Pensamento para o dia - junho 2020

1° de junho de 2020

“Todos no mundo desejam vitória; ninguém deseja derrota. Todos anseiam por riqueza; ninguém deseja pobreza. Mas como se pode obter vitória ou riqueza? Devemos pensar sobre isso e encontrar a resposta. E não é preciso procurar muito para encontrar a solução. Sanjaya, segundo o Mahabharata, revelou o segredo ao rei Dhritarashtra: ‘Onde estiverem juntos Krishna, o Senhor do Yoga (Yogishvara), e Arjuna, o detentor do arco, a vitória estará garantida e a riqueza será conquistada’. Por que precisamos de mais que esse conselho? Não há necessidade de realizar esforços físicos, mentais e intelectuais para se obter a vitória. Também não é preciso se perturbar ou ficar ansioso. Não é preciso ansiar por riqueza e prosperidade. Busque refúgio em Deus e empunhe o arco da coragem, ou seja, mantenha o coração puro. Isso é suficiente. A vitória e a fortuna serão suas para sempre!” (Vidya Vahini, cap. 9)

Sathya Sai Baba

2 de junho de 2020

“O indivíduo deve alcançar muitos objetivos durante sua vida. O maior e o mais valioso deles é conquistar a misericórdia ou o amor de Deus. O amor de Deus dará a grande sabedoria que o indivíduo necessita para obter a inabalável paz interior. Cada um deve se esforçar para ter um entendimento da verdadeira natureza da Divindade. Certamente não se pode, logo no início de suas tentativas, compreender o fenômeno do Absoluto Não Manifesto. A princípio, você deve impor uma forma e alguns atributos a Deus para que Ele fique ao seu alcance. Então, passo a passo, busque consagrá-lo em seu interior, e visualize a si mesmo como a descida da energia divina. Você não pode se tornar um buscador individual intitulado a alcançar a meta somente com este passo. Você deve também cultivar o espírito de serviço e se engajar em boas ações que conquistem a gratidão das pessoas. Somente então você poderá cumprir a tarefa de purificar os níveis de sua consciência (chitta) e se tornar um candidato digno à vitória espiritual.” (Vidya Vahini, cap. 11)

Sathya Sai Baba

3 de junho de 2020

“A árvore pode estender seus galhos por uma extensa área, mas os galhos só poderão produzir flores que geram frutos se as raízes forem nutridas com água. Se, ao contrário, a água for colocada nos galhos, frutas e flores, como poderá a árvore crescer e se espalhar? As raízes da paz e da prosperidade na sociedade são as qualidades da devoção e da dedicação. Dessa maneira, o sistema educacional deve atentar para a promoção e o fortalecimento dessas qualidades entre as pessoas. Aqueles que ocupam posições de autoridade são chamados de ‘adikaris’ (oficiais). Essa palavra pode também significar ‘adhika-ari’ (o pior inimigo)! Os verdadeiros oficiais devem evitar cuidadosamente esse direcionamento e usar suas posições para servir aqueles sob seus cuidados. Em tempos passados, as pessoas compreendiam a verdade suprema após experimentar pessoalmente sua validade. Os indivíduos modernos, no entanto, rejeitam as descobertas dos antigos. Essa é a razão para o crescimento da barbárie nos assim chamados países civilizados. Muitos não reconhecem esse fato.” (Vidya Vahini, cap. 11)

Sathya Sai Baba

4 de junho de 2020

“Reduza a fala excessiva. Diga a si mesmo: ‘Ó língua! Você conhece o gosto agradável e é um órgão sagrado do corpo humano. Sempre repita o Nome de Deus, como Govinda, Damodara e Madhava’. O olho comete somente um pecado, que é a má visão. O ouvido comete somente um pecado: ouvir coisas más. No entanto, a língua pode cometer quatro pecados. Ela fala inverdades, culpa os outros, conta boatos sobre os outros e fala demasiadamente. Para se proteger contra o cometimento desses pecados pela língua, decida-se a partir de agora a falar menos. Falar demais prejudica a mente e destrói a memória. Quando você fala demais, sua energia diminui e seus nervos enfraquecem. Quando seus nervos estão fracos, você se sente cansado e sua língua sai do controle. Isso lhe trará também descrédito. Quando chegar perto de seus amigos, eles o considerarão entediante. Por isso nossos ancestrais davam tanta importância ao silêncio e permaneciam em silêncio por longos períodos de tempo.” (Chuvas de Verão, 1978, cap. 21)

Sathya Sai Baba

5 de junho de 2020

“Todo ser almeja a felicidade; ninguém deseja o sofrimento. Mas cada um está decidido a obter as coisas que acredita dar-lhe alegria. Aqueles que sabem onde se obter felicidade são muito poucos. Há três tipos de felicidade. Um tipo é da natureza do veneno, no início, mas torna-se néctar mais tarde. Essa felicidade é a felicidade sátvica (pura), que é adquirida através da consciência do Atma. Isso quer dizer que o sadhana da equanimidade, do controle dos sentidos internos e externos etc., pela qual se deve passar, parece duro e desagradável; ele envolve luta e esforço. Quando o indivíduo tem sucesso no domínio da mente, ele atinge a consciência do Atma. Esse sucesso só é conseguido quando o indivíduo se submete a muitas provações e renúncias. A bem-aventurança que o indivíduo obtém depois disso é a mais elevada forma de felicidade. Como fruto de toda a disciplina espiritual, a pessoa se estabelece na perfeita equanimidade do nirvikalpa samadhi (estado de consciência estável) e a bem-aventurança que a preenche é indescritível. É ambrosíaca, igual ao néctar da imortalidade.” (Vidya Vahini, cap. 11)

Sathya Sai Baba

6 de junho de 2020

“Existe um segundo tipo de felicidade: por meio do impacto dos objetos externos nos sentidos de percepção, surge o prazer, como se fosse cheio de néctar. Mas, com o tempo, o prazer transforma-se em veneno amargo e desagradável. Esta é a felicidade rajásica (passional). Quando a pessoa dá as boas-vindas a esses prazeres sensórios passionais, enfraquecem a sua força, consciência, inteligência e entusiasmo para atingir os quatro objetivos do esforço humano — dharma (virtude), artha (riqueza), kama (desejo virtuoso) e moksha (liberação) — porque o interesse dessa pessoa declina. O terceiro tipo de felicidade vem da ignorância (tamas). Ela entorpece o intelecto do começo ao fim. Ela encontra satisfação no sono, na preguiça e nos defeitos, e ali encontra alegria. A pessoa embotada (tamásica) ignora o caminho que leva à consciência do Atma e não se atenta a isso ao longo da vida.” (Vidya Vahini, cap. 11)

Sathya Sai Baba

7 de junho de 2020

“Os bambus em um matagal que cresce densamente em uma floresta podem raspar uns nos outros e isto pode iniciar um fogo. O fogo assim gerado é amplificado pela brisa. Gradualmente vai se tornando um grande incêndio florestal, destruindo a floresta inteira. Da mesma forma, algumas pessoas, como resultado de suas conquistas educacionais, de poder, riqueza e posição, desenvolvem muito o ego. Por causa desse ego, elas causam muitos problemas a pessoas boas e a aspirantes espirituais ao seu redor. Tome cuidado e examine seu ego todos os dias! Para proteger os virtuosos e restabelecer o dharma, Deus assume a forma humana de tempos em tempos. Os avatares aparecem repetidamente somente para ajudar os seres humanos, levando vidas exemplares e demonstrando como viver uma vida boa. Lembre-se, tudo o que Deus faz é sempre para nosso próprio bem. Todas as Suas ações são voltadas ao nosso bem. Reconheça essa verdade e aja de acordo com ela.” (Chuvas de Verão, 1978, cap. 9)

Sathya Sai Baba

8 de junho de 2020

“A verdadeira educação é aquela que direciona e aconselha a mente e o intelecto para a aquisição da felicidade pura (sátvica). Evidentemente, isto só pode ser obtido através de incansável esforço. As escrituras declaram: ‘A felicidade não pode ser adquirida através da felicidade (na sukhat labhyate sukham)’. Somente através da infelicidade, pode a felicidade ser alcançada. Essa verdade tem de ser incutida através da educação espiritual (vidya). Quando se souber da bem-aventurança (ananda) que a felicidade sátvica pode conferir, a educação espiritual será mais fácil e agradável. Tendo nascido como seres humanos, todos os seus esforços devem ser dirigidos à aquisição dessa educação para a imortalidade, juntamente com a educação centrada na terra e na matéria; porque somente a educação voltada para a imortalidade pode revelar o Atma e capacitar as pessoas a experimentar a bem-aventurança do Espírito (Atma-ananda).” (Vidya Vahini, cap. 11)

Sathya Sai Baba

9 de junho de 2020

“Há dois tipos de processos de purificação (samskara) essenciais. Um é baseado nas boas qualidades (gunas) e o outro é baseado nos defeitos (doshas). O primeiro é comparável ao regar de uma árvore frutífera, o segundo é comparável a remover a sujeira da superfície de um espelho. Dar água e adubo a uma árvore para que ela dê frutos (de boas qualidades) pode ser definido como Upasana Khanda (aspecto relacionado à adoração). Isso envolve o ato de oferecer amor puro e desinteressado a Deus e assim buscá-Lo. Considerar nosso trabalho diário como sendo vinculado a Deus é o aspecto de Karma Khanda (relacionado ao caminho da ação). O processo de remover as impurezas de nossa mente e assim ver o Atma com a ajuda de Upasana e Karma Khandas é um processo essencial. Isso cria uma forma para o Atma e nos concede a bem-aventurança do despertar espiritual.” (Chuvas de Verão, 1978, cap. 15)

Sathya Sai Baba

10 de junho de 2020

“Aprenda a fazer coisas boas com o corpo; contemple coisas boas com sua mente. Cultive bons pensamentos e realize boas ações. Algumas vezes as pessoas perguntam: ‘Sim, devemos aprender a amar a todos, mas o que deve ser feito se a outra pessoa nos odeia apesar de nós a amarmos tanto?’. Por que você deveria se incomodar se os outros retribuem seu amor ou não? Seu dever é cuidar para que você não se desvie do caminho correto. Se você também odeia, como pode ainda se considerar uma pessoa boa? Esforce-se ao máximo para influenciar e transformar os outros, mas não deixe de ser bom. Darei um exemplo tomando a Mim como base: Eu amo a todos — amo até aqueles que não Me amam. Não questiono se eles estão Me amando ou não. Devemos observar se nosso amor é puro ou não. O ódio não tem lugar em Mim. As pessoas que não Me querem também vêm a Mim quando a necessidade surge e se curvam diante de Mim. Para se mergulhar fundo e experimentar o amor verdadeiro, você deve abandonar todas as considerações corporais e cultivar a Visão Universal (Atma drishti).” (Chuvas de Verão, 1978, cap. 15)

Sathya Sai Baba

11 de junho de 2020

“Vocês são os filhos bem-amados do Senhor. Vocês são tão puros e sagrados quanto o ar. Não se condenem como pecadores. Vocês são filhotes de leão, e não ovelhas. Vocês nasceram como herdeiros da bem-aventurança eterna. Vocês são pequenas ondas de imortalidade, não corpos compostos de matéria. Os objetos materiais estão aqui para servi-los e cumprir as suas ordens, não o contrário. Não pensem que as escrituras (Vedas) estipulam um monte de regras, regulamentos e leis assustadores. Cada regra é dada a vocês pelo Senhor, como um legislador. Todos os elementos no Cosmos, todas as partículas em todos os lugares atuam a cada momento conforme ordenado por Ele. Lembrem-se disso! Nenhuma adoração pode ser maior e mais benéfica do que servir a um Senhor assim. O indivíduo deve oferecer amor a Ele, mais amor do que possa sentir por qualquer coisa neste mundo e no seguinte. Deus deve ser amado como o Um e o Único. Lembrem-se Dele com tal amor sempre!” (Vidya Vahini, cap. 13)

Sathya Sai Baba

12 de junho de 2020

“Vocês devem se esquecer de duas coisas. Primeiro, esqueçam toda ajuda que vocês deram aos outros. Segundo, esqueçam todo mal que os outros causaram a vocês. Porque, se vocês se lembrarem do mal que os outros lhes fizeram, vocês planejarão vingança; se vocês se esquecerem, o pensamento de fazer o mal não surgirá. Se vocês se lembrarem da ajuda que vocês ofereceram, ficarão esperando uma recompensa das pessoas. Por isso, esqueçam ambos! Ao invés disso, lembrem-se sempre das seguintes verdades eternas: ‘Deus é Um’, e ‘a morte é preestabelecida’. Nós fazemos preparativos quando desejamos ir a um casamento ou ao cinema. Se você não quiser ir a um casamento, você pode escolher não ir. Similarmente, se você não quiser ir ao cinema, você pode deixar para depois. Porém, a última jornada, a jornada para sua morte, não pode ser cancelada nem adiada. Que preparativos estamos fazendo para a jornada final?” (Chuvas de Verão, 1972, cap. 15)

Sathya Sai Baba

13 de junho de 2020

“A folha do lótus nasce debaixo d’água e flutua na água, mas não fica molhada. Da mesma forma, você deve estar no mundo — estar nele, por ele, para ele, mas não ser dele. A característica especial da educação superior é a de prepará-los para esse papel. Isso significa que vocês devem viver na terra com o coração imerso no Divino e as mãos ocupadas no trabalho. O amor não deve se degenerar em um artigo de comércio. O amor se realiza no amor. De acordo com o ponto de vista de grandes seres e de mestres espirituais da Índia, o indivíduo não avança da falsidade para a verdade, mas da verdade parcial para a verdade total. Cada ser (Atma) individual pode ser considerado como um pássaro Garuda, que se eleva cada vez mais alto e, reunindo força sobrenatural, por fim alcança a esfera solar com ilimitado esplendor e majestade.” (Vidya Vahini, cap. 13)

Sathya Sai Baba

14 de junho de 2020

“Enquanto houver o sentimento de raiva e ego em nossos corações, não seremos capazes de nos sentir bem em nossa vida; nos sentiremos doentes em nossa mente. A raiva de uma pessoa é sua maior inimiga, e a calma de uma pessoa é sua proteção. Aquele que é possuído pela raiva será odiado pelas pessoas, pois ele cometerá uma série de más ações. Algumas vezes, o ego também se junta ao sentimento de raiva. Viver a vida obcecado com orgulho, ego e raiva é algo nocivo. Se almejamos a realidade transcendental e a Divindade, devemos nos determinar a colocar essa grande emoção da raiva sob controle. Enquanto a pira funerária consome o corpo morto, uma mente agitada (chinta) reduz a cinzas o corpo vivente. É uma morte em vida se alguém está obcecado por orgulho, ego e raiva. A raiva é causada pela fraqueza — a fraqueza da mente, não do corpo. Para dar força à nossa mente e remover sua fraqueza, é necessário preenchê-la de bons pensamentos, bons sentimentos e boas ideias.” (Chuvas de Verão, 1978, cap. 17)

Sathya Sai Baba

15 de junho de 2020

“Quando você se deparar com um grande defeito em outra pessoa, simplesmente o considere como sendo insignificante. Então você não será crítico. Digamos que haja um pequeno defeito em você; tente ampliá-lo de modo que você nunca mais pense em cometer um engano similar. Olhando as coisas dessa maneira, você nunca terá razão para se sentir culpado pelas mesmas falhas novamente. Se, pelo contrário, você esconder seus defeitos e buscar apontar as faltas dos outros, isso não será bom para você nem para eles. Não esteja sempre engajado em apontar as falhas dos outros. Além disso, se alguém apontar um defeito em você, aceite humildemente, porque você sozinho não será capaz de descobrir onde você erra. É difícil identificar os próprios erros. Porque sua visão está dirigida para o exterior, você não é capaz de encontrar os erros em sua própria natureza!” (Chuvas de Verão, 1978, cap. 16)

Sathya Sai Baba

16 de junho de 2020

“Como parte das religiões, os credos e cultos podem existir como ramos de uma árvore. Ninguém deve julgá-los como errados. Além disso, nenhum ramo deve lutar ou competir com o outro. Quando isso acontece, a árvore é destruída e tudo termina em ruínas. Quando os credos se envolvem em rivalidades competitivas, a religião é arruinada e o mundo, destruído. Só existe Um; os sábios O descrevem de muitas maneiras (Ekam sat; viprah bahudha vadanti). Cada um de nós pode ter diferentes ideias acerca da natureza e das características, da forma e dos atributos de Deus. Uma pessoa pode acreditar que Deus tenha qualidades e forma humanas. Outra pode crer em um Deus destituído de forma e sinais humanos, mas que ainda assim se manifesta em todos os seres encarnados. Uma outra pessoa pode acreditar em Deus como sendo completamente sem forma. A verdade é que todas elas têm fé em Deus, em um poder (shakti) misterioso que é a origem, o suporte e a sustentação de tudo; um poder que abarca toda a criação!” (Vidya Vahini, cap. 13)

Sathya Sai Baba

17 de junho de 2020

“Aquele que julga a si mesmo, dia e noite, como insignificante e fraco nunca poderá realizar nada. Aquele que pensa que é desafortunado e vil torna-se desafortunado. Por outro lado, se você cultiva a consciência de que é uma centelha de Deus, que tem como sua realidade a própria Divindade, você poderá realmente se tornar Divino e obter comando sobre todos os poderes. Tal como sente, assim você se torna (Yad bhavam, tad bhavati). O que mais importa é como você sente; essa é a base para tudo o que você é. Tenha fé no Atma, o Eu Superior. Em sua ausência, você se vê reduzido a um monstro, entregando-se ao vício e à maldade. Seus antepassados conquistaram prosperidade, paz e alegria e foram bem sucedidos em alcançar seus objetivos exclusivamente por essa fé. Lembre-se de que, quando você perde a fé, você certamente cairá, pois a fé é o próprio alento da vida. A fé no Eu Superior é a expressão do Princípio Divino (Shiva). A fé dotará o indivíduo de todas as formas de poder e o tornará pleno e completo (purna).” (Vidya Vahini, cap. 14)

Sathya Sai Baba

18 de junho de 2020

“A plantação nos campos tem sede de chuva. Ela observa as pesadas nuvens de chuva vagarem através do céu, mas não é capaz de subir àquelas alturas e beber a chuva doadora de vida; também não é capaz de trazer as nuvens para o solo. A humanidade também arde sob o sol quente: o insuportável calor do ego e da cobiça. A humanidade precisa da chuva da graça, pois sabe que somente através dela poderá florescer em paz e alegria. Assim como as nuvens formam gotículas e caem sobre os campos que escolheram nutrir, o Absoluto Sem Forma se individualiza, assume uma forma, e desce em meio à humanidade para salvar e sustentar — esse é o segredo da descida de Deus (Madhava) como ser humano (manava): a nuvem se compadecendo da plantação que resseca ao sol. Quando as chuvas vêm, o sol tem sua utilidade! Da mesma forma, quando a graça do Senhor é obtida, o ego e a cobiça podem trazer benefícios ao serem direcionados a fluir por canais úteis.” (Divino Discurso, 25 de janeiro de 1963)

Sathya Sai Baba

19 de junho de 2020

“O Atma, por sua própria natureza, é autossuficiente e pleno. Nenhuma outra disciplina espiritual é necessária para se alcançar esse estado. A pureza é a nossa natureza; a autossuficiência (paripurnata) também é a natureza do nosso Ser. Os estudantes não devem ignorar ou esquecer esse fato. A educação verdadeira deve despertar essa fé e infundir a consciência dessa plenitude em cada atividade. Essa é a meta essencial, o núcleo do tipo correto de educação. Uma outra verdade também precisa ser mantida em mente, mais do que todo o resto. Para os indianos (bharathiyas), religião significa experiência, nada menos que isso. Nossa posição é a de que nenhuma realização é válida a menos que seja conquistada pelos próprios esforços do indivíduo. Tudo que é valioso deve ser cultivado pelo indivíduo. A graça Divina aguarda o esforço individual e a prática espiritual (sadhana). As doutrinas e diretrizes da religião precisam ser assimiladas por meio da experiência concreta. A verdade precisa ser identificada; esse é o primeiro passo. Os conflitos religiosos e dissenções de credos desaparecerão assim que compreendermos essa verdade.” (Vidya Vahini, Cap. 14)

Sathya Sai Baba

20 de junho de 2020

“Embora o corpo humano seja impermanente, ele deve ser cuidadosamente mantido, porque abriga o Atma Divino. Sem um corpo forte e saudável, você se tornará uma vítima fácil de numerosas enfermidades. Cada órgão possui sua beleza própria, que deve ser desenvolvida. Um corpo fraco e doente é incapaz de realizar qualquer ato com determinação. As ideias puras, nobres e sublimes só podem emanar de um corpo forte e saudável. Todas as religiões concordam nesse ponto. Embora o corpo não seja permanente, deve-se ter um cuidado especial com sua manutenção, uma vez que ele oferece residência para o Atma eterno. O Espírito Divino ilumina o corpo, embora ele seja composto de carne, sangue, fezes, urina e outras substâncias malcheirosas e impuras. O Atma não cresce juntamente com o corpo, nem sofre decadência junto com o corpo. O princípio do Atma não está sujeito a crescimento ou decadência. Ele é sempre puro, precioso e imutável.” (Chuvas de Verão, 1990, cap. 3)

Sathya Sai Baba

21 de junho de 2020

“Os Vedas declaram: ‘Reverenciem a mãe como Deus, o pai como Deus, e o preceptor como Deus’. Na vida diária, eles são deuses para propósitos mundanos. Para o corpo humano, a mãe, o pai e o preceptor devem ser considerados divinos. Porém, para a busca da vida, o Divino Supremo é o único Deus. Há outra expressão sânscrita que louva Deus como mãe, pai, parente, amigo, riqueza, conhecimento, e, de fato, o Supremo Senhor de tudo. Isso significa que, para a vida espiritual, Deus é tudo. A mãe e o pai habitam o lar. O preceptor habita seu ashram (eremitério). Mas Deus é o habitante do coração. Somente Deus pode habitar no coração. É verdade que mãe, pai e preceptor são divinos, mas eles não podem habitar no coração. Eles devem ser reverenciados, amados e devemos fazê-los felizes. Mas somente Deus merece ser adorado. Deus é mais próximo do ser humano que sua mãe, mais próximo que o pai. Abandonar tal Deus é um pecado abominável. Essa é a verdade proclamada por Sai.” (Divino Discurso, 6 de maio de 1998)

Sathya Sai Baba

22 de junho de 2020

“Através da meditação (dhyana) você desenvolve sabedoria (jnãna); através da recitação do Nome de Deus (japam) você desenvolve devoção (bhakti), e através de ambas as práticas você limpa seu coração do ego. Você pode se ligar a Deus através de uma corrente de amor por meio da recitação do Nome, em silêncio e com total consciência de seu significado e de suas nuances. Cada “Sai Ram”, “Hare Krishna” ou “Vitthala” é um elo da corrente; quanto mais elos, mais longa é a corrente, e mais firme é a conexão. Porém, cada elo deve ser forjado de aço resistente. Havendo um elo falso, um Nome recitado com preguiça ou menosprezo, indiferença ou raiva, ressentimento ou rancor, isso introduzirá uma ligação fraca, uma conexão que não conecta! Tenha cuidado também para não condenar a fé dos outros. Há uma estrada que liga cada coração com Deus, que é a fonte de toda alegria. Todos virão em seu próprio tempo, em seu próprio ritmo, através de seu próprio impulso interior, trilhando o caminho que Deus revela a eles como sendo o seu.” (Divino Discurso, 5 de janeiro de 1971)

Sathya Sai Baba

23 de junho de 2020

“Você pode ter maestria em um bilhão de áreas de estudo; mas, se não cultivou a atitude de desapego, esse domínio se torna infrutífero. Compartilhar com os outros e servir desinteressadamente e com amor aos demais é a regra (sutra) principal do conhecimento espiritual (vidya) - essa é sua expressão genuína. Assim como as árvores não comem seus próprios frutos, mas os oferecem para serem comidos pelos outros em uma atitude de desapego; assim como os rios que, sem beberem das águas que carregam, saciam a sede e refrescam o calor que os outros sentem; assim como as vacas oferecem seu leite, produzido primordialmente para suas crias, para ser compartilhado com outros em um espírito de generosidade nascido da renúncia (tyaga); igualmente, aqueles que adquiriram o conhecimento espiritual (vidya) devem oferecê-lo aos outros, impulsionados pela vontade de servir e sem considerar interesses egoístas. Somente assim poderão justificar suas posições de ‘seres nobres’ (sajjana).” (Vidya Vahini, cap. 15)

Sathya Sai Baba

24 de junho de 2020

“A imitação nunca pode tornar-se cultura. Você pode vestir mantos reais e agir conforme o papel, mas pode você, através da imitação, tornar-se um rei? Imitação é um sinal de covardia; ela o leva, passo a passo, a consequências terríveis. Ela não é capaz de favorecer o progresso do indivíduo. Esforcem-se para se elevar, sendo vocês mesmos. Sintam-se orgulhosos de serem indianos (bharatiyas), filhos queridos de Deus; tenham orgulho de seus ancestrais. Temos muito o que aprender dos outros; vocês devem aprender coisas boas de todos. No entanto, nunca imitem e copiem as atitudes dos outros. Lançamos sementes ao solo; damos a elas terra, adubo e água. A semente brota, torna-se uma pequena planta, e cresce até se tornar uma enorme árvore. Ela não se torna o solo no qual foi colocada, nem o adubo do qual se alimenta, nem a água que absorve. Ela somente assimila de cada um deles aquilo que pode beneficiá-la. Ela cresce tornando-se aquilo que essencialmente é: uma enorme árvore! Que vocês possam crescer da mesma forma!” (Vidya Vahini, cap. 14)

Sathya Sai Baba

25 de junho de 2020

“‘O prato feito de folha no qual um almoço completo foi servido permanecerá junto ao chão. O prato sobre o qual nada foi servido voará alto com qualquer rajada de vento’. Assim diz o provérbio. Do mesmo modo, as pessoas que têm muita erudição e muitas habilidades levarão uma vida sem pretensões. Mas aquele que não é dotado de uma educação genuína e nem da força que ela confere vive com pompa e orgulho. Essa pessoa luta para impedir que seus defeitos sejam conhecidos pelos outros e, por fim, a luta não é bem sucedida. Ela encontra dupla ruína: não experimenta a bem-aventurança espiritual (ananda) e não a distribui aos outros. No fim, ela se torna alvo de escárnio. Portanto, não permita que o desejo pela ostentação entre em sua mente; não permita que o egoísmo se aproxime de você. Seja humilde e leal aos ideais mais elevados. Somente assim você poderá servir à causa da paz e da prosperidade do mundo.” (Vidya Vahini, cap. 15)

Sathya Sai Baba

26 de junho de 2020

“Para promover o melhor interesse da humanidade, vocês devem cultivar o sagrado impulso de servir aos outros e a atitude de compartilhar. A fala repetitiva de que ‘Serviço ao Homem é Serviço a Deus’ (Manava Seva é Madhava Seva) não se estende a todas as pessoas; aqueles que repetem como um papagaio esse axioma não indagam quem é que deve ser servido. Eles estão ansiosos somente para preencher seu próprio estômago; para esse propósito, restringem seus horizontes mentais quanto à elevação de seu próprio povo. Assim, desperdiçam a valiosa educação que receberam. Esquecem o fato de que Deus está na forma perceptível em todos os seres. O serviço prestado a qualquer ser é serviço oferecido a Deus. Esse tem de ser o objetivo principal das pessoas educadas. O ser humano é Deus (nara é Narayana). Cada simples ato tem de ser elevado a um ato de serviço a Deus.” (Vidya Vahini, cap. 15)

Sathya Sai Baba

27 de junho de 2020

“É dito que o Senhor deseja que seus devotos sejam mais felizes, tenham mais contentamento e sejam mais corajosos do que os demais. A devoção deve proporcionar isso à pessoa, mas nem todo devoto cultiva essas virtudes o bastante. Muitos desperdiçam preciosas oportunidades! Se um pai der cem acres de terra a cada um de seus filhos, talvez um cuide bem dela e consiga ricas colheitas; outro pode deixá-la inativa e assim cair na miséria. O legado que cada um traz de vidas anteriores pode ser diferente, portanto não há sentido em culpar o pai por essa situação. Até mesmo dentro de uma mesma família, uma transfusão de sangue entre duas pessoas pode ser fatal, não é? É comum que a força espiritual seja menor em um e maior em outro; ela é proporcional aos esforços de cada um, agora e no passado. A graça de Deus é imaculada como a luz: um indivíduo usa a luz para fazer o bem; outro executa um plano cruel! Deixe a luz em seu interior brilhar!” (Divino Discurso, 25 de janeiro de 1963)

Sathya Sai Baba

28 de junho de 2020

“O estudante que busca o conhecimento espiritual (vidya) deve possuir bondade, compaixão e amor por todos os seres viventes. Bondade para com todos os seres deve ser a própria natureza dos estudantes. Se isso lhe faltar, ele se tornará uma pessoa grosseira. Mais do que qualquer outra coisa, espiritualidade significa ter compaixão por todos os seres vivos. Se uma pessoa sustenta rancor contra qualquer ser, sua educação não tem sentido. O conselho dado na Gita de ‘não ter inimizade perante nenhum ser’ (adveshta sarva bhutanam) exprime essa mensagem. De maneira similar, a Bhagavad Gita alerta que qualquer insulto, dano ou mesmo negligência contra qualquer ser vivente é um ato que insulta, ofende ou negligencia o Divino (sarva jiva tiraskaram Keshavam prati gacchati). A visão estreita, limitada somente à própria família ou comunidade, deve ser abandonada. Uma compaixão uniforme, demonstrada dessa forma, transforma-se em bem-estar para todos aqueles que a recebem. Querer o bem para todos é a marca do indivíduo que conquistou o conhecimento espiritual.” (Vidya Vahini, cap. 16)

Sathya Sai Baba

29 de junho de 2020

“É dito que o Senhor castiga alguns e favorece outros. Mas Eu lhes digo que o Senhor não age assim. Ele é como a corrente elétrica que passa por um fio. Ela faz o ventilador girar e refresca a vida de uma pessoa; ela aciona a cadeira elétrica e abrevia a vida de outra. Não é a intenção da corrente amenizar o calor da atmosfera nem matar ninguém. A graça do Senhor é como o vento que sopra. Recolham as velas e o barco permanecerá inutilizado; abram-nas e ele se moverá cada vez mais rápido. É como a luz: um indivíduo faz o bem usando a iluminação, enquanto outro a usa para cometer o mal. Tenham um “dia interior” (que a luz brilhe dentro de vocês como a luz do dia), mas uma “noite exterior” (que o mundo exterior seja escuro para vocês). Os Vedas lhes ensinam essa verdade e revelam a disciplina necessária para conquistar esta ventura.” (Divino Discurso, 25 de janeiro de 1963)

Sathya Sai Baba

30 de junho de 2020

“As ideias e pronunciamentos dos outros costumam ser pessoais, ou podem induzir sentimentos de ódio entre as pessoas. Por que devemos aceitá-los como nossos e moldar nossos sentimentos de acordo com eles? Não devemos tentar moldar nossos sentimentos e padrões de comportamento para adaptá-los aos dos outros. Não devemos abandonar nossa fé, nossa experiência e nossa divindade inata. Nem sempre somos capazes de saber as razões de nossa fé. Ela origina-se e é moldada por nossos próprios gostos e antipatias, nossos próprios sentimentos dominantes. Mas não devemos nos tornar alvo da ira, do ódio e da inveja, e dos maus atos para os quais eles nos conduzem. Cultivem sentimentos abrangentes e inclusivos. Somente assim o aspirante estará habilitado a obter o conhecimento superior. Somente assim vocês conquistarão respeito na sociedade. Mantenham-se longe dos pensamentos, sentimentos e planos estreitos e egoístas.” (Vidya Vahini, cap 16)

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