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​​01 de outubro de 2026

Os seres humanos devem ter todo o cuidado para que os seus sentidos não se desviem nem cometam transgressões. Pensar o mal, falar o mal e ver o mal conduzem invariavelmente à completa ruína. Por exemplo, narra o épico Mahabharata que o príncipe Duryodhana, o mais velho dos irmãos Kauravas, sempre nutriu maus pensamentos sobre os irmãos Pandavas, seus primos e rivais, o que acabou causando a destruição de toda a sua família. Kichaka, o comandante-em-chefe do exército do rei Virata, lançou olhares cobiçosos sobre Draupadi, a esposa dos Pandavas, quando estes viviam incógnitos no palácio real, e pagou por isso com a própria vida. O épico Ramayana conta a história da rainha Kaikeyi, que deu ouvidos aos maus conselhos da sua criada Manthara e, com isso, perdeu não apenas o marido, o rei Dasharatha, mas também o respeito e o amor do príncipe Bharata, seu próprio filho. Hoje em dia, ninguém gosta nem mesmo de levar os nomes de personagens infames como Duryodhana, Kichaka ou o rei-demônio Ravana! Mas, embora esses nomes não sejam apreciados, a humanidade ainda não renunciou às más qualidades associadas a eles! Esforcem-se por abandonar os maus pensamentos, os olhares maldosos, a fala perniciosa e a ânsia por dar ouvidos a maus conselhos e à maledicência. (Discurso Divino de 22 de maio de 1986)

Sri Sathya Sai Baba

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02 de outubro de 2026

Imagens são inertes por natureza e não possuem qualidades como a compaixão, o amor e a paciência. É por esse motivo que algumas pessoas são contrárias ao culto às imagens. Isso é ignorância. Assim como se usa o dedo indicador para apontar um objeto específico, tal como uma flor ou um copo, as imagens são como indicadores que apontam para a Divindade. Uma vez reconhecida a Divindade, não se precisa mais dos indicadores, ou seja, das imagens. Sendo assim, não é tolice opor-se ao culto às imagens? Vocês não cultuam os retratos dos seus pais e avós? Esses retratos têm vida? Não. Tampouco possuem qualidades como a compaixão, o amor, o sacrifício e assim por diante. Então, qual o sentido de reverenciá-los? É por meio desses retratos que vocês se lembram das virtudes e dos ideais que os seus antepassados valorizavam. Considerem, por exemplo, uma nota de cem rupias medindo cerca de 15 por 10 centímetros. Nela não há vida nem virtudes como o amor e a compaixão; ainda assim, as pessoas a apreciam imensamente e gostariam de possuí-la. Existe no mundo alguém que não goste de dinheiro? Da mesma forma, respeitamos a bandeira nacional pelo valor que ela representa, embora seja apenas um pedaço de pano inerte. Ora, se o culto às imagens é considerado uma tolice, o mesmo deveria se aplicar ao amor pelo dinheiro e ao respeito às bandeiras, pois tais objetos também são desprovidos de vida. (Discurso Divino, 12 de março de 2002)

Sri Sathya Sai Baba

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03 de outubro de 2026

O mantra Gayatri é uma prece universal e, como tal, pode ser recitado por pessoas de todas as regiões e de todos os credos. Ele invoca o glorioso poder que permeia o Sol e os três mundos, com o objetivo de estimular, despertar e fortalecer o intelecto e, assim, direcionar o aspirante ao exercício de uma intensa disciplina espiritual que o levará ao êxito. O baixar de uma pálpebra sobre o olho produz um som, e o mesmo ocorre com o cair de uma gota de orvalho sobre uma pétala. Qualquer leve agitação que perturbe a quietude produz som; só que talvez não se consiga ouvi-lo, pois a capacidade auditiva humana é limitada. O som causado pelo movimento primal que fez com que Brahman (o Absoluto) fosse envolto pela ilusão, dando origem à Criação, é o Pranava-shabda, o som primordial “Om”. O mantra Gayatri é o desdobramento dessa sílaba sagrada; por isso ele é considerado tão venerável que a iniciação na vida espiritual se dá mediante a sua contemplação. O som de um mantra é tão valioso quanto o seu significado. A criança no berço para de chorar ao ouvir uma canção de ninar; esta pode não ter significado algum, pode ser apenas uma rima sem sentido ou uma simples cantilena, porém tranquiliza, acalma os nervos e induz ao sono. No caso do mantra Gayatri, o seu significado é simples e profundo. Ele não pede misericórdia nem perdão, e sim um claro intelecto, para que a Verdade nele se reflita fielmente, sem nenhuma distorção. (Discurso Divino, 16 de maio de 1964)

Sri Sathya Sai Baba

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04 de outubro de 2026

Um grande soberano (maharaja, em sânscrito) não é aquele que possui toda sorte de riquezas. O verdadeiro maharaja é aquele que entregou tudo ao Divino. Ele é um  renunciante e também um iogue, ou seja, alguém que está em comunhão com Deus. Por essa razão, em qualquer santuário sagrado que vocês visitarem no estado indiano de Uttar Pradesh, verão os renunciantes e ascetas sendo saudados com o título de maharaja pelos peregrinos. Eles são aclamados assim porque renunciaram a tudo, se refugiaram no Senhor e praticaram disciplinas espirituais com o propósito de se fundirem no Divino. O místico e líder espiritual Chaitanya declarou: ”O meu tesouro não é ‘Sri’, e sim ‘Hari’. Não prezo Lakshmi, a Deusa da Riqueza, e sim o Senhor de Lakshmi, que é Vishnu”. Saibam que, se ansiarem ardentemente pelo Divino, não sofrerão nenhuma privação. Não há riqueza maior do que o amor ao Senhor. O ser humano vem ao mundo para adquirir essa suprema riqueza. (Discurso Divino, 6 de maio de 1993)

Sri Sathya Sai Baba

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