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Plantio de mudas em Resende
26/11/2016
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26/11/2016
Natal em Queimadas
16/12/2018
Projeto Serviço em EVH em Queimadas -
Natal na comunidade


Eventos Nacionais
Eventos Nacionais


01 de maio de 2026
O Buddha ensinou que não se deve sentir raiva, procurar defeitos nos outros e tampouco prejudicá-los, pois todos são manifestações do puro e eterno Princípio do Atma, ou seja, do Ser Interno. Tenham compaixão para com os necessitados e os ajudem na medida do possível. Vocês talvez pensem que aqueles que não têm o que comer são pobres, mas a simples ausência de dinheiro ou de alimento não define a pobreza. Na verdade, ninguém é pobre; todos são ricos, pois são dotados da riqueza do coração. Compreendam e respeitem o princípio da unidade e da divindade subjacente em cada ser e, assim, experimentem bem-aventurança. Evitem apegar-se a rótulos limitados, tais como “fulano é meu amigo”, “beltrano é meu inimigo”, “sicrano é meu parente” e assim por diante. Todos são um só; então, tratem a todos igualmente. Esse é o seu dever primordial e o mais importante dos ensinamentos do Buddha. (Discurso Divino, 13 de maio de 2006)
Sri Sathya Sai Baba
02 de maio de 2026
Deus é a Encarnação do Amor (Premasvarupa) e está em cada ser; portanto, o fruto de toda e qualquer vida está repleto da doçura desse Amor. Assim como a casca amarga de uma fruta doce é o véu da ignorância que oculta o precioso suco no seu interior, a casca amarga da inveja, do egoísmo, do ódio, da malícia, da ganância, da luxúria e da ostentação não permite que a doçura do Amor seja evidente a todos. Mas cada ser tem o direito de partilhar desse Amor, independentemente da sua nacionalidade, cor, crença ou posição social. Se Deus e o Seu Amor ativam cada átomo da Criação, quem ousaria excluir alguém? Declara a Isha Upanishad, um dos textos sagrados que contêm a essência dos Vedas: “Ishavasyam idam sarvam” (“Tudo isto é Deus”). Ou seja, “Tudo isto é Amor”. As luzes que o grande sábio Vyasa acendeu para revelar essa magnífica realidade se tornaram tênues, pois ninguém está vertendo óleo na lamparina; as pessoas estão interessadas em perseguir falsos ideais e prazeres efêmeros. Vyasa compôs grandiosas obras da literatura sagrada indiana, nas quais transmitiu valiosos ensinamentos: no épico Mahabharata, ensinou a retidão ou dharma; no Bhagavata, a devoção ou bhakti; nos 18 Puranas, a paz e o amor (shanti e prema). Finalmente, no Brahma Sutra, ensinou a natureza do “conhecimento, do conhecedor e do conhecido” por meio de uma série de aforismos relativos a Brahman (o Absoluto ou a Realidade Suprema). Vyasa enfatizou que o ato de prejudicar os outros é a semente do pecado, e que servir ao próximo é a semente do mérito. Esse é o puro e simples ensinamento sobre o Amor. (Discurso Divino, 1º de julho de 1967)
Sri Sathya Sai Baba
03 de maio de 2026
Uma resolução ou sankalpa tomada pela mente é como uma pedra lançada em um lago; ela gera ondulações que se expandem por toda a superfície e perturbam a serenidade e a equanimidade. Uma boa resolução desencadeia uma série de pensamentos elevados, cada um contribuindo para o processo de purificação e fortalecimento. Enfatiza-se, na cultura indiana, a pureza que deve ter uma resolução porque, assim como uma flor perfumada, ela espalha a sua influência benéfica sobre outras pessoas e, por meio delas, sobre a sociedade e a comunidade na qual o indivíduo está inserido. Por outro lado, um mau pensamento profana tanto o indivíduo quanto a coletividade. O sofrimento e a impureza também são contagiosos. Quando a mente se submete ao intelecto (buddhi), que tem por função o raciocínio discriminativo, ou seja, a faculdade de discernimento (viveka), ela auxilia na plena percepção da Verdade interior. Mas quando cede à atração dos sentidos, ela reforça os vínculos que aprisionam o indivíduo. Portanto, é necessário acolher as boas ideias e rejeitar as más. Cada ideia deve ser julgada pela Suprema Corte do Discernimento, cuja decisão deve ser considerada inviolável. (Discurso Divino, 30 de março de 1973)
Sri Sathya Sai Baba
04 de maio de 2026
Mesmo que outros os perturbem ou lhes causem problemas, suportem tudo com paciência, acreditando que isso só lhes trará benefícios. O corpo, formado pelos cinco elementos, está fadado a perecer, mais cedo ou mais tarde. No entanto, o Morador Interno do corpo é eterno; não tem nascimento nem morte e não está preso por nenhuma corrente de servidão. Esse Morador Interno é, de fato, o próprio Deus! Quando um mendigo lhes pede comida, dizendo: “Dê-me uma esmola”, ele está se dirigindo ao Morador Interno, e não a vocês. Reconheçam que, na verdade, ele está pedindo esmolas ao Deus que habita no seu interior. Pensar que está se dirigindo a vocês é fruto de ignorância e equivale a uma postura arrogante. A Divindade habita em todos, seja em um príncipe ou em um mendigo. Vocês têm que reverenciar esse Princípio Divino em cada ser e amar a todos, porém esse amor deve ser puro e altruísta. O amor desprovido de apego ao corpo flui igualmente para todos. (Discurso Divino, 23 de novembro de 2001)
Sri Sathya Sai Baba
05 de maio de 2026
Quando, na esfera econômica, os desejos humanos são guiados pelo dharma, isto é, pela retidão, emerge no indivíduo um impulso de natureza divina. Quando a busca pela riqueza e o interesse pelos prazeres sensoriais se baseiam no dharma, a mente se volta espontaneamente para Deus. Neste vasto Universo, o ser humano é comparável a um grão de areia. Essencialmente, não há conflito entre ele e a Criação. Assim como uma criança tem o direito de usufruir do leite materno, e a abelha, o de sugar o néctar das flores, não há objeção alguma a que o ser humano desfrute dos recursos da Natureza. Entretanto, como resultado de desejos desenfreados e da exploração irresponsável desses recursos, a Natureza está apresentando severos desequilíbrios. Calamidades naturais, tais como terremotos, erupções vulcânicas, secas e inundações, são a consequência de perturbações no equilíbrio ambiental. Atualmente, a humanidade pode ser comparada a um indivíduo insensato que golpeia com um machado o galho da árvore sobre o qual está sentado. É essencial que os seres humanos desenvolvam um senso de unidade de caráter espiritual, pois somente assim o amor florescerá, e apenas o amor pode unir toda a humanidade em um só corpo. (Discurso Divino, 13 de fevereiro de 1997)
Sri Sathya Sai Baba
06 de maio de 2026
A genuína devoção se evidencia nos momentos finais. Gostaria de compartilhar um breve episódio que ilustra a bondade da Mãe Eshvaramma. Nessa época, os Cursos de Verão estavam em andamento em Bangalore. O café da manhã seria servido aos estudantes às sete da manhã. Eles haviam saído antes para a prática do Nagarsankirtan, que consiste em percorrer as ruas em procissão, cantando o Nome e as glórias do Senhor. Quando retornaram, aproximadamente às seis horas, concedi-lhes o Meu darshan e, em seguida, fui tomar banho. Enquanto isso, a Mãe Eshvaramma terminara de se banhar; tomou o seu café alegremente, como de costume, e se acomodou na varanda interna. Subitamente, quando se dirigia ao banheiro, ela chamou três vezes, em voz alta: “Swami, Swami, Swami!” Ao ouvir o seu chamado, respondi: “Estou indo, estou indo”. Nesse intervalo, ela exalou o seu último suspiro. Que sinal maior de bondade será necessário? Ela não precisou de nenhuma assistência ou de cuidados especiais. Apenas para poucos Swami virá à memória nesse derradeiro momento. Do andar térreo, ela chamou: “Swami! Swami!” E quando respondi: “Estou indo, estou indo”, ela havia partido. Foi algo semelhante ao clamor de Gajendra, o rei dos elefantes, e a vinda imediata do Senhor Vishnu para abençoá-lo – os dois fios se conectando e a liberação ocorrendo instantaneamente. Esta é a consumação autêntica pela qual todos devem se esforçar na vida. (Discurso Divino, 6 de maio de 1983)
Sri Sathya Sai Baba
07 de maio de 2026
A mente tende a acumular experiências e armazená-las na memória. Ela não conhece a arte da renúncia. Não descarta nada e, como resultado, a dor, a ansiedade e o sofrimento continuam fervilhando no seu interior. Um indivíduo poderia se tornar um iogue, ou seja, alguém espiritualmente sereno, se ao menos pudesse ensinar a mente a praticar o sacrifício. Tem-se a impressão de que o relógio funciona ininterruptamente, mas, na realidade, não é bem assim. O seu movimento não é contínuo, pois, como se pode notar, há uma breve pausa entre um tique e o seguinte. Trata-se de um intervalo de descanso. A mente, porém, não dispõe nem mesmo dessa breve pausa entre um pensamento e o próximo. Além disso, não existe ordem nem conexão nessa contínua sucessão de pensamentos, o que contribui para intensificar a confusão e a preocupação. Essa é a principal fonte da má saúde no ser humano. Hoje em dia, as pessoas fazem planos e se organizam para garantir a si mesmas descanso físico e lazer, reconhecendo que até as máquinas precisam de algumas horas de repouso. Contudo, elas têm negligenciado o dever de assegurar à mente esse mesmo descanso. Meditação é o nome do período de repouso que se deve proporcionar à mente agitada e rebelde. (Discurso Divino, 8 de janeiro de 1983)
Sri Sathya Sai Baba
08 de maio de 2026
O afeto pela mãe e a reverência pelo pai são necessários. No entanto, é importante lembrar que pais e mestres são passageiros, e que até mesmo os amigos são transitórios. Somente Deus é eterno e infalível, e apenas Ele deve ocupar um lugar permanente no coração. O corpo humano adquire sacralidade por ser a morada do Senhor. A Bhagavad Gita se refere ao corpo como kshetra (“campo sagrado”), e ao seu Divino Morador Interno como Kshetrajña (“Aquele que conhece o corpo”). Em razão dessa natureza sagrada, deve-se usar o corpo adequadamente, como um instrumento da Divindade. É indispensável que o ser humano desenvolva fé em Deus, pois a vida perde o sentido sem ela. Não há verdadeira felicidade ou plena satisfação sem a Graça Divina. Atualmente, a humanidade se encontra demasiado imersa em preocupações mundanas, e por isso lhe falta paz de espírito. Só é possível obter essa paz em Deus – a Suprema Encarnação da Paz, a morada do amor infinito e da serenidade duradoura. Deve-se assegurar o Amor de Deus entoando o Nome Divino; portanto, sejam gratos à sua mãe por lhes haver dado um corpo que lhes possibilita entoar o Nome do Senhor. (Discurso Divino, 6 de maio de 1997)
Sri Sathya Sai Baba
09 de maio de 2026
O nadador no rio precisa afastar a água à sua frente e empurrá-la para trás para que possa avançar em linha reta e com rapidez. Esse ato de empurrar a água para trás é o que o impulsiona para a frente. A lição que vocês devem tirar disso é a seguinte: não deem importância ao passado; deixem-no para trás, desapeguem-se dele, exerçam a renúncia. Só assim poderão progredir, ainda que seja apenas um centímetro. O problema é que, em vez disso, as pessoas colecionam, armazenam, acumulam e se orgulham daquilo que seguram firmemente, ignorando o imenso valor da característica humana que é a renúncia. Incapazes de flutuar ou nadar em meio às tentações, afundam em suas posses materiais, vitórias e caprichos. Vocês devem descobrir e aprender maneiras de avançar. Pode-se perguntar como será possível a alguém imerso no conhecimento do que é relativo se tornar consciente do Atma, do Ser Interno? Ainda assim, não há motivo para desespero ou para se sentirem inferiores e insignificantes, pois, quando pequenos seres tomam decisões importantes, eles recebem o incentivo dos grandes. Por exemplo, narra o épico Ramayana que um minúsculo esquilo decidiu contribuir para a construção da passagem de pedras sobre o mar até a ilha de Lanka, usando o próprio corpo para carregar grãos de areia, e por isso foi agraciado com as bênçãos do Senhor Rama. O esquilinho sabia que a sua ajuda seria infinitesimal, porém o sentimento de dedicação que o motivou conquistou a Graça de Deus. (Discurso Divino, 8 de janeiro de 1983)
Sri Sathya Sai Baba
10 de maio de 2026
A glória e a majestade do Senhor são imanentes no Universo, como uma fragrância é imanente no ar, o calor no fogo ou a manteiga no leite. Deus é o fio que atravessa e mantém unidas todas as contas. Conhecê-Lo como tal, perceber que Ele é a fonte, o sustento e o bem supremo de toda esta Criação é o fim e o objetivo da vida humana. Essa é a essência dos ensinamentos de todas as Sagradas Escrituras que o ser humano herdou do passado, em todas as línguas e em todas as regiões. As religiões são apenas tentativas de demarcar o caminho rumo a essa consumação. Todos os códigos morais regulam a fala, a ação e os sentimentos humanos para que a humanidade tenha uma visão mais clara desse caminho e possa trilhá-lo com firmeza. A Índia é a terra onde esse precioso conhecimento foi adquirido e difundido por fervorosos buscadores e sábios. Hoje, no entanto, devemos deplorar a decadência desses ideais e o aviltamento dos indianos que se rebaixaram ao nível de ridicularizar as alturas da bem-aventurança espiritual alcançada por esses sábios. Chegou a hora de se reverenciar a cultura que lhes concedeu essa visão e essa vitória. Agora é o momento de vocês se dedicarem novamente à peregrinação em busca da Verdade e descobrirem, na selva da multiplicidade, a unidade fundamental, que é a realidade. (Discurso Divino, 15 de fevereiro de 1969)
Sri Sathya Sai Baba
11 de maio de 2026
A vida humana tem as suas raízes no Atma, no Ser Interno, e se desenvolve em meio às ondas turbulentas da existência. Ela jamais poderá se desarraigar da sua fonte, que é o Atma. Ao longo de eras, o ser humano tem buscado a liberação e lutado para se livrar do seu cativeiro. Falta-lhe, no entanto, a correta compreensão daquilo de que realmente precisa se libertar e de quais são as amarras que o prendem. Muitos nem sequer têm consciência de que estão aprisionados e acorrentados, e por isso nem tentam alcançar a liberdade. A família, o cônjuge e os filhos – serão eles a prisão? As riquezas, as propriedades, os bens materiais – serão esses os grilhões? As atrações e aversões serão os vínculos que o cerceiam? Não, nada disso o aprisiona. O laço mais forte que limita os seus sentimentos e ações é a ignorância sobre a sua verdadeira essência. Enquanto o ser humano não tiver consciência do Atma, que é a Alma Divina, estará fadado a ser lançado de um sofrimento a outro, com intervalos de alegria. (Discurso Divino, 8 de janeiro de 1983)
Sri Sathya Sai Baba
12 de maio de 2026
Um coração desprovido de amor é um cemitério. O amor demonstra a existência do Divino. Ele permeia tudo e constitui a base da unidade dos seres humanos. Somente quando o egoísmo desaparecer e a fé no Divino crescer será possível alcançar essa unidade. Portanto, “cada ser humano deve encher o seu coração de amor. Deus é amor; o amor é Deus. O amor está ligado ao próprio amor. Quem ama em plenitude se acha qualificado para o estado de não dualismo ou de unidade com Deus”, diz o poema. É de vital importância que todos reconheçam e pratiquem esse Princípio do Amor. Ele existe nos bons e nos maus, na floresta e no palácio, no apego e na separação, na conduta e na fala, na mente e na ação. Ele permeia tudo. É a mais poderosa arma para destruir as forças do mal que hoje assolam o mundo. Infelizmente, os seres humanos não estão seguindo o caminho correto para a aquisição desse amor sagrado. Lembrem-se de que o amor é não apenas a semente, mas também o ramo, a flor e o fruto do amor, e que é necessário colocar o amor em prática para saborear o seu fruto! (Discurso Divino, 23 de novembro de 1996)
Sri Sathya Sai Baba
13 de maio de 2026
Quaisquer ensinamentos que vocês ouçam e leiam devem ser assimilados no seu coração. Certa vez, um mestre espiritual chamou os seus discípulos e lhes disse: “Meus queridos! Eis aqui um doce para cada um de vocês. Cuidem para que não seja estragado por formigas, moscas, mosquitos, gatos ou ratos”. A maioria dos discípulos procurou preservar o doce de diversas maneiras; apenas um o saboreou, digeriu e dele extraiu força e energia. Qual é o significado profundo dessa história? Ela nos mostra que não basta preservar ensinamentos divinos em livros; é preciso absorver no coração tais ensinamentos, que são doces como o néctar, assimilá-los e vivenciá-los. Só então será possível extrair deles força e felicidade. Portanto, guardem no coração, como um tesouro, todos os ensinamentos sagrados que ouvirem, lerem e compreenderem. Mas, uma vez feito isso, coloquem-nos em prática no seu dia a dia; só assim alcançarão a realização. Comer sem digerir não é suficiente; da mesma forma, simplesmente ouvir e ler não é suficiente; por isso são fundamentais a prática e a experiência na vida diária. (Discurso Divino, 27 de julho de 1996)
Sri Sathya Sai Baba
14 de maio de 2026
Todos devem se empenhar em compreender o sagrado Princípio do Amor. O Amor vai além da Natureza; ele a transcende. Não é o Amor que está contido na Natureza; é a própria Natureza que está contida no Amor! Similarmente, não é o Amor que está contido no Universo; é o Universo que está contido no Amor. Quando Eu seguro este lenço, isso indica que a Minha mão é maior do que o lenço. Então, dizer que o Amor está contido no Universo significa que o Universo é maior do que o Amor. No entanto, não é assim; na verdade, o Amor transcende a grandeza do Universo. Ele não está subordinado a este mundo visível; pelo contrário, é o mundo que está sob a regência do Amor. Criação, preservação e dissolução; tempo, causa e efeito – tudo está contido no Amor. Tudo neste mundo é físico e fugaz, exceto o Amor. Quanto tempo durará este corpo? Ele é temporário, é efêmero; portanto, o amor relacionado a ele também é momentâneo e transitório. Só é verdadeiro e eterno o Princípio do Atma (o Ser Interno) – o Princípio de Brahman (o Absoluto) ou de Hridaya (o coração espiritual). Reconhecer esse verdadeiro e eterno Princípio do Amor é o dever primordial de todo ser humano. (Discurso Divino, 27 de julho de 1996)
Sri Sathya Sai Baba
15 de maio de 2026
Ter desejos é comum a todos. Eles estão presentes em jovens e idosos, homens e mulheres, pessoas comuns ou santos. No entanto, é essencial cultivar desejos benéficos, tais como alcançar uma posição elevada, levar uma vida nobre, ser um bom aluno ou trilhar o caminho espiritual. É perfeitamente natural que o ser humano tenha desejos, pois ele tem que viver no mundo, mas deve haver um limite para esses desejos. O problema é que, devido aos efeitos da era atual, conhecida como Kali Yuga ou Idade do Ferro, os desejos do ser humano extrapolaram todos os limites, levando-o à perda da paz e a uma vida de constante inquietação. Os seus desejos desmedidos são correntes que o aprisionam, tirando-lhe a liberdade e transformando-o em seu prisioneiro. Embora os animais também tenham desejos, estes não são ilimitados, como os do ser humano. Os animais seguem os ciclos naturais, ao contrário do ser humano, cujo descontrole é a causa dos numerosos problemas e dificuldades que hoje enfrenta. Não lhe faltam comida, vestuário e moradia; então, qual será o motivo da sua inquietação? Ela é causada unicamente pelos desejos excessivos que ele nutre. Portanto, impor limites aos próprios desejos é fundamental. Menos bagagem e mais conforto tornam a viagem um prazer. Como a vida é uma longa jornada, não se deve levar excesso de bagagem. Na linguagem de Vedanta, filosofia baseada nos Vedas (Escrituras Sagradas hindus), chama-se a isso de vairagya, palavra que significa “desapego" ou “renúncia”. (Discurso Divino, 4 de abril de 1993)
Sri Sathya Sai Baba
16 de maio de 2026
Tudo o que desaparece ou perece não pode ser considerado verdade. O amor verdadeiro é aquele que nunca desaparece, que está presente no âmago do ser e purifica os sentimentos mais íntimos. Esse amor apenas dá, sem nada receber. Será possível encontrar neste mundo alguém que sempre dê? Nem mesmo um pai está disposto a entregar os seus bens ao próprio filho. Sendo assim, como esperar que as pessoas compartilhem com o próximo aquilo que possuem? Somente Deus tem essa virtude de dar sem reservas. O amor incondicional é atributo exclusivo da Divindade. Mas, na realidade, esse amor divino brota de cada coração e envolve todo o ser, da cabeça aos pés. O ser humano pode vivenciá-lo em cada célula e em cada átomo do seu corpo. Infelizmente, como tem o coração impuro, não percebe a fonte de amor que dali emerge. Está sempre absorto na busca da satisfação de desejos físicos e mundanos; portanto, é essencial que se liberte de tais desejos. (Discurso Divino, 27 de julho de 1996)
Sri Sathya Sai Baba
17 de maio de 2026
Há muito tempo vocês vêm lendo sobre o significado da renúncia; também têm ouvido muitos discursos a esse respeito. Mas quanto desse conhecimento têm conseguido praticar? Se fizerem essa pergunta a si mesmos, perceberão que não avançaram um passo sequer; continuam exatamente onde estavam. Apesar de ouvirem e lerem textos sobre Vedanta (filosofia baseada nos Vedas), apesar do seu conhecimento das Escrituras Sagradas, de recitarem mantras e o Nome Divino e de se sentarem em meditação, a sua condição permanece a mesma. Como, então, conseguirão progredir? Vocês só se elevarão espiritualmente quando colocarem o seu conhecimento em prática. Os estudantes de hoje são “zeros” à esquerda na prática e “heróis” no conhecimento livresco. Vocês podem ouvir e aprender muitas coisas e, no entanto, a sua situação permanecer inalterada. Portanto, em vez de aprender uma centena de ensinamentos somente na teoria, pratiquem pelo menos um deles; isso é o que realmente importa. Comecem a praticar, pois só se obtém experiência por meio da prática. Não se sacia a fome simplesmente ouvindo nomes de pratos deliciosos; é preciso ter o trabalho de comer. Um mendigo nunca melhorará a sua condição somente escutando alguém falar sobre a importância da economia. Jamais se conseguirá dissipar uma profunda escuridão apenas ouvindo palavras sobre o poder da luz. Similarmente, ninguém se torna um genuíno seguidor de Vedanta por meio do mero aprendizado dessa filosofia. (Discurso Divino, 4 de abril de 1993)
Sri Sathya Sai Baba
18 de maio de 2026
Certa vez, Krishna decidiu testar o caráter de Yudhishthira, o mais velho dos irmãos Pandavas, e também o de Duryodhana, o primogênito dos Kauravas, primos e rivais dos Pandavas. Primeiro, chamou Yudhishthira, a quem disse: “Tenho uma tarefa a realizar e, para isso, preciso de uma pessoa muito mesquinha, inclinada à falsidade e ao mal. Você poderia Me trazer alguém com tais características?” Em seguida, chamou Duryodhana e falou: “Duryodhana! Há uma importante missão a ser cumprida, e ela requer uma pessoa nobre, pura, bondosa e virtuosa”. Ambos concordaram em realizar as tarefas que Krishna lhes atribuíra e partiram em direções opostas, à procura das pessoas que Ele pedira. Após algum tempo, Yudhishthira voltou e, com a maior humildade, falou: “Senhor! Não encontrei nenhuma pessoa perversa em todo o reino. Eu sou o único que possui algum traço de perversidade. Por favor, use-me na tarefa”. Pouco depois, Duryodhana também retornou e disse: “Krishna! Não existe ninguém completamente nobre em nenhuma parte deste reino. Creio ser eu a única pessoa assim. Se me disser qual é a tarefa, certamente a realizarei”. Do ponto de vista egoísta de Duryodhana, todos pareciam perversos. Já na perspectiva de Yudhishthira, com a sua natureza humilde, todos pareciam virtuosos. Portanto, a visão que vocês têm do mundo depende inteiramente da cor das lentes dos seus óculos. (Discurso Divino, 4 de abril de 1993)
Sri Sathya Sai Baba
19 de maio de 2026
A maioria das pessoas utiliza o tempo de vida que lhes foi concedido ou conquistado consumindo alimentos e bebidas saborosos, porém prejudiciais, e se entregando a passatempos atraentes ainda mais nocivos. Que desperdício lamentável de algo tão precioso! Embora faça parte do reino animal, o ser humano é dotado de capacidades físicas, mentais e morais muito superiores às das outras criaturas. Possui memória, linguagem, consciência, reverência, temor respeitoso, admiração e um inexplicável sentimento de insatisfação, que se revela como precursor do desapego. O ser humano tem a gloriosa oportunidade de contemplar a sua identidade com o mistério que se manifesta na forma deste Universo. Entretanto, imerso na ignorância, ele age como se fosse apenas um animal como os outros e se entrega à dor e ao vício. É como se o fogo esquecesse a sua natureza, que é queimar, ou a água, a sua natureza, que é molhar. O ser humano esqueceu a sua natureza, que é alcançar a divindade, e a sua capacidade de buscar e assegurar a verdade do Universo do qual faz parte. Esqueceu a sua habilidade de treinar a si mesmo na virtude, na justiça, no amor e na compaixão, a fim de escapar dos limites do particular e chegar à vastidão do universal. O ser humano é, de fato, capaz de atingir a consumação e o ápice de se fundir no Imutável, que é a base de toda esta transformação. (Discurso Divino, 2 de julho de 1966)
Sri Sathya Sai Baba
20 de maio de 2026
Ao se dedicarem à prática do sadhana ou disciplina espiritual, é essencial que sigam rigorosamente as regras estabelecidas nas Escrituras Sagradas e as injunções do mestre espiritual ou de Deus. Além disso, não devem se preocupar com o surgimento de obstáculos, sejam eles quais forem, quando estiverem cumprindo tais regras e injunções. Continuem com o sadhana prescrito e alcancem o sucesso, mesmo que isso exija sacrifícios, inclusive da própria vida. Algumas pessoas afirmam que, embora sigam as ordens de Swami, enfrentam muitos obstáculos no cumprimento do seu sadhana. Essa postura não reflete a atitude correta. Na verdade, nenhum obstáculo surgirá se as instruções de Swami forem seguidas corretamente e com atenção. O surgimento de obstáculos significa que as Suas ordens não foram devidamente cumpridas! Antes de se dar início ao sadhana, existem certas condições a serem conhecidas. O sadhana é uma atividade realizada para se alcançar um objetivo ou propósito específico na vida; portanto, é necessário que o sadhaka, ou seja, o aspirante espiritual, decida o que deseja alcançar e qual é a sua meta. A partir de então, ele deve manter o sadhana até que o objetivo seja plenamente atingido. Quando se pratica o sadhana sem o conhecimento dessas condições, tende-se a vacilar e a enfrentar obstáculos e dificuldades. Isso pode levar à perda da fé no mestre espiritual, resultando em uma queda total e na própria ruína. Por essa razão, é necessário agir com muita prudência ao praticar o sadhana. (Discurso Divino, 7 de julho de 1985)
Sri Sathya Sai Baba


