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Plantio de mudas em Resende
26/11/2016
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Natal em Queimadas
16/12/2018
Projeto Serviço em EVH em Queimadas -
Natal na comunidade


Eventos Nacionais
Eventos Nacionais


01 de abril de 2026
Como afirmou Adi Shankaracharya, grande mestre da filosofia Vedanta, em seu poema devocional Bhaja Govindam, “Tolo é aquele que vê, mas não percebe a realidade”. Olhem para tudo com sentimentos divinos; só assim verão divindade em todos. No entanto, vocês olham para tudo sob uma perspectiva mundana. Veem uma corda e a confundem com uma cobra; portanto, sentem medo. É preciso que usem o discernimento para distinguir uma coisa da outra. A ilusão os faz acreditar que há uma cobra onde existe uma corda. No momento em que há ilusão, surge o medo; e, por causa dele, vocês fogem. Mas, se olharem sob a luz do discernimento, perceberão que não se trata de uma cobra, e sim de uma corda. Ao reconhecerem esse equívoco, o medo desaparecerá e vocês se aproximarão da corda. Quando foi que o medo desapareceu? No momento em que reconheceram que se tratava de uma corda, ele se foi. Surge em vocês a coragem, uma vez dissipada a ilusão. Coragem é destemor; então, vocês experimentam bem-aventurança. Da mesma forma, é necessário investigar e conhecer a realidade do mundo. Ele é mundano ou divino? Chama-se a isso de investigação crítica (mimamsa). (Discurso Divino, 8 de abril de 1993)
Sri Sathya Sai Baba
02 de abril de 2026
Os artigos sagrados e perfumados e as joias preciosas lançados ao fogo sacrificial são oferendas simbólicas que o ser humano deve realizar ao longo da vida. Ele deve oferecer ao Divino um coração puro e qualidades nobres, tais como a verdade, a paz, a retidão e o amor. O verdadeiro rito sacrificial consiste em doar à sociedade e à comunidade, com genuíno espírito de sacrifício, a riqueza, o conhecimento e as habilidades que se possuem. Sem espírito de sacrifício, a realização de rituais externos perde todo o seu significado. A própria existência é um rito sacrificial. Fazer da vida humana uma oferenda no fogo sagrado dos deveres e das ações é, por si só, um rito sacrificial. Libertar-se das qualidades negativas também é um ritual de sacrifício. Todo indivíduo que aspira a levar uma vida ideal, plena de bem-aventurança, e alcançar a autorrealização deve cultivar o espírito de sacrifício. O rito sacrificial conduz o ser humano da tristeza à felicidade, da adversidade à prosperidade e das trevas à luz. A vida humana só tem valor quando fundamentada no sacrifício ou na virtude da renúncia; então ela se torna significativa e é possível ter a experiência da Divindade. (Discurso Divino, 16 de outubro de 1983)
Sri Sathya Sai Baba
03 de abril de 2026
Por meio de preceitos e do próprio exemplo, Jesus exortou as pessoas a cultivar as virtudes da caridade, da compaixão, da tolerância, do amor e da fé. Essas não são qualidades isoladas e distintas, e sim as múltiplas facetas do Divino no ser humano, que este deve reconhecer e desenvolver. Muito se fala a respeito do sacrifício de Cristo, demonstrado pela sua crucificação. No entanto, é preciso lembrar que Ele estava cercado pela multidão e foi amarrado, coroado de espinhos e, posteriormente, pregado à cruz pelos seus algozes. Por exemplo, uma pessoa que tenha sido detida e sofrido agressões da polícia não pode dizer que realizou um sacrifício, pois não teve liberdade de escolha. Voltemos a nossa atenção para o verdadeiro sacrifício que Jesus fez por sua própria vontade enquanto estava livre. Ele sacrificou a sua felicidade, prosperidade, conforto, segurança e posição. Enfrentou a inimizade dos poderosos. Recusou-se a ceder ou a fazer concessões. Renunciou ao “ego”, que é o obstáculo mais difícil de se eliminar. Honrem-no por isso. Jesus sacrificou voluntariamente os desejos com os quais o corpo atormenta o ser humano; esse é um sacrifício maior que o do corpo sob coação. (Discurso Divino, 24 de dezembro de 1972)
Sri Sathya Sai Baba
04 de abril de 2026
A educação não é para ser vendida nem usada para implorar empregos. Ela se destina a ser compartilhada; na verdade, cresce quando é compartilhada. De que adianta uma educação de alto nível desprovida de virtudes? Qual é o seu valor? O caráter é mais importante do que qualquer educação acadêmica. Estudantes! Não há nada de errado em buscar um emprego após a conclusão dos estudos. Mas, ao mesmo tempo, assegurem-se de que a sua educação seja empregada em benefício da sociedade. Tenham sempre em mente o bem-estar coletivo. Participem de ações que contribuam para o progresso da sociedade. O que realmente significa servir à sociedade? Não pensem que, por serem altamente educados, prestar serviço altruísta esteja abaixo da sua dignidade. Por outro lado, servir não significa, necessariamente, realizar tarefas como varrer ruas. Qualquer trabalho desempenhado em harmonia com a própria consciência já constitui serviço altruísta. Por exemplo, se vocês estiverem atuando na esfera dos negócios, não recorram a meios injustos e desonestos apenas para ganhar dinheiro. Em vez disso, usem os seus rendimentos na execução de tarefas sagradas. (Discurso Divino, 28 de junho de 1996)
Sri Sathya Sai Baba
05 de abril de 2026
A Lua refletida no rio em movimento se apresenta fragmentada e irregular, parecendo fluir rapidamente com a intensa correnteza. Já a Lua refletida no lago é serena, impassível e imperturbável. Ambas não passam de reflexos da verdadeira Lua no céu. A Lua refletida na torrente simboliza a alma individual, envolvida em atividades, enredada em maya, ou seja, na ilusão do mundo material, e na lei de causa e efeito. Por outro lado, a Lua refletida na superfície plácida do lago representa o iogue que, repousando no Uno, alcançou a estabilidade, o equilíbrio e a paz. A verdadeira Lua no céu é a Testemunha Eterna, o Absoluto, o Princípio Primordial. Cristo aludiu a esses três estados ao proferir três declarações. Referindo-se à alma individual, declarou: “Eu sou o Mensageiro de Deus”. Referindo-se a si mesmo como o iogue, afirmou: “Eu sou o Filho de Deus”. Finalmente, compreendeu que os dois primeiros estados eram apenas reflexos, e que a Lua real no céu era a Testemunha Eterna. Reconhecendo ser Ele próprio o Absoluto sem Forma e sem Nome, declarou, perto do fim da sua vida: “Eu e o Pai somos um”. Todos os seres são imagens do Atma, do Ser Interno Universal, com os diversos nomes e formas que aparentemente assumiram. Essa é a verdade – contida, desenvolvida e demonstrada nos textos espirituais da Índia, que formam a base da cultura indiana. A essência de todas as fés e a meta de todo esforço espiritual é se fundir nessa Unidade, e o objeto de toda investigação é reconhecê-la. (Discurso Divino, 24 de dezembro de 1972)
Sri Sathya Sai Baba
06 de abril de 2026
A prática é a base de todas as aquisições na vida. Desde habilidades simples, como andar, falar, ler e comer – tudo se adquire com a prática. A maioria delas passa a fazer parte da nossa vida apenas por meio da prática, mesmo sem nos darmos conta disso. Eis um pequeno exemplo: por anos a fio, alguns idosos ficam continuamente passando as contas do seu rosário ou japamala, um hábito que se tornou tão mecânico que eles o mantêm, mesmo quando estão conversando com outras pessoas. A causa fundamental dos hábitos é a prática incessante; portanto, é essencial cultivar bons hábitos. Assim como os hábitos nocivos exercem, até inconscientemente, a sua influência, o mesmo ocorre com os bons hábitos, que geram pensamentos positivos. Deve-se adotar a prática de levar uma vida pautada na verdade nas atividades mundanas. Disciplina e boa conduta são imprescindíveis; boas maneiras são a força vital do ser humano. No entanto, hoje em dia, perdemos esses três valores. As principais e mais graves falhas do ser humano são as seguintes: falta de respeito pelos mais velhos, falta de amor pelos pais e falta de apreço pelos laços de amizade. Portanto, para recuperar o que se perdeu, é necessário cultivar bons hábitos e desenvolver crenças benéficas. (Discurso Divino, 28 de março de 1991)
Sri Sathya Sai Baba
07 de abril de 2026
Todas as almas nobres transmitiram ensinamentos sagrados, destacando a importância de “amar a todos”. Elas não pregaram o ódio. Deus jamais diria a alguém para tirar a vida dos seus semelhantes. Ninguém tem o direito de matar outra pessoa, pois o mesmo Atma, o mesmo Ser Interno, está presente em todos. No entanto, em nome de Deus, se cometem crimes abomináveis, o que não é nada bom. Amem a todos, sirvam a todos. Embora não se possa agradar sempre, é possível falar sempre de maneira agradável. Não existe Deus maior que o Amor. O Amor é Deus, Deus é Amor. Vivam no Amor. Eliminem as más qualidades. Pessoas de mente estreita tentam atribuir a Deus a sua própria mesquinhez. Isso é sinal de ignorância; não deem ouvidos a tais pessoas. Tenham fé no seu próprio Ser Interno; caso contrário, não poderão amar a Deus. As falhas no sistema educacional moderno contribuem para a diminuição do amor nas pessoas, enquanto o ódio cresce a cada dia. O ser humano está se esquecendo da verdade e, consequentemente, se sujeitando ao desastre. Ao desenvolver tendências animalescas, esquece a sua própria natureza humana. A verdadeira espiritualidade consiste em destruir as tendências animalescas e transformar a natureza humana em divina. É impossível alcançar a divindade sem antes se libertar da animalidade. (Discurso Divino, 25 de dezembro de 2001)
Sri Sathya Sai Baba
08 de abril de 2026
O amor verdadeiro e altruísta se manifesta como sacrifício. Tal amor desconhece o ódio. Ele envolve todo o Universo e é capaz de aproximar até mesmo aqueles que parecem distantes. Transforma o ser humano em divino e uma pessoa animalesca na própria Divindade. No mundo fenomênico, esse amor primordial se expressa em diversas nuances e variações. Vocês amam os seus pais, os seus irmãos e irmãs, os seus amigos e assim por diante; porém, em todas essas formas, há sempre um vestígio de egoísmo. O Amor Divino, por outro lado, é inteiramente livre de todo e qualquer traço de egoísmo. Rendam-se a esse Amor, deixem-se imergir completamente nele e experimentem a bem-aventurança que ele confere. Para obtê-lo, é indispensável a virtude da tolerância ou kshama. Todos devem cultivar essa nobre qualidade. Não se pode adquiri-la por meio da leitura de livros ou do aprendizado com um instrutor; tampouco é possível recebê-la de presente. Só se consegue conquistar essa virtude primordial mediante esforço pessoal, enfrentando com firmeza problemas e dificuldades de diversos tipos e passando por momentos de ansiedade, sofrimento e tristeza. (Discurso Divino, 25 de maio de 2000)
Sri Sathya Sai Baba
09 de abril de 2026
O amor (prema) é a energia ou força vital do ser humano (prana); e essa energia vital é, ela própria, amor. Quem não tem amor é semelhante a um corpo sem vida. Demonstra-se amor apenas a quem está vivo; ninguém ama um cadáver. Portanto, o amor e a vida são inter-relacionados e intimamente conectados. Nesta existência mundana, o amor se manifesta de diversas formas, como o amor entre mãe e filho, entre marido e mulher ou entre parentes. No entanto, esse amor baseado em relações físicas surge de motivos egoístas e interesse pessoal. Por outro lado, o Amor Divino é desprovido de todo e qualquer traço de egoísmo. É amor pelo próprio amor. A isso se chama devoção. Esse amor apresenta três características: 1) ele dá, não recebe; 2) não conhece o medo; 3) existe apenas pelo próprio amor, e não por motivos egoístas. Essas três características, juntas, indicam entrega absoluta ao Senhor. Quando alguém se deleita nessa atitude de total entrega, experimenta a bem-aventurança do Divino. Mas, para isso, o requisito primordial é o perdão. (Discurso Divino, 1º de janeiro de 1994)
Sri Sathya Sai Baba
10 de abril de 2026
Observem as funções dos órgãos dos sentidos e perceberão que, se apenas um deles deixar de atuar em harmonia, a vida entrará em desequilíbrio. Quando a mente concebe um pensamento, todos os órgãos se coordenam para que ele seja realizado. Se os sentidos não acompanharem os pensamentos, a existência se tornará repleta de sofrimento. A tolerância, por outro lado, promove a coordenação harmoniosa de todos os órgãos, que passam a trabalhar em uníssono. Certa vez, os órgãos do corpo, como os olhos, os ouvidos e os membros, sentiram inveja da língua. Reclamaram que se empenhavam arduamente para conseguir alimento, mas quem o desfrutava era ela. A língua, no entanto, não retém nada para si. A sua função é simplesmente provar o alimento e enviar ao interior do corpo aquilo que for agradável ao paladar, para que os órgãos internos o convertam em sangue fundamental para a produção de energia. Sem essa função vital da língua, os outros órgãos não seriam absolutamente capazes de funcionar. Quando, tomados pela inveja e com o intuito de prejudicar a língua, eles interromperam o envio de alimento, provocaram a sua própria destruição. Isso porque, sem o suprimento de energia proveniente do alimento, não teriam nenhuma condição de funcionar. É o que acontece com pessoas dominadas pela inveja, pois essa má qualidade inevitavelmente as conduz à ruína! (Discurso Divino, 1º de janeiro de 1994)
Sri Sathya Sai Baba
11 de abril de 2026
A paciência (“kshama”, em sânscrito) é a mais grandiosa e nobre das virtudes; ela é abrangente. Obras clássicas da literatura sagrada indiana, como o Mahabharata e o Srimad Bhagavatam, estão repletas de episódios que ilustram o desastre que advém quando se perde essa virtude. A inveja é a primeira má qualidade a se manifestar tão logo a paciência desaparece. O épico Mahabharata apresenta um retrato vívido de como uma existência tranquila pode ser totalmente destruída pela inveja. Lanka, a “ilha dourada”, era como o próprio paraíso, porém a inveja do seu governante, o rei-demônio Ravana, a levou à ruína. Enquanto a paciência oferece proteção total, a sua ausência mergulha o indivíduo na angústia e na tragédia. A impaciência gera egoísmo e alimenta a inveja, e estas más qualidades, juntas, estimulam conflitos internos e tendências divisionistas de todo tipo. As crises que as nações enfrentam atualmente se devem, em grande parte, à ausência da nobre qualidade que é a paciência. A impaciência já arruinou até mesmo grandes aspirantes espirituais e reduziu reis a mendigos. A falta de paciência pode transformar um iogue em rogi, ou seja, em um doente! Sem essa virtude, a humanidade se degrada e entra em declínio; com ela, ao contrário, progride a passos largos. (Discurso Divino, 25 de maio de 2000)
Sri Sathya Sai Baba


