Mensagem de Bhagavan sobre

o Evangelho de Sacrifício do Buda

O REAL SACRIFÍCIO É DOAR AQUILO

QUE VOCÊ MAIS VALORIZA

 

O universo inteiro é permeado pelo Divino. Ele é onipotente, onipresente e onisciente. Perceba que Ele não está confinado a lugar nenhum. Está em toda parte e em tudo, inclusive no seu corpo. Ele não pode ser visto dissecando-se o corpo. Porém, quando a mente é dirigida para Deus, pode-se experimentá-Lo.

A IMORTALIDADE SÓ PODE SER ALCANÇADA PELO SACRIFÍCIO


O homem é composto de dois constituintes básicos: um deles é permanente e o outro, transitório. Eles são: Atma e Anatma; o corpo e o espírito residente; o campo – kshetra e o Conhecedor do campo – kshetrajna. Como um indivíduo essencialmente divino, o dever primário do homem é investigar aquilo que é permanente e o que é temporário; o real e o irreal, descartando o que é falso e aderindo ao que é verdadeiro. Este é o tema da Gita nos cantos devotados a Kshetra Kshetrajna Vibhaga Yoga e Gunathraya Vibhaga Yoga. A Gita enfatiza a investigação sobre o eterno e o evanescente como um requisito primário para o homem.

A Paz na Sociedade Depende das Ações do Homem


A meta da educação deveria ser capacitar o indivíduo a descobrir sua própria natureza. Através de esforços concentrados e sacrifícios de todo tipo, foram descobertos vários meios para experimentar a Divindade. As Upanishads declararam: “Não é pelos rituais, ascendência ou riqueza que se pode alcançar a imortalidade. Ela só é acessível através da renúncia (Thyaga). ” Renunciar a quê? O que se deve procurar alcançar? O homem deveria se engajar numa perpétua investigação para descobrir, dentre os incontáveis objetos do universo, partindo de suas experiências variadas e múltiplas atividades, os meios para alcançar Bem-aventurança (Ananda). O mundo atual está mergulhado no caos e no conflito. Qual é a razão para isso? Todas as alegrias e tristezas vividas pelo homem derivam de suas ações. As ações em si são o resultado dos pensamentos que surgem na mente. Só quando os pensamentos forem bons é que as ações serão puras. Quando as ações do homem forem puras, a sociedade será saudável e pacífica.


Lições a serem aprendidas com a Natureza
O segredo da verdadeira renúncia deve ser aprendido com as árvores, as vacas e os rios.
Árvores dão frutos para beneficiar os outros.
Águas fluem pelos rios para beneficiar os outros.
Vacas produzem leite para beneficiar os outros.
O corpo humano existe para servir à humanidade.

(Verso em Sânscrito)


Quando árvores, vacas e rios estão dando um exemplo de serviço desinteressado aos outros, a vida humana não terá sentido se não for devotada ao serviço altruísta.


Quando começamos a investigar: “Onde está Deus? Quem é Deus”? A Natureza, como vestimenta de Deus, fornece a resposta. Sabe-se muito bem que a Terra gira em torno de si mesma à velocidade de 1.000 milhas por hora. Ela cumpre seu dever sem interrupção e sem descanso. Devido a essa rotação, temos noite e dia. Além disso, a Terra gira ao redor do Sol à velocidade de 66.000 milhas por hora. Como resultado, temos as mudanças de estações, que permitem o cultivo das lavouras. A Terra, o Sol e a Lua ensinam lições ao homem sobre cumprimento do próprio dever. Também demonstram à humanidade a importância da atividade. Todos eles: árvores, rios, vacas, a Terra e o Sol atuam de forma altruísta. Ao mesmo tempo, aquilo que fazem é essencial à existência humana. Quando estes estão prestando tal serviço abnegado, que tipo de renúncia o homem está exibindo? Ele desfruta dos benefícios providos pela Natureza, mas não demonstra qualquer gratidão a ela.


Buda demonstra o que é Sacrifício Real.

Queridos Estudantes!


Tendo ingressado no Instituto Sathya Sai para seus estudos, vocês devem dar o exemplo aos demais. Devem livrar-se de todos os maus hábitos. Este é o sacrifício que devem fazer para adquirir boas qualidades. O prazer verdadeiro não consiste em usar roupas caras e viver uma vida luxuosa. Vocês precisam descobrir alegria no controle de seus desejos e em viver uma vida tranquila. Não envenenem suas mentes com desejos em excesso.


Buda uma vez foi questionado: “quem é o homem mais rico do mundo”? Ele respondeu: “Aquele que está mais satisfeito (com o que possui) é o mais rico”. Para a pergunta: “quem é o homem mais pobre”? Buda respondeu: “Aquele que tem mais desejos”. Um Maharaja que escutava os sermões de Buda sobre contentamento e renúncia, quis conquistar sua aprovação.
Buda costumava manter sempre a seu lado um chocalho. Seus discípulos uma vez quiseram saber: “Mestre! Porque você mantém sempre consigo esse chocalho”? Ele respondeu: “Vou tocar este chocalho no dia em que a pessoa que fez o maior sacrifício vier a mim”. Todos estavam ansiosos para conhecer esta pessoa. Elas, frequentemente estão entre os homens esquecidos pela história.


Desejoso de obter esta distinção, o Maharaja carregou seus elefantes com um tesouro considerável e procurou Buda. Ele quis oferecer o tesouro a Buda para merecer seu louvor. No caminho, uma senhora idosa saudou o Maharaja e implorou: “Tenho fome. O senhor me daria alguma comida”? O Maharaja pegou uma romã do seu palanque e deu à senhora. Ela foi até Buda com a fruta. Nesse momento o Maharaja também havia chegado e ansiava pelo momento em que Buda tocaria o seu chocalho. Fazia tempo que Buda não o tocava. O Maharaja ficou por ali. A senhora aproximou-se de Buda com as pernas trêmulas e lhe ofereceu a romã. Buda recebeu a fruta e imediatamente tocou o chocalho.


O Maharaja perguntou: “eu lhe ofereci tantas riquezas e você não tocou o chocalho. Porém, tocou imediatamente após receber esta frutinha. É esse o grande sacrifício”? Buda respondeu: “Maharaja! No sacrifício, não é a quantidade que conta; é a qualidade. É natural para um Maharaja oferecer ouro. Mas imagine a grandeza do sacrifício que uma idosa faminta faz ao oferecer uma romã ao Guru apesar de sua fome. Ela não se importou nem com sua vida e deu a fruta. Que maior sacrifício pode haver? Não é sacrifício oferecer o que lhe é supérfluo. O verdadeiro sacrifício está em desistir daquilo que lhe é mais caro, ao qual você atribui o maior valor”.


Dediquem suas vidas a servir o Divino
Estudantes! Devem desistir de seu egoísmo e esforçar-se para agradar ao Senhor, em quem depositam fé, dedicando suas vidas ao serviço do Divino. O universo inteiro é permeado pelo Divino. Ele é onipotente, onipresente e onisciente. Estejam certos de que Ele não está confinado a lugar nenhum. Ele está em toda parte e em tudo, inclusive no seu corpo. Não pode ser visto dissecando-se o corpo, mas, quando a mente é dirigida para Deus, Ele pode ser experimentado. Os homens que pousaram na lua declararam que não encontraram Deus ali. Deus não pode ser encontrado por máquinas (yantras). Ele pode ser experimentado por fórmulas sagradas (mantras).


Estudantes! Este Instituto Sathya Sai foi fundado para formar estudantes aptos a mudar o mundo que, atualmente, está mergulhado no caos e na corrupção. Bharat (a Índia) que já foi a fonte da retidão e da espiritualidade, divorciou-se hoje em dia da verdade e da retidão e está assolada por forças malignas. 


Swami não quer coisa alguma de vocês, exceto que se desenvolvam como cidadãos ideais, capazes de trazer renome e fama a Bharat. Este é o único propósito para o qual Swami criou o Instituto. Toda educação dada aqui é gratuita. Vocês têm todas as instalações necessárias ao seu aprendizado. Devem transformar a si mesmos e ajudar a transformar o país. Nos dias de outrora as pessoas consideravam tudo como dádiva de Deus. Colocavam Deus em primeiro lugar, o mundo em seguida e, por último, a si mesmas. Hoje em dia tudo isto foi invertido: o “eu” vem primeiro, o mundo, depois e Deus por último.


– Do Discurso de Bhagavan na Residência Estudantil do Instituto Sri Sathya Sai, Vidyagiri, em 26 de junho de 1988.

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