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Plantio de mudas em Resende
26/11/2016
Plantio de mudas em Resende
26/11/2016
Natal em Queimadas
16/12/2018
Projeto Serviço em EVH em Queimadas -
Natal na comunidade


Eventos Nacionais
Eventos Nacionais


01 de Janeiro de 2026
Neste mundo em constante transformação, Deus é a entidade imutável. Ele é onipresente e pode ser percebido em qualquer lugar. Deus é adorado com saudações como Kala Kalaya Namah e Kala Swarupaya Namah (saudações Àquele que governa o Tempo e Àquele que é a própria personificação do Tempo). Sem o Tempo, não há mundo; sem o mundo, não há criação; sem criação, não há nada. Tudo o que é criado tem sua origem no Tempo. O Dia de Ano Novo proclama a verdade de que Deus é o Senhor do Tempo. Infelizmente, o ser humano não consegue compreender o poder de Deus. Ele desperdiça três quartos do seu tempo em atividades mundanas de pouco valor. A busca espiritual é a maneira correta de utilizar o tempo. Essa busca exige o cultivo de sentimentos nobres e a prática de ações altruístas, estendendo o amor e a compaixão a todos os seres. Isso é o verdadeiro sadhana, a verdadeira prática espiritual. “Sa” se refere ao Atma, o Ser Interno, e “dhana” simboliza a riqueza. Ao utilizar o tempo para o crescimento espiritual, você pode desfrutar dessa riqueza. No entanto, sem compreender a divindade que existe dentro de si, o ser humano desperdiça todo o seu tempo em pensamentos impuros e ações nocivas. É essencial compreender o valor do tempo, pois cada instante se esvai, mais rapidamente do que um relâmpago. (Discurso Divino, 14 de abril de 1994)
Sri Sathya Sai Baba
02 de Janeiro de 2026
Quando você diz “eu sou um ser humano”, está expressando apenas uma parte da verdade. A outra metade é que você “não é animal”. A verdade se completa quando essas duas afirmações se conectam. O ser humano deve demonstrar que é diferente dos outros animais ao evitar a violência, a ignorância e a inércia. Observe esta rosa; é uma rosa verdadeira. Por isso, ninguém precisa convidar as abelhas para se aproximarem dela; as abelhas vêm espontaneamente. Mas será que uma abelha se aproximaria de uma rosa de plástico? Da mesma forma, somente um coração repleto de pensamentos humanos qualifica alguém como verdadeiramente humano. Caso contrário, trata-se apenas de uma figura humana, um ser artificial ou até um robô. Buscamos a “arte” (art) mas muitas vezes nos esquecemos do “coração” (heart). Na verdade, a arte deve surgir do coração. Por isso se diz que o amor é Deus. A forma de Deus é o amor. Ele é a própria morada do amor. Quando alguém abriga esse Deus do amor em seu coração, seria capaz de recorrer à violência? Um coração assim desenvolve temor ao pecado. O amor a Deus e o temor ao pecado caminham lado a lado. Juntamente, é essencial cultivar uma ética social ou moralidade. Essa moralidade é a âncora de sustentação da nossa nação. (Discurso Divino, 30 de dezembro de 1987)
Sri Sathya Sai Baba
03 de Janeiro de 2026
O que significa oferecer tudo a Deus? Certamente não significa permanecer inativo, sem realizar qualquer tarefa. Faça o seu trabalho, cumpra o seu dever, mas ofereça tudo a Deus com o sentimento de “sarva karma bhagavad prityartham”, isto é, que todas as ações são realizadas apenas para agradar a Deus. Quando você age sem qualquer expectativa pelos frutos de suas ações e os entrega a Deus, Ele concede o que é melhor para você. Você escreve uma carta, coloca-a em um envelope e a envia pelo correio. Seu dever termina nesse momento; não há razão para se preocupar se ela chegará ou não ao destino. A entrega é de responsabilidade do serviço postal, que garantirá que a carta alcance o lugar correto, seja os Estados Unidos, a Alemanha ou o Japão. Ela pode ser enviada primeiro para Mumbai antes de seguir para Nova York, mas isso não importa; o destino será alcançado. Da mesma forma, é seu dever cumprir todas as suas responsabilidades no mundo e oferecê-las a Deus. Cabe a Ele decidir sobre o tipo de felicidade que irá lhe conceder. (Discurso Divino, 16 de agosto de 1996)
Sri Sathya Sai Baba
04 de Janeiro de 2026
Somente pelo cultivo do amor é possível conquistar a graça divina. O doce néctar do amor (prema-rasam) escoará se o seu coração espiritual tiver fendas na forma de sentimentos negativos e pensamentos nocivos. Ao vedar essas fendas refreando as más qualidades, o néctar do amor será preservado, ao menos em certa medida. Não se deixe conduzir pelo corpo ou pela mente; siga apenas a Consciência. O verdadeiro propósito da vida é ajudar os outros e não se entregar a prazeres sensoriais. Do amanhecer ao anoitecer, você se envolve em atividades voltadas ao conforto físico. O que você alcançou com isso? Apenas inquietação mental, desgaste físico ou até mesmo enfermidades. Seu objetivo deve ser alcançar a Divindade. Em uma de suas canções, Tyagaraja, o místico e poeta indiano, pergunta à própria mente se seria a riqueza ou o serviço ao Senhor que lhe traria verdadeiro bem-estar (sukham) e conclui que apenas o serviço ao Senhor proporciona felicidade duradoura. O serviço envolve sacrifício (tyaga). É preciso sacrificar aquilo que você considera mais precioso. O sacrifício conduz à genuína comunhão com o Divino, enquanto a busca por prazeres efêmeros resulta apenas em doença. Somente o controle da mente conduzirá à união com o Divino. (Discurso Divino, 14 de abril de 1994)
Sri Sathya Sai Baba
05 de Janeiro de 2026
O amor que as pessoas demonstram umas pelas outras é apenas apego físico, tendo o egoísmo e o interesse próprio como base. Somente Deus é completamente altruísta. Não há nada de errado em manter relações com os outros, mas é fundamental amar a Deus de todo o coração. Qualquer que seja a tarefa que você realize, considere-a como um trabalho divino. Respeite quem quer que cruze seu caminho como uma manifestação de Deus. De acordo com os ensinamentos da Bhagavad Gita, Deus está presente em todos os seres: “Mamatma sarva bhutantaratma”, ou seja, “Eu estou presente como o Atma, o Ser Interno, em todos os seres”. Portanto, jamais ridicularize ou odeie outra pessoa. Ao mesmo tempo, evite depositar fé excessiva nos demais; em vez disso, coloque toda a sua fé em Deus. (Swami mostra um lenço) Este tecido é composto por muitos fios, que, juntos e entrelaçados, conferem a ele resistência. No entanto, ao separá-los, você poderia facilmente rompê-los com os dedos. Portanto, concentre todo o seu amor em Deus. Ame a todos, sirva a todos, reconhecendo a divindade presente em cada ser. Mas não acredite em todos; deposite sua fé apenas em Deus. (Discurso Divino, 16 de agosto de 1996)
Sri Sathya Sai Baba
06 de Janeiro de 2026
Todas as ações humanas têm a sua origem na mente, que funciona por meio dos pensamentos. Quando estes são puros, a mente também é pura. Se a mente for purificada, a conduta do ser humano refletirá essa pureza. Embora, para o corpo, seja fácil permanecer imóvel, e correr seja difícil, com a mente acontece o contrário: para ela, ficar parada é difícil, correr é fácil. Essa é a diferença entre o ser humano e a sua mente. Impulsionada pelo poder dos pensamentos, a mente se move com rapidez. Quando se lança uma pedra em um poço, isso gera uma série de ondulações, que se expandem a partir do ponto onde a pedra caiu até alcançarem toda a superfície. O mesmo ocorre quando se lança a “pedra” do pensamento no lago da mente; as ondulações geradas se propagam por todos os sentidos e membros do corpo. Se o pensamento é puro e sagrado, as ondulações que emanam da mente preenchem cada parte do ser, da cabeça aos pés, produzindo reações igualmente puras. Um pensamento puro, ao acessar os olhos, purifica a visão; ao penetrar nos ouvidos, faz com que eles ouçam apenas sons sagrados; ao entrar na boca, purifica a fala; ao permear as mãos, faz com que elas se envolvam em ações sagradas. Finalmente, ao alcançarem os pés, essas ondulações sagradas da mente os impulsionam a sair em peregrinação. (Discurso Divino, 26 de junho de 1994)
Sri Sathya Sai Baba
07 de Janeiro de 2026
Encarem qualquer fracasso como um degrau para conquistar um sucesso ainda maior. Para desenvolver essa atitude, é necessário, primeiramente, cultivar as qualidades da perseverança e da coragem. Não se deve aceitar passivamente o fracasso. Uma pessoa de mente fraca não consegue realizar coisa alguma na vida. “O Atma (o Ser Interno) não pode ser alcançado por quem carece de força interior”, afirmam as Upanishads. Coragem e iniciativa são qualidades fundamentais de todas as pessoas bem-sucedidas. Diz um poema em télugo: “Tendo tomado uma decisão, agarre-se a ela até concretizá-la! Se desejar alguma coisa, persevere, sem voltar atrás, até que o seu desejo se realize! Após pedir algo, não desista até recebê-lo! Se orar por alguma coisa, não pare até que esta lhe seja concedida! Ou Deus o atenderá ou você continuará até a exaustão, pois voltar de mãos vazias não é característica de um verdadeiro devoto!” É assim que vocês devem proceder. É preciso que sejam capazes de atrair a atenção do Senhor. A sua determinação e perseverança devem ser tão fortes que vocês saiam vitoriosos. (Discurso Divino, 21 de janeiro de 1988)
Sri Sathya Sai Baba
08 de Janeiro de 2026
Bons pensamentos parecem pequenos no início, como a sombra de uma pessoa ao meio-dia. No entanto, à medida que o dia avança, a sombra se alonga. Da mesma forma, a influência dos bons pensamentos aumenta com o passar do tempo até que, no momento oportuno, adquire uma forma grandiosa e alcança um estado altamente sagrado. Ela confere a bem-aventurança divina e redime toda a existência do ser humano. Portanto, cultivar a companhia dos bons é de suma importância. Boas companhias promovem bons pensamentos e, consequentemente, conduzem o ser humano às mais elevadas realizações da vida. Más companhias, por sua vez, podem ser comparadas à sombra projetada pelo sol da manhã. Embora seja longa ao alvorecer, ela vai diminuindo gradualmente com o avanço da manhã, até ficar limitada aos pés do indivíduo. O mesmo ocorre com os efeitos das más companhias. Inicialmente, os ganhos parecem altos, mas desaparecem com o passar do tempo, causando a destruição dos valores humanos. O poder dos pensamentos é imenso; não se deve permitir que maus pensamentos penetrem na mente. Então, é essencial evitar ao máximo as más companhias. O convívio com enfermos fará com que vocês se tornem enfermos; o convívio com iogues os transformará em iogues. Por meio da prática da ioga se obtém o controle da mente e se alcança a plena percepção do Divino; daí o valor do cultivo das boas companhias. (Discurso Divino, 26 de junho de 1994)
Sri Sathya Sai Baba
09 de Janeiro de 2026
O termo sânscrito Atma está associado às palavras “eu” e “meu”. Onde quer que surjam pensamentos de “eu” e de “meu” se desenvolve um forte apego. Mesmo em situações triviais, quando uma pessoa diz “eu”, ela tende a colocar a mão no coração. Isso indica que o “ser”, ou seja, o “eu” ao qual ela se refere não é o corpo físico, e sim o Atma, o Ser Interno. Quando alguém afirma: “Seja qual for o desastre ou a dificuldade que eu enfrente, não tenho medo”, está demonstrando a sua confiança no Atma, que é a base da sua fortaleza. Embora as pessoas tolerem as falhas daqueles que lhes são próximos e continuem a amá-los, são rápidas em criticar e ridicularizar estranhos por defeitos na aparência ou no comportamento. Isso revela que o apego se torna mais intenso quando existe a ideia de “eu” e de “meu”. Hoje, infelizmente, a identificação com o corpo físico leva ao desenvolvimento de um apego mesquinho. Deve-se compreender que as palavras “eu” e “meu” se referem ao Atma, e não ao corpo físico, e que o Atma é um só e está presente em todos. É preciso cultivar essa equanimidade e unicidade e desenvolver sentimentos sagrados. Somente assim a humanidade resplandecerá, a divindade florescerá e a sacralidade se estabelecerá. (Discurso Divino, 14 de janeiro de 1990)
Sri Sathya Sai Baba
10 de Janeiro de 2026
Jogos e passatempos são para o benefício da saúde. Um corpo saudável é uma morada adequada para uma mente saudável, a qual, por sua vez, gera um comportamento saudável. Esportes e jogos promovem esses três aspectos, contribuindo para a felicidade da mente e do coração. Todos sabem que só se tem vontade de cantar, seja no banheiro ou em qualquer outro lugar, quando se está feliz. Na verdade, esportes e jogos deveriam se destinar apenas a proporcionar uma alegria genuína e simples. Mas, lamentavelmente, na época atual, eles são altamente comercializados e, como resultado, prejudicam a saúde em vez de beneficiá-la. A saúde é um bem inestimável; por isso todos devem, sem exceção, participar de atividades esportivas. No entanto, não considero a premiação uma prática saudável. Não precisamos de múltiplos prêmios, e sim de uma mente sã em um corpo são. Apesar de esportes e jogos existirem há muitas eras, a humanidade ainda não compreendeu plenamente o seu verdadeiro significado e valor. O espírito esportivo é mais importante do que a prática do esporte em si. (Discurso Divino, 21 de janeiro de 1988)
Sri Sathya Sai Baba
11 de Janeiro de 2026
Os termos “samskritam”, “samskriti” e “samskarana”, que significam, respectivamente, “a língua sânscrita”, “cultura” e “refinamento”, são todos derivados das raízes sânscritas “sam” e “kru”, que expressam a ideia de tornar puro ou inteiro. Embora possa haver diferenças entre as nações em relação a hábitos alimentares e atividades recreativas, o espírito de harmonia e unidade demonstrado nos esportes é um exemplo gratificante para todos. Uma característica distintiva dos esportes é a capacidade de transcender diferenças, promovendo a união entre os participantes, que se envolvem nos jogos com um espírito divino de amabilidade e camaradagem. Além disso, os esportes não só contribuem para melhorar a saúde, mas também proporcionam momentos de alegria. Os estudantes, no entanto, não devem se contentar apenas com esses benefícios. O ser humano, além de ter um corpo físico, possui um corpo sutil, também conhecido como mente. Então, é igualmente essencial promover a pureza da mente e cultivar a generosidade. A verdadeira natureza humana só floresce quando corpo, mente e espírito se desenvolvem em harmonia. (Discurso Divino, 14 de janeiro de 1990)
Sri Sathya Sai Baba
12 de Janeiro de 2026
O mundo inteiro é permeado por Hari (um dos muitos Nomes do Senhor Vishnu). Hari abrange todo o Cosmo. Ele está presente em todo lugar para onde se olhe, porém não se pode descrevê-Lo. Tomemos, por exemplo, um mapa-múndi, que representa toda a superfície do planeta. Existem incontáveis montanhas e vales na Terra, mas no mapa se veem, em seu lugar, apenas alguns pontos. Embora existam divisões entre países na Terra, o mapa mostra o mundo inteiro como uma só entidade. Similarmente, quando se vê a Terra do espaço, ela aparece como uma única esfera. Essa unicidade está diretamente ligada à amplitude de visão do indivíduo. Quando se tem visão limitada, até mesmo uma colina parece uma montanha, e um pequeno grupo de árvores, uma floresta. Por outro lado, o desenvolvimento de uma visão espiritual faz com se perceba Hari abrangendo todo o Universo. Quando se presta adoração com plena fé, até mesmo uma pedra se torna o Senhor Narayana. Pode-se observar essa diferença de perspectiva na história do jovem Prahlada e seu pai, o rei-demônio Hiranyakashipu. Quando este lhe perguntou: “Onde está Narayana? Não O vejo em nenhum lugar!”, Prahlada respondeu: “Pai, não duvide da presença do Senhor Narayana. Basta olhar com a perspectiva correta, e O verá em toda e qualquer parte”. Essa fé absoluta é a mais nobre, a mais sagrada e a mais doce de todas as crenças. (Discurso Divino, 21 de janeiro de 1989)
Sri Sathya Sai Baba
13 de Janeiro de 2026
O ser humano adota diversos meios para alcançar a liberação da servidão da existência mundana. Para quem, afinal, se realiza a penitência? É para o próprio benefício do indivíduo, não para o bem dos outros, nem mesmo para o Ser Supremo. É importante compreender que a prática da recitação do Nome do Senhor ou japa tem como objetivo a própria satisfação e não o bem-estar alheio. Mas o que se deve fazer para assegurar a redenção do ciclo da existência mundana? Cantar o nome do Senhor, realizar sacrifícios ou fazer outros rituais – isso, por si só, de nada adiantará. É indispensável prestar serviço ao próximo. O serviço altruísta ou seva é a mais elevada forma de adoração e a mais nobre das penitências; ele é o verdadeiro japa. O dinheiro perdido pode ser recuperado; um amigo afastado pode ser reconquistado. É possível compensar até mesmo a perda de uma esposa por meio de um novo casamento. No entanto, se o corpo atual for perdido, jamais poderá ser recuperado; ele é, portanto, altamente sagrado. E qual é o propósito de se proteger esse corpo tão sagrado? Deve-se protegê-lo porque, na verdade, ele constitui o principal veículo para a realização do dharma, ou seja, da ação correta. (Discurso Divino, 9 de julho de 1998)
Sri Sathya Sai Baba
14 de Janeiro de 2026
O oceano é um vasto mistério. É ilimitado e tão antigo quanto o próprio tempo. Abriga em suas profundezas redemoinhos caóticos e correntes impetuosas e exibe uma superfície de ânimo furioso. Ninguém pode ter a esperança de cruzá-lo de uma costa a outra sem uma embarcação firme e confiável. Da mesma forma, o ser humano precisa do sólido barco da Graça Divina para atravessar o oceano revolto desta existência mundana – o samsara, o interminável ciclo de nascimentos e mortes. Esse oceano também é vasto e repleto de mistérios, com profundezas inexploradas! Ele lança o ser humano do nascimento à morte, e da morte a um novo nascimento. Inflige-lhe muitas ascensões e quedas, muitas doenças e infortúnios. Nele se agitam as ondas dos desejos e das resoluções. Os monstros que ali habitam, como a ganância, assombram o ser humano, enquanto o seu raciocínio é tragado pelos redemoinhos da dúvida. Para se equipar com o barco da Graça Divina, perfeitamente capaz de navegar nesse oceano, é preciso desenvolver as qualidades da fé e da disciplina, além de buscar a clareza e a pureza da mente. Foi com esse propósito que Deus agraciou a humanidade com o dom do tempo, que deve ser usado como um instrumento para alcançar essa clareza e pureza. Contemplar as glórias de Deus, perceber a Sua presença na beleza, na bondade e na verdade presentes em todos os lugares, meditar sobre a Sua Forma e repetir o Seu Nome – por meio dessas práticas, a travessia poderá ser bem-sucedida. (Discurso Divino, 15 de novembro de 1973)
Sri Sathya Sai Baba
15 de Janeiro de 2026
Este Sankranti que hoje celebramos é o Festival do Amor e da Bem-Aventurança; portanto, deem as boas-vindas a ele. Deem as boas-vindas a Deus, que é a própria Encarnação da Bem-Aventurança. Deus não se satisfaz com epítetos como “Tesouro da Compaixão” ou “Encarnação do Amor”. Ele é a eterna Bem-Aventurança. Não Lhe dirijam preces pedindo que realize os seus incontáveis desejos. Orem apenas assim: “Senhor! Compartilha comigo a Tua Bem-Aventurança. Torna-me bem-aventurado!” Jamais julguem que Deus é desprovido de compaixão. Tudo o que Ele faz é para o bem de vocês. Até mesmo as tristezas e dificuldades que experimentam são para o seu próprio benefício. Elas são prelúdios de felicidade e bem-aventurança. Se vocês cultivarem essa visão positiva, serão sempre bem-aventurados. Compartilhem a sua alegria com todos. Mas hoje em dia, infelizmente, é comum que, em vez disso, as pessoas guardem a felicidade para si e distribuam sofrimento aos outros. Não é assim que se deve agir. “Suprimam o sofrimento e manifestem alegria interior” – eis a disciplina espiritual que se deve praticar. Quando encontrarem dificuldades, sofrimento ou inquietação, não deem nenhuma importância a eles; simplesmente os ignorem. Vocês são, em essência, personificações da bem-aventurança. Se meditarem constantemente sobre essa verdade, nada os perturbará. (Discurso Divino, 14 de janeiro de 2005)
Sri Sathya Sai Baba
16 de Janeiro de 2026
O ser humano resvala para a ignorância, o egoísmo e a cobiça porque se esquece da sua verdadeira natureza, que não é afetada pela perda ou pela dor. Realmente, o ser humano é a personificação de todas as grandes virtudes – amor, paz, retidão e verdade. Ele não se dá conta disso, perseguindo prazeres baixos e vulgares e, consequentemente, se enredando na falsidade, na injustiça e na violência. É preciso curar-se por meio dos remédios do sacrifício voluntário (tyaga) e da renúncia e autocontrole (yoga). Juntamente com esses remédios, é necessário regular a forma como se vive e seguir um regime de fé e devoção. Assim como a manteiga é inerente ao leite, Deus está imanente no Universo. Quando se bate o leite, a manteiga se separa e se torna perceptível. Da mesma forma, por meio do amor e da disciplina da recitação do Nome Divino, é possível obter a plena percepção de Deus. Os templos nas aldeias são os lugares onde se tem alcançado essa percepção. O templo é, para a aldeia, o que o coração é para o corpo. De fato, os templos são concebidos com base no entendimento de que o corpo é o templo que o ser humano carrega consigo. (Discurso Divino, 15 de novembro de 1973)
Sri Sathya Sai Baba
17 de Janeiro de 2026
Cultivem o amor que os ajudará a experimentar a bem-aventurança. “Comece o dia com amor; preencha o dia com amor; termine o dia com amor – esse é o caminho para Deus.” Se vocês conseguirem isso, não serão perturbados por tristezas nem dificuldades. O coração é a sede da bem-aventurança. A verdadeira bem-aventurança flui de um coração puro e amoroso. Procurem experimentá-la. Todas as outras formas de felicidade são momentâneas. As crianças estão sempre felizes e alegres. Elas não têm inibições. Quando alguém lhes dá um sorriso, elas também sorriem inocentemente. As crianças experimentam a bem-aventurança, que é a natureza inerente a todos os seres humanos. Existe uma diferença entre felicidade e bem-aventurança. “Felicidade”, em linguagem comum, é algo momentâneo, que vem e vai. “Bem-aventurança”, por outro lado, é algo que brota do interior. Ela emerge do coração, como resultado da união com Deus. Quem se sente separado de Deus não é capaz de experimentar bem-aventurança. Vocês precisam experimentá-la em abundância nos dias que virão. Nem a idade, nem a posição social, nem qualquer outra coisa neste ambiente físico pode proporcioná-la. A única fonte da bem-aventurança é um coração puro e amoroso. (Discurso Divino, 14 de janeiro de 2005)
Sri Sathya Sai Baba
18 de Janeiro de 2026
Encarnações do Amor! O corpo é concedido ao ser humano para a realização de ações. Como diz a Bhagavad Gita: “Você tem direito somente à ação, jamais aos seus frutos”. Realizar ações é o dever do ser humano, e o dever é muito importante. Cabe a vocês a responsabilidade de apenas cumprir o seu dever; não possuem nenhum domínio sobre os direitos. Se desempenharem o seu dever com seriedade, os direitos lhes virão automaticamente. Mas atualmente o ser humano ignora os seus deveres e anseia pelos direitos. Portanto, assumam a sua responsabilidade. Se a cumprirem com diligência, naturalmente obterão os resultados. Quando há chuva abundante, os rios fluem como consequência natural. Sem chuva, como esperar que isso aconteça? Orem pela chuva, não para que os rios fluam. Da mesma forma, se cumprirem o seu dever, inevitavelmente colherão os frutos das suas ações. Portanto, realizem ações sem nenhum desejo pelos seus resultados. (Discurso Divino, 10 de abril de 1993)
Sri Sathya Sai Baba
19 de Janeiro de 2026
No exército, as pessoas recebem diferentes tarefas, mas duas coisas são comuns a todas: treinamento de marcha e uso de armas. De modo semelhante, dois requisitos são essenciais para os estudantes: amor e sacrifício. Mantenham-se fiéis a esses dois ideais. Amem a todos. Estejam preparados para qualquer tipo de sacrifício. Sem espírito de sacrifício, a vida não tem sentido. Seja para auxiliar o próximo ou promover o bem-estar da sociedade, estejam prontos até mesmo para renunciar à própria vida. Para que tenham a plena percepção de Deus, anseiem constantemente por Ele. Orem continuamente pela oportunidade de vivenciá-Lo. O místico e santo indiano Ramakrishna Paramahamsa sentia profunda tristeza se não tivesse diariamente a visão da Mãe Divina. Anseiem por Deus em todos os momentos. Quando obtiverem a Sua Graça, todos os astros lhes serão favoráveis. Procurem incessantemente conquistar a Graça do Senhor. Jamais desistam dessa busca. Cumpram o seu dever, e a Graça Divina virá naturalmente. Orem do fundo do coração pelo bem-estar de todos. (Discurso Divino, 14 de janeiro de 1997)
Sri Sathya Sai Baba
20 de Janeiro de 2026
Considerem, por exemplo, uma mansão composta de vários cômodos – quarto, despensa, sala de jantar, banheiro, cozinha e outros. Esses cômodos são criações suas. Cada um deles é separado por uma parede. Se essas paredes forem demolidas, permanecerá apenas um grande salão. O apego ao corpo pode ser comparado a uma parede que separa um indivíduo do outro, impedindo a percepção do Ser Interno. Se essa barreira for derrubada, vocês obterão a plena percepção do Ser infinito e imortal. Contudo, em vez disso, vocês têm cultivado, ao longo de muitas vidas, o apego ao corpo. Então desenvolvam o desapego, ao menos a partir desta existência. Tudo o que vocês afirmam ser “meu” só lhes pertence enquanto o corpo existir. Após a morte, tudo aquilo que vocês consideram como seu passará a ser de outra pessoa. Sendo assim, por que desenvolver apego a posses mundanas? A existência humana é baseada no “Eu” e no “meu”. O “Eu” se refere ao Atma, ao Ser Interno, e o “meu” está relacionado à matéria. A mente se originou do Atma; a matéria é efeito da mente. Uma vez que vocês conheçam a natureza da mente e da matéria, tudo o mais se tornará conhecido. (Discurso Divino, 14 de janeiro de 2002)
Sri Sathya Sai Baba
21 de Janeiro de 2026
Quando o indivíduo cumpre os seus deveres sem falta, a sua família prospera. Quando a sociedade progride, nós também progredimos. Realizem todas as ações e práticas espirituais tendo em mente o bem-estar coletivo. Vocês são o reflexo da sociedade; portanto, sempre considerem o bem-estar da sociedade. A felicidade alheia deve ser a sua própria felicidade. Quando alguém estiver triste, ajudem-no a se sentir feliz. O que realmente importa não é a circulação do sangue nem os movimentos do corpo, e sim as ações realizadas. Espiritualidade não significa isolamento ou viver em solidão. Implica ter uma visão equânime em relação a todos, conviver em harmonia com todos e servir ao próximo com sentimento de unidade. Movam-se na sociedade com equanimidade, mantendo a mente e o coração fixos em Deus. Vivam com a consciência e a visão de que todos são um. Não se vejam como alguém separado dos demais; somente assim poderão vivenciar a Divindade. Desenvolvam amor por Deus e alcancem a verdadeira unidade. (Discurso Divino, 26 de abril de 1997)
Sri Sathya Sai Baba
22 de Janeiro de 2026
“Nem pela penitência, nem pela peregrinação, nem pelo estudo das Escrituras Sagradas e tampouco pela recitação do Nome de Deus é possível atravessar o oceano da vida. Só se consegue fazer isso por meio do serviço aos virtuosos”, afirma um verso em sânscrito. O ser humano não precisa se submeter a penitências para obter a plena percepção do Divino nem fazer peregrinações para alcançar a liberação. Então, como será capaz de cruzar o oceano da existência mundana? Diz-se que a maneira de se conseguir isso é servindo a pessoas virtuosas. Mas quem deve prestar esse serviço? A resposta é: todos devem servir. Neste mundo, todos são servos. O filho serve à mãe, e a mãe, ao filho. O marido serve à esposa, e a esposa, ao marido. O professor serve aos alunos, e estes, ao professor. O governo serve ao povo, e este, ao governo. Portanto, desde o rei até o agricultor, todos são apenas servos. Há quem se considere um senhor, tendo em vista a sua riqueza, mas a verdade é que há um único senhor, que é Deus. Todos os demais são somente servos. (Discurso Divino, 30 de abril de 1997)
Sri Sathya Sai Baba
23 de Janeiro de 2026
Certa vez, um velho amigo de um rei foi visitá-lo. O soberano ficou muito feliz ao vê-lo e se pôs a conversar com ele afetuosamente. O homem, já bastante idoso, caminhava com o auxílio de uma bengala. Quando o rei perguntou ao amigo como estava levando a vida, este respondeu que, na velhice, era preciso algum tipo de apoio, e que a bengala era o seu amparo. Em seguida, perguntou ao rei se ele estava servindo bem ao seu povo. O monarca replicou que, sendo um rei, não poderia jamais se considerar um servo. Com a intenção de lhe ensinar uma lição prática, o velho deixou a bengala cair ao saudá-lo. Vendo o amigo incapaz de se abaixar para pegá-la, o rei imediatamente se inclinou, apanhou-a e a devolveu a ele. Então o velho disse ao monarca: “Você afirma que não é um servo, mas acabou de me servir. Sendo assim, também é um servo”. Todos nós, em algum momento, temos que servir uns aos outros. Negar essa realidade é agir com ignorância. O espírito de serviço está presente em todos, porém a sua manifestação varia de acordo com o estado mental de cada indivíduo. (Discurso Divino, 30 de abril de 1997)
Sri Sathya Sai Baba
24 de Janeiro de 2026
Deus está presente em todos na forma de Vaishvanara, o fogo digestivo divino. Portanto, quando auxiliam o próximo, vocês estão ajudando a si mesmos. Similarmente, ferir alguém equivale a ferir a si próprio. Ensinam os textos sagrados que tanto a reverência quanto o desprezo dirigidos a toda e qualquer pessoa alcançam Deus. Então, de nada adianta realizar peregrinações ou recitar o Nome do Senhor sem compreender a unicidade do Divino. Vocês podem chamá-Lo por qualquer nome e adorá-Lo sob qualquer forma, porém Deus é um só. Lembrem-se sempre desse princípio de unidade. Infelizmente, o ser humano fragmenta essa unidade em diversidade. Procurem enxergar a unidade em meio à diversidade; esse é o verdadeiro serviço que o ser humano deve realizar. Um antigo provérbio instrui: “Instale Deus no coração e use as mãos para servir à sociedade”. Assim, qualquer trabalho que se realizar será transformado em adoração. (Discurso Divino, 24 de fevereiro de 2002)
Sri Sathya Sai Baba
25 de Janeiro de 2026
A ignorância é a principal causa da ilusão humana, além de ser a raiz do ego. Quando o ser humano reúne dentro de si tanto a ignorância quanto o ego, ele desenvolve o apego, ao qual se segue o ódio. Juntos, estes escravizam e aprisionam o ser humano. Para se libertar desse cativeiro, ele deve envidar esforços para erradicar o ego, o apego, o ódio, a ilusão e a ignorância. O ser humano nasce em consequência das suas ações, as quais, por sua vez, resultam do apego. E, sendo o ego responsável pelo apego, é ele o criador de todo esse ciclo! Na realidade, não deveria haver absolutamente nenhum espaço para o ego. Se investigarmos a fundo, descobriremos que ele sequer possui uma base sólida para existir. Observemos, por exemplo, que, no mapa-múndi, a Índia parece pequena e, nela, o estado de Tamil Nadu é ainda menor. Nesse estado, o tamanho do distrito de Dindigul é insignificante e, nesse distrito, a cidade de Kodaikanal não passa de um ponto diminuto. Nessa cidade, a nossa casa é quase imperceptível e, dentro dela, somos ainda menores. Assim, diante da vastidão deste Universo, o que realmente somos? Onde haveria espaço para o ego? Se vocês tiverem essa visão ampla, compreenderão que não há espaço para a existência do ego! (Discurso Divino, 8 de abril de 1993)
Sri Sathya Sai Baba
26 de Janeiro de 2026
Os nossos sábios não atribuíam valor ao dinheiro, à fama, aos prazeres, ao poder ou às habilidades físicas e intelectuais, mas apenas ao dharma, ou seja, à retidão. E por quê? Porque consideravam somente o dharma como a força vital do mundo. As Escrituras Sagradas prescrevem quatro purusharthas ou objetivos para a vida humana: dharma, artha, kama e moksha (respectivamente, a retidão, a riqueza, o desejo e a liberação). Dentre eles, o dharma vem em primeiro lugar, seguido por artha e kama. Isso significa que, se a riqueza e o desejo não forem experimentados em harmonia com a retidão, resultarão em sofrimento. Portanto, obtenham riqueza por meios dhármicos e só nutram desejos que estejam em conformidade com o dharma. Somente assim poderão alcançar a liberação ou moksha – esse é o ensinamento dos quatro objetivos da vida humana. Infelizmente, os indianos renunciaram ao alicerce do dharma, que simboliza os “pés” que sustentam a estrutura da vida humana. Ao mesmo tempo, deceparam moksha, que representa a “cabeça”, e passaram a viver apenas com artha e kama, ou seja, com um “corpo” sem cabeça e sem pés! Foi assim que a Índia perdeu o seu esplendor, que é a retidão. Devemos assumir o compromisso de restaurar o dharma, promover uma educação que o propicie e reviver a glória da Índia. (Chuvas de Verão, 2 de junho de 1991)
Sri Sathya Sai Baba
27 de Janeiro de 2026
Um pote de barro é somente barro, nada mais; vasos de ouro são, basicamente, apenas ouro. Similarmente, como nós emanamos de Deus, somos todos Deus. No entanto, devido à identificação com o corpo, nos envolvemos em toda sorte de problemas. Afinal, o que é este corpo? Não é como um diamante resplandecente; é um saco de couro perecível com nove orifícios. Não exala perfume, apenas odores desagradáveis. É composto de carne, sangue, ossos e matéria fecal. Então, por que alguém deveria se apegar a ele? Quando as pessoas alcançam sucesso, elas o atribuem à sua própria capacidade; quando falham, atribuem o seu fracasso à Vontade de Deus. Vocês só compreenderão a verdade quando reconhecerem que tudo ocorre pela Vontade Divina, e que tudo o que lhes acontece, seja lá o que for, é para o seu próprio bem. Atualmente, muitos devotos e aspirantes espirituais carecem dessa fé. Isso se deve ao fato de que a sua devoção é exercida em tempo parcial. Vocês devem se tornar devotos em tempo integral. Desde o nascer até o pôr do sol, cumpram o seu dever com amor e com a firme convicção de que ele pertence a Deus. Somente assim atingirão a perfeição. (Discurso Divino, 30 de abril de 1997)
Sri Sathya Sai Baba
28 de Janeiro de 2026
Um otimista e um pessimista observavam a água em um copo. O primeiro afirmou que o copo estava meio cheio, e o segundo, que ele estava meio vazio. O otimista é cheio de alegria; enquanto o pessimista vê o espinho sob a rosa, o otimista vê a rosa, a flor. Tanto o pessimismo quanto o otimismo dependem da visão ou da atitude do indivíduo. Ambos estão intimamente interligados. A desesperança surge de uma visão distorcida. O otimista e o pessimista caminham pela mesma estrada, mas o otimista olha para cima e vê o céu e as estrelas, ao passo que o pessimista olha para baixo e vê apenas buracos no chão. Ambos percorrem o mesmo trajeto, porém entre eles existe uma diferença de visão e de perspectiva. Mudem a sua visão e vejam tudo como Deus. Entendam a diferença entre visão natural e uso de óculos. A visão natural faz com que se vejam as cores tais como são; por outro lado, usar óculos de lentes azuis faz com que tudo pareça azul. Da mesma forma, quando se vê o mundo com os óculos do amor, o mundo inteiro parece repleto de amor, tudo se transforma em amor. Os óculos cobrem os olhos, porém não obstruem a visão. Deus é cheio de puro amor. Então, quando vocês usam os óculos do amor, enxergam a cor correta e obtêm a visão completa da realidade. (Discurso Divino, 26 de abril de 1997)
Sri Sathya Sai Baba
29 de Janeiro de 2026
Alheio ao Conhecimento Supremo, o ser humano permanece na ignorância, vivendo em um mundo de sonho e ilusões. Imerso nesse estado de sono, ele esquece a sua verdadeira natureza. Enquanto dorme, pode ser um presidente, um imperador ou um primeiro-ministro, porém não tem consciência dessas posições. Em seus sonhos, ele as considera reais e acha que aquela é a sua condição verdadeira. Nesse estado de sonho, um homem pobre pode acreditar ser um imperador ou um presidente; mas, no momento em que acorda, fica ciente da sua verdadeira posição e condição. Similarmente, o ser humano, em seu estado de sonho e ignorância, esquece a sua verdadeira essência, que é Satchitananda, ou seja, Existência – Consciência – Bem-Aventurança, e passa a se identificar com um determinado país, profissão ou forma física. Essa ignorância o envolve em ilusão. Assim como não se pode ver o grão de arroz coberto pela casca, a água oculta sob uma camada de musgo ou o sol encoberto por uma nuvem, o indivíduo envolto em ignorância não consegue enxergar o seu verdadeiro “Ser”. Por essa razão, as Upanishads, textos sagrados que contêm a essência dos Vedas, o exortam a despertar desse sono de ignorância e reconhecer a sua verdadeira natureza. Quando se remove a casca, o grão de arroz se torna visível. Na realidade, ele sempre esteve ali, mas não se podia vê-lo por estar coberto pela casca. (Discurso Divino, 4 de abril de 1992)
Sri Sathya Sai Baba
30 de Janeiro de 2026
Ao iniciarem a prática sistemática da repetição de um nome sagrado ou japa, enquanto concentram o seu olhar interno na forma correspondente a esse nome, vocês encontrarão muitos obstáculos, tais como pensamentos perturbadores e tentações. Esses obstáculos devem ser ignorados, contornados e tratados com leveza. Fortaleçam os seus hábitos, mantenham a disciplina e aprimorem o modo como administram o seu próprio interior; procurem estar mais na companhia dos virtuosos e dos piedosos. Algumas pessoas condenam as seis paixões ou más qualidades do ser humano – o desejo, a raiva, a ganância, o apego, o orgulho e a inveja – como terríveis inimigos que devem ser completamente eliminados. Eu, porém, os aconselho a mantê-los com vocês, como servos dóceis e úteis para os seus propósitos. Tenham aversão por aqueles que menosprezam o Nome do Senhor, considerando-o apenas um som vazio e sem sentido; afastem-se deles definitivamente! Vocês podem usar o apego para fixar o coração no Senhor. Deixem-se cativar pela beleza avassaladora da Sua forma, refletida em toda a magnificência da Natureza. Não se deve considerar o desejo ou kama como um vício, pois a ele foi conferida a posição de ser um dos quatro objetivos da vida humana, ao lado de dharma, artha e moksha (respectivamente, a retidão, a riqueza e a liberação). Cultivem o desejo, mas não pelo que é material e momentâneo, e sim pelo que é eterno e indestrutível – o desejo por tudo aquilo que faça crescer a sua fé nas Escrituras Sagradas como um meio para alcançar esse fim. (Discurso Divino, 21 de novembro de 1962)
Sri Sathya Sai Baba
31 de Janeiro de 2026
Encarnações do Amor! Todo aquele que deseja evoluir no campo da espiritualidade deve cultivar três virtudes: pureza, paciência e perseverança. Abençoado é aquele que desenvolve essas virtudes, conhecidas como os “três Ps”. Diz um poema em télugo: “Um indivíduo sem caráter, uma educação sem objetivo e uma humanidade sem moralidade são desprovidos de valor. A vida de alguém privado de paz não é melhor do que uma noite sem luar. Ouçam, ó bravos filhos da Índia!” Um verdadeiro ser humano é dotado dessas três virtudes; de fato, perde a sua natureza humana aquele que as perde. Como o indivíduo da época atual carece dessas virtudes, ele se assemelha mais a um animal do que a um ser humano. Apesar de possuir a forma humana, falta-lhe o comportamento condizente. As virtudes são o princípio vital do ser humano; se ele não as possui, falta-lhe a própria vida. Se vocês desejam conhecer o verdadeiro significado da natureza humana, devem primeiro cultivar os valores humanos. O desenvolvimento desses valores é, portanto, imprescindível a todos. (Discurso Divino, 24 de junho de 1996)
Sri Sathya Sai Baba


