Pensamento para o dia - dezembro 2019

1° de dezembro de 2019

“Quando uma lamparina é acesa a partir de outra, passa a haver duas luzes onde antes havia apenas uma. A primeira não parou de brilhar. É possível acender um milhão de lamparinas a partir de uma só; ainda assim, a primeira não sofrerá! O amor também é assim. Se compartilhado com um milhão, continua tão brilhante como quando estava sozinho. Quando cada casa na rua acende algumas lamparinas e as coloca na porta, no parapeito da janela, no portão, na varanda e assim por diante, qual é o efeito? A cidade se enche de luz, os residentes ficam felizes, as crianças dançam alegres e o céu brilha no fulgor da alegria terrena. A luz se espalha, misturando-se com outras fontes de luz! Não tem fronteiras, preconceitos ou favoritismos. Essa é a lição da luz e do amor. Compartilhe, expanda, abarque, espalhe, abandone os limites do meu, do seu e do dele, de casa e credo, em um mesmo e ilimitado fluxo de Amor. Essa é a culminação de toda disciplina espiritual!” (Divino Discurso, 29 de outubro de 1970)

Sathya Sai Baba

2 de dezembro de 2019

“Você pode se conectar com Deus por meio dos Caminhos do Conhecimento, da Devoção ou da Ação (jñana, bhakti ou karma marga). Pode-se viajar de primeira, segunda ou terceira classe no trem; o destino é o mesmo. O Caminho do Conhecimento (jñana) parte da suposição de que Deus é imanente e transcendente. O Caminho da Devoção (bhakti) crê que Deus é o Criador, Preservador e Destruidor, que Ele deve ser adorado e propiciado por meio de ações que Ele aprecia, que Deus é o Mestre e que é seu privilégio servi-Lo. O Caminho da Ação (karma) leva em conta uma terceira categoria – a Natureza! O homem precisa usar a Natureza, viver na Natureza, viver pela Natureza, sempre dedicando sua atividade à Glória de Deus, resignando-se à atividade de adoração, sem preocupar-se com os frutos advindos dela, pois eles estão nas mãos de Deus. As três cores – jñana, bhakti e karma – são diferentes apenas quando a luz branca de Deus atravessa o prisma da razão e da mente humanas. Ative-os na ação; eles são partes de um mesmo raio.” (Divino Discurso, 29 de outubro de 1970)

Sathya Sai Baba

3 de dezembro de 2019

“O amor se desenvolve primeiro no colo da mãe. Os olhos do amor se fixam no rosto carinhoso da mãe. Em seguida, o amor se espalha para o pai, os irmãos e irmãs, os parentes, os amigos e colegas, a região e o idioma, o mundo e seu Criador. O ‘eu’ que vive no corpo é como um leão em uma caverna. É o monarca da floresta, mas se limita a alguns poucos metros quadrados de chão rochoso. Que ele saia, renunciando àquela posse pequena. Enquanto vocês se confinarem à consciência corporal (‘eu sou o corpo’), serão como o leão vagueando infeliz na caverna úmida! Não sintam que são o corpo (dehosmi). Rujam ‘Brahmasmi (eu sou Brahman)!’ – eu sou tudo isto e muito mais, eu sou tudo o que isto já foi, é e será. Então, a pequenez, o tempo, o espaço, o ego, tudo isso fugirá do seu coração! Vocês serão Amor, Amor, Amor e nada mais. Quer dizer, vocês serão Divinos, unos com o Uno.” (Divino Discurso, 29 de outubro de 1970)

Sathya Sai Baba

4 de dezembro de 2019

“A vida humana é, sem dúvida, a mais alta na evolução e, para dar-lhe sentido, é essencial um esforço espiritual, esforço que seja puro e sagrado. Para esse modo de vida, o caráter é sumamente importante. O caráter torna a vida imortal; ele sobrevive até à morte. Alguns dizem que conhecimento é poder, mas isso não é verdade. Caráter é poder. Mesmo a aquisição de conhecimento exige um bom caráter. Portanto, todos devem desejar alcançar um caráter impecável, sem qualquer traço de maldade. Buda, Jesus Cristo, Shankaracharya e Vivekananda, bem como grandes sábios, santos e devotos do Senhor, estão guardados, até hoje, na memória dos homens! Que qualidade os tornou memoráveis para sempre? Foi o caráter de cada um. Sem caráter, a riqueza, a educação, a posição social, nada disso tem utilidade. O caráter é a fragrância da flor; o que dá valor e significado. Poetas, pintores, artistas e cientistas podem ser excelentes, cada um em seu próprio campo, mas sem caráter eles não poderão ter prestígio na sociedade.” (Prema Vahini, Capítulo 1)

Sathya Sai Baba

5 de dezembro de 2019

“Desenvolva fé no Princípio do Atma e ame-o sinceramente - essa é a autêntica veneração. O Atma é o único Bem-Amado do homem. Sinta que ele é mais digno de amor do que qualquer objeto, aqui ou além - essa é a verdadeira adoração que se pode oferecer a Deus. Você deve viver no mundo onde nasceu como o lótus, que, embora nasça na água, flutua sem ser afetado ou molhado por ela. É claro que é bom amar e adorar Deus com o intuito de obter algum fruto valioso, seja aqui ou além; mas, como não há fruto ou objeto mais precioso do que Deus ou que valha mais a pena que Deus, os Vedas nos recomendam amar a Deus sem nenhum traço de desejo em nossas mentes. Ame, pois você deve amar pelo próprio amor; ame a Deus, pois o que quer que Ele possa dar será sempre menos do que Ele Próprio; ame-O unicamente, sem qualquer outro anseio ou pedido.” (Sathya Sai Vahini, Cap. 1)

Sathya Sai Baba

6 de dezembro de 2019

“O caráter perfeito dura até o fim da vida de uma pessoa, e não termina no fim de todas as eras. Ele é imortal e está associado à centelha divina (Atma). Tais qualidades imortais são: compaixão, bondade, amor, tolerância, integridade e paciência. Os hábitos são criados somente por causa das ações com as quais nos envolvemos. Esses hábitos moldam a inteligência. Tudo o que criamos em nossa imaginação, nossas aspirações e ações deixam uma marca indelével na mente. Devido a esse fato, o homem desenvolve sua própria percepção do mundo. A condição atual do homem é o resultado de seu nascimento passado. Esses hábitos moldam o caráter do homem. Qualquer que seja a natureza deles, apenas pelo processo de imaginação e prática, ela pode ser modificada. Uma pessoa má não permanecerá assim para sempre. Angulimala, o criminoso, não se transformou em uma pessoa boa apenas pela visão divina (darshan) de Buda? O ladrão Ratnakara não se tornou Valmiki, o sábio? O homem tem dentro de si a capacidade de mudar suas más tendências e hábitos. Serviço altruísta, renúncia, devoção, oração, investigação: essas práticas permitirão o estabelecimento de uma nova conduta (svabhava).” (Prema Vahini, capítulo 1)

Sathya Sai Baba

7 de dezembro de 2019

“Para combater a tendência da identificação com o corpo e conquistar a graça de Deus, exercícios espirituais tais como investigação filosófica (tatva vicharana), controle da mente e dos sentidos (sama-dama) e outras seis etapas de disciplinas espirituais (shat-sampatti) foram prescritos. A prática de tais disciplinas garantirá a purificação da consciência, que se tornará como um espelho límpido, que pode refletir qualquer objeto, e a centelha divina (Atma) será revelada claramente. Para alcançar a mais elevada sabedoria (jñana-siddhi), a limpeza da consciência (chitta-suddhi) é o caminho real. Para os puros de coração, isso é fácil de conseguir. Esta é a verdade central da busca dos indianos (bharatiya) pela realidade última (Paramartha). Essa é a própria respiração vital dos ensinamentos.” (Sathya Sai Vahini, capítulo 1)

Sathya Sai Baba

8 de dezembro de 2019

“Assim como é a nossa visão, também é a criação. A cor da criação não mudará de acordo com a cor dos óculos que usamos? Existiram e também existem atualmente grandes mestres que demonstram ao homem as grandes alturas que uma pessoa pode alcançar, e também revelam o grande poder latente no corpo humano. A mente do homem é frequentemente desperdiçada ao vagar em coisas externas, em críticas aos outros e atividades similares. Quando alguém está sempre empenhado em ver falhas nos outros, como poderá alcançar a equanimidade mental (ekagrata)? Faça esta pergunta a você mesmo: se pessoas muito valorosas e grandiosas, que têm corpos físicos como eu, alcançaram um status tão elevado, por que minha posição deveria ser inferior? O que ganho em encontrar falhas nos outros? Eu devo procurar dentro de mim as minhas próprias falhas e manter minha mente sob controle. Fazer isso com firme determinação é o primeiro passo na prática espiritual.” (Prema Vahini, capítulo 3)

Sathya Sai Baba

9 de dezembro de 2019

“É preciso engajar-se em algum trabalho que seja útil para o mundo. Vá a comunidades e ajude a mantê-las limpas. Dê instruções às mulheres das comunidades sobre os princípios básicos de saúde infantil, cuidados na infância e educação infantil. Quando a saúde não é boa, as pessoas ficam desanimadas e até desesperadas. Quando a saúde prevalece, a vitalidade permeia a mente e o corpo. Pelo processo de serviço amoroso, você pode se tornar um promotor de muita alegria. Não considere nenhum ato de serviço como sendo humilhante. Varrer as ruas, por exemplo, não está abaixo da sua dignidade. Você não varre o chão da sua casa? Você não esfrega e lava a sujeira? Quando você realizar essas tarefas, os moradores da comunidade também terão prazer em compartilhá-las. Por que ter vergonha de ser bom? A zombaria que pode ser projetada sobre você tem sido a recompensa de muitos santos, e rapidamente desaparecerá.” (Discurso Divino, 1º de dezembro de 1982, Campus de Anantapur)

Sathya Sai Baba

10 de dezembro de 2019

“As pessoas acreditam nos resultados dados pelos cientistas sobre o cálculo das distâncias e tamanhos planetários. Mas elas hesitam quando confrontadas com as conclusões dos pesquisadores que viram e mostraram, experimentaram e desfrutaram das Verdades, entrando no espaço interior e nas regiões internas do Espírito. É a vontade irracional que leva as pessoas a se apegar às crenças que aceitaram como incontestáveis. Como diz a declaração: ‘O fogo subterrâneo pode ser captado na palma da mão e o céu pode ser contatado como uma entidade concreta. No entanto, nunca se pode refinar a mente de uma pessoa obtusa e obstinada.’ É possível acordar alguém que dorme e fazer uma pessoa que não está dormindo se levantar e se mover. Contudo, nunca se pode acordar um sujeito que finge estar dormindo. Evitar, deliberadamente, a iluminação do conhecimento é um pecado contra a espiritualidade. Nossos alunos devem acolher a luz em todos os momentos e de todos os lugares.” (Discurso Divino, 1º de dezembro de 1982, Campus de Anantapur)

Sathya Sai Baba

11 de dezembro de 2019

“O homem não vive por muito tempo. No entanto, neste curto espaço de vida, ele tem a capacidade de experimentar a bem-aventurança divina. Duas pessoas podem parecer, explicitamente, que são feitas do mesmo molde. Seus membros podem parecer idênticos. Contudo, uma poderia se tornar um anjo e a outra, uma fera. Qual é a razão para isso? Observando o comportamento delas, é difícil acreditar que as duas pessoas pertençam à mesma comunidade. Portanto, primeiramente, o comportamento é importante para o homem. A cada momento, a vida humana, superficialmente, pode parecer simples, mas realmente não o é. Há um grande significado inerente a ela. A vida inteira é um grande ato de sacrifício ou yajña karma. Se o sono que uma pessoa desfruta, depois de oferecer todas as experiências do dia ao Senhor em espírito de rendição, não é samadhi (êxtase espiritual), o que mais poderia ser? Por causa do sentimento generalizado de ‘eu sou o corpo’, o homem, sem discernimento, explora várias maneiras de impulsionar seu corpo físico. Portanto, ao invés de pensar dia e noite sobre o corpo, preserve-o apenas com a finalidade de servir a todos os seres vivos com pureza de pensamento, palavra e ação (trikarana shuddhi), para que você possa alcançar o Eu Superior, pois você não é o corpo, mas sim o Atma.” (Prema Vahini, capítulo 4)

Sathya Sai Baba

12 de dezembro de 2019

“Não é errado amar os filhos. No entanto, os pais devem aprender como amá-los. Sempre que os filhos se desviarem, intencionalmente ou involuntariamente, os pais devem se apressar para corrigir suas falhas e levá-los ao caminho correto. Os deveres dos pais não terminam em fornecer comida, educação e conhecimento sobre assuntos mundanos. Os filhos também devem receber os princípios corretos. Eles não devem ser levados a pensar que a aquisição de riqueza é a finalidade da vida. A riqueza não acompanha as pessoas quando elas deixam o mundo. Ela é necessária apenas para atender às necessidades essenciais. Muita riqueza é uma vergonha, assim como um sapato demasiado grande o é. Riqueza insuficiente será, provavelmente, algo doloroso, como um sapato apertado. Portanto, é desejável ter apenas a quantidade de riqueza adequada às necessidades básicas de cada um. É deplorável que, na loucura da busca pelo dinheiro, as pessoas estejam esquecendo ou comprometendo as virtudes humanas.” (Discurso Divino, 5 de fevereiro de 1984)

Sathya Sai Baba

13 de dezembro de 2019

“Tat Twam Asi: Você é a personificação do Atma (centelha divina). Este é o Mahavakya (axioma divino) mais elevado e mais santo. Você é esse fruto indestrutível e sua essência interior. Você é esse Atma Tatwa, o princípio Átmico, que é diferente do corpo e sem defeitos. É devido apenas a esse princípio Átmico que você recebeu esse corpo. Você, o Atma, está sempre firme. Você veio com o corpo como um veículo para se destruir? Certamente não. Você está aqui para exercer autoridade sobre o corpo e assim promover o bem-estar do mundo. O corpo deve ser utilizado para esse grande objetivo (mahat tatwa). Esse corpo está destinado a executar ações. Ele é um mero implemento e instrumento dado por Deus. Uma vez que seu propósito é atendido, não é mais necessário. Até que você tenha tomado consciência de seu verdadeiro eu, o corpo deve ser protegido de todas as maneiras.” (Prema Vahini, capítulo 4)

Sathya Sai Baba

14 de dezembro de 2019

“Quando Dharmaraja perdeu seu vasto império para seus inimigos e teve que viver em cavernas entre as cordilheiras do Himalaia, com sua consorte Draupadi, ela perguntou-lhe um dia: ‘Senhor! Você é sem dúvida o primeiro entre aqueles que seguem o caminho da retidão (dharma) sem hesitação. Sendo assim, por que uma calamidade tão terrível aconteceu com você?’ Ela estava desolada. Dharmaraja respondeu: ‘Draupadi! Não sofra. Veja esta extensão do Himalaia. Quão magnífica e gloriosa ela é! Que linda e sublime! É um fenômeno tão esplêndido que eu o amo infinitamente. A personificação dessa beleza sublime é Deus. As montanhas não precisam me conceder nada; eu simplesmente as amo e a seu Criador por sua beleza. Não desejo favor algum, tampouco orarei por qualquer benefício. A maior recompensa pelo meu amor é o amor de Deus, Draupadi! Que Ele me mantenha onde Ele gosta de me guardar.’ Assim, Dharmaraja explicou que o amor deve ser divino, espontâneo e deve ser praticado com coerência!” (Sathya Sai Vahini, capítulo 1)

Sathya Sai Baba

15 de dezembro de 2019

“A educação deve ser encarada como um processo sagrado e uma preparação para o serviço desinteressado para a sociedade. Existem inúmeras pessoas no mundo que sofrem de várias deficiências físicas e de outros tipos. É dever das pessoas instruídas servir e ajudar a aliviar, ao máximo possível, o sofrimento dos outros. Essa é a melhor forma de serviço ao Divino. Há poluição e impurezas no ar, na água e em muitas coisas ao nosso redor. Você deve usar o conhecimento que adquirir para purificar o que está impuro. O serviço à sociedade deve se tornar o principal objetivo da educação. Os estudantes de Sai devem dedicar seu conhecimento não apenas para ganhar a vida. Eles devem usar seus talentos e energias em qualquer estilo de vida em que possam se engajar para prestar serviço à sociedade, de todas as maneiras possíveis.” (Discurso Divino, 5 de fevereiro de 1984)

Sathya Sai Baba

16 de dezembro de 2019

“Por acaso vestimos as roupas de inverno durante o verão também? Da mesma forma, enquanto os vendavais do apego mundano soprarem e até que não possamos suportá-los mais, essa vestimenta humana maçante e impura é essencial. Quando esse vendaval não afetar a mente, o corpo nem as palavras, uma pessoa poderá assumir um corpo sutil. ‘Este Divino Supremo está me oferecendo repetidamente novos instrumentos para prestar serviço e está realizando atos amorosos de serviço através de mim. Ele está conduzindo essa bela peça teatral através de mim e me engajando em uma variedade de empreendimentos úteis’. Se alguém fizesse a viagem da vida com esse sentimento, não seria uma pessoa repleta de imensa alegria?” (Prema Vahini, capítulo 4) 

Sathya Sai Baba

17 de dezembro de 2019

“Estudar as Upanishads e Shastras (ciências espirituais) e recitar os nomes de Deus podem ser bons atos em si mesmos. No entanto, se não há amor, que é a base de toda disciplina espiritual (sadhana), eles não têm utilidade. Eles são como soro de leite. Mas o amor de Deus é como leite bem fervido, que contém todas as proteínas e vitaminas. O amor reforça as energias físicas, mentais e espirituais. Atos devocionais sem amor são como soro de leite diluído, no qual não existem nutrientes. A meditação (dhyana) e a repetição do santo nome (japa) sem amor são rituais sem vida. O amor, que se expressa no serviço a todos os seres vivos, é a melhor expressão do amor de Deus. Não há devoção verdadeira sem esse amor que é imutável e que não se importa com sacrifício algum para servir aos outros.” (Discurso Divino, 5 de fevereiro de 1984) 

Sathya Sai Baba

18 de dezembro de 2019

“Quem é incapaz de absorver a verdadeira sabedoria, que amplia a mente e explora a verdade interior sobre a vida, não pode promover o bem-estar do mundo. O bem-estar do mundo depende do bem-estar da sociedade e este depende do bem-estar dos indivíduos. Todos eles são mutuamente interdependentes. Eles estão integralmente relacionados um ao outro. Portanto, há a necessidade de os indivíduos na sociedade serem verdadeiros em pensamentos, palavras e ações. Esse princípio espiritual adverte amorosamente aqueles que pronunciam bordões de paz, mas se entregam a atos contrários à paz. A vida humana pode ser verdadeiramente entendida apenas no contexto de harmonia e cooperação. Para que isso seja realizado, é preciso se engajar no serviço à sociedade. Esse serviço está enraizado na fé espiritual.” (Discurso Divino, 11 de fevereiro de 1983) 

Sathya Sai Baba

19 de dezembro de 2019

“Quando o trabalho é realizado com uma atitude egoísta, impelido por motivos egoístas e inspirado por esperanças de benefício próprio, ele alimenta a ganância e o orgulho, a inveja e o ódio. Em seguida, aumenta as amarras e promove a sensação de apego a um trabalho mais rentável. Promove a ingratidão àqueles que emprestaram suas mãos e cérebros, e ao próprio Deus, que dotou a pessoa com a ânsia e a habilidade. A pessoa declara ‘eu consegui’ quando o trabalho é bem-sucedido e diz ‘a culpa é dos outros’ quando falha. Ressentimento, depressão e desespero seguem quando o trabalho resulta em fracasso. Quanto mais profundamente uma pessoa se apega aos frutos, mais intensa e dolorosa é a tristeza quando ela se decepciona. Portanto, o único meio de escapar do orgulho e da dor é deixar o resultado segundo a Vontade de Deus, enquanto a pessoa fica feliz ao pensar que cumpriu seu dever com toda a dedicação e cuidado de que é capaz.” (Discurso Divino, 10 de setembro de 1984) 

Sathya Sai Baba

20 de dezembro de 2019

“Você deve se alegrar que o Senhor tenha lhe concedido mais e mais materiais para servi-Lo e adorá-Lo de diferentes formas. Ore por novas oportunidades e exulte pela chance que suas mãos recebem. Essa atitude concede uma alegria incomensurável. Conduzir uma vida permeada por essa alegria é, de fato, bem-aventurança. Tudo que é feito, desde o alvorecer até o pôr-do-sol, deve ser consagrado como se fosse uma adoração ao Senhor. Assim como se toma cuidado para colher apenas as flores frescas e para mantê-las limpas e sem murchar, também deve-se fazer um esforço incessante para praticar ações que sejam puras e imaculadas. Se todos os dias essa visão for mantida diante do olho da mente, e se a vida for assim vivida, então ela se tornará um longo e ininterrupto serviço ao Senhor. O sentimento de ‘eu’ e  ‘você’ logo desaparecerá; todo sinal do ego será destruído. A vida então se transformará em uma verdadeira devoção ao Senhor.” (Prema Vahini, cap. 4)

Sathya Sai Baba

21 de dezembro de 2019

“Um pedaço de doce possui doçura, peso e forma; essas três características não podem ser separadas uma da outra. Cada pequena parte do doce tem doçura, peso e forma. Não é possível encontrar a forma em um lugar, o peso em outro, e a doçura em ainda outro. E, quando esse doce é colocado na língua, o gosto é reconhecido, o peso é reduzido e a forma é modificada, tudo ao mesmo tempo. Assim também, a alma individual (jiva), a divindade interior (Atma) e o Supremo Senhor (Paramatma) não estão separados; são um só e o mesmo. Da mesma forma, cada ação individual, cada atividade na vida deve estar plena do espírito de serviço (seva), de amor (prema) e de sabedoria espiritual (jñana). Esse é verdadeiramente o Yoga do Supremo (Purushothama Yoga). Ele precisa ser colocado em prática e não simplesmente dito em palavras. A disciplina espiritual (sadhana) deve ser praticada constantemente com o coração sempre em expansão e pleno de devoção e sabedoria espiritual.” (Prema Vahini, cap. 5)

Sathya Sai Baba

22 de dezembro de 2019

“A Gita não encoraja a inércia, a indiferença ou a preguiça. Ela recomenda karma (ação) como uma forma de yoga (comunhão divina), como uma atividade em sintonia com a Vontade Divina e direcionada à obtenção da consumação espiritual da pessoa. A ação deve ser um ato de plenitude, de adoração, e ser tratada como um dever em relação a si mesmo e aos outros. A Gita indica os passos e o caminho em direção à realização dessa meta. Ela aceita todas as atitudes como valiosas e sublima cada uma delas, tornando-as sadhana (disciplina espiritual). Ninguém pode fazer melhor do que seu próprio melhor. O corpo é dotado com todas as suas inerentes excelências e defeitos para que cada momento da vida possa ser usado para propósitos que santifiquem o tempo através do serviço, sacrifício e amor. A ação mundana (karma) então se torna karma-yoga, a ação fundada em ideais não egoístas.” (Discurso Divino, 10 de setembro de 1984)

Sathya Sai Baba

23 de dezembro de 2019

“O poder do Amor é infinito. Ele pode conquistar qualquer coisa. Uma vez, o Senhor Buda estava viajando e foi confrontado por uma figura demoníaca, que ameaçou matá-lo. Sorrindo, Buda disse: ‘Você não é um demônio; você é uma divindade! Eu o amo mesmo você se comportando como um demônio’. Ao ouvir essas palavras amorosas, o demônio transformou-se em uma pomba e voou para longe. O Amor pode transformar até mesmo o coração de um inimigo inveterado. É esse tipo de Amor universal que deve ser cultivado por todos. No mundo existem pessoas professando diferentes fés – cristãos, muçulmanos, hindus, zoroastrianos, etc. Não deve haver diferença ou desconfiança entre as religiões, pois todas elas defendem a Verdade e a Retidão. Hoje, o mundo é assombrado por conflito e violência. A paz e a prosperidade só poderão emergir quando as pessoas se voltarem ao caminho do amor e da moralidade, e viverem vidas cheias de propósito.” (Discurso Divino, 25 de dezembro de 1986)

Sathya Sai Baba

24 de dezembro de 2019

“O destino de uma nação ou comunidade depende da estrutura moral de seus habitantes. Seu caráter deve estar firmemente ancorado na fé e na verdade. Hoje, em um mundo dividido em grupos raciais e religiosos, há uma grande necessidade de se cultivar um olhar abrangente e atitudes generosas. Lealdades estreitas causam atrito e conflito. Jesus enfatizou a importância da fé e o perigo causado pela falsidade. Os ensinamentos de Cristo devem ser interpretados, compreendidos e seguidos a partir de um ponto de vista universal. A Verdade deve ser revelada como unidade em Pensamento, Palavra e Ação. Jesus Cristo proclamou que Deus é todo-poderoso e onipresente, o Senhor uno sem um segundo. Essa é a mensagem principal de Jesus. Sua compreensão de Deus cresceu em etapas. Primeiro, considerava-se como um Mensageiro de Deus. Depois, desenvolvendo um relacionamento mais próximo com Deus, ele se anunciou como sendo o Filho de Deus. E finalmente, conscientizando-se de sua identidade com Deus, afirmou: ‘eu e meu Pai somos Um’.” (Divino Discurso, 25 de dezembro de 1986)

Sathya Sai Baba

25 de dezembro de 2019

“Jesus Cristo demonstrou e pregou o poder da fé e, por fim, atraiu a Si o sacrifício da própria vida. Jesus era consciente de Seu supremo propósito e de Seu dever, e assim santificou Seu corpo, sacrificando-o para a proteção dos outros. Com fé na unidade da humanidade, Jesus enfrentou oponentes e críticas e confrontou seus ataques. Jesus ensinou Pedro, Seu maior discípulo, a viver em Amor, pois o Amor é Deus. Jesus aconselhou que somente se pode vivenciar Deus quando a pessoa se torna a manifestação do Amor, que não busca nada e não espera nem mesmo gratidão em retorno! O Amor espontaneamente se torna sacrifício e serviço! Quando Pedro ouviu tais palavras de seu Mestre, sentiu uma renovada alegria surgindo dentro de si, e descobriu um novo significado da palavra joy (alegria). ‘J’ significaria ‘Jesus’: amar Jesus em primeiro lugar. A letra ‘O’ significaria ‘outros’, que devem ser amados em seguida. E ‘Y’ significaria ‘si mesmo’ (yourself), que deve ser amado por último.” (Divino Discurso, 25 de dezembro de 1986)

Sathya Sai Baba

26 de dezembro de 2019

“Hanuman é o mais brilhante exemplo de uma alma realizada que alcançou o sucesso na jornada da vida. Quando se apresentou pela primeira vez diante de Rama e ofereceu seus serviços, Rama virou-se para Lakshmana e disse: ‘Irmão, escute! Perceba como Hanuman é um mestre dos Vedas. Sua fala é saturada da humildade e da dedicação personificadas no Rig Veda, possui a compreensão e a reverência que o Yajur Veda promove, e a visão intuitiva que o Sama Veda concede. Hanuman é um verdadeiro devoto e conhece todos os textos sagrados. Sugriva é afortunado de ter Hanuman como seu ministro – alguém cujos pensamentos, palavras e ações são oferecidos a Deus’. Quando esses três estiverem em perfeita harmonia, certamente obterão a Graça de Deus, assim como Hanuman conseguiu.” (Divino Discurso, 18 de abril de 1986)

Sathya Sai Baba

27 de dezembro de 2019

“Encarnações do Amor! Deus (Brahman) é pleno de amor e é, em realidade, a encarnação do amor. O amor de vocês deve se unir a esse Amor. Ele é somente um; não há um segundo. É o estado da não dualidade. A natureza essencial do amor é o sacrifício. O verdadeiro amor em nenhuma circunstância dá espaço para o ódio. É o amor que traz até mesmo uma pessoa que está muito longe para perto e para uma maior intimidade com você. É o amor que afasta o sentimento de separatividade e promove o sentimento de unidade. O amor eleva uma pessoa do nível animal ao humano. Prema (Amor) é o prana (força vital) da humanidade. O amor é manifestado somente às pessoas que estão vivas. Ninguém ama um cadáver. A pessoa sem amor é como um cadáver sem vida. O amor e a vida estão, portanto, inter-relacionados e intimamente conectados.” (Divino Discurso, 1º de janeiro de 1994)

Sathya Sai Baba

28 de dezembro de 2019

“O que significa exatamente ‘Sai Baba’? ‘Sa’ significa Sahasrapadma (mil flores de lótus), Sakshatkara (experiência direta do Senhor) etc. ‘Ayi’ significa mãe, e ‘Baba’ significa pai. Assim, ‘Sai Baba’ significa ‘Aquele que é Pai e Mãe, e a Meta de todo esforço do yogi’, ou ‘A Mãe eternamente compassiva, o Pai que tudo sabe e a Meta do esforço espiritual’. Quando estão tateando às cegas em uma sala escura, vocês precisam aproveitar a oportunidade que surge quando alguém entra com uma lamparina. Vocês devem rapidamente juntar seus pertences espalhados por ali, ou descobrir onde estão localizados para assim fazer o que for necessário. De maneira similar, tirem o melhor proveito desta oportunidade, quando o Senhor veio em forma humana à sua própria porta, e apressem-se para se salvar do desastre! A importância indevida que atualmente é atribuída à satisfação dos desejos sensuais deve diminuir como resultado de sua associação com livros sagrados e pessoas santas.” (Divino Discurso, 26 de fevereiro de 1961)

Sathya Sai Baba

29 de dezembro de 2019

“Felicidade e tristeza devem ser vivenciadas na vida mundana, pois são tão inevitáveis como o nascer e o pôr do sol. Você pensa que o ano novo lhe trará melhores experiências; isso não é correto. É a mente a responsável pelo prazer e pela dor. Se sua mente for boa, você irá considerar tudo como bom. Você é a manifestação do Divino, que não é nada mais do que bem-aventurança. Sendo assim, não seria uma insensatez da sua parte dizer que está sofrendo de dor e angústia? Alguns querem ter felicidade ininterrupta. Depois de comer, pela manhã, você não se põe a comer a cada hora sem parar. Assim também, quando você experimenta prazer, ele deve ser digerido antes que você se depare com outra experiência desse tipo. Da mesma forma que você deve se exercitar para ajudar na digestão do alimento, você deve passar pelo exercício de confrontar a dor depois de experimentar o prazer. Portanto, você deve tomar tudo aquilo dado por Deus como sendo bom para você.” (Divino Discurso, 1º de janeiro de 1994)

Sathya Sai Baba

30 de dezembro de 2019

“Plantem em suas mentes a semente da devoção lembrando-se do nome do Senhor (namasmarana). Ela irá crescer e se transformar numa árvore com os ramos da virtude, do serviço, do sacrifício, do amor, da equanimidade, da fortaleza e da coragem. Vocês ingerem alimento, mas não estão cientes de como ele é transformado em energia, inteligência, emoção e saúde. Do mesmo modo, ingiram o alimento para o espírito - essa lembrança do nome do Senhor - e observem como ele, sem que o percebam, é transmutado em virtudes. Ravana descobriu que Rama (Deus) e kama (desejo) não podem coexistir na mente. Desenvolvam constância na recitação do Nome de Deus e confiança inabalável no valor desse Nome. Então, mesmo que todo o mundo diga ‘Faça o mal’, vocês se recusarão a obedecer; seu próprio sistema se revoltará contra isso. E mesmo que todo o mundo peça para desistirem, vocês insistirão em fazer a coisa certa.” (Divino Discurso, 27 de fevereiro de 1961)

Sathya Sai Baba

31 de dezembro de 2019

“Estamos agora nos despedindo do presente ano e dando as boas-vindas ao Ano Novo! Há uma relação íntima entre os dois. Damos adeus a um, enquanto recebemos o outro. Da mesma forma, deveríamos dar adeus às nossas más qualidades e dar as boas-vindas às qualidades boas e divinas. Você pode oferecer todas as suas más qualidades a Deus. Não há nada de errado nisso. De fato, Deus é o único que pode recebê-las e conceder-lhe Sua graça para promover boas qualidades. Por exemplo, suponha que você tenha uma nota de dinheiro que esteja suja, amassada e com rasgos: ninguém aceitará tal nota. Mas se o número estiver intacto, o banco aceitará e lhe devolverá uma nota boa do mesmo valor. Similarmente, somente Deus pode, e irá aceitar as más qualidades, com a condição de que você as ofereça com sincera devoção e arrependimento, e em retorno Ele derramará Sua abundante Graça!” (Divino Discurso, 1º de janeiro de 1994)

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