Pensamento para o dia - fevereiro 2020

1° de fevereiro de 2020

“Quando as chuvas caem sobre o pico das montanhas e a água escorre pelas encostas, nenhum rio surge daí! Mas, quando as águas fluem em uma única direção, então primeiro surge um regato, que depois se torna um curso d’água, possivelmente uma torrente e finalmente um rio caudaloso. Agora a água das chuvas alcança o mar. Assim, a água que corre em uma única direção alcança o mar, mas a água que flui nas quatro direções é absorvida e se perde. As tendências mentais (samskaras) são assim. Qual a sua utilidade se elas simplesmente vêm e vão, hoje nesta direção, amanhã na outra? Use suas mãos para executar boas ações. Cante o nome do Senhor durante a realização de seu dever (swadharma). Com as mãos atarefadas no serviço altruísta (seva), deixe sua mente absorver-se em namasmarana (a repetição do nome divino). A corrente sagrada de bons desejos deve fluir plena e continuamente ao longo dos campos dos pensamentos sagrados e, finalmente, misturar-se ao grande oceano da Bem-Aventurança no momento da morte. Valoroso realmente é aquele que alcança essa meta!” (Prema Vahini, cap. 16)

Sathya Sai Baba

2 de fevereiro de 2020

“Enquanto se esforça no campo espiritual, você deve tomar o próprio Senhor como seu protetor. Para dar coragem à criança, a mãe a convence a caminhar alguns passos e voltar, mas ela não permitirá que a criança caia. Quando ela tropeça e está a ponto de se desequilibrar, a mãe vem de trás e a segura antes que caia. O Senhor (Ishwara) também tem Seus olhos fixos em você, o indivíduo (jivi). Ele tem em Sua mão a linha da pipa que é a humanidade! Algumas vezes Ele poderá puxar a linha, e algumas vezes poderá afrouxá-la! O que quer que Ele faça, esteja confiante e despreocupado, porque é Ele quem segura a linha. Essa fé sempre presente e esse sentimento fortalecido em um desejo inato (samskara) vai preenchê-lo com a essência do amor (prema-rasa). Esse fio que conecta você e Deus é o elo do Amor e da Graça. Esforce-se para adquirir desejos mentais auspiciosos para que o vínculo de Amor e Graça exista e seja firme.” (Prema Vahini, cap. 16)

Sathya Sai Baba

3 de fevereiro de 2020

“Os desejos inatos (samskaras) edificam ou estragam o indivíduo; eles são os degraus que levam todas as almas individuais à meta. Os samskaras fazem o indivíduo caminhar através das perdas e tristezas. Só se pode alcançar o Senhor através de boas tendências mentais. Assim, todo indivíduo tem de estar inteiramente engajado em boas ações (sat-karmas). Ações puras, nobres e altruístas constituem a verdadeira adoração (puja). Essa é a melhor forma de se lembrar do Senhor. É a mais elevada canção devocional. Tais ações distribuem amor, sem distinção e sem diferença. É o serviço feito como o dever do indivíduo. Dedique-se a essas ações (karmas). Deleite-se ininterruptamente no pensamento do Senhor. Essa é a estrada real para a meta que você tem de atingir.” (Prema Vahini, cap. 16)

Sathya Sai Baba

4 de fevereiro de 2020

“Levante-se, desperte! Estabeleça novamente o reino de Deus (Ramarajya), resplandecente com as mansões da verdade, retidão (dharma) e paz. Pratique a eterna religião do amor, apague as chamas ardentes da ignorância, da falta de paz, da injustiça e da inveja com as águas do amor, da paciência e da verdade. Desenvolva o sentimento de reciprocidade. Cada um deve se conscientizar de suas próprias faltas e entender que não há sentido em procurar as faltas alheias. Isso é pura perda de tempo e também alimenta desavenças. Abandone então essa tendência. Se esta oportunidade for perdida, quando e como você poderá se salvar? Não se renda ao desânimo, mas dê um fim a todas as más ações do passado. Arrependa-se sinceramente e trilhe o caminho da prece a Deus, das boas ações e do amor fraterno. Acabe com todo o ciúme e a raiva. Lembre-se das regras ensinadas pelos personagens santos, das características vividas e ensinadas pelos mais eminentes, e do reino de Deus.” (Prema Vahini, cap. 17)

Sathya Sai Baba

5 de fevereiro de 2020

“Tudo é banhado pelo Amor. Assim, podemos, sem hesitação, declarar que o Supremo Senhor é a personificação do Amor. Em toda a criação, em todas as coisas vivas, o amor se manifesta de várias formas. Apesar de ser conhecido por diferentes nomes, como amor maternal (vatsalya), afeição (anuraga), devoção a Deus (bhakti), desejo (ishtam) etc., de acordo com a direção para a qual é canalizado, a natureza do amor não se altera. Qualquer que seja a forma, a essência do amor não muda. Com base nesse conhecimento e experiência, você deve chegar à clara conclusão de que o Supremo Senhor é o Ser interior de todas as coisas criadas (Sarva-bhuta-antaratma). A filosofia que ensina o mais alto conhecimento dessa unidade é conhecida como não dualismo (advaita); aquela que ensina o princípio do amante e do Amado, do indivíduo (jiva) e de Deus (Brahman), é conhecida como dualismo (dvaita), e aquela que ensina sobre todos os três – o amor, o amante e o Amado – ou, a natureza (prakriti), o jiva, e Brahman, é conhecida como não dualismo qualificado (vishishta-advaita). Porém, estes três são apenas um.” (Prema Vahini, cap. 18)

Sathya Sai Baba

6 de fevereiro de 2020

“A atitude mental do ‘adorador e adorado’ é a semente da devoção (bhakti). No primeiro momento, a mente do adorador é atraída pelas qualidades especiais do objeto de adoração, e ele busca adquirir essas qualidades especiais. Isso é disciplina espiritual (sadhana). Nos primeiros estágios do sadhana, a distinção entre o adorador e o adorado é completa, mas, à medida em que a disciplina espiritual progride, esse sentimento diminui e, quando o objetivo for atingido, não haverá distinção alguma! Qualquer que seja o objeto de adoração que alguém tenha eleito, amado e buscado através do sadhana, a pessoa deve ter fé firme de que o ser individual (jivatma) é o supremo Senhor (Paramatma). Há apenas um desejo apropriado para ser nutrido pelo aspirante espiritual: a percepção direta do Senhor (Ishvara Sakshatkara). Não há espaço na mente para qualquer outro desejo.” (Prema Vahini, cap. 19)

Sathya Sai Baba

7 de fevereiro de 2020

“O corpo é o veículo essencial para que a alma individual compreenda a sua natureza real. Todavia, quem sabe quando ele poderá se tornar o alvo da atenção de Yama (o Senhor da morte)? Quem sabe quando esse corpo ficará enredado nos laços das cordas de Yama? A alma individual, que carrega o peso desse corpo facilmente destrutível, deve entender a advertência mencionada acima e estar ansiosa para fundir-se em Shiva, a qualquer momento, neste exato momento! Nenhum único instante que tenha passado pode ser recuperado. As pessoas normalmente adiam suas tarefas, deixam o trabalho de ontem para hoje, e o de hoje para amanhã. Mas as tarefas da disciplina espiritual não são dessa natureza. Para elas, não existe hoje nem amanhã. Este exato momento é o momento. O minuto que passou está fora de seu domínio; similarmente, o minuto que se aproxima não é seu! Somente a alma individual que tenha gravado esta compreensão em seu coração poderá fundir-se em Shiva.” (Prema Vahini, cap. 20)

Sathya Sai Baba

8 de fevereiro de 2020

“Qual a utilidade de se projetar um poço quando a casa está em chamas? Onde está o tempo para escavá-lo agora? Quando a água estará disponível? Quando você poderá apagar o fogo? Se, logo de início, um poço estivesse disponível, quão útil ele seria nessas ocasiões críticas! Começar a contemplar Deus durante os últimos momentos é como começar a escavar o poço enquanto a casa pega fogo. Portanto, se a partir de agora você se engajar na contemplação de Deus, isso lhe colocará em uma boa posição quando o fim se aproximar. Comece hoje a disciplina espiritual que deve ser feita amanhã! Comece agora a disciplina espiritual que deve ser feita hoje! O indivíduo não sabe o que está reservado para o próximo momento; portanto, não deve haver atraso em se iniciar a disciplina espiritual que deve ser feita. Vigor físico também é necessário para essa disciplina espiritual; portanto, deve-se cuidar do corpo, embora o excesso de zelo cause danos. Ele deve ser cuidado com grande atenção, na medida em que seja essencial.” (Prema Vahini, cap. 20)

Sathya Sai Baba

9 de fevereiro de 2020

“As pessoas experimentam alegria e sofrimento através dos ouvidos. Portanto, evitando as flechas cruéis das palavras duras, a pessoa deve usar palavras doces, agradáveis e suaves. E, a essa suavidade, deve acrescentar a doçura da verdade. Tornar as palavras suaves por meio do acréscimo de falsidades só abre o caminho para mais sofrimento. A pessoa que se tornou um aspirante espiritual deve usar palavras muito suaves, doces, verdadeiras e agradáveis. Essas pessoas podem ser reconhecidas por suas boas qualidades. Assim, para aqueles que se tornaram aspirantes espirituais, a mente (manas) é Mathura (cidade de nascimento de Krishna), o coração (hridaya) é Dwaraka (a capital de Krishna), e o corpo (deha) é Kashi (cidade sagrada de Varanasi).” (Prema Vahini, cap. 21)

Sathya Sai Baba

10 de fevereiro de 2020

“O nascimento humano é muito difícil de se obter. Seu corpo é como uma hospedaria; a mente, sua sentinela; e a alma individual (jivi) é o peregrino. Nenhum dos três possui relação um com o outro. O peregrino se destina à Cidade da Salvação (Moksha-puri). Para uma viagem sem transtornos, nada é mais confiável do que a repetição do Nome de Deus (namasmarana). Uma vez que a doçura desse Nome tenha sido experimentada, a pessoa não terá exaustão, inquietude ou indolência, mas cumprirá a peregrinação da prática espiritual alegre e entusiasticamente e com profunda convicção. No entanto, para a realização dessa prática espiritual, a bondade (sadbhava) é muito importante. Sem o medo das consequências de um ato pecaminoso, a bondade não irá se originar, e o amor a Deus também não se desenvolverá. Esse medo ajudará no crescimento da ação correta e da devoção, resultando na verdadeira adoração ao Senhor.” (Prema Vahini, cap. 21)

Sathya Sai Baba

11 de fevereiro de 2020

“Nunca se esqueça de que todo e qualquer esforço espiritual será inútil se o seu coração não for puro! Olhe para o peixe! Vivendo como vive, perpetuamente dentro d’água, livrou-se de seu odor asqueroso de alguma forma? Não! As inclinações (vasanas) não desaparecerão enquanto seu coração estiver cheio da ilusão do egoísmo, mesmo que você esteja imerso em muitas disciplinas espirituais purificadoras. Luz e escuridão não podem jamais coexistir no mesmo local e ao mesmo tempo, certo? Similarmente, as tendências negativas (vikaras) como o egoísmo não podem coexistir com as virtudes puras no mesmo coração. Aquele cujo coração é regido pelo grupo das seis paixões só pode ter o ego (ahamkara) como seu conselheiro (manthri)! Aquelas pessoas que desejam se livrar do sentimento do ‘eu’ e ‘meu’, devem adorar o Senhor (Hari). Devem se tornar verdadeiros aspirantes espirituais, livres de preferências, gostos e desgostos.” (Prema Vahini, cap. 21)

Sathya Sai Baba

12 de fevereiro de 2020

“Pode um burro se tornar um elefante simplesmente por carregar uma porção de madeira de sândalo? Ele pode reconhecer o peso, mas não o perfume! Entretanto, o elefante não presta atenção ao peso e inala a doce fragrância. Da mesma forma, o aspirante espiritual, o renunciante ou o devoto absorverão somente a verdade pura, a pura essência das boas atividades, do Divino, e das escrituras, Vedas e Upanishads. Por outro lado, aquele que vive argumentando, voltado à mera erudição, conhecimento e disputa, não conhecerá nada além do peso da lógica e perderá o perfume da verdade! Para aqueles que estão na busca da essência, o fardo não é considerado. Se a mera razão for empregada, nada de valor será obtido. O amor (prema) é o único grande instrumento para a constante recordação do Senhor. Para manter esse instrumento seguro e forte, não se necessita nenhum outro utensílio além da bainha do discernimento (viveka).” (Prema Vahini, cap. 21)

Sathya Sai Baba

13 de fevereiro de 2020

“Embora a natureza seja resplandecente com muitas cores, se você usar óculos de lentes azuis, você verá tudo azul, certo? Se o mundo lhe aparece cheio de diferenças, isso é devido apenas à sua própria falha. Se tudo lhe aparece como sendo um amor único, isso também é apenas seu amor. Nos dois casos, o sentimento dentro de você é a causa. É somente porque você tem defeitos dentro de si que você vê o mundo como sendo defeituoso. Quando não existe o conhecimento de defeitos em si mesmo, nenhum erro pode ser encontrado, mesmo procurando, pois não se poderia saber quais seriam essas falhas. Agora, uma pergunta pode surgir sobre se o próprio Senhor teria defeitos, uma vez que Ele também procura defeitos. Mas, como pode ser dito que o Senhor procura defeitos? Ele procura somente pela bondade, não por erros e pecados. O Senhor não irá examinar riqueza, família, posição social ou sexo. Ele vê apenas a bondade (sadbhava). Ele considera aqueles dotados com essa bondade como merecedores de Sua Graça, quem quer que eles sejam.” (Prema Vahini, cap. 21)

Sathya Sai Baba

14 de fevereiro de 2020

“O amor pode conquistar tudo. O amor que é altruísta, puro e imaculado conduz o ser humano a Deus. O amor egoísta e estreito enlaça a pessoa ao mundo. Os seres humanos, incapazes de compreender o amor puro e sagrado, são vítimas de incontáveis preocupações devido ao apego aos objetos mundanos. O dever fundamental da pessoa é compreender a verdade sobre o Princípio do Amor. No momento em que a pessoa compreender a natureza do amor, ela não se perderá. Os vários contextos nos quais a palavra amor é usada hoje não têm relação com o verdadeiro significado do amor. A afeição entre a mãe e a criança, ou entre um esposo e esposa, é condicionada a um determinado relacionamento temporário e não é, de modo algum, amor verdadeiro. O amor verdadeiro não possui início nem fim. Ele existe em todos os tempos: passado, presente e futuro. Amor verdadeiro é somente aquilo que é capaz de preencher o ser humano com bem-aventurança permanente.” (Divino Discurso, 25 de dezembro de 1995)

Sathya Sai Baba

15 de fevereiro de 2020

“A paz é a característica da mente dos seres humanos. Essa é a sua qualidade inata. Na busca pela paz não há necessidade de se ir a qualquer lugar. Assim como o ouro e a prata estão ocultos sob a terra, e a pérola e o coral, no fundo do mar, a paz e a alegria também estão ocultas nas atividades da mente. Se a pessoa, desejosa de adquirir esses tesouros ocultos, mergulhar e voltar suas atividades mentais para dentro de si, então ela se tornará plena de amor. Somente aqueles que tenham se preenchido com amor e que vivem na luz desse amor podem ser chamados de humanos. Aqueles que são desprovidos de amor são demônios, monstros e subumanos. Lembre-se, essa divina qualidade do amor não ficará ocasionalmente sem se manifestar; ela estará sempre presente, sem mudança. Ela é una e indivisível. Aqueles saturados com amor são incapazes de maldade, egoísmo, injustiça, erro e má conduta. As boas pessoas são repletas de amor (prema). Seus corações são mananciais de compaixão; elas são dotadas com verdade na fala.” (Prema Vahini, cap. 22)

Sathya Sai Baba

16 de fevereiro de 2020

“Os demônios (danavas) são aqueles que pisoteiam no amor e que consideram importantes as qualidades inferiores, enquanto os humanos (manavas) são aqueles que consideram essas qualidades inferiores como serpentes a serem destruídas e apenas o amor como a qualidade a ser nutrida. Seriam humanos aqueles que não têm doçura dentro de si e que se empenham em reprimir a ânsia pela imortalidade? Deles é a natureza dos demônios, embora sua forma seja humana, pois o primordial não é a forma e sim o caráter. Como podem aqueles com forma humana serem chamados de humanos, se não possuem bondade nem retidão, e se possuem a natureza de demônios? Os humanos se empenham em suaves e doces ações de bondade, retidão, amor e verdade; eles são testemunhas da possibilidade de compreender e manifestar a sua imortalidade. Sua boa natureza resplandece em seus rostos como bem-aventurança (ananda). Sem bondade, mesmo que alguém esteja arrebatado de alegria, seu rosto mostrará apenas o destrutivo fogo do demônio; não brilhará com a graça da bem-aventurança espiritual.” (Prema Vahini, cap. 22)

Sathya Sai Baba

17 de fevereiro de 2020

“Quando Narada perguntou a Sri Ramachandra sobre a natureza e as características de Seus servidores e dos aspirantes espirituais, Ele respondeu: ‘Eles são repletos de amor; sempre se mantêm na retidão; falam a verdade; seus corações enternecem-se com misericórdia; estão livres de injustiças; evitam pecados; sua natureza é bem alicerçada; eles renunciarão alegremente a tudo; comem com moderação; estão empenhados em fazer o bem aos outros; não são egoístas; não estão preocupados com nenhuma dúvida. Eles não dão ouvidos à bajulação, mas são ávidos por ouvir elogios sobre a boa natureza dos outros. Eles têm um caráter belo, forte e sagrado. Os aspirantes espirituais são aqueles que se esforçam para adquirir essas qualidades. Agora, Eu devo falar-lhe sobre aqueles que são queridos para Mim: Qualquer um que esteja empenhado na repetição do nome divino, penitências e votos espirituais, qualquer um que possua autocontrole e disciplina, qualquer um que tenha fé, paciência, companheirismo, bondade e alegria, assim como um amor imaculado para Comigo — tal pessoa é querida para Mim’.” (Prema Vahini, cap. 23)

Sathya Sai Baba

18 de fevereiro de 2020

“O Senhor protegerá, de todas as maneiras e a todo momento, aqueles que O adoram com devoção (bhakti) completa e não contaminada — assim como uma mãe protege seus filhos, uma vaca salva seus bezerros do perigo e as pálpebras guardam os olhos sem esforço e automaticamente. Quando a criança se torna adulta, a mãe não presta tanta atenção à sua segurança. Da mesma forma, o Senhor não presta muita atenção ao sábio (jñani). O devoto que adora o Divino com forma (saguna bhakta), como uma criança do Senhor, não possui nenhuma força exceto a força do Senhor. Para a alma realizada (jñani), sua própria força é suficiente. Portanto, até que a pessoa possa confiar em sua própria força, ela terá de ser uma criança nas mãos do Senhor, como um devoto da forma de Deus. Ninguém pode se tornar um devoto do Supremo sem forma (nirguna bhakta) sem ter sido um devoto da forma.” (Prema Vahini, cap. 23)

Sathya Sai Baba

19 de fevereiro de 2020

“O Nome de Deus é o manancial de toda a essência do Espírito Supremo (Chaitanya) que você obtém pela lembrança do Nome; ele é o néctar vivificante; é a fonte da energia primordial. Recite o Nome, e a Forma que ele representa estará diante de você; visualize a Forma e o Nome brotará em seus lábios. O nome e a forma são a frente e o verso da mesma moeda. Algumas pessoas fazem votos de escrever o nome do Senhor um milhão de vezes, mas muito frequentemente isso é somente um movimento dos dedos e da caneta. A mente não deve vagar para longe do nome. Ela deve se fixar na doçura que o nome representa; ela deve contemplar a beleza da forma lembrada, e o perfume que ela espalha. A conduta e o comportamento daquele que escreve deve condizer com a de um servidor de Deus — os outros devem ser inspirados por eles, e sua fé deve se renovar pela experiência daquele que escreve.” (Divino Discurso, 28 de abril de 1962)

Sathya Sai Baba

20 de fevereiro de 2020

“Não desperdice seus dias nutrindo desejos e ambições mundanas, e planejando a forma de obtê-los. Sucesso e fracasso não devem lhe enaltecer nem lhe deprimir. Quando um banquete está reservado para você, por que correr atrás de restos das mesas dos outros? Mantenha acesa diante de você a meta principal, a tarefa pela qual você veio a essa escola; não se desvie dela, seja qual for a atração que o tente a se desviar. Comande a mente e regule sua conduta para que a meta seja alcançada. Não deixe que o zelo pelo corpo, o fomento de sua família, ou as demandas do orgulho e da pompa oprimam o chamado do espírito por sua autoexpressão. A Realidade Suprema (Shiva), o indivíduo (jiva), e o mundo objetivo (prakriti) são os três princípios diante de você; o mundo deve ser utilizado pelo indivíduo para alcançar Shiva, que é o fato fundamental em ambos. Até que você obtenha a Bem-aventurança do Espírito pela percepção de Shiva, o mundo irá lhe oprimir com seu peso a ponto de sufocá-lo. Depois disso, o mundo irá ruir por si só.” (Divino Discurso, 28 de abril de 1962)

Sathya Sai Baba

21 de fevereiro de 2020

“Todas as formas concebidas nas escrituras sagradas possuem um significado profundo. No final, todas as Formas se fundem no Sem Forma. Shiva é o Princípio da destruição de todos os nomes e formas, de todas as entidades e indivíduos. Assim, o Linga é o símbolo mais simples do surgir e do fundir-se. Shiva não anda sobre o animal que, na linguagem humana, chamamos de touro. O touro simboliza a estabilidade, apoiado em suas quatro patas: Sathya, Dharma, Shanti e Prema (Verdade, Retidão, Paz e Amor). Os três olhos de Shiva representam os olhos que veem seu passado, presente e futuro. A pele de elefante que compõe Seu manto representa os atributos primitivos e animalescos, que a Sua Graça destrói. Suas quatro faces simbolizam Equanimidade (Shantam), Impetuosidade (Rudram), Graça (Mangalam) e Energia Elevadora (Utsaham). Determine-se, neste sagrado dia do Shivaratri, na presença de Shiva Sai, a visualizar Shiva como o poder interno que há dentro de você e em tudo.” (Divino Discurso, fevereiro de 1969)

Sathya Sai Baba

22 de fevereiro de 2020

“A devoção tem de ser contínua, ininterrupta, como o fluxo de óleo de um recipiente para outro. Sem amor (prema), nada pode ser alcançado neste mundo. Somente quando existe amor é que o apego (anuraga), por sua vez, produz o desejo de proteger e guardar. No caminho da entrega do “filhote de macaco” (markata kishora nyaya), o filhote deve confiar na sua própria força para proteger a si mesmo — para onde quer que a macaca mãe salte, ele tem de se agarrar firmemente à barriga dela e não afrouxar o abraço, mesmo quando empurrado! Da mesma forma, o devoto deve suportar as provas nas mãos de Deus e agarrar-se ao nome do Senhor em todas as horas e sob todas as condições, sem descanso, sem o menor traço de aborrecimento ou desgosto, suportando o ridículo, as críticas do mundo, e conquistando os sentimentos de vergonha e derrota. O maravilhoso exemplo desse tipo de devoção é o do primeiro entre os devotos, Prahlada.” (Prema Vahini, cap. 24)

Sathya Sai Baba

23 de fevereiro de 2020

“O caminho da rendição é como o “filhote de gato” (marjala kishora nyaya), que fica simplesmente miando, colocando todo seu encargo na mãe gata. Similarmente, o devoto deposita completa confiança em Deus. A mãe gata segura o gatinho em sua boca e o transporta em segurança até mesmo através de passagens muito estreitas. Quando o devoto coloca todo seu fardo sobre Deus, sem medo ou preocupação, e se entrega completamente à Sua vontade, Ele certamente proverá tudo. Lakshmana é a testemunha desse caminho. Para servir a Rama, Lakshmana renunciou a todos os obstáculos em seu caminho — riqueza, esposa, mãe, lar, e até ao sono e à comida durante quatorze anos inteiros. Ele sentia que Rama era seu tudo, sua felicidade e alegria, e que lhe daria tudo o que necessitasse. O propósito de sua vida era apenas segui-Lo, servi-Lo e render sua vontade a Ele. Essa é a característica da completa auto-entrega. Essa disciplina da rendição (prapatti) é muito superior à da devoção (bhakti).” (Prema Vahini, cap. 24)

Sathya Sai Baba

24 de fevereiro de 2020

“Quando você adora com firmeza de consciência, pureza de sentimento, e livre de todo  pensamento alheio, isso, por si só se torna união com o Divino (bhava-samadhi). Como resultado dessa união, o Senhor aparece diante do olho interno do devoto, na forma que ele escolheu para adoração. Essa visão não é meramente uma questão de imaginação; é uma experiência “cara a cara”. Sem mudar de local, o devoto pode permanecer na presença do Senhor, onde estiver. Isso é chamado de “estar sempre com Deus” (salokya-mukthi). Além de estar sempre com o Senhor, os devotos percebem tudo o que veem como a glória do Senhor. A experiência de “ver sempre a glória do Senhor” é denominada samipya-mukthi. Existir sempre com o Senhor, testemunhar sempre a glória do Senhor, e estar banhado pela consciência Divina é a fusão na forma Divina (sarupya-mukthi). Esse é o fruto final das escrituras devocionais.” (Prema Vahini, cap. 26)

Sathya Sai Baba

25 de fevereiro de 2020

“Simplesmente porque um devoto parece com o Senhor (sarupya-mukti), não podemos assumir que o devoto tenha os poderes de criação, preservação e destruição que o Senhor possui. Somente quando todo traço de diferença desaparece, e a unidade é atingida, é que o mais alto estágio é alcançado. Isso é chamado de união (sayujya). Ela provém somente da Graça Divina. O devoto anseia por essa fusão (aikya). Ele deseja servir ao Senhor como lhe agrada, e deseja experimentar a alegria da forma que atribuiu ao Senhor. Mas o Senhor, por Sua Graça, dá ao devoto não apenas a presença de Deus, a percepção de que tudo que vê é a glória de Deus, e o estar impregnado da consciência Divina, mas também a fusão (sayujya)! O caminho da devoção (bhakti marga) resulta também na obtenção do conhecimento de Brahman (Brahma-jñana). Mesmo que o devoto não almeje por isso, o próprio Senhor concede-o a ele. A libertação da união com Deus (sayujya-mukthi) é também denominada libertação absoluta (ekanta-mukti).” (Prema Vahini, cap. 26)

Sathya Sai Baba

26 de fevereiro de 2020

“Dê as boas-vindas ao sofrimento assim como você dá boas-vindas à felicidade. Em realidade, a alegria que você obtém do prazer é insignificante comparada à alegria que resulta das dificuldades. A história é repleta de exemplos de pessoas que comprovam esse fato. Todas as pessoas nobres e ideais tiveram de passar por provações antes de experimentar felicidade. ‘A felicidade não é obtida através da felicidade’ (na sukhat labhyate sukham). Ela é obtida da dor e do sofrimento, mas as pessoas querem somente felicidade, e não dificuldades. Isso realmente contradiz os princípios da espiritualidade. As pessoas devem compreender essa verdade. As pessoas desejam os frutos de atos meritórios, mas não realizam tais atos. Ninguém quer os frutos das ações pecaminosas, ainda assim elas realizam tais atividades! O que quer que você deseje obter, você pode alcançar seguindo o caminho correto. Não trilhe o caminho incorreto se não estiver preparado para enfrentar suas consequências.” (Divino Discurso, 24 de novembro de 1998)

Sathya Sai Baba

27 de fevereiro de 2020

“Alguns meditam, porém são facilmente distraídos pelo cheiro que vem da cozinha. Como isso pode ser considerado uma oração ao Senhor? Todas as suas práticas espirituais vêm sendo realizadas com uma mente oscilante. Ore sinceramente com uma mente firme, e você estará destinado a colher os frutos. Empenhe-se em qualquer busca espiritual, mas ame com todo seu coração. O amor extermina todos os tipos de doenças, e serve como uma panaceia para todas as aflições. Portanto, primeiro cultive amor. Isso só é possível se você acreditar que Deus é a manifestação do Amor. O Amor é o melhor remédio. Se você colocar uma planta em um vaso de estanho e regá-la, ela morrerá dentro de um tempo; mas se você colocar a mesma planta na terra e regá-la, ela crescerá, tornando-se uma linda árvore. Para que se alcance bons frutos, o nome e a forma de Deus devem ser implantados no solo de seu coração e nutridos com a água do amor.” (Divino Discurso, 24 de novembro de 1998)

Sathya Sai Baba

28 de fevereiro de 2020

“Um fazendeiro limpa e nivela a terra, remove as pedras e espinhos, ara e prepara o campo, aduba, fortalece, rega e fertiliza o solo. Então, após semear, transplantar, capinar, pulverizar e esperar, ele colhe a safra. Após selecionar e debulhar, ele empilha o milho. Todos esses vários processos são por causa do estômago. Da mesma forma, a pessoa deve sentir que toda a fome, sede, alegria e tristeza, pesar e perda, sofrimento e raiva, alimento e apetite, não passam de impulsos que a ajudam a alcançar a presença do Senhor. Com essa atitude, o pecado jamais manchará essas atividades. Os apetites também desaparecerão, sem vestígios de nome ou forma. Por outro lado, se os apetites são tratados como sendo importantes, a pessoa somente obterá tristeza, e não alegria. Será impossível de se alcançar a paz. Todos os atos —  vestir, comer, andar, estudar, servir, se mover — devem ser realizados em um espírito de dedicação ao Senhor.” (Prema Vahini, cap. 27)

Sathya Sai Baba

29 de fevereiro de 2020

“Quando você está doente, ou quando sua mente está absorta em outra coisa, você não desfruta o sabor dos alimentos. Da mesma forma, quando o coração está cheio de ignorância (tamas) ou está agitado, você não pode experimentar alegria, mesmo que esteja engajado na lembrança do nome do Senhor (nama-smarana), em cantos devocionais, na recitação do nome (japa), ou em meditação. A língua permanecerá doce enquanto houver açúcar nela. Da mesma maneira, enquanto o pilar da luz da devoção queimar no corredor do coração, não haverá escuridão. O coração estará iluminado em bem-aventurança. Algo amargo na língua a torna toda amarga; quando as qualidades da cobiça e da raiva entram no coração, a claridade desaparece, a escuridão domina a cena e a pessoa torna-se alvo de incontáveis mágoas e perdas. Por isso, aqueles que aspiram alcançar a sagrada presença do Senhor devem adquirir certos hábitos, disciplinas e qualidades.” (Prema Vahini, cap. 27)

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