Pensamento para o dia - maio 2020

1° de maio de 2020

“Viva uma vida controlada e disciplinada. A verdadeira educação deve treinar a pessoa a observar esses limites e restrições. Esforçamo-nos muito e sofremos privações para dominar o conhecimento do mundo. Seguimos com rigoroso cuidado um regime no sentido de desenvolver o físico. Qualquer que seja nosso objetivo, obedecemos a um código apropriado de disciplina. Quais são exatamente os benefícios que o pensamento e a conduta disciplinados proporcionam? As regras e regulamentos, no início, são elementares. Em seguida, eles possibilitam ao indivíduo ter consciência de regiões além dos limites dos sentidos. Mais tarde, ele poderá viajar além do alcance de sua mente e, até mesmo, além dos limites mais extremos que se pode alcançar através dos poderes contidos no corpo humano. Finalmente, ele se conscientiza e vivencia a verdade da Verdade, isto é, que o indivíduo é Aquele que é imanente em tudo, na totalidade do Cosmos. O indivíduo estará pleno de Bem-Aventurança quando estabelecido nessa fé e nessa consciência.” (Vidya Vahini, cap. 7)

Sathya Sai Baba

2 de maio de 2020

“Por seu serviço devotado à sua mãe e ao seu pai, Dharmavyadha ganhou fama eterna. Por meio de consistente adesão à verdade, Rama e Harischandra fizeram-se imortais. Por meio da conduta correta, homens comuns elevaram-se à posição de grandes sábios (maha-purushas). Buddha se recusou a prejudicar os seres viventes. Ele falou da não-violência (ahimsa) como sendo ‘a mais elevada moralidade (paramo dharmah)’. Assim, ele foi reverenciado como um mestre do mundo. A mente é o mais primordial dos três instrumentos (tri-karanas) no ser humano. Devemos proteger a mente de forma que o apego, a paixão e a excitação não adentrem. Esses extremos lhe são naturais. As ondas que crescem na fúria da mente são os seis inimigos do ser humano: luxúria, raiva, cobiça, apego, orgulho e inveja. Os dois primeiros levam em sua trilha os outros quatro. Para nos libertarmos dos dois primeiros, e assim prosseguir no caminho espiritual, devemos praticar a disciplina espiritual. Aprendemos essas práticas através do conhecimento espiritual (vidya).” (Vidya Vahini, cap. 7)

Sathya Sai Baba

3 de maio de 2020

“Vocês têm a valiosa oportunidade de escutar Meus discursos e orientações. Eles estão gravados em seus corações; suas conversas estão centradas em Mim, em Minhas palavras, em Minhas lilas (atos divinos) e em Meus mahimas (glórias). Meu conselho é: ponham essa adoração em prática na vida. Mostrem a seus companheiros em suas cidades e aldeias o quanto vocês são disciplinados, quão sinceramente vocês obedecem a seus pais, e quão profundamente vocês reverenciam seus professores! Sejam uma luz, uma lamparina, irradiando virtude e autocontrole onde estiverem. Não deslizem para a indisciplina, maus costumes, irresponsabilidade e maus hábitos. Não reclamem do alimento; comam com prazer o alimento que obtiverem! Não protestem contra qualquer tarefa que surja no seu caminho; cumpram-na com prazer. Quando vocês precisarem cuidar de seus idosos, façam isso com alegria e inteligência, sentindo-se felizes por terem recebido essa chance. Assim, vivam aqui e em todos os lugares, agora e sempre, com a convicção de que Eu, que vejo vocês e conheço todos os seus pensamentos, palavras e ações, posso derramar Minha Graça sobre vocês, mais e mais.” (Divino Discurso, 22 de fevereiro de 1968)

Sathya Sai Baba

4 de maio de 2020

“O trabalho feito sem nenhum interesse ou desejo pelo lucro que produza, puramente por amor ou por senso de dever, é yoga verdadeiro. Esse yoga destrói a natureza animal da pessoa e a transforma em um ser divino. Servir os outros, vendo-os como centelhas divinas, ajudará o indivíduo a progredir e o protegerá de declinar do estágio espiritual alcançado. O serviço desinteressado (seva) é muito mais salutar do que votos e adoração (puja). O serviço desintegra o egoísmo latente em vocês; ele abre totalmente o coração e o faz desabrochar. Assim, o trabalho feito sem nenhum desejo é o ideal supremo, e quando a mansão da vida é construída sobre essa fundação, através da influência sutil dessa base de serviço desinteressado, as virtudes se acumulam no indivíduo. O serviço deve ser a expressão externa da bondade interior. E, à medida que a pessoa se dedica mais e mais a este serviço, sua consciência expande e se aprofunda, e sua realidade divina (Atmica) é mais claramente vivenciada.” (Vidya Vahini, cap. 8)

Sathya Sai Baba

5 de maio de 2020

“Você deve ser totalmente desapegado com respeito a tudo o que faz. Você pode fazer qualquer tipo de trabalho; pode, por exemplo, se engajar em atividades de serviço. No entanto, você não deveria ter qualquer tipo de expectativa (incluindo sobre o resultado final), e também não deveria buscar qualquer recompensa, elogio, apreciação, etc., por aquilo que realiza. Especialmente quando estiver trabalhando para organizações de serviço, você deve ser muito cuidadoso; não deve ter qualquer anseio por fama ou por nome. Você não deve buscar elogio e respeito, nem deve se lamentar, dizendo: ‘estou trabalhando tão duro e fazendo tanto, mas não há qualquer menção a isso nos jornais!’. Se você faz seu trabalho com tais anseios e expectativas, então o bem que pode estar fazendo é anulado e a santidade do trabalho é destruída. Portanto, você deve fazer trabalhos de serviço com sinceridade, estando imune ao sucesso e ao fracasso, ao elogio e também à crítica.” (Chuvas de Verão, 24 de maio de 2000)

Sathya Sai Baba

6 de maio de 2020

“Apesar de Mãe Easwaramma não ter uma educação formal, ela se conduzia de maneira exemplar. Ela era uma pessoa de profunda sabedoria. Não devemos criticar os outros. Não devemos ferir as pessoas, nem ridicularizá-las. Devemos amar todos. Isso é o que a Mãe Easwaramma ensinava. Faça seu dever com sinceridade. Então você certamente progredirá na vida. As pessoas, sejam elas quem forem, devem seguir os ensinamentos sagrados dos mais velhos. Muitos estudantes não dão ouvidos às palavras de suas mães. Isso é um grave erro. As mães falam de seus corações, desejando o bem-estar de seus filhos. Vocês devem entender seus sentimentos e dar o devido respeito às suas palavras. Obedeçam aos comandos de seus pais. Vocês certamente serão abençoados com todos os tipos de educação e força. Vocês não necessitam fazer qualquer esforço para obtê-los. Nunca desconsiderem as palavras de seus pais. Sigam-nas com amor e santifiquem suas vidas.” (Divino Discurso, 6 de maio de 2003)

Sathya Sai Baba

7 de maio de 2020

“Buda ensinou uma grande verdade ao mundo. Ele declarou que a verdade não é simplesmente aquilo que os Vedas e as escrituras dizem. As pessoas devem ter em mente que não ferir é a suprema virtude. Não cause dano a ninguém em pensamento, palavra ou ação. O que significa Purnima (lua cheia)? Significa totalidade. Quando a mente está repleta de amor, ela alcança a plenitude. Enquanto a mente está cheia de escuridão (maus pensamentos), não há sentido em observar o Buda Purnima. Livre-se dessa escuridão. Sem a luz do amor no coração, qual é a utilidade de se ter iluminação fora? Acenda a chama do Divino em suas mentes. Expulse o ódio e a inveja de seus corações. O ser humano é vítima de dois “planetas” maléficos: apego e ódio (raga e dwesha). Para escapar de suas garras, o único caminho é o cultivo do amor.” (Divino Discurso, 15 de maio de 1997)

Sathya Sai Baba

8 de maio de 2020

“Encarnações do Amor! Se você deseja se tornar merecedor do amor de Deus, então suas ações devem ser coerentes com o amor. É impossível obter o amor de Deus sem ações apropriadas e sagradas. Pode a pessoa que está sempre ansiando por recompensas ser verdadeiramente feliz? A única recompensa que você deve buscar é o prazer e a alegria de fazer o seu dever corretamente. A alegria do serviço é a verdadeira recompensa! Se você vai contra o comando de Deus, então tudo está fadado ao fracasso! Tal como é o sentimento, assim é o resultado! Dessa forma, aqueles que desejam o amor de Deus devem se certificar de que estão agindo de uma maneira adequada! Para receber o amor de Deus, diga a si mesmo: ‘Estou fazendo este trabalho como uma oferenda a Ele’. Estabeleça esse sentimento em seu coração e faça tudo o que quiser ou que deva fazer. No entanto, antes de se apressar a seguir essa disciplina, pause, reflita e assegure-se de que Deus ficaria realmente satisfeito com aquilo que você está tentando fazer e oferecer a Ele!” (Chuvas de Verão, 24 de maio de 2000)

Sathya Sai Baba

9 de maio de 2020

“A Mãe Easwaramma costumava ensinar muitas nobres lições aos devotos que se reuniam em torno dela. Swami deu a ela um pequeno quarto em Prashanti Nilayam. Muitas senhoras costumavam visitá-la e lhe pediam: ‘Mãe, já estamos aqui há muito tempo. Por favor, peça a Swami que nos conceda uma entrevista’. Ela respondia: ‘Minha querida, Swami pode parecer pequeno aos nossos olhos, mas Ele não dá ouvidos a ninguém; Ele não precisa de recomendações. Ele lhe dará aquilo que você merece. Você deve compreender e praticar os princípios divinos de Swami’. Dessa maneira, ela orientava corretamente os devotos. Certo dia, ela Me disse: ‘Sathya! Seu nome e fama se espalharam por toda parte. O mundo inteiro está vindo até Você. Por favor, conceda paz ao mundo por Sua divina vontade (sankalpa)’. Eu lhe respondi: ‘Não será pelo exercício da Minha vontade que haverá paz mundial. Cada pessoa precisa alcançar a paz por si mesma, porque o ser humano, por natureza, é a encarnação da paz, da verdade e do amor’.” (Divino Discurso, 6 de maio de 2003)

Sathya Sai Baba

10 de maio de 2020

“Desde a antiguidade, muitas mães nobres têm guiado seus filhos no caminho correto. O futuro das nações repousa nas mãos de mães honoráveis. Por esta razão as pessoas chamam seu próprio país de pátria-mãe. É seu dever primordial amar e respeitar sua mãe. Logo que vocês acordam pela manhã, a primeira coisa que deveriam fazer é tocar os pés de sua mãe e oferecer-lhe suas saudações. Tal prática nobre sempre os protegerá e lhes conferirá todos os tipos de riquezas. Um verdadeiro ser humano é aquele que ama sua mãe e recebe seu amor e bênçãos. As mães falam a partir de seus corações, desejando o bem-estar de seus filhos. Muitos não dão ouvidos às palavras de suas mães. Aquele que não consegue conquistar o amor de sua mãe é verdadeiramente um demônio. Vocês podem obter qualquer quantidade de títulos e podem executar muitas atividades sagradas, mas tudo isso será inútil se não fizerem suas mães felizes.” (Divino Discurso, 6 de maio de 2003)

Sathya Sai Baba

11 de maio de 2020

“Você pode se orgulhar de sua riqueza e de suas conquistas, mas não poderá levar consigo nem sequer um pedaço de torta quando deixar este mundo. Sendo assim, por que você deveria lutar para acumular riquezas? O dinheiro que você acumular não o seguirá. Para quem ele irá no final das contas? Ninguém sabe. Assim, não seria melhor que você se esforçasse para alcançar a graça divina? Até mesmo um milionário tem de comer arroz e sal. Ele não pode engolir ouro para saciar sua fome. Portanto você deve usar a riqueza para realizar ações corretas e ganhar mérito para merecer a graça divina. Algumas pessoas se sentem orgulhosas de sua juventude e beleza. Porém isso é momentâneo. Conscientizando-se dessas importantes verdades, vocês devem acumular a riqueza da graça de Deus. Quando você contemplar Deus a todo tempo com devoção unidirecionada, Ele cuidará de todas as suas necessidades.” (Divino Discurso, 6 de maio de 2003)

Sathya Sai Baba

12 de maio de 2020

“O conhecimento espiritual (vidya) impele o ser humano a lançar o seu estreito ego no fogo sacrificial e a nutrir, em seu lugar, o amor universal, que é a fundação básica para a superestrutura da vitória espiritual. O amor que não conhece limites purifica e santifica a mente. Permita que os pensamentos se concentrem em Deus, que os sentimentos e as emoções sejam sagrados e que as atividades sejam expressões do serviço desinteressado. Permita que a mente, o coração e as mãos sejam, dessa forma, saturados pelo bem. A educação espiritual deve assumir essa tarefa de sublimação. Primeiro, ela deve revelar o segredo do serviço. O serviço prestado ao outro deve conferir alegria plena em todos os sentidos. A educação espiritual deve enfatizar isso através do serviço (seva); nenhum dano, dor ou tristeza deve ser infligido aos outros. Ao prestar serviço, a pessoa não deve manchá-lo com a atitude de buscar nele sua própria satisfação. O serviço deve ser realizado como uma parte essencial do próprio processo da vida.” (Vidya Vahini, cap. 8)

Sathya Sai Baba

13 de maio de 2020

“A ação (karma) que amarra é uma árvore enorme e de crescimento rápido. O machado que pode lhe cortar as raízes é o seguinte: realize toda ação como um ato de adoração para glorificar o Senhor. Esse é o real sacrifício (yajña), o mais importante ritual. Esse sacrifício promove e confere o conhecimento de Brahman (Brahma-vidya). Note que o anseio de fazer serviço altruísta deve fluir em todos os nervos do corpo, deve penetrar cada osso e ativar cada célula. Aqueles que se empenham na disciplina espiritual (sadhana) devem ter dominado essa atitude com relação ao serviço. Onde não há agressividade, a santidade crescerá e a virtude florescerá. Onde há ganância, o vício irá procriar em abundância! O serviço desinteressado (seva) é a flor do amor (prema), uma flor que preenche a mente com êxtase. A incapacidade de causar mal é a fragrância dessa flor. Preste serviço aos outros sem esperar nada em troca. Deixe que até mesmo seus pequenos atos sejam preenchidos de compaixão e reverência; tenha certeza de que, dessa forma, seu caráter reluzirá grandiosamente!” (Vidya Vahini, cap. 8)

Sathya Sai Baba

14 de maio de 2020

“Uma pessoa que vive sem amor não passa de um cadáver. Você tem amor por seu pai, mãe, esposa, filhos e por outros. Não há nada de errado nisso. Mas você deve ver Deus em cada um deles. Essa é a essência da conhecida oração: tvameva mata cha pita tvameva... Essa prece, direcionada ao Ser Supremo, significa: ‘Ó meu Senhor, Tu és o pai, a mãe, o amigo e os parentes. Tu és conhecimento e riqueza. Tu és tudo!’ Devemos ver Deus em todos os seres. O Universo inteiro é uma manifestação da Divindade (Brahman). Você é divino, mas não está percebendo isso. Quando você faz uma saudação (namaskaram) com as palmas juntas em reverência, isso significa que você está oferecendo seus cinco órgãos da ação (karmendriyas) e os cinco órgãos da percepção (jñanendriyas) ao Divino. O próprio ato de oferecer namaskaram enfatiza a unidade. Se você tiver unidade e pureza, a Divindade irá desabrochar.” (Divino Discurso, 11 de abril de 1994)

Sathya Sai Baba

15 de maio de 2020

“Quando uma pessoa sofre de dor de estômago, o melhor tratamento será o uso de sais ou compressas quentes aplicadas ao abdome, e não de um colírio para os olhos! O sofrimento que vem da ignorância deve ser removido através do reconhecimento da universalidade de Deus, e pela fusão da sua individualidade com o Universal. Esse passo inicial não é tão fácil quanto parece. Pratique a atitude de ‘eu sou Teu’. Permita que a onda descubra e reconheça que pertence ao mar. A onda leva um bom tempo para reconhecer que, de fato, o vasto mar abaixo de si é o que lhe confere sua existência. Seu ego é tão forte que não lhe permite ser humilde e se curvar perante o oceano. ‘Eu sou Teu; Tu és o Mestre. Sou um servidor; Tu és meu soberano. Estou atado’. Essa atitude mental domará o ego. Esse é o enfoque religioso chamado de marjala-kishora — a atitude do filhote de gato perante sua mãe, que mia suplicando por assistência e socorro, sem qualquer vestígio de ego.” (Divino Discurso, 8 de setembro de 1963)

Sathya Sai Baba

16 de maio de 2020

“O passo seguinte (para se livrar da ignorância da individualidade; sendo o primeiro passo praticar a atitude de ‘eu sou Teu’) é: ‘Tu és meu’, no qual a onda exige o apoio do mar como um direito seu. O Senhor tem de assumir a responsabilidade de proteger e guiar o indivíduo. O indivíduo é importante, merece ser salvo, e o Senhor tem a obrigação de satisfazer as necessidades do devoto. O grande devoto Surdas afirmou: ‘Tu és meu; eu não Te deixarei; eu Te aprisionarei em meu coração; Tu não escaparás.’ O passo seguinte é: ‘Tu és eu’ — sou somente um reflexo e Tu és a Realidade. Não possuo uma individualidade separada; não há dualidade. Tudo é Um. A dualidade é somente uma ilusão.” (Divino Discurso, 8 de setembro de 1963)

Sathya Sai Baba

17 de maio de 2020

“Apenas alguns minutos de reflexão convencerão qualquer pessoa da futilidade das riquezas, da fama e da felicidade mundanas. Se você é próspero, todos o elogiam. Quando o lago está cheio, centenas de sapos coaxam à sua volta. Quando o lago está seco, nem mesmo um se faz presente. Há um provérbio que diz que se o defunto é rico, muitos se dizem seus parentes, mas, se for pobre, ninguém aparecerá para chorar por ele! Enquanto vocês aumentam o saldo de suas contas bancárias, pensem bem se não estão acumulando problemas para vocês e seus filhos, tornando mais difícil para eles levarem uma vida correta, confortável e honrada. Reflitam e vocês descobrirão que aqueles que são amplamente honrados são os que renunciaram e buscaram a estrada mais difícil da conscientização de Deus, ao invés do caminho mais fácil das realizações mundanas! Seu desapego deve ser forte o suficiente para vocês descartarem a servidão aos sentidos.” (Divino Discurso, 8 de setembro de 1963)

Sathya Sai Baba

18 de maio de 2020

“Como filhos da terra, as pessoas deveriam aprender da Mãe Terra a lição do sacrifício (tyaga). Sem sacrifício é difícil sustentar a própria vida. Alguns dizem que o conhecimento é valioso, mas o caráter é mais valioso do que o conhecimento. O indivíduo pode ser um erudito, pode deter elevada posição de autoridade, pode ser muito rico ou um eminente cientista; mas, sem caráter, todas as outras aquisições serão inúteis. Sacrifício, amor, compaixão e tolerância são as excepcionais qualidades humanas a serem cultivadas, abandonando-se a inveja, o ódio, o ego e a raiva, que são qualidades animais. Qual é a utilidade de nascer como ser humano e viver uma vida de pássaros ou feras? Vocês devem manter a equanimidade no prazer e na dor, na perda ou no ganho. Sem dor não se pode desfrutar do prazer. A tristeza é verdadeiramente a estrada real para a alegria. Os sofrimentos são os trampolins que levam o ser humano à conduta virtuosa. Não se deixe enlevar com o prazer, nem se desesperar pela dor.” (Divino Discurso, 11 de abril de 1994)

Sathya Sai Baba

19 de maio de 2020

“Apesar de três adornos perpétuos estarem disponíveis para todos - caridade para as mãos, escutar a glória de Deus para os ouvidos, e falar a verdade para a língua - as pessoas estão se entregando à busca de coisas mundanas passageiras e sem valor. Você deve se esforçar para alcançar aquilo que, ao ser obtido, tudo o mais é obtido. O primeiro passo é compreender o laço que conecta dois indivíduos quaisquer. É somente o amor. É com base no amor que a sociedade inteira é firmemente entrelaçada. O que é um país? Não é a terra, mas a sociedade que faz um país ou uma nação. Quando a nação é próspera e progride com um crescimento saudável, as necessidades dos indivíduos também são satisfeitas. O indivíduo depende da sociedade; a pessoa nasce, é edificada e mantida pela sociedade. Portanto, é o dever de cada indivíduo prestar serviço altruísta para promover o bem-estar comum da sociedade.” (Divino Discurso, 11 de abril de 1994)

Sathya Sai Baba

20 de maio de 2020

“No jardim do coração, o indivíduo deve plantar e nutrir a rosa da divindade, o jasmim da humildade e a magnólia da generosidade. Na caixa de medicamentos de cada estudante deve haver à disposição os comprimidos do discernimento, o xarope do autocontrole e as três pílulas: fé, devoção e paciência. Com o uso desses remédios, pode-se escapar da grave doença chamada ignorância (ajñana). Há muitas forças destrutivas no mundo, mas, por sorte, há também forças construtivas. Os estudantes do conhecimento espiritual não devem se transformar em adoradores de bombas e aparelhos mecânicos (yantras). Devem se transformar em indivíduos ativos que adoram Deus (Madhava) e mantras. Autoridade e poder são poderosos entorpecentes. Eles poluem e envenenam as pessoas e as levam à destruição; produzem infortúnio. Mas o conhecimento espiritual lhes conferirá plenitude e boa fortuna.” (Vidya Vahini, cap. 8)

Sathya Sai Baba

21 de maio de 2020

“Nos dias de hoje, ouvir palestras e discursos tornou-se somente um impulso, uma mania. Depois de ouvi-los uma vez, as pessoas imaginam que já sabem tudo. Não simplesmente ouçam, mas pratiquem e vivenciem. Não se contentem com simplesmente ouvir os conselhos. Vocês devem refletir sobre aquilo que ouviram, e aquilo que foi assim impresso na mente deve depois ser vivenciado e expresso em pensamento, palavra e ação. Somente assim a verdade poderá ser um tesouro no coração; somente então poderá fluir pelas veias e se manifestar em pleno esplendor através de vocês. O propósito real da busca pela verdade é se libertar. O anseio deve ser profundo e persistente. O desejo de conhecer e vivenciar a verdade se tornará então um yoga, um processo de união.” (Vidya Vahini, cap. 9)

Sathya Sai Baba

22 de maio de 2020

“O conhecimento espiritual (vidya) o ensina a lembrar-se primeiro de si mesmo. Após se transformar, tente reformar os outros; esse é o conselho oferecido pelo conhecimento espiritual. O apego ilusório ao mundo objetivo pode ser erradicado por meio do serviço desinteressado, prestado como adoração ao Senhor. Devoção à pátria, amor à pátria — estes devem ser considerados muito inferiores ao amor e à devoção por toda a humanidade. A devoção genuína se caracteriza por amar a todos sempre, em qualquer lugar. A característica da natureza é ‘se manifestar como multiplicidade’; a característica do Divino é ‘absorver na unidade’. Assim, aqueles que têm aversão ou odeiam os outros, aqueles que degradam e denigrem os outros são, de fato, tolos, pois estão assim rejeitando, odiando, degradando ou denegrindo somente a si mesmos! Porém, eles não estão conscientes dessa verdade. O conhecimento espiritual ensina o ser humano a estabelecer-se nessa verdade e a demonstrar a Divindade subjacente.” (Vidya Vahini, cap. 8)

Sathya Sai Baba

23 de maio de 2020

“O mês do Ramadan é dedicado à sagrada tarefa de recordar e praticar os ensinamentos de Hazrat Maomé para se atingir aquele estado de unidade e pureza que é verdadeiramente divino. O Islã dá importância à lua, que regula os meses. Com a visão da lua nova, o jejum do Ramadan tem início; quando a lua nova é vista novamente, o jejum termina. Jejuar não significa apenas deixar de comer e beber; é, sim, sujeitar o corpo, os sentidos e a mente a uma disciplina rigorosa. O jejum se inicia ao amanhecer e termina somente após o crepúsculo. Despertando às quatro da manhã, iniciam-se as orações, e, ao longo de todo o dia, procura-se a experiência da constante presença de Deus. Este é o significado do jejum (upavasa). Durante o mês do Ramadan, toda rivalidade é evitada, o ódio é interrompido, e todos seguem o mesmo regime espiritual em uma atmosfera de irmandade. O Alcorão enfatiza que todos devem cultivar a compreensão da unidade, da interdependência, do amor altruísta e da imanência do Divino.” (Divino Discurso, 12 de julho de 1983)

Sathya Sai Baba

24 de maio de 2020

“Islã significa ‘render-se a Deus’. O Islã ensina que a Graça de Deus pode ser obtida através da justiça e de uma vida correta; riqueza, erudição e poder não a podem conquistar. Somente o puro Amor agrada ao Senhor. O Islã insiste na coordenação plena entre pensamento, palavra e ação. Em realidade, todos aqueles que vivem em um espírito de entrega e dedicação, em paz e harmonia, seguem o Islã. Os santos muçulmanos enfatizaram que devemos investigar a validade daquele ‘eu’ que sente que é o corpo e do ‘eu’ que sente que é a mente, e chegar à conclusão de que o ‘eu’ real é o Ser, ansiando pelo Ser Supremo, Deus. No mês do Ramadan, o jejum e as preces são concebidos para despertar e manifestar essa consciência.Toda religião enfatiza a unidade, a harmonia e a equanimidade. Portanto, cultivem amor, tolerância e compaixão, e manifestem essa verdade em suas vidas diárias. Essa é a mensagem que lhes dou com Minhas Bênçãos.” (Divino Discurso, 12 de julho de 1983)

Sathya Sai Baba

25 de maio de 2020

“Sua natureza é revelada por seus atos, gestos, por seu olhar, sua fala, seus hábitos alimentares, seu vestuário e seu modo de andar. Portanto, esteja atento para garantir que sua fala, movimentos, pensamentos e comportamento sejam todos corretos — cheios de amor, puros (sátvicos) e isentos de ferocidade e inquietude. Alimentar-se é um santo ritual (yajña); não deve ser realizado durante momentos de ansiedade ou tensão emocional. O alimento deve ser considerado como remédio para a doença da fome e como sustentação da vida. Você deve desenvolver a humildade de acreditar que tem muito de bom para aprender com os outros. Seu entusiasmo, sua forte vontade, sua firmeza, sua capacidade de trabalho, o conjunto de seus conhecimentos, sua sabedoria — todos esses devem estar relacionados com todas as outras pessoas, e não ser utilizados apenas para você. Seu coração deve englobar a todos. Seus pensamentos também devem ser moldados em linhas abrangentes. Considere cada problema que você encontre como uma afortunada oportunidade de desenvolver sua força mental e de lhe conceder força.” (Vidya Vahini, cap. 8)

Sathya Sai Baba

26 de maio de 2020

“O benefício que podemos obter de algo é diretamente proporcional à fé que colocamos naquilo. Obtemos os benefícios das adorações aos deuses, peregrinações a locais sagrados, recitação de mantras, ou da procura por médicos, de acordo com a extensão da nossa fé. Para o desenvolvimento da fé e para a promoção da compreensão, um requisito essencial é a pureza do coração, da base dos pensamentos (o kshetra) e do nível de consciência (chitta). Sem essa pureza, o esforço momentâneo da autoindagação, ou da investigação sobre o autoexistente Atma em meio aos diversos enredamentos mundanos e materiais serão infrutíferos, pois não virão de um ávido desejo. A consciência (chitta) deve primeiro se retirar do mundo objetivo (prapancha) e se direcionar para o interior, em direção à consciência do Atma. As sementes podem germinar rapidamente quando plantadas em uma terra bem arada. Da mesma forma, a semente da Sabedoria Átmica só pode germinar no campo do coração (hridaya-kshetra) quando este tiver passado pelo processo necessário de refinamento.” (Vidya Vahini, cap. 9)

Sathya Sai Baba

27 de maio de 2020

“A união no yoga é entre o dharma (retidão) e a Divindade. Quanto mais prosperarem nas pessoas os males como ambição e ira, mais a Divindade nelas diminuirá. Isso significa que a fé no Atma declina rapidamente, na medida em que o mal se desenvolve. A fé é sumamente importante, a fé em sua própria realidade como sendo o Atma — esse é o real conhecimento espiritual (vidya). Quando a luxúria, a ira, etc. diminuírem e desaparecerem, a fé no Atma e na validade da investigação espiritual crescerão e se confirmarão. O desapego é a verdadeira base para a obtenção da consciência do Absoluto Universal (Brahma-jñana). Mesmo para uma pequena estrutura, a base tem de ser estável e forte, senão tudo ruirá em pouco tempo. Quando fazemos uma guirlanda, necessitamos de um cordão, uma agulha e flores, não é? Igualmente, quando a sabedoria espiritual tem de ser conquistada, a devoção (o cordão), o desapego (a agulha) e a concentração unidirecionada (as flores) são essenciais.” (Vidya Vahini, cap. 9)

Sathya Sai Baba

28 de maio de 2020

“Já que aquilo que realmente existe é somente Um, então não há lugar para qualquer diferença em atitudes. A mesma força vital que está presente em um elefante também está presente em um cachorro ou em uma vaca. Como a força vital presente em todos os seres vivos (jivas) é somente uma, observamos que tudo é um aspecto do Divino. Enquanto você tiver o sentimento de propriedade, ou enquanto continuar dizendo ‘meu, meu, meu’, você não terá a chance de observar as coisas além das suas. Enquanto você tiver essa atitude, você nunca será capaz de compreender aquilo que não é seu. No dia em que você abandonar essa ideia, você compreenderá prontamente esse aspecto da equanimidade. Você deve reduzir seu apego às coisas. Enquanto a inveja e o ego prevalecerem em sua mente, Deus manterá distância de você. Quando se livrar dessas qualidades, Deus se aproximará de você.” (Chuvas de Verão em Brindavan, 1978, cap. 21)

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