A Mente

"A mente é a espada de dois gumes: pode salvar, mas, igualmente, escravizar."

Sadhana, p. 149 (cap. VI, item 33)

"A mente deve estar livre de ansiedade e preocupação, de rancor e medo, de ambição e orgulho.

Deve estar saturada com amor por todos os seres."

Sadhana, p. 164 (cap. VI, item 77)

"A mente pode ser domada, não importa quão difícil a tarefa possa ser.

Mediante a prática sistemática, ininterrupto inquérito e desapego, a mente pode ser controlada."

Sadhana, p. 219 (cap. IX, item 34)

"A paz mental não desce sobre você só porque o ar de seu quarto é condicionado ou seu sofá muito macio.

Não depende de seu saldo bancário, ou dos diplomas que andou colecionando.

Ela somente pode vir quando você negar danava (o demoníaco) em você.

Tudo se viabiliza quando você encorajar seu Divino Interno a manifestar-se."

Sadhana, p. 213 (cap. X, item 13)

"É a mesma mente que pode liberar ou escravizar.

A mente é como uma serpente com presas longas e peçonhentas.

Quando o veneno é removido dessas presas, o perigo é removido.

De maneira semelhante, quando o desejo desaparece, o perigo da mente desaparece."

Conversações, p. 69

"A mente é a chave da saúde e da felicidade, e, assim,

o alimento deve ser escolhido tanto que não prejudique a mente.

Junto com o alimento sátvico deve-se também dar à mente uma dieta especial

constituída de meditação (dhyana), repetição do mantra (japa), invocação constante do Nome de Deus, etc.,

para se manter a mente sadia e quieta."

Sadhana, p. 192 (cap. VIII, item 7)

"A mente é fantoche do alimento que é consumido pelo homem.

A qualidade do alimento determina a direção do desejo que conduz o fluxo da mente. Eis por que, na Gita, como em todos os textos espirituais, o alimento sátvico é recomendado para a elevação do aspirante.

Mente significa desejo (sankalpa), alguma coisa pela qual se aspira.

Quando 'Aquele-que-não-tem-forma' desejou uma forma, surgiu o Universo.

Assim, a mente é o Príncipe Criativo (maya) que desejou, e o primeiro desejo foi 'qua haja muitos'. Quando, agora, a mente é alimentada de rajas (paixão, emoção, atividade e aventura), galopa no mundo com o crepitar do desejo, aprofunda o homem cada vez mais fundo no pântano. Quando a mente é alimentada com alimentos tamásicos, que obscurecem, inebriam, perturbam a razão,

e induzem à indolência, torna-se ignorante, inerte e inútil ao soerguimento do homem."

"A qualidade do alimento é determinada pelas vibrações com as quais ele está 'carregado', por conta dos processos dos pensamentos das pessoas que os manipulam, preparam e servem. A companhia na qual o alimento é consumido, o lugar, o vasilhame, as emoções que agitam a mente das pessoas que o preparam e o servem, tudo isso tem influência sutil sobre a natureza e as emoções das pessoas que o ingerem. Por terem os sábios da índia se dado conta disso foi que ensinaram muitos 'faça' e 'não faça' relativos aos processos de nutrição, em conformidade com os diferentes estágios de progresso espiritual."

Sadhana, p. 198 (cap. VIII, item 19)

"A mente é muito poderosa. Sem compreender seu poder, o homem se orgulha de seu conhecimento limitado. É uma tolice flagrante. Ele sente que sabe tudo. Ele está desviando sua mente para objetivos triviais sem tentar conhecer o Atma. Esta é a razão pela qual o homem fica sujeito a dificuldades e miséria. Vocês são responsáveis por sua felicidade ou miséria. Vocês não devem culpar os outros pela sua condição."

 

"Como são incapazes de perceber seu verdadeiro Ser Interior, vocês estão experimentando as dualidades do prazer e da dor. Uma vez que conhecem seu verdadeiro Ser Interior, não serão afetados por eles. É um pecado culpar os outros pelo seu sofrimento. Vocês sofrem por causa da falta de moralidade em seus sentimentos e por suas condutas impróprias. Seu destino está baseado no seu caráter. O caráter se baseia nas ações. As ações são baseadas em pensamentos.

Então, cultivem a moralidade e pensamentos sagrados. Ninguém pode escapar da lei da ação. Ela está baseada na mente."

www.sathyasai.org.br, discurso divino: "Vivam na Consciência Divina"

 

"A mente pode ser comparada ao álamo. As folhas do álamo estão sempre balançando, haja vento ou não. Do mesmo modo, a mente é sempre inconstante e oscilante. Um outro exemplo é o macaco, que perambula aqui e acolá; o próprio retrato da oscilação e da inconstância. Mas, com treinamento, ele pode ser controlado. Da mesma maneira, a mente, que também é forte e instável, pode ser controlada pelo desapego e prática constante."

"Desapego não significa deixar tudo para trás para ir à floresta e adotar a vida de um renunciante. Verdadeiro desapego significa perceber a natureza temporária dos objetos e não permitir que a sua mente se apegue a estas coisas transitórias."

Sai Baba Gita, Cap. XI, "Verdadeira Renúncia – Focalize Deus, Não o Mundo"

 

"Se a mente é controlada e exercitada com precisão, conseguirão alcançar a Liberação (moksha);

para tanto, devem saturar-se com pensamentos sobre Deus,

o qual lhes ajudará a discernir as dúvidas sobre a natureza da realidade.

Quando a mente estiver purificada e livre de apegos, a consciência egoísta desaparecerá por si só."

Jñana Vahini, p. 10/11

 

"Se uma porta está trancada e você deseja abri-la, você deve pôr a chave dentro da fechadura e girá-la para a direita. Assim, esta irá abrir. Mas se você girar a chave para a esquerda, a fechadura permanecerá trancada.

Trata-se da mesma fechadura e da mesma chave. A diferença está na forma como você gira a chave.

Seu coração é essa fechadura e sua mente, a chave.

Se girar sua mente para Deus, você obtém a liberação. Se girá-la para o mundo objetivo, você permanece na escravidão.

É a mesma mente que é responsável por ambas, a liberação e a escravidão."

Sai Baba Gita, Cap. XI, "Verdadeira Renúncia – Focalize Deus, Não o Mundo"

 

"Por que a mente é tão instável, pulando constantemente de um lugar a outro?

É por causa dos desejos. Estes desejos se relacionam ao corpo, todos."

Sai Baba Gita, Cap. XXX, "Para se Tornar Livre, Entregue Sua Mente a Deus"

 

"Quando a mente se permite ser subserviente aos sentidos, esta fica impura.

Mas, quando a mente exerce controle sobre os sentidos e segue os ditames de seu conhecimento interno mais elevado, esta fica pura.

Ou seja, quando a mente inferior segue o 'buddhi' - a mente superior que conhece os ditames do coração - esta fica pura."

Sai Baba Gita, Cap. XX, "O Conhecimento Mundano é Inútil Sem o Conhecimento de Si Mesmo"

 

"Tão logo o questionamento sobre o Ser Real comece, a mente se desfará; porque ela é como uma roupa feita de crochê.

Cada fio é um desejo, uma vontade, um apego. Puxe-os, e a roupa se desfará.

A ilusão é o algodão; o fio, o desejo; a roupa, a mente. Através de vairagya (desapego) o fio pode ser puxado.

O praticante de disciplina espiritual deve ter como sua segurança pessoal o discernimento (viveka) e o desapego (vairagya).

É assim que ele pode transitar sem risco pelo mundo."

Sadhana, p. 48 (cap. II, item 54)

"A mente é sempre instável. Tem, portanto, de ser educada. Sua característica de inquietude tem de ser domada. A mente é, em realidade, uma forma da Consciência e, por isto, somente quando se fundir na Consciência Suprema, isto é, no Divino, tornar-se-á firme. Pode haver gelo num lago; o gelo é jada (um tanto inerte), mas o afaste todo para um lado. Pressione o gelo obliquamente, e a natureza própria da água (fluidez) se revelará. A natureza própria da mente é Consciência Pura, que é isenta de alegria ou tristeza; é equilíbrio perfeito sempre. 'Eu sou Aquilo.' Não sou afetado por coisa alguma. Meu é samadhi, isto é, dhi, que é a inteligência, na condição de sama, quer dizer, firme, inafetada e imutável sabedoria."

Sadhana, p. 206 (cap. IX, item 13)

"A espécie correta de felicidade está contida em nossa mente e dentro de nossos próprios pensamentos. Sem o uso apropriado de nossa inteligência, sem que desenvolvamos desapego a nosso corpo, e sem fé no Divino, não vamos poder colher o doce fruto do nosso agir. A menos que limpe sua mente e se negue os prazeres sensoriais, não terá o apetecível fruto de suas ações, mesmo que continue a rogar a Deus por Suas bençãos."

Sadhana, p. 49 (cap. II, item 59)

"O homem contente está livre. Não depende de outrém. é imune ao sentimento de agonia. Está contente com o que quer que lhe aconteça, bom ou mau, porque está convencido de que a vontade do Senhor deve prevalecer. Sua mente é serena; é firme. Contentamento é o tesouro que o sábio conquistou."

Sadhana, p. 65 (cap. III, item 39)

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