito mais relevantes. Quando alguém é avaliado levando em conta suas virtudes, a forma física se torna irrelevante. A completa insensatez de se julgar alguém apenas pela aparência física foi demonstrada pelo sábio Ashtavakra aos eruditos da corte do Imperador Janaka. Ao verem o corpo curvado e peculiar de Ashtavakra, todos riram; em resposta, o sábio riu ainda mais alto que todos eles. Ao ser questionado, Ashtavakra explicou que, ao zombarem de sua aparência deformada, aqueles estudiosos não se mostraram diferentes dos sapateiros que avaliam o valor de uma peça apenas pela qualidade do couro. Ele concluiu dizendo que o verdadeiro sábio vê o Divino em todos os seres (punditah samadarshinah). “Eu ri de todos vocês porque me perguntei como o Imperador pôde considerá-los eruditos.” Isso demonstra que aqueles que julgam o que quer que seja baseando-se exclusivamente na forma externa são completamente tolos. (Discurso Divino, 7 de março de 1997)
Sri Sathya Sai Baba
18 de fevereiro de 2026
O primeiro passo no esforço para compreender a Unidade (Advaita), de acordo com o grande sábio Shankaracharya, é a prática da adoração (upasana) de um símbolo concreto de Deus, que proporciona a experiência do êxtase da União. Certa vez, enquanto meditava às margens do rio Ganges, Shankaracharya exclamou de repente: “Senhor! Eu pertenço a Ti, mas certamente Tu não pertences a mim!” Seu discípulo, Totakacharya, que estava ao seu lado, ficou surpreso com tal afirmação, que parecia ir contra os princípios da filosofia não dualista (Advaita). Intrigado, perguntou ao mestre como ele poderia proclamar qualquer distinção entre “Eu” e “Ele”! Shankaracharya respondeu: “As ondas pertencem ao oceano, mas o oceano não pertence às ondas! A onda é o oceano, mas o oceano não é a onda”. O ponto central que merece atenção é a eliminação do ego, ou seja, o rompimento da identificação com o corpo e suas demandas, que buscam satisfação por meio dos sentidos! É devido a essa identificação que você sente alegria quando as necessidades do corpo são atendidas, tristeza quando não são, raiva diante dos obstáculos e orgulho quando consegue superá-los! Para eliminar o ego, é fundamental fortalecer a convicção de que todos os objetos pertencem a Deus e que você é apenas um fiel depositário deles. Essa visão evita o surgimento do orgulho e está em harmonia com a verdade! Assim, quando você perde algo, não há sofrimento. Deus deu; Deus tirou! (Discurso Divino, 20 de fevereiro de 1974)
Sri Sathya Sai Baba
19 de fevereiro de 2026
Diariamente, do amanhecer ao anoitecer, é fundamental que vocês tenham em mente três coisas essenciais: 1) não se esquecer de Deus; 2) não acreditar no mundo; 3) não temer a morte. As três são indispensáveis na sua vida. Além disso, esqueçam todo o mal que outros lhes fizeram e, da mesma forma, todo o bem que vocês praticaram. Se persistirem em pensar no mal sofrido, acabarão tentando retribuí-lo, e revidar é um erro que se deve evitar. Por outro lado, ao esquecerem o bem que fizeram, vocês se libertam da expectativa de retorno; se esperarem algo em troca e não o receberem, inevitavelmente nascerão de novo. Esforcem-se para não participar de “transações” relacionadas ao ciclo de nascimentos e mortes. Infelizmente, hoje em dia, muitos seguem o caminho espiritual como se fosse um negócio. Espero que vocês, ao contrário, jamais façam isso, pois só assim reconhecerão a verdade e tornarão a sua existência proveitosa e plena de significado. (Chuvas de Verão, 1977, cap. 27)
Sri Sathya Sai Baba
20 de fevereiro de 2026
Muitos aspirantes espirituais desfrutam de perfeita calma e equanimidade enquanto meditam ou estão diante do altar, na sala de adoração. Mas, assim que se levantam e saem dali, se comportam como demônios. “Permaneça sempre em yoga”, ensina a sagrada Bhagavad Gita. Estar em yoga é estar em união com o Divino. Assim, permaneçam imersos no amor, sem nenhum vestígio de orgulho ou de inveja – essa é a disciplina espiritual mais elevada. Atualmente, pessoas de todas as classes e grupos no mundo inteiro recorrem à violência e ao ódio para satisfazer os seus desejos e exigências, gerando medo, ansiedade, pânico e revolta. Os benefícios obtidos com o uso dessas táticas são muito pequenos. Eles serão maiores e mais duradouros se for seguido o caminho do amor, da tolerância e da paz. O amor une as pessoas; o ódio as separa. Vocês não podem ser felizes se causam sofrimento aos outros. Deus derrama a Sua graça quando há observância dos chamados “nove passos no caminho da devoção”. É possível conquistar líderes e governantes pelos mesmos meios – sacrifício, amor, devoção e dedicação ao cumprimento do dever. Quando se obtém sucesso por meio da agitação e da violência, só se pode mantê-lo e prolongá-lo com mais agitação e violência. (Discurso Divino, 20 de fevereiro de 1974)
Sri Sathya Sai Baba
21 de fevereiro de 2026
Encarnações do Divino Atma, do Divino Ser Interno! A umidade é a característica natural da água, assim como a dureza é o atributo da pedra. A doçura é a característica natural do açúcar, assim como o calor é o atributo do fogo. Tais qualidades representam o dharma – a natureza essencial – dessas substâncias. Para o ser humano, o desejo é algo natural. Afirma o texto sagrado: “Dharma é aquilo que sustenta”. Ora, como o ser humano é sustentado pelo desejo, este é considerado um atributo natural ou dharma seu, e o seu principal dever é oferecer todos os seus desejos ao Senhor. Isso significa que a prática do dharma requer o oferecimento de todos os desejos mundanos a Deus e o desenvolvimento da visão interior. Krishna exorta na Bhagavad Gita: “Renunciando a todos os dharmas, refugie-se unicamente em Mim”. Essa exortação denota que o ser humano deve ter como objetivo primordial o oferecimento de todos os seus desejos sensoriais e físicos externos ao Senhor e o cultivo de pensamentos de cunho espiritual que tenham como foco aquilo que é eterno. Mas, para alcançar essa perspectiva espiritual e inspirá-la em outros, é indispensável possuir pureza de coração. (Discurso Divino, 7 de outubro de 1993)
Sri Sathya Sai Baba






